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Tem uma mina “brotando água” na sua casa ou prédio e você quer saber se pode usar?

Tem uma mina “brotando água” na sua casa ou prédio e você quer saber se pode usar?

É muito possível que essa água que está “brotando” em sua casa ou na garagem do seu prédio seja originada de manobras de rebaixamento do lençol freático. Isso acontece porque com a grande construção de edifícios por toda a cidade, o nível do lençol freático foi alterado para cima e o excesso de água cujo espaço foi ocupado pelas fundações das edificações acaba “brotando” em algum espaço vazio (por exemplo sua garagem). O órgão público que regulamenta o direito ao uso de águas superficiais para diversas aplicações é o DAEE através de suas publicações. Sugerimos consultar o seguinte link.

Antes que possamos ajudá-lo a pensar sobre um uso possível para essa água, precisaremos ter uma laudo de análise físico-química e bacteriológica da mesma. De posse dos resultados poderemos direcioná-lo sobre os próximos passos a seguir. Para solicitar análises de água em nossos laboratórios e conhecer mais sobre a água que está “brotando” em sua casa ou garagem, clique em www.cohesp.com.br/analisedeagua

Rogério Felisoni

Rogério Felisoni

Rogério Felisoni, engenheiro químico com especialização em engenharia sanitária, diretor técnico da COHESP – Controle Hídrico de São Paulo e membro da American Chemical Society, autor de inúmeras publicações sobre qualidade e tratamento de água, atuando como consultor e relator em dezenas de milhares de laudos de análises e pareceres técnicos em todo o Brasil. Ministra cursos e palestras na área de tratamento e monitoramento de qualidade de água para todos os segmentos da economia, em especial toda a rede hospitalar pública e privada.
Rogério Felisoni

    Diego Biaseto Bernhard | 3 de setembro de 2015 | Reply

    Olá, agradeço pelo post, muito relevante nos dias de hoje.

    Há inúmeros casos de utilizações ilegais de água subterrâneas em São Paulo, ainda mais com a crise de abastecimento. O fato é que muitos condomínios apresentam a situação de terem água de mina em constante disponibilidade. Na maioria dos casos que pude vera água está simplesmente sendo descartada e em outros sendo aproveitada de maneira “informal” e as vezes sem segurança. Vi um caso que a disponibilidade é de cerca de 2 m3/h em apenas uma das 4 minas do condomínio e a água esta sendo descartada. Muita gente quer resolver o assunto da maneira correta, com segurança e dentro da legalidade, mas são desencorajadas até por especialistas, os quais dizem que o uso apresenta risco elevado (mesmo quando declaramos que não é para beber e que deseja-se fazer da maneira correta) e que as outorgas do DEEA são praticamente impossíveis de se conseguir dentro da cidade de São Paulo. Eu pergunto: Dentro de critérios e legais adequados é possível conseguir utilizar esta água dentro de condomínios na cidade de São Paulo, seja para lavagem de calçadas, irrigação de jardins e até mesmo para usos como lavagem de roupas, pisos e água de serviço dentro das unidades habitacionais? Quais os caminhos (já considerando como etapa obrigatória a análise físico-química e biológica da água)?

    Agradeceria muito se pudéssemos avançar neste tema.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Diego Biaseto Bernhard diego@flue8.com.br

