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O resultado de minha análise recomendou Desinfecção com Cloro. O que eu faço?

Os resultados de análises de água para consumo humano, em geral, apresentam ensaios físico-químicos e ensaios bacteriológicos. Dentre os ensaios físico-químicos, está a determinação de cloro residual livre (CLR). Se nas conclusões sobre os resultados de sua amostra está recomendada a “Desinfecção com Cloro”, é importante você saber o seguinte:

1) Para que serve o cloro na água?

O cloro é o elemento químico utilizado mundialmente como desinfetante para inúmeras aplicações, dentre as quais, a água para consumo humano. A adição de cloro na água destinada ao consumo humano tem o objetivo de eliminar as bactérias presentes na mesma e evitar que novas bactérias se desenvolvam. A presença de cloro na água, na forma de CLR (Cloro Residual Livre) e que se consiga avaliar com kits de campo é forte indicativo de que as bactérias comuns em água para consumo humano foram eliminadas.

2) Quanto cloro devo adicionar na água?

Para garantir um processo de desinfecção permanente e que novas bactérias não se desenvolvam na água, é necessário manter um residual de cloro na faixa de 1,5 a 3,0 mg/L. A presença do CLR na água dentro dessa faixa funciona como uma garantia preventiva de que, se houver algum tipo de infestação na água por bactérias, o cloro estará presente para eliminá-las. Por isso é necessário garantir uma concentração residual mínima (aproximadamente 1,5 mg/L) pois a presença de bactérias “consome” o cloro, reduzindo essa concentração. De forma simplista mas de fácil entendimento, a “luta” entre o cloro e as bactérias é uma “luta entre dois exércitos” : – quem estiver em maior “número” vai vencer. Assim, a presença de algum residual de cloro na água é a garantia de que o “exército” contrário às bactérias estará sempre presente e “disponível” para a “batalha”, com chances de vencê-la. Na medida em que o cloro “combate“ as bactérias ele também vai sendo “consumido”. Então, uma infestação muito pesada de bactérias poderá demandar (consumir) todo o cloro residual presente e, ainda assim, restarem bactérias em condições de crescimento. É o que pode estar acontecendo nos laudos de análises que recomendam “desinfecção com cloro”, diante, muito provavelmente, de um crescimento bacteriano na amostra analisada e de cloro residual igual a zero.

3) Como adicionar o cloro na água?

Existem diversas formas de apresentação comercial para o cloro e a mais conveniente para adição em água destinada ao consumo humano é a forma líquida como Hipoclorito de Sódio. Contudo, a adição do cloro diretamente na caixa d´água ou no poço é uma providência complexa e, em geral, não atende aos objetivos de manutenção do residual de cloro na faixa ideal. Isso ocorre porque a adição em “bateladas” não permite o controle desse residual. Quando se adiciona alguma quantidade de cloro diretamente na caixa o residual aumenta e, assim que mais água entrar na caixa, o controle sobre esse residual se perde e não é possível garantir-se a faixa ideal. O mesmo ocorre com os poços. Para resolver essa situação, a COHESP recomenda a DESINFECÇÃO INTELIGENTE, com dosadores automáticos de cloro e Hipoclorito de Sódio comercializado por empresas idôneas. Recomendamos o HIDROSTERIL.

4) A água sem cloro está contaminada?

Não. O fato da concentração de cloro residual livre na água ser zero (ausência de cloro livre) não significa que a água esteja contaminada ou, mesmo, imprópria para o consumo humano. O exemplo mais evidente são as águas minerais naturais ou mineralizadas artificialmente e comercializadas em garrafas, copos ou garrafões para bebedouros. Essas águas não contêm (e não podem conter !) cloro residual livre e não estão necessariamente contaminadas. A ausência do cloro na forma de CLR apenas indica que, se houver alguma infestação por bactérias, não haverá como combater o crescimento das mesmas. Nesse sentido, a COHESP recomenda que toda água bruta destinada ao consumo humano seja reservada com a garantia de que esteja devidamente clorada na faixa ideal e toda água tratada para as mesmas finalidades tenha a garantia de que a faixa ideal da concentração de cloro residual esteja mantida.

