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Filtro de Água: Como escolher esse equipamento na maioria das vezes desnecessário?

Filtro de Água: Como escolher esse equipamento na maioria das vezes desnecessário?

A filtração da água é um procedimento muito conhecido a partir dos mais elementares processos naturais. Talvez por essa razão, a idéia de “filtrar a água” que se deseja consumir esteja sempre associada à melhoria de sua qualidade o que, na maioria das vezes, não corresponde à realidade. O objetivo dessa publicação é orientar as pessoas sobre a real aplicação de filtros de água para consumo humano, os diversos tipos de filtros e suas capacitações e, fundamentalmente, as situações corriqueiras em que o uso de filtros para água de consumo acaba piorando bastante sua qualidade ao invés de melhorá-la como se pensa. Como a COHESP é um laboratório de análises de água e não comercializa nenhum tipo de equipamento de filtração, nossa posição é absolutamente isenta e baseia-se exclusivamente em técnica e nas centenas de milhares de laudos de análises e pareceres emitidos ao longo de seus 25 anos de fundação.

1.  É mesmo necessário filtrar a água destinada ao consumo humano?

No que se refere ao processo de filtração da água destinada ao consumo humano, a maioria dos equipamentos disponíveis no mercado têm por objetivo a remoção de material particulado e, em alguns casos (não todos), a remoção de cloro residual livre (possível quando o equipamento possuir, além do elemento filtrante, um elemento de carvão ativado). Ocorre que o material particulado só poderá ser removido da água caso suas dimensões sejam superiores às dimensões da porosidade do elemento filtrante do filtro. O filtro nesse caso é, em última análise, uma barreira física à passagem do material particulado. Sendo assim, duas observações são de extrema importância: i) se a água não tiver material particulado ou, se o material particulado que ela eventualmente contenha for de dimensões menores que a porosidade do elemento filtrante do filtro, o mesmo não terá absolutamente nenhuma função; ii) na condição em que o elemento filtrante tiver porosidade com dimensões superiores às do material particulado da água, além de não ter ação benéfica, o filtro terá um efeito deletério sobre a qualidade da água “supostamente filtrada”, deixando a formação de biofilmes bacterianos nas paredes dos poros e servindo como um concentrador de bactérias na água final.

2.  Então existem casos em que filtrar é pior que não filtrar?

Sim, exatamente isso. Ao contrário do que se imagina, filtrar a água é um processo crítico e tem indicação precisa. Não se aplica a qualquer situação, muito pelo contrário. Dependendo da situação, filtrar a água é pior que não filtrá-la. Filtrar é um tipo de tratamento que se aplica quando se precisa corrigir características da água para a qual o filtro está capacitado. É como tomar um remédio ou fazer um procedimento cirúrgico: – não existe um único que sirva para todas as doenças. Pior que isso, se mal empregado pode trazer sérios riscos à saúde do paciente.

3.  Os diversos tipos de filtros: qual usar e como escolher?

A melhor maneira de pensar sobre esse assunto de escolha de filtros é entender os filtros como um equipamento que faz “um tratamento” na água. Pensar no filtro como um “remédio”, da forma como descrita acima. Pensando assim, fica fácil a analogia pois ninguém poderia chegar a uma farmácia perguntando “qual o melhor remédio para se comprar”. Sendo assim, não existe o “melhor filtro”. Existe o filtro que se aplica e aquele que não se aplica às características da água que se quer tratar. Vamos discorrer um pouco sobre os tipos mais comuns no mercado:

4.  Os filtros de barro

De longe são os piores, mais rudimentares e os menos indicados para a maioria das situações, embora ainda gozem de algum prestígio junto aos consumidores mais saudosistas. O filtro de barro, em geral, tem um elemento filtrante de porosidade muito grosseira (a chamada “vela”) e, portanto, só seria capaz de reter particulados igualmente muito grosseiros, praticamente visíveis a olho nu e que se precipitam no fundo de reservatórios e do próprio filtro. Como a água fica parada dentro da porção superior do filtro, a pressão que ele pode exercer sobre o elemento filtrante é mínima e, portanto, a porosidade do filtro tem mesmo que ser grossa pois, do contrário, a água não passaria de uma câmara para outra. No passado era o único dispositivo de que se dispunha e tinha seu efeito sobre águas muito “sujas” (grande quantidade de material particulado grosseiro). Hoje, não fazem sentido para a maioria das situações. Costuma- se apontar a prata coloidal como um agente oxidante (e, portanto bactericida) eficaz dos filtros de barro. Na prática, o efeito desinfetante da prata coloidal é bastante precário sobre as bactérias viáveis em água de consumo humano. Dentre outras razões, a capacidade de interação entre a camada de prata coloidal do filtro de barro e as bactérias da água é bastante limitada e só ocorre no filme de água próximo às paredes do mesmo. Com o tempo, as bactérias desenvolvem uma película denominada “biofilme” junto às paredes do filtro e lá se organizam como numa verdadeira trincheira, tornando o filtro de barro um grande viveiro para elas. Periodicamente, os usuários desses equipamentos lavam a “vela” com açúcar e lá percebem um acúmulo de material aderido e com coloração marrom, às vezes esverdeada. Acreditam que esse material é a sujeira que teria sido filtrada pela “vela” e que estava presente na água. Não é. Esse material é uma espessa película de biofilme bacteriano em desenvolvimento e aderido às paredes da “vela”, o mesmo fenômeno descrito acima e que ocorre também junto às paredes do filtro. A coloração marrom deve-se a algum particulado aderido ou algas em decomposição. Se for esverdeada, algas em desenvolvimento. Do ponto de vista de refrigeração da água, antes do advento das geladeiras domésticas, os filtros de barro eram bem cotados pois conseguem produzir uma diminuição de até 5 0C na temperatura interna da água fato que, para um dia de verão de 400C não traria grande benefício.