      Para que possamos opinar sobre sua questão com mais respaldo legal precisaríamos saber a origem da água a que você se refere. Boa parte dessas situações narradas em seu comentário referem-se a água proveniente de “rebaixamento de lençol freático”. Em linhas gerais, o nível do “lençol freático” se eleva, em cidades muito urbanizadas, em razão da grande quantidade de fundações de concreto das obras civis encravadas no solo que ocupam o lugar da água, fazendo elevar o nível do referido aquífero (a que chamamos de”lençol freático”). Para que essa água não transborde para o interior de garagens, poços de elevadores ou outros espaços abertos, é comum que se instale uma bomba de drenagem que fica permanentemente retirando água de uma região e direcionando-a para outro, fazendo o que chamamos de “rebaixamento do lençol freático”. A utilização dessa água é regulamentada pelo DAEE, orgão estadual que disciplina o uso do subsolo. Com a estiagem prolongada, muitas pessoas que antes destinavam a água do rebaixamento do lençol freático para o esgoto, agora buscam utilizá-la, mas isso exige atendimento às exigências do referido órgão. Em princípio, o uso da água do subsolo está condicionada à outorga, isto é, uma licença para uso que é concedida ou não pelo DAEE e depende da região, dos volumes captados e do uso a que se pretende dar a água. Caso a outorga seja concedida, o monitoramento por análises será também uma condicionante para sua manutenção, além de demais exigências provenientes da Vigilância Sanitária. Atendendo mais objetivamente à sua pergunta, a resposta é sim, pode-se utilizar água proveniente do subsolo mas você precisará definir, primeiramente, sua origem. O rebaixamento do lençol freático como descrito acima é uma delas, podendo ser outras, tais como minas, adutoras rompidas, nascentes, etc. Essa caracterização prévia irá determinar os usos possíveis a que podem ser destinados sua água.

      Obrigado por sua participação.

        Newton Eiji | 8 de setembro de 2015 | Reply

        ola
        em minha residencia construida na agua rasa, possui um mina de agua e foi instalada uma bomba, comprei recentemente esse imovel, o proprietario disse que nunca alagou , a garagem e a mina fica um nivel abaixo, da rua, e recentemente vem alagando toda a garagem, ( a bomba nao esta dando conta mais) e proximo ao imovel foi construido predios recentemente, voce ve alguma solucao? alguma instalacao sem bomba que resolveria o problema?

          Rogério Felisoni
          Rogério Felisoni | 11 de setembro de 2015 | Reply

          Boa tarde Newton Eiji djeiji@hotmail.com

          Por sua descrição do cenário, o que deve estar ocorrendo é que, com diversas obras civis no entorno de sua propriedade, o nível do lençol freático elevou-se e, por ação da gravidade, a água vai “procurar” um local mais “baixo”, alagando sua garagem. Esse fenômeno é bastante comum em cidades bastante urbanizadas como São Paulo. Ocorre que, ao se construir um edifício por exemplo, a construtora retira parte do solo para posicionar as fundações, que são vigas de concreto de grande volume. Nesse solo que que foi removido havia também água (lençol freático, ou aquífero livre). Com o posicionamento das vigas de concreto das fundações, a água que estava nessa região não terá mais seu espaço original no solo e, com isso, o nível da água do lençol freático tene a elevar-se. Para evitar alagamentos nas vizinhanças e na própria obra, é comum a instalação de bombas que permanecerão “eternamente” rebaixando o nível do referido lençol freático dando algum destino a essa água cujo nível foi elevado. No seu caso, primeiramente sugiro verificar se é exatamente isso que está ocorrendo. Isso pode ser feito através de uma análise da água que inunda sua garagem. Com isso, buscamos descartar a hipótese de haver alguma adutora rompida da região. Descartada essa hipótese, você pode aumentar a vazão de sua bomba pois, como dissemos, esse problema deverá perdurar. Alternativamente, armazenar essa água em reservatórios devidamente clorada e utilizá-la para fazer frente à crise hídrica.

          Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos.

          Obrigado por sua participação.

    karen | 25 de dezembro de 2015 | Reply

    Ola, tenho uma chácara cujo o terreno eh um “barranco” , então construímos um barracão no piso inferior e a casa no piso superior, porém agora no barracão está brotando água e não conseguimos descobrir da onde ela vem, como saber se se trata de uma mina ou não?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Karen,

      Para saber mais sobre esse assunto, peço que leia o conteúdo do link abaixo :

      http://cohesp.com.br/tem-uma-mina-brotando-agua-na-sua-casa-ou-predio-e-voce-quer-saber-se-pode-usar/

      Obrigado por sua participação

    Hélio R. S. Megale | 29 de março de 2016 | Reply

    Olá

    Foi feita perfuração de poço artesiano (90 m de profundidade) em minha chácara e há a possibilidade de a água ser água mineral. Gostaria de saber se há kit de análise para sais minerais (bário, magnésio, flúor, fluoreto, potássio, cálcio, zinco, bicarbonato, cloreto, fósforo, nitrato, nitrito, ferro e sulfato).