Rogério Felisoni

Rogério Felisoni

Rogério Felisoni, engenheiro químico com especialização em engenharia sanitária, diretor técnico da COHESP – Controle Hídrico de São Paulo e membro da American Chemical Society, autor de inúmeras publicações sobre qualidade e tratamento de água, atuando como consultor e relator em dezenas de milhares de laudos de análises e pareceres técnicos em todo o Brasil. Ministra cursos e palestras na área de tratamento e monitoramento de qualidade de água para todos os segmentos da economia, em especial toda a rede hospitalar pública e privada.
Rogério Felisoni

    leticia andrade | 17 de dezembro de 2015 | Reply

    No exame consta presença de coliformes totais. A água então apresentou imprópria para consumo humano. Dessa forma, a água não poderá ser utilizada para lavagem de alimentos em restaurantes?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 18 de dezembro de 2015 | Reply

      Bom dia Letícia.

      A presença de coliformes totais descarta a água para consumo humano e a lavagem de alimentos em restaurantes é entendida como um “consumo humano”. Você deverá proceder a desinfecção com cloro para poder utilizar essa água. Para mais informações sobre como resolver seu problema, peço que acesse os links abaixo :

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-coliformes-totais-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-contagem-bacteriana-elevada-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      Obrigado por sua participação

    FERNANDA MARTINS | 11 de janeiro de 2016 | Reply

    gostaria de entrar em contato com o Rogério Felisoni poderia me passar o email dele por gentileza

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Fernanda,

      O email do Eng. Rogério Felisoni é rogerio@cohesp.com.br . Esteja a vontade para contatá-lo diretamente. Contudo, se sua dúvida for de interesse coletivo, recomendamos encaminhá-la através desse canal.

      Obrigado pro sua participação.

    Juliana | 30 de janeiro de 2016 | Reply

    Bom dia, minha contagem de bac. heterotróficas apresentou contagem de 2600 UFC/ml em água proveniente de desmineralização, porém tenho um sistema de osmose reversa que recebe essa água desmineralizada. Como posso clorar a água sem danificar membranas e filtros da osmose??
    Detalhe: Já verifiquei o filtro da desmineralização e está ok, por isso acho que a infestação se dá na tubulação que leva do reservatório até a torneira.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 1 de fevereiro de 2016 | Reply

      Bom dia Juliana,

      Por suas informações, sugiro atentar para alguns dos critérios abaixo :

      1) O processo de ultra filtração que se utilizar de osmose reversa em alguma de suas etapas deve obedecer uma sequência tal de equipamentos que evite que a água clorada atinja as membranas, ao mesmo tempo que minimize a formação de biofilmes nas mesmas;
      2) Desmineralizadores são equipamentos facilmente colonizados por bactérias presentes na água e, se isso ocorrer, servirão como num “alimentador” de microorganismos em toda a linha
      3) A osmose reversa é o sistema mais refinado disponível para filtração nesses casos devendo, portanto, ser sempre o último equipamento da linha.

      Isto posto, o lay-out geral de uma linha de ultrafiltração que tenha osmose reversa e que receba água clorada (concessionária ou cloração suplementar), deve necessariamente obedecer a sequência de equipamentos descrita abaixo, desde que possua todos eles :

      água clorada -> elemento de carvão ativado -> deionizador (desmineralizador) -> osmose reversa -> reservação (ponto crítico) -> uso final

      Nesse fluxograma simplificado, é muito importante garantir :

      1) que a água de entrada esteja sempre clorada (medição diária) com concentração entre 1,0 a 2.0 ppm de cloro residual livre
      2) que o elemento de carvão não esteja saturado (verificar a concentração de cloro residual livre em sua saída, deverá ser nula)
      3) que a resina do deionizador não esteja saturada (verificar com condutivímetro, recomendável ser inferior a 10 uS/cm)
      4) que a membrana não esteja colonizada e coberta por biofilmes (análises da água tratada pós osmose, envolvendo microbiologia e endotoxinas)

      Com esse “roteiro” você vai aumentar a vida útil de todos os equipamentos da linha bem como minimizar a formação de biofilmes na linha que, por sua vez, deverá sofrer desinfecção periódica de acordo com os volumes de água tratada/consumida.