5.  Os filtros de pressão com elemento de carvão ativado

São uma evolução dos filtros de barro pelo fato de serem ligados à rede pública de abastecimento e, portanto, usarem a pressão dessa rede como uma forma de garantir a passagem da água por um elemento filtrante com porosidade mais fina, produzindo assim a retenção de particulados igualmente mais finos. Muitos desses equipamentos têm um elemento de carvão ativado cuja função é chamada de “cosmética”. O elemento de carvão ativado é capaz de eliminar o cloro residual livre adicionado na água para desinfecção, remover alguma concentração do flúor presente e reduzir a cor (desde que não produzida por metais). O importante é notar que esses equipamentos precisam ser retro lavados para que operem adequadamente e o elemento de carvão substituído periodicamente pois, com o tempo, acaba saturado e não terá mais nenhum efeito. Uma boa forma de se verificar se o elemento de carvão já está saturado é verificar a concentração de cloro livre na água filtrada utilizando um Kit para piscinas. Se a água estiver clorada é porque o elemento de carvão ativado já está saturado e deve ser substituído. Um erro muito grave – embora comum – que muitos cometem é instalar filtros de areia de grande porte na saída do hidrômetro para filtrarem a água destinada aos reservatórios. Primeiramente, esse filtro de areia pode ser inadequado pelo que já foi discutido acima. Além disso, muitos têm também o elemento de carvão ativado o que pode retirar o cloro da água antes de destiná-la aos reservatórios. É um erro gravíssimo armazenar em reservatórios grandes volumes de água sem cloro.

6.  Os filtros de osmose reversa

Hoje, talvez sejam os mais populares do mercado e os que têm realmente as capacidades mais refinadas. Na realidade o nome é inadequado pois não se trata de osmose e nem de reversa. Contudo, por operarem sob pressão mais elevada, são capazes de reter os particulados mais refinados bem como reduzir consideravelmente a concentração dos sólidos totais dissolvidos na água. Por terem membranas filtrantes bastante refinadas, são capazes de reter inclusive as bactérias mais frequentes em água tais como os coliformes totais e o grupo de bactérias heterotróficas, conhecido como “bactérias ambientais”. Esses equipamentos têm a desvantagem de só operarem se ligados à energia elétrica porque possuem uma bomba interna para produzir pressão na água contra a membrana filtrante (sem o que a filtração refinada não seria possível).

7.  Os filtros domésticos eliminam bactérias?

Como já se esclareceu, os filtros domésticos são barreiras físicas à passagem de partículas. Sempre que a partícula for menor que a porosidade do elemento filtrante ela vai passar por ele e o filtro passa a ser mais problema que solução. Para se ter uma ideia, uma bactéria do grupo coliforme (muito comum em água) só será retida por um elemento filtrante se sua porosidade for igual ou inferior a 0,45 µm. Nessa porosidade, o filtro necessita de um auxílio de pressão para que a água seja forçada através do elemento filtrante pois, do contrário, não haverá filtração. Por essa razão, é muito difícil que se consiga nos filtros domésticos uma retenção de bactérias. Eles não são projetados para essa finalidade. O ideal é fazer a desinfecção da água com cloro e, se for o caso, filtrá-la após a desinfecção.

Finalmente, atente para o fato de que os filtros não são sempre recomendados e, muitas vezes, até desaconselhados. Procure saber qual o tipo de tratamento de que sua água necessita, se é que ela necessita de algum tratamento. Muitas vezes a utilização de equipamentos para tratamento de água sem indicação técnica pode torná-la imprópria para o uso a que se destina.

Rogério Felisoni

Rogério Felisoni

Rogério Felisoni, engenheiro químico com especialização em engenharia sanitária, diretor técnico da COHESP – Controle Hídrico de São Paulo e membro da American Chemical Society, autor de inúmeras publicações sobre qualidade e tratamento de água, atuando como consultor e relator em dezenas de milhares de laudos de análises e pareceres técnicos em todo o Brasil. Ministra cursos e palestras na área de tratamento e monitoramento de qualidade de água para todos os segmentos da economia, em especial toda a rede hospitalar pública e privada.
Rogério Felisoni

    SERGIO RAMOS | 16 de maio de 2015 | Reply

    Bom dia.
    Ótima matéria, fonte de informações de fácil entendimento.
    E eu gostaria de saber, como forma de complemento, se o ato de ferver a água é recomendado? Em duas situações: 1 – apenas ferver, esperar esfriar e consumir. 2 – ferver antes ou após filtragem (filtros descritos na matéria) para então consumir.
    Obrigado a todos.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 18 de maio de 2015 | Reply

      Boa tarde Sérgio. A elevação de temperatura para valores acima da 70 graus Celsius é um procedimento desinfetante para a maioria dos microorganismos costumeiramente presentes na água e que poderiam causar danos à saude humana. Contudo, trata-se de procedimento inconveniente do ponto de vista operacional e só se recomenda quando não se consegue implementar outros procedimentos mais simples. O maior problema com relação à ferver a água é que, após o procedimento, a mesma certamente estará esterilizada. Contudo, nessa condição, estará isenta de cloro e, portanto, se sofrer algum tipo de contaminação, não terá “defesas” disponíveis. Grosseiramente falando, o cloro presente na água atua como “uma espécie de anticorpo”, isto é, uma defesa permanente para eventuais contaminações. Por isso, prefere-se manter a água clorada para que esteja protegida permanentemente. Ferver, esfriar e consumir pode ser uma alternativa ao cloro. Contudo, ferver a filtrar em seguida é totalmente desaconselhável, pois o filtro pode ser o agente contaminante da água “indefesa” (sem cloro). O ideal é sempre enviar ao filtro (caso seja usado) a água devidamente clorada. A última etapa do tratamento da água destinada ao consumo humano (antes de seu consumo) deve ser a remoção do cloro.