    Grato

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Hélio,
      Para determinar se sua água é mineral, você deve realizar uma análise de minerabilidade que pesquisará os parâmetros listados no Decreto-Lei Nº 7.841, de 8 de agosto de 1945 que, embora antigo, ainda serve como referência para determinar se uma água é mineral ou não. Não se consegue realizar essa análise em campo, com kits, em razão da acuidade e precisão exigidas nesses ensaios. Dessa forma, você precisará realizá-la em laboratório. Caso deseje utilizar nossos serviços de laboratórios, solicite uma proposta diretamente para comercial@cohesp.com.br (análise de minerabilidade).

      Obrigado por sua participação

    Regina | 10 de abril de 2016 | Reply

    Boa noite,
    A água proveniente de poço artesiano tem causado um ressecamento constante em minhas mãos. Gostaria de saber qual é o filtro adequado nesses casos é onde posso encontrá-lo.
    Obrigada
    regina

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Regina,

      Pelo cenário que você descreve, é muito provável que sua água tenha dureza elevada mas só poderíamos opinar sobre o assunto com garantia se tivéssemos uma análise da mesma. Você tem alguma análise recente dessa água ? Em caso positivo, encaminhe-nos o laudo. Caso deseje se utilizar de nossos serviços de laboratório, treremos o máximo prazer em atendê-la. De toda forma, antecipo que no caso de dureza elevada você necessitará de um equipamento chamado abrandador que, para uso doméstico, torna-se um pouco caro.

      Obrigado por sua paricipação

    Jose Alberto Sampaio | 21 de junho de 2016 | Reply

    BOM DIA
    TENHO UMA MINA EM MEU TERRENO URBANO.
    ESTOU FAZENDO MURO E PRETENDO CONSTRUIR UMA CASA.
    POSSO CONSTRUIR NORMALMENTE?
    COMO PROCEDO PARA NÃO ESTRANGULAR?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia José Alberto,

      Possivelmente essa “mina” seja proveniente da elevação do lençol freático, decorrente de fundações de obras vizinhas. Certifique-se de que seja isso mesmo. Não há problemas para construir caso seja essa sua situação, mas você deverá drenar essa água para conseguir projetar suas fundações no solo.

      Obrigado por sua participação

    Carlos V Souza | 21 de junho de 2016 | Reply

    Rogério,

    Interesante o post. Começou a minar água nos fundos da minha casa após a contrução de um prédio e uma casa na rua de trás. A quantidade de água é muito grande principalmente após dias de chuva.

    Caso eu não queira aproveitar essa água, Posso simplesmente drena-la e jogar na rede de esgoto? ,

    Grato

    Carlos Souza

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia, Carlos.

      O cenário que você descreve é exatamente o que abordamos em nossa publicação sobre elevação do nível do “lençol” freático. As fundações das edificações ocupam o espaço onde havia água, o nível dessa água sobe e acaba aparecendo em algum lugar por onde possa escoar livremente. Em geral, os terrenos vizinhos, garagens, poços de elevadores etc. Você pode drená-la de volta para a rede coletora de esgoto, sem problemas. É o que todos fazem. Note que não é incomum vermos mangueiras drenando água ininterruptamente para as ruas, mesmo nos tempos do auge da crise hídrica.

      Obrigado por sua participação

    Miguel Al Makul Jr | 3 de agosto de 2016 | Reply

    Boa noite Rogério,
    Estou realizando um trabalho em um condomínio residencial, que possuí água bombeada de rebaixamento do lençol freático.
    Após o cadastramento e/ou o processo de outorga.é possível vender o excedente que o condomínio não irá aproveitar?

    Agradeço antecipadamente,

    Miguel

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 4 de agosto de 2016 | Reply

      Bom dia Miguel,

      A resposta é não. O DAEE não autoriza em hipótese alguma a exploração comercial da água proveniente do rebaixamento do lençol freático.