      Obrigado por sua participação

    karine | 21 de abril de 2016 | Reply

    ola! estamos com dois poços semi artesianos contaminados um com 12 m e outro de 13 m. e os dois deram coliformes totais e a bac. echeria coli no valor de 2.0×10 ufc p/ 100ml . os poços ficam a 1 mt. da beirada de um tanque de peixes enorme, gostaria de saber se pode ser dali q esta vindo a contaminaçao ou nao???
    temos duas crianças e estou muito preocupada estou comprando agua de galao p/ tomar mas uso aquela agua para cozinhar, lavar roupas banho….. oq fazer me ajude por favor!!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Karine,

      Coliformes são um grupo de bactérias que habitam os intestinos dos animais de “sangue quente”. Isso significa que peixes não possuem coliformes. Contudo, a existência do lago pode conter contaminação de outra origem e/ou de outros animais, ou mesmo fossa para dejetos humanos onde certamente os coliformes estarão presentes. Nas profundidade de seus poços, a contaminação bacteriológica é muito difícil de ser evitada. Sendo assim, você necessita de uma sistema permanenet de desinfecção com cloro. Peço que leia os conteúdos dos links abaixo para sabe melhor como resolver esse problema.

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-contagem-bacteriana-elevada-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-coliformes-totais-eu-faco/

      Obrigado por sua participação

    José Geraldo Moraes | 6 de maio de 2016 | Reply

    O resultado de minha análise mostrou a presença de coliformes fecais, estou usando a desinfecção com Cloro., mas a água que vem da caixa eu uso para tomar banho sem esse cuidado, posso usar para esse fim? A minha caixa d’àgua é de 1000 litros tem e eu controlo a entrada de água, tem como eu clorar essa água também, visto que 2 gotas para cada litro, fica difícil controlar assim. O que eu faço?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde José Geraldo,

      Abaixo estão as informações de que você necessita para fazer a cloração de sua água de forma permanente e eficiente. NOte que, mesmo para uso em banho, a água deve atender aos padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria 2914. O ideal para seu caso é utilizar uma dosadora de cloro e podemos auxiliá-lo com esse procedimento. Envie-nos o laudo de sua análise para (contato@cohesp.com.br ) e poderemos indicar-lhe o melhor caminho a seguir.

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-contagem-bacteriana-elevada-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-coliformes-totais-eu-faco/

      Obrigado por sua participação

    Gilza Karolline | 12 de maio de 2016 | Reply

    bom dia!!!
    Fiz uma analise da água dos bebedouros da escola que eu trabalho e tive como resultado a presença de coliformes totais e E.coli. Agora queria que vc me indique a melhor maneira de desinfectar esses bebedouros.
    um abraço !!!

    Luiza | 18 de julho de 2016 | Reply

    Bom dia. Usamos água de poço artesiano com presença de coliformes termorresistentes. Utilizar 2 gotas de hipoclorito de sódio a 2,5% em cada litro libera a água para usarmos para cozinhar alimentos?

    Muito obrigada e parabéns pelo site!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 18 de julho de 2016 | Reply

      Boa tarde Luiza, tudo bem ?

      Obrigado por sua referência elogiosa ao nosso site.
      Em resposta à sua pergunta, não, absolutamente não se pode utilizar água com coliformes para banho ou qualquer outra aplicação em que haja risco de contato direto com seres humanos. A água do condomínio em hipótese alguma pode conter coliformes, em qualquer concentração. O uso de hipoclorito de sódio é indicado para eliminação de bactérias em água. Contudo, a adição de 2 gotas pode ou não ser suficiente, dependendo da concentração de coliformes existente. O ideal é realizar uma análise de sua água e dimensionar o tratamento correto para eliminar definitivamente as coliformes da água do condomínio tendo em vista a segurança e saúde dos condôminos. Recomendo, além de realizar sua análise, acessar os conteúdos dos links abaixo :

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-coliformes-totais-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-contagem-bacteriana-elevada-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos.

      Obrigado por sua participação

        Luiza | 19 de julho de 2016 | Reply

        Muitíssimo obrigada pela resposta. Estou aflita, pois tenho crianças em casa, utilizando essa água.