    MARCIA COSTA | 24 de agosto de 2015 | Reply

    Olá! O filtro Everest, cujo componente filtrante é trocado em média a cada 9 ou 10 meses e oferece 2 opções de temperatura, se encaixa em qual das classificaçōes? Ele retém o cloro e o flúor? Grata pela atenção.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 24 de agosto de 2015 | Reply

      Boa tarde MARCIA COSTA marciacostafisio@gmail.com

      Não conhecemos o equipamento a que vc se refere e não teríamos como opinar sobre marcas específicas neste espaço. Em geral, mas não sabemos se é o aseu caso, os filtros que oferecem a controle de temperatura são purificadores que contêm internamento, além do elemento filtrante, um elemento de carvão ativado sendo este responsável pela remoção do cloro e fluor. Lembramos que o parâmetro para substituição dos elementos filtrantes não deve ser o tempo de uso mas, sim, o volume de água filtrada uma vez que a quantidade e a qualidade da água filtrada é que vão saturar tais elementos em maior ou menor tempo. Para perceber se o elemento de carvão ativado já está saturado basta fazer um teste rápido de cloro residual livre na água que sai do filtro. Se o resultado for diferente de zero é sinal de que o elemento de carvão ativado está saturado e o cloro não está mais sendo retido por ele devendo, portanto, ser regenerado ou substituído.

      Obrigado por sua participação

    Marcia Costa | 26 de agosto de 2015 | Reply

    Obrigada pela resposta. O teste citado para a verificação de cloro residual livre é feito através de equipamento específico comprado em loja que vende materiais para piscina. Faz parte do kit para verificação do pH da água? Mais uma vez, muito grata pela atenção e pelos esclarecimentos.
    Obs: o meu email está visível em sua resposta. Poderia, por favor, ocultá-lo. Obrigada.

    Sérgio Santo | 17 de setembro de 2015 | Reply

    Caro Rogério, Parabéns pelo blog, excelente esclarecimentos técnicos.

    Entretanto, tenho uma dúvida:
    Irei iniciar um tratamento de limpeza do fígado , que exige na etapa inicial fazer enema ( grosseiramente é a introdução de água no aparelho do colon para a limpeza)
    A indicação recomendada é com sem cloro, água destilada, mas eu não consigo encontrar aqui na cidade.

    Pergunto: O fato de eu ferver uma água mineral iria retirar o cloro como foi dito na matéria, que outros componentes ficaria neste água. ( estou com dúvidas se posso usar a água mineral fervida!!)

    Grato
    Sérgio Santo

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 17 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Sérgio Santo sergio.iro@gmail.com

      Obrigado pelo elogio. É um forte estímulo para continuarmos empenhando o melhor de nossos esforços para oferecer informação de qualidade.
      Sérgio, embora esse não seja o espaço adequado para conversarmos sobre aconselhamento médico, vou excepcionalmente externar uma opinião pessoal. O procedimento de “lavagem intestinal” (acho que é a isso que você se refere) é um procedimento técnico e que deve ser realizado por pessoal habilitado pois envolve riscos de diversas naturezas. De toda forma, desculpe minha intromissão, pois essa decisão é exclusivamente sua. No seu lugar eu procuraria uma segunda opinião sobre como realizar esse procedimento e, além disso, em que medida e com quais mecanismos a “lavagem intestinal” faria uma “limpeza do fígado”.

      Para o caso de obtenção de água isenta de cloro, a fervura da própria água da rede pública faria essa remoção. Para certificar-se de que todo o cloro foi removido, bastaria que você se utilizasse de um pequeno kit de análises em campo, desses que se utiliza para análises de água de piscina e verificar se todo o cloro foi removido. Imagino que você necessite de pequenos volumes e, nesse caso, a fervura por poucos minutos certamente eliminará todo o cloro da água. Os demais componentes da água permanecerão presentes pois a fervura não irá eliminá-los. Ao contrário, deverá até haver um pequeno aumento da concentração dos mesmos. O mesmo acontecerá com a água mineral, isto é, a fervura será desnecessária pois as águas minerais não contêm cloro mas seus demais componentes permanecerão presentes.

      Domesticamente, a forma de você conseguir remover o cloro e também reduzir bastante a concentração dos demais componentes eventualmente presente é utilizando um purificador (existem vários no mercado) e que operam com sistema de osmose reversa.

      Espero tê-lo ajudado e insisto em que você reveja a necessidade e eventual proveito de realizar lavagem intestinal sobre a saúde do fígado.

      Obrigado por sua participação

    Larissa | 21 de setembro de 2015 | Reply

    Bom Dia.
    Andei pesquisando os diversos tipos de filtros que existem hoje no mercado, bem como os métodos de filtragem e não encontrei absolutamente nada que falasse sobre os filtros de barros serem ruins ou ineficientes. Muito pelo contrário. Só consegui encontrar páginas e mais páginas da web elogiando o produto, dizendo que este ganhara elogios em pesquisas, prêmios e etc.
    Li primeiro este artigo na minha procura por um bom filtro e fiquei surpresa e um tanto quanto assustada com as falhas do tradicional filtro de barro, então, resolvi abordar melhor o assunto. Mas, por mais que eu me empenhasse em encontrar matérias que revelassem os perigos e infortúnios deste tipo de filtro, não consegui encontrar uma só pesquisa que contrariasse as “evidentes eficiências”, no caso, dele.
    Isso me deixou um pouco confusa e ainda mais curiosa para saber o porquê de tanta divergência do sr. em relação ao assunto, e, peço que, por gentileza, possa me esclarecer mais sobre isto.
    Obrigada.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 22 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Larissa,

      Acredito que temos diversos tópicos a abordar pelo encaminhamento de seu comentário e que podem ser muito úteis a todos que nos lêem. Então, vamos lá :

      1) Os filtros de água, como qualquer equipamento destinado a tratamento de água, não são “ruins” ou “bons” em si mesmos. O que nossa publicação procurou ressaltar é que o filtro de água, qualquer que seja seu tipo, é um equipamento que tem uma finalidade específica. O que nos motivou a essa publicação foi a constatação de que as pessoas compram filtros genericamente, sem se preocuparem com o tipo de água que desejam “tratar” através do processo de filtração. Como os filtros de água são, em geral, equipamentos destinados à remoção de particulados presentes na água, o elemento filtrante de cada filtro tem que estar adequado aos particulados eventualmente presentes na água pois, do contrário, não terão nenhuma atuação sobre os mesmos;

      2) Os filtros de barro são possivelmente o “equipamento” mais antigo desenvolvido para remoção de particulados em água e valem-se de um elemento filtrante (“vela”) interno que tem a porosidade de determinada dimensão. É fácil imaginar que, se as dimensões dos particulados eventualmente presentes na água forem “menores” que as dimensões dos poros do elemento filtrante, esses particulados não serão retidos. Ademais, a porosidade das próprias paredes dos filtros de barro garantiam, no passado, uma certa diminuição da temperatura da água que armazenavam, efeito esse superado hoje com muito mais eficiência pelas geladeiras. Esse efeito conhecido como “suor” do filtro de barro responde pela formação de um filme bacteriano repugnante em suas paredes externas e que deve ser evitado;

      3) Não creio que você encontrará pesquisas sérias demonstrando que o filtro de barro ou qualquer outro filtro seja capaz de remover da água particulados de dimensões inferiores às dos poros de seus elementos filtrantes. Entretanto, não é difícil de encontrar “pesquisas” dizendo que os filtros são capazes de remover bactérias, metais pesados, solventes, pesticidas, agrotóxicos e tantos outros contaminantes que, definitivamente, não conseguem remover e essas “pesquisas” são sempre relatadas nos manuais de tais equipamentos ou em seu material publicitário, apresentadas como “eficiências evidentes”;

      4) Não temos nada “contra” os filtros de barro, nem “a favor” de qualquer outro tipo de filtro. Como sempre dissemos, nosso interesse nesse espaço não é emitir opiniões mas, sim, informação séria e isenta. Por essa razão, discutimos os filtros à luz de suas capacidades e aplicações possíveis. Sem milagres. Tecnologicamente, os filtros conhecidos como “purificadores” e que operam por osmose reversa tendo como elemento filtrante uma membrana de ultra-filtração são, hoje, os equipamentos domésticos capazes de remover da água contaminantes muito mais refinados que os filtros de barro. A razão disso nos parece óbvia, pelos argumentos acima. Contudo, ainda assim, podem não ser necessários, caso a água que se deseja filtrar não contenha esses referidos contaminantes. Essa é a razão que dá o título à nossa publicação.

      Obrigado por sua participação.

    Nelci Anziliero | 7 de outubro de 2015 | Reply

    Olá, Rogério!

    As informações foram muito úteis, obrigada.
    E, diante disso, gostaria de saber se você recomenda algum filtro para á água pra consumo imediato da torneira (sem ferver), pra beber no dia a dia? Moro numa cidade de médio porte e me pergunto se os métodos de purificação das estações de tratamento seriam suficientes ou se seria melhor usar mais algum equipamento de filtração, considerando também impurezas adquiridas percurso da água?
    Desde já, obrigada!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de outubro de 2015 | Reply

      Boa tarde Nelci Anziliero nelcidasilvaanziliero@gmail.com

      Não recomendamos marcas de nenhum equipamento, mas podemos comentar sobre o desempenho dos diversos tipos em suas aplicações. Para seu caso, sugeriria um “purificador” de uso doméstico. Esse equipamento possui em seu interior dois elementos filtrantes, um de osmose reversa e outro de carvão ativado. Esses dois dispositivos têm excelente eficiência sobre a remoção de particulados e diversos outros compostos eventual e comumente presentes na água destinada ao consumo humano e tratada pelas concessionárias. Sua maior preocupação é manter o equipamento com a manutenção em dia, garantindo que o elemento de carvão não esteja saturado, tampouco a membrana da osmose reversa. Em geral, as empresas que comercializam esse tipo de equipamento o fazem em regime de comodato, incorporando os serviços de manutenção no contrato global.

      Obrigado por sua participação

    MARLENE APARECIDA MELLO | 8 de novembro de 2015 | Reply

    ENGRAÇADO QUEM TRABALHA NA GRANDE SÃO PAULO EM RECURSOS HÍDRICOS NÃO DEVERIA SER MUITO RESPEITADO NÃO POIS LÁ ESTÁ A PIOR ÁGUA NÃO É MESMO? O FILTRO DE BARRO É CONSIDERADO O MAIS EFICIENTE NO MUNDO … VOCÊ DEVE ESTAR SÓCIO DE EMPRESAS DE FILTROS COMO É O HÁBITO DE QUEM TRABALHAR PARA O GOVERNO DE SÃO PAULO

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de novembro de 2015 | Reply

      Bom dia, Marlene marlene.mello1@gmail.com

      Temos profundo desprezo por esse tipo de comentário que se baseia em mitos que algumas pessoas assumem como verdadeiros mas sequer se dão a oportunidade de pensarem sobre as bobagens em que estão acreditando. Apenas repetem aquilo que ouviram, como se fosse correto sem arejar suas cabeças com as informações corretas. Sobre não respeitar as pessoas que trabalham com recursos hídrico em São Paulo ou onde quer que seja, seu comentário é deplorável, uma vez que quem trabalha deve ser sempre respeitado. Espero que essa seja sua condição também. Nós não temos nenhum interesse em elogiar qualquer tipo de água onde quer que ela seja produzida pois não temos procuração para isso. Como laboratório que somos, fazemos análises das águas que nos enviam. Nesse sentido, posso lhe assegurar que a água produzida nas ETA´s de São Paulo atendem aos padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria 2914 do Ministério da Saúde e as pessoas que trabalham nesse processo são absolutamente respeitáveis, a despeito de seu comentário maldoso e sem fundamento. Aproveitando, aqui ninguém trabalha para o governo de São Paulo, tampouco para qualquer governo. Procure inteirar-se do que fala, para não fazer esse papel ridículo. Finalmente, os filtros de barro são grandes concentradores de bactérias, a começar de suas paredes externas, esverdeadas e mofadas, repletas de algas e fungos. Boa parte dos países desenvolvidos até proíbem esse tipo de dispositivo obsoleto e anti higiênico. Ainda assim, algumas pessoas desinformadas continuam proferindo essa frase de efeito, de que são os mais eficientes, sem que ela tenha o mínimo de fundamento técnico ou científico. Obrigado por sua participação, ainda que dispensável nesse canal.

    paulo andrade | 10 de novembro de 2015 | Reply

    Boa tarde Sr. Rogério gostaria de uma opinião sua na seguinte situação: ha aproximadamente 4 meses estou utilizando para beber, água de uma nascente que fica aquí na região de São miguel Paulista na rua Cembira essa nascente é antiga o pessoal que utiliza a anos fala muito bem dela, minha dúvida é a seguinte por se tratar de uma agua de fonte podemos ficar tranquilos quanto ao aspecto de contaminação ou seria bom cloretar e em que proporção.
    Desde já muito obrigado pelo tempo dedicado a ajudar tanta gente.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de novembro de 2015 | Reply

      Boa tarde paulo andrade paulosinalizacao@yahoo.com.br

      A única maneira para você ter certeza de que a água que está utilizando está apropriada para o consumo humano é realizando uma análise, pois a má qualidade da água, especialmente relacionada a contaminação bacteriológica, não é perceptível a olho nu. Apenas uma análise físico – química e bacteriológica poderá lhe dar a certeza sobre as reais condições da água e da fonte de onde ela provém. A adição de cloro (cloração) poderá ser necessária, caso a água tenha contaminação bacteriológica, o que é muito comum em fontes cuja captação da água é feita com protocolos inadequados. A concentração ideal de cloro residual livre deve manter-se na faixa de 1,5 a 3,0 mg/L de cloro residual livre e isso pode ser feito de várias maneiras. Sugerimos cloradores automáticos. Para saber mais sobre como clorar a água de sua fonte, recomendo ler o conteúdo dos links abaixo :

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      Caso se interesse por analisar sua água em nossos laboratórios, acesse http://www.cohesp.com.br/analisedeagua e siga os passos.

      Obrigado por sua participação

    Thiary Falci | 20 de novembro de 2015 | Reply

    Boa TArde Rogério,

    Trabalho em uma empresa de alimentos e analisamos o teor de cloro livre diariamente.
    Nas outras empresas que trabalhei o padrão de cloro era 0,2-0,3 ppm para água dos bebedouros, quando cheguei aqui, me deparei com os purificadores. Nossa concentração sempre dá 0ppm para água filtrada e então fiquei na dúvida se isso era permitido pela legislação. Você saberia me dizer se perante as regulamentações da ANVISA, posso declarar que o padrão da minha água filtrada é 0 ppm? Como o consumo é imediato, há algum problema da água ser isenta de cloro?

    Obrigada

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 24 de novembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Thiary,

      É extremamente comum encontrar concentração de cloro residual livre igual a zero na água saída de purificadores. Isso ocorre porque esses equipamento são quase sempre construídos com um elemento filtrante a base de carvão ativado e esse elemento tem exatamente a finalidade de remover o cloro residual livre que porventura estivesse presente na água a ser filtrada. A atenção que você deve ter é manter o equipamento higienizado e orientar os usuários para que se utilizem do mesmo de forma adequada, sem contaminá-lo em suas partes externas. Periodicamente (se possível todos os dias), higienize essas partes externas (torneira e bica dispensadora de água) com solução clorada a 2,5 % embebida em papel toalha descartável. Esse protocolo evitará que as bactérias trazidas naturaçmente pelos usuários colonizem o equipamento terminando por contaminar a água que ele dispensa (sem cloro). Perante a qualquer orgão de auditoria e fiscalizaçãoi, aceita-se que a água dispensada em purificadores não contenha cloro residual livre em razão do exposto acima. Pode-se, contudo, exigir uma análise bacteriológica dessa água após saída do equipamento para garantir que a mesma não esteja sofrendo contaminação cruzada em razão da ausência do cloro.

      Obrigado por sua participação

    Paulo Bacalhau | 15 de dezembro de 2015 | Reply

    Boa tarde,

    Pelo que entendi do que foi dito o filtro “por osmose reversa” é mais eficaz na filtragem. A pressão de água vai permitir que o elemento filtrante seja mais “fino” e por consequência uma filtragem mais eficaz. Estou certo? Minha pergunta é, esses tipos de filtro também retiram os sais minerais que possam estar presentes na água (Flúor, Cálcio, Sódio, Potássio, Magnésio…..). Tornariam esses filtros a água “dessanilizada”/ “inerte” ? Não seria esse processo prejudicial? Em casa faço consumo de água engarrafada (mineral), embalagens plásticas)….devo continuar assim?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 18 de dezembro de 2015 | Reply

      Bom dia Paulo,

      Seu comentário é extremamente pertinente porque abrange dois temas de suma importância: os filtros e a água “pura” (sem sais minerais). Realmente os filtros com base em osmose reversa são os equipamentos mais refinados que existem hoje para uso doméstico em razão de se utilizarem de elemento filtrante com porosidade muito “fina” e conseguindo, assim, a remoção das menores partículas presentes na água. É também verdade que removem boa parte dos “sais” a que você se refere, exatamente pela capacidade de filtração ultra fina e, essa capacidade de filtração ultra fina é exatamente a melhor característica desses equipamentos. Até aqui, tudo bem. O que devemos esclarecer como sendo um mito e que se perpetua ao longo dos anos é que “tomar água pura, sem sais minerais, ou mesmo destilada” faz algum tipo de mal à saúde. Repetindo, isso é um mito e não tem nenhuma base na fisiologia humana. Na realidade, a quantidade de sais minerais que você consegue ingerir por dia através da água é irrisória em relação às suas necessidades diárias desses sais. Sendo assim, a fonte de nutrientes necessários para nosso organismos é nossa alimentação e não a água que ingerimos. Repetindo por mais uma vez, isso é um mito. Faça suas contas e veja quanto você consegue ingerir de cálcio(apenas como exemplo) através da água que estiver consumindo e quanto cálcio existe numa fatia de queijo (repetindo, apenas como exemplo). Portanto, tomar água “purificada”, sem sais minerais, não tem absolutamente nenhum impacto negativo sobre suas necessidades nutricionais. Nenhum. Mais uma vez, isso é um mito. Importante é consumir um volume adequado de água potável todos os dias e o objetivo disso é garantir sua hidratação da qual depende fundamentalmente a homeostase (equilíbrio) de seu organismo. Se você se utiliza de água mineral, não há nenhum problema. Apenas certifique-se da idoneidade de seu fornecedor.

      Obrigado por sua participação.

        Bruno | 31 de outubro de 2016 | Reply

        Caro Rogério,
        Em primeiro lugar, obrigado pelos esclarecimentos.
        Em.segumdo, pela transparência do canal e atendendo aos propósitos da postagena, é importante ressaltar que a ingestão de água destilada acarreta, sim, em disfunções fisiológicas, uma vez que, apesar de haver canais intermembranoso que transportam as moléculas de água ao interior das células (as aquaporinas), parte significativa da absorção da água se dá no intestino pela captação de sais, que atraem a água ao interior das células. A água destilada, por ser hipotonica em relação ao meio intracelular, desregula os transportadores iônicos transmembrana e portanto não é absorvida. Sendo então eliminada e não aproveitada. Para fins de consulta, sugiro como referência o renomado Tratado de Fisiologia Médica de Guyton.
        Em terceiro, você comenta muito sobre bactérias dentre as partículas em suspensão, que devido às suas dimensões não são barradas pelos filtros. Mas e quanto a protozoários, também abundantes em águas não tratadas, contaminantes patogênicos significativoa e dotados de dimensões até 10 vezes maiores que bactérias? Eles não são barrados?

          admin | 5 de janeiro de 2017 | Reply

          Boa tarde Bruno,

          Creio que esteja havendo uma confusão de conceitos em sua abordagem, envolvendo aquaporinas, absorção de água e transportadores iônicos e a referência é mesmo o livro do Prof Guyton a que todos nós nos debruçamos nos primeiros semestres dos cursos de medicina, nas aulas de fisiologia. A absorção de toda água que ingerimos é feita no trato gastro intestinal pela colonização do que conhecemos por “intestino grosso”. Essa bactérias deslocam a água das fezes para o sangue humano onde, nos rins, o equilíbrio hídrico será estabelecido com a eliminação ou retenção de água e eletrólitos. A água que vai para o interior de nossas células esteve, necessariamente, em nossas fezes/intestino e depois em nosso sangue, de onde “entra” para o citossol ou ficam no sangue ou ficam no terceiro espaço. Assim, não é concebível que se imagine que em um indivíduo saudável, apenas água chegue ao sangue. A quantidade de sais minerais dos alimentos é que conferem osmolaridade à água do sangue para que ela entre nas células através das aquaporinas. A quantidade de sais minerais que ingerimos através da água é irrisória se comparada à que ingerimos pelos alimentos e, portanto, a água destilada é inócua nesse processo. O que muitos confundem quando argumentam sobre a hipotonia da água destilada em relação ao citossol é a experiência (sem nenhuma aplicação prática no organismo humano) segundo a qual se colocam células vivas diretamente envolvidas em água destilada (hipotônica) ou hipertônica. Nesses casos, obviamente e por um processo de osmose, as células crenam ou turgem, isto é, serão invadidas por água em excesso ou perderão a água de seu interior. Contudo, essa condição não se verifica no organismo humano pelas razões elementares expostas acima.

          Sobre os protozoários, obviamente são organismos passíveis de retenção pelos filtros mais elementares. Contudo, não posso imaginar que nos dias de hoje alguém se utilize desse tipo de equipamento para remoção de desses parasitas em água destinada ao consumo humano. Esse filtro seria transformado numa gigantesca geléia de microorganismos em decomposição, comprometendo cada gota dágua que por ele passasse. Recomendamos que jamais faça isso e se utilize dos mecanismos consagrados de desinfecção como a cloração.

          Obrigado por sua participação

    Joel | 24 de dezembro de 2015 | Reply

    Parabéns pela abordagem esclarecedora e equilibrada. Foi muito útil. Abraços.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Joel,

      Obrigado por sua referência elogiosa sobre nosso trabalho. É esse reconhecimento que nos mantém motivados a continuar fornecendo informação atual, isenta e cientificamente comprovada.

      Obrigado por sua participação

    Danilo Sampaio | 4 de janeiro de 2016 | Reply

    Parabéns pelo artigo Rogério Felisoni, foi bastante esclarecedor.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Danilo,

      Obrigado por sua referência elogiosa sobre nosso trabalho. É esse reconhecimento por parte de de nossos leitores que nos mantém firmes no tarefa de fornecermos informação isenta, atual e cientificamente comprovada.

      Obrigado pro sua participação.

    ronaldo | 4 de janeiro de 2016 | Reply

    posso usa cano em PVC( cano de esgosto ou de água ) para fazer para fazer um filtro para o consumo humano sem risco da saúde ?
    o cano PVC pode liberar alguma substância na água? 

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Silvio Ronaldo,

      O PVC é largamente utilizado em transporte e equipamento de água destinada ao consumo humano. Sendo uma tubulação de boa qualidade, não há nenhuma contra indicação.

      Obrigado pro sua participação.

    Ronaldo Godinho | 6 de janeiro de 2016 | Reply

    Olá
    tenho um caso curioso.
    Com um teste de cloro padrão, como o usado na concessionária de água da minha cidade, constatei que há (haveria) cloro presente na água retirada dos meus filtros (é um ambiente comercial e há vários filtros tipo purificadores instalados).
    Porém, na torneira instalada na pia ao lado, oriunda da mesma rede e ligada no mesmo ramal de ligação de água (mesmo registro fecha as duas saídas – filtro e torneira) não se constatam – pelo teste – sinais de cloro.
    Considero normal não haver cloro na torneira, pois estamos na parte interna da instalação, após uma reservatório de bom tamanho, que deve permitir pela estocagem, que o cloro seja eliminado antes do nosso uso.
    Porém, não encontro explicação para haver indicação de cloro na água retirada do filtro.
    Como informação adicional, os elementos filtrantes do purificador foram trocados recentemente, dia 18/12.
    Alguma possível explicação para isto?
    No mais, parabéns pelo artigo. Bastante elucidativo, simples e prático.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Ronaldo Godinho,

      O caso que você relata é “curioso”, mas não do ponto de vista técnico e, sim, do ponto de vista prático. Explico :

      1) Os purificadores, necessariamente, removem o cloro residual da água através de seu elemento filtrante de carvão ativado. Aliás, uma forma (bastante questionável) de que algumas empresas que prestam manutenção nesses equipamentos se utiliza para avaliar o momento de substituição do elemento de carvão ativado (e mesmo do elemento filtrante) é a medição da concentração de cloro livre na água filtrada. Caso haja, o elemento está saturado e deve ser substituído.

      2) Sua narrativa dando conta de que o elemento filtrante fora substituído mas mesmo assim a concentração de cloro livre permanece na água supostamente filtrada só faria sentido se o elemento de carvão ativado não tenha sido substituido ou, se foi, ainda assim continua saturado e ineficiente. Em muitos purificadores em que o elemento de carvão ativado está saturado, o mesmo passa a agir como um concentrador de cloro (efeito reverso daquele para o qual foi instalado).

      Minha sugestão é você refazer essas medições de cloro na água imediatamente antes do purificador e imediatamente após o mesmo para compararmos esses valores. Não se surpreenda se o valor após o purificador for superior. Esse é um indicativo inquestionável de que o elemento de carvão está saturado. Verifique, também, se seu purificador dispõe realmente de uma elemento de carvão ativado. Peço que você retorne a esse canal com essas informações pois esse tema é, certamente, de interesse geral e gostaríamos muito de compartilhar sua experiência com todos os nossos leitores.

      Obrigado pro sua participação.

      Obrigado pro sua participação.

    Ricardo Duarte | 8 de janeiro de 2016 | Reply

    Agradeço muito as explicações passadas nesta coluna pois permitem desmistificar e esclarecer um universo de falsas alegações sobre um tema de difícil posição. Percebe-se uma neutralidade científica em seus comentários, o que não é comum nas matérias sobre esse tema, quase sempre com postagens anônimas.

    Sobre os filtros: é muito fácil sentir na pele os efeitos do cloro residual na água de banho. O cloro trás entre outros problemas, uma coceira ou irritação na pele e isso, por si só e mais os prejuízos aos cabelos já tornaria recomendável o uso de filtros para a água de banho. Estou errado?

    Também procuro informações sobre o uso no Brasil do Monochloramine (chloroamine) NH2Cl. como alternativa para o cloro, considerado mais nocivo.

    Já estaria sendo usado por aqui? E quais seriam alguns desses locais, moro em Florianópolis e não consegui essa informação.

    Haveria algum filtro adequado à remoção dessa substância na água para beber ou tomar banho? Aqueles do tipo KDF são declaradamente impróprios.

    Como detectar a presença do NH2CL na água?

    Grato pela atenção e parabéns pelo seu empenho nesse tema!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Ricardo Duarte,

      Obrigado por suas referências elogiosas sobre nosso trabalho. Esse reconhecimento nos mantém firmes da tarefa de divulgarmos informações isentas, atuais e cientificamente comprovadas. Com relação às suas questões sobre o cloro, encaminhamos as informações abaixo :

      1) As reações que algumas pessoas manifestam em decorrência de exposição ao cloro são, em geral, reações alérgicas à presença de cloraminas (exatamente o composto NH2Cl a que você se refere). A cloramina é uma molécula que se forma pela reação entre o cloro e o radical amina (nitrogenado) presente na matéria orgânica. As cloraminas são muito comuns em piscinas, por exemplo. Exatamente nesse ambiente é o composto responsável pela ardência nos olhos, coceira na pele e outras manifestações alérgicas em banhistas;

      2) Uma forma para a remoção de cloro na água é o elemento de carvão ativado. Existem chuveiros à venda no mercado que prometem essa remoção e contêm, em seu interior, um elemento dessa natureza. Contudo, o problema desses equipamento é que chuveiros são necessariamente equipamentos pequenos e, sendo assim, o “tamanho” do elemento filtrante em seu interior é igualmente “pequeno”, resultando numa capacidade restrita para a remoção do cloro da água. Sendo usado para banhos, o volume de água filtrada rapidamente irá saturar o elemento filtrante, deixando-o ineficiente;

      3) Existem dois municípios no Brasil em que a concessionária de água para a população utiliza cloraminação (ao invés de cloração) para desinfecção. Existem vantagens e desvantagens dessa prática. No que tange à desinfecção em si, consegue-se resultado eficaz em ambos os casos. Contudo, para a aplicação da água em outros usos que não a ingestão, a cloraminação costuma representar mais problemas que soluções.

      4) A detecção de cloraminas (ou cloro combinado) é feita de forma simples em laboratório. Considera-se que, em água destinada ao consumo humano e que sofreu cloração como processo de desinfecção, a concentração de cloro combinado (cloramina) é a diferença entre as concentrações de cloro total e de cloro residual livre.

      Obrigado por sua participação

    Cesar França | 14 de janeiro de 2016 | Reply

    Olá Rogerio, bom dia!

    Moro em uma região que a água é coletada de um rio, onde há cachoeira.
    É comum as pessoas que fazem trilha na região, se banhar na cachoeira.
    Como faço para tratar a água para consumo (beber e cozinhar)? Tenho um filtro duplo com carvão ativo e um outro filtro da eletrolux que gela a água.
    Obrigado
    Cesar

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 29 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Cesar,

      Nenhum desses filtros é capaz de eliminar bactérias da água das cachoeiras adequando-a para o consumo humano. Sugerimos analisar a água que pretende consumir para verificar qual o perfilo físico-químico e, especialmente, bacteriológico, para então recomendarmos algum tratamento, caso necessário. Os filtros utilizados sem critério e sem a devida verificação da qualidade da água que se quer filtrar poder trazer mais problemas que soluções.

      Obrigado por sua prticipação

    Gustavo Chaves | 15 de janeiro de 2016 | Reply

    Boa tarde,

    Gostaria de tirar dúvidas baseadas em um caso específico. A respeito da água para beber, até o momento optamos, em casa, por comprar água mineral e colocá-la em uma talha de barro. Para a opção de água mais gelada, utilizamos a geladeira. Assim, temos duas opções de temperatura da água, a da talha e a da geladeira. Quando escolhemos a talha e a água mineral, em lugar de filtro de barro e água da rede, foi devido a não sabermos se o filtro de barro com carvão ativado tira o gosto de cloro da água. Pergunto, por gentileza, se o filtro de barro com carvão tiraria o gosto de cloro, e se essa poderia ser uma boa opção, uma vez que a água já chega tratada. Moramos em um apartamento e há complicadores em instalar os filtros modernos, devido ao pouco espaço disponível próximo do encanamento, sobre a pia.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 29 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Gustavo,

      Em qualquer tipo de filtro, o elemento de carvão ativado tem, dentre outras, a função de remover o cloro da água. Essa função perdura até que o elemento de carvão esteja saturado e, a partir daí, não funciona mais, devendo ser regenerado ou substituído. A utilização da talha de barro como um regulador térmico não parece ser uma providência recomendável pois o “preço” que a talha de barro “cobra” para fazer esse efeito térmico é muito alto. Explico: – o motivo pelo qual a talha de barro mantém a temperatura da água em seu interior alguns poucos graus abaixo da temperatura ambiente é porque suas paredes são porosas. Sendo assim, parte da água se deposita sobre essa superfície externa da talha e, para evaporar, retira calor da água interna, reduzindo levemente a temperatura da mesma. Contudo, existem dois problemas com relação a esse fenômeno. Um deles é que, em dias extremamente quentes, a água interna estará igualmente quente pois, mesmo sua temperatura sendo um pouco menor que a temperatura ambiente, ainda assim estará muito elevada para o consumo. O outro, muito pior, é que essa superfície externa porosa das talhas de barro representam um gigantesco viveiro para algas, fungos e bactérias. Você já deve ter notado alguns desses dispositivos obsoletos recobertos com uma camada esverdeada e até mesmo preta. Esse “limbo” é um verdadeiro cultivo de microorganismos que você acaba mantendo em seu apartamento, pagando, como disse, um preço muito elevado por um pequeno e às vezes insignificante efeito térmico. A melhor forma de armazenar as águas engarrafadas é dentro de suas próprias garrafas e um efeito térmico mais seguro e eficiente pode ser conseguido misturando-se um pouco da água gelada com a água da garrada a temperatura natural.

      Obrigado por sua participação

        Gustavo Chaves | 3 de fevereiro de 2016 | Reply

        Muito obrigado pelos esclarecimentos Professor, são riquíssimas todas as informações da página. Abraços!

    Raquel | 17 de janeiro de 2016 | Reply

    Professor, primeiramente gostaria de agradecer pela rica postagem e pelos ricos esclarecimentos do senhor aos colegas que aqui comentaram. Muito das perguntas que foram feitas respondem minhas dúvidas, porém ainda uma que ficou por esclarecer e gostaria (imensamente) que o senhor me sanasse. Pois então, tenho lido muito a respeito da qualidade da água que bebemos e me preocupa a fluoretação da mesma. Por conta disso, tenho pesquisado demais, lido demais, e por incrível que pareça não encontrei um profissional como o senhor qualificado que se disponibilizasse a esclarecer esse assunto, sendo assim continuava sem aquela certeza. O primeiro caso o senhor já respondeu com relação ao mito da água destilada. A segunda dúvida seria se, com a destilação, retiraria o flúor nesse processo.
    Obrigada novamente e conto com sua resposta 🙂

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 29 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Raquel,

      Obrigado por sua referência elogiosa ao nosso trabalho que só nos motiva a continuar publicando informação isenta, atual e cientificamente comprovada. Com relação à fluoretação, acredito ser muito importante também desmistificar o assunto. A adição de flúor à água distribuída às populações do mundo todo é preconizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como de extrema relevância e de impacto positivo sob todos os aspectos. No Brasil, a exigência da fluoretação na água da rede pública tem cerca de 40 anos e os resultados sobre a saúde da população são inquestionáveis. Ainda assim, sempre existem textos (muitos apócrifos) que se querem travestir de trabalhos científicos tentando atribuir malefícios à fluoretação da água de consumo público sem nenhuma evidência ou comprovação científica. Se você quiser ler trabalhos sérios sobre o assunto, recomendo pesquisar na Bireme (www.bireme.br) que é o banco de dados capaz de oferecer informação séria sobre saúde humana e políticas públicas relacionadas à saude. Portanto, não tema o fluor na água que consome, desde que a concentração dos fluoretos não ultrapasse o limite estabelecido pela Portaria 2914 e que é de 1,5 mg/L. Obviamente, qualquer nutriente poderá transformar-se em veneno, dependendo de sua concentração.
      A destilação, do ponto de vista estritamente teórico (repetindo, estritamente teórico), é um processo que deveria remover absolutamente todos os componentes sólidos dissolvidos na água, restando apenas moléculas de água após a condensação. Na prática, contudo, nenhum processo consegue 100 % da eficiência prevista pela teoria. Sendo assim, a destilação deverá reduzir consideravelmente a concentração de flúor na água mas a eficiência do processo varia de equipamento para equipamento e só poderá ser aferida através de uma análise. A melhor maneira de remover os fluoretos da água seria através de deionizadores mas, insistindo, não recomendaríamos essa providência caso a concentração de fluor na sua água esteja destro do limite previsto em norma. Isso é um bem para sua saude e de sua família.

      Obrigado por sua participação e disponha de nossa equipe

    J Fagundes | 24 de janeiro de 2016 | Reply

    Olá.
    Gostei bastante do artigo.
    Minha dúvida é um pouco diferente. Gostaria de saber se algum filtro é necessário para fontes de água para gatos. A água fica circulando por algumas horas dentro do recipiente, então gostaria de saber se é melhor comprar essas fontes com filtro de carvão ativado ou se não é necessário. Eu coloco água da torneira tratada pelo departamento de água e esgoto da cidade.
    Obrigada

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde J Fagundes,

      Não existe na literatura nenhuma restrição para o consumo de