      Obrigado por sua participação

    Suzi | 23 de agosto de 2016 | Reply

    Bom dia !!
    Temos uma chácara e no fundo dela tem um ‘riozinho”, próximo desse rio tem uma mina. Minha dúvida é se podemos usar uma bomba nessa mina para bombearmos agua até a casa ?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 23 de agosto de 2016 | Reply

      Bom dia Suzi,

      Para podermos saber se a água q que você se refere está apropriada ao consumo humano, precisamos realizar uma análise da mesma. Caso deseje, você pode utilizar-se de nossos serviços de laboratório para fazer essa análise.
      Para se fazer uma análise de água precisamos da amostra de água em nossos laboratórios. Existem duas possibilidades: ou você mesmo faz a coleta da amostra e entrega aqui em nossos laboratórios ou solicita a visita de nosso coletor. No primeiro caso, você precisará solicitar nosso kit Aquapack e a análise custará R$ 125,00, incluindo o valor do SEDEX de R$ 15,00; no segundo caso, forneça o endereço da coleta e a análise custará R$ 135,00. Para qualquer um dois casos você pode solicitar o serviço acessando http://cohesp.com.br/analise-de-agua/ e seguindo os passos da condição que melhor lhe atenda (coleta por nosso técnico ou através do kit Aquapack).

      Obrigado por sua participação

    Rogério Felisoni
    Rogério Felisoni | 23 de agosto de 2016 | Reply

    Boa tarde Rodolfo,

    O protocolo de pedido de dispensa de outorga junto a DAEE juntamente com a análise de sua água são suficientes para que você possa se utilizar da mesma dentro dos limites estabelecidos pela legislação sanitária, considerando volumes máximos e destinação. O tempo varia muito de região para região, sendo difícil considerar um “tempo médio”. Não deverá superar os 90 dias.

    Obrigado por sua participação

    maria de fatima | 17 de outubro de 2016 | Reply

    Faz cinco anos que estou morando nessa casa e QUANDO CHOVE MUITO FORTE saiu água limpa na minha cozinha. como posso resolver esse problema.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 19 de outubro de 2016 | Reply

      Boa tarde Maria de Fátima,

      Descartando a hipótese de que haja algum vazamento do ambiente externo para sua cozinha (você deve verificar isso), existe a grande possibilidade de você estar sendo invadida pela água do lençol freático, cujo nível sobe nas épocas das chuvas. Para mais informações sobre o rebaixamento do lençol freático, acesse o conteúdo do link abaixo :

      http://cohesp.com.br/tem-uma-mina-brotando-agua-na-sua-casa-ou-predio-e-voce-quer-saber-se-pode-usar/

      Obrigado por sua participação

    Jonas | 16 de novembro de 2016 | Reply

    Oká, tudo bem, gostaria de saber se eé permitido fazer uma piscina natural salgada com a agua do lençol e trata- lá com hidrólise?

      admin | 5 de janeiro de 2017 | Reply

      Boa noite Jonas,

      Não compreendi muito bem sua pergunta sobre o que seria uma “piscina natural salgada com água do lençol” mas, pelo que imagino, você pretende usar o procedimento de “hidrólise” para tratamento da água. Sobre a permissão ou não, precisaríamos mais dados para saber exatamente como é essa piscina que você imagina construir e quem vai utilizá-la. Mas aproveitamos a oportunidade da sua pergunta, para esclarecer as pessoas sobre o tratamento de hidrólise utilizado em piscinas. Na realidade, trata-se apenas e tão somente de produzir cloro a partir de uma salmoura (solução de sal em água) submetida à corrente elétrica produzindo, na realidade, eletrólise e não hidrólise. O sal contem ânions cloreto (Cloreto de Sódio) que serão separados do cátion sódio através da corrente elétrica e isso se chama eletrólise. Uma vez feita a eletrólise, esse cloro será usado na água da piscina com o inconveniente de deixar a piscina “salgada”. Esse procedimento, como tantos no Brasil, é vendido de forma enganosa aos consumidores com o título de “cloro natural”, pois vem do sal de cozinha. Não há nada de natural nem de sobre natural nesse cloro. Ele continua sendo cloro, apenas isso. A única coisa é que foi produzido por eletrólise do cloreto de sódio da salmoura. Nada mais.

      Obrigado por sua participação

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