        Vou colocar o resultado qui para vocês verem e me ajudar mais uma vez, pois, não tenho outra possibilidade de água para banho, só a do poço mesmo, já que minha cidade passa por uma crise hídrica, onde a água da fornecedora é bastante salobra, pois os níveis dos rios estão tão baixos que a água do mar, acaba chegando ao rio. E tenho 1 bebê de 1 ano e 7 meses que estar tomando banho (e acaba levando um pouco à boca) com esta água.
        Bactérias heterotroficas: 417 UFC/mL / VPM: 500 / LQ 1,00 – Método pour plate
        Coliformes totais: 35º: Presente/ VPM ausentes/100mL – Metodo standard
        Coliformes termotolerantes: Presentes / VPM ausentes/100mL – Metodo standard
        E. coli: Presente / VPM ausentes/100mL – Metodo standard

        Demais parâmetros, como odor, pH (7,5), alumínio sulfetos, sulfatos, etc. estão dentro da conformidade segundo a Portaria 2914, de 12 de dezembro de 2011..

        Mais uma vez, obrigada!!!!

    MARTA REGINA RODRIGUES DA SILVA | 20 de julho de 2016 | Reply

    Prezado Rogério,

    Gostaria de saber se os filtros de chuveiro realmente são eficazes para retirar o cloro da água para o banho. Há algum tipo de filtro recomendado para pessoas que possuem alergia a cloro?

    Obrigada

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de julho de 2016 | Reply

      Boa noite Marta,

      Para remover o cloro residual livre da água, os filtros utilizam um elemento filtrante a base de carvão ativado. A eficiência do carvão ativado é comprovada para essa função. Contudo, na medida em que o carvão ativado vai removendo o cloro residual livre da água, ele vai se saturando e deverá ser substituído (ou regenerado). É fácil de imaginar que quanto mais água clorada passar pelo elemento de carvão, mais rapidamente ocorrerá a saturação. Igualmente fácil de imaginar que um filtro de carvão em um chuveiro terá pequena dimensão e receberá muita água. Sendo assim, sua saturação será muito rápida. Tudo isso apenas para dizer que o filtro utilizado em chuveiro para remoção de cloro residual livre tem eficiência teórica mas, na prática, a menos que seu elemento de carvão ativado seja substituído muito regularmente (possivelmente a cada semana ou mesmo antes, dependendo da frequencia de uso) estará sempre saturado e com sua eficiência comprometida.

      A alergia ao cloro (na realidade às cloraminas) deve ser combatida evitando-se a exposição do indivíduo ao alergeno, como se recomenda para todo processo alérgico. Contudo, entendemos que essa condição é difícil pelas razões acima. Uma possibilidade seria a de manter um reservatório de pequenas dimensões abastecido com água sem cloro e destinada exclusivamente para esse uso. O inconveniente é que, via de regra, jamais recomendamos o armazenamento de água sem cloro pela possibilidade de proliferação de algas e bactérias. Contudo, no caso presente, mantendo-se as condições sanitárias do reservatório, pode valer a pena considerar essa opção.

      Obrigado por sua participação

    René Stumm | 27 de outubro de 2016 | Reply

    Prezado
    Dr. Rogério Felisone;
    Nas proximidades de minha residência, existe uma “mina” D’Agua, que todos fazem uso da mesma, aqueles que moram na região e também os que não moram. Em consequência da estiagem, o volume de água ficou bem reduzida, embora de para coletar ainda sem problema mas com uma certa demora, pois o veio apenas é da espessura de um dedo minimo; fiz uma coleta e encaminhei para o Laboratório em minha cidade, com material aconselhável do laboratório. O Resultado parece-me satisfatório, pois o laudo apresentado foi:
    -Bacteriológico Negativo;
    -Colimetria Negativo;
    -Amostra “Mina”;
    -Aspecto Límpido;
    -pH 6,8
    -Indíci de cloro, (0) zero

    Conclusão ……. Água Potável
    (Taxa normal NPM/10 ml)
    (Água Bruta – 92.000)
    (Agua Decantada – 240)
    (Agua Filtrada – 23)
    Seria possível dar seu parecer, sobre o resultado deste laudo
    agradeço sua atenção;
    Att René

      admin | 5 de janeiro de 2017 | Reply

      Boa noite Rene,

      Pelos resultados apresentados, a água está apropriada ao consumo humano. Mas lembre-se, foram analisados apenas os parâmetros acima. Recomendo que leia nossa publicação sobre esse tema, acessando o conteúdo do link abaixo :

      http://cohesp.com.br/analise-de-potabilidade-garante-eu-posso-beber-agua-analisada/

      Obrigado por sua participação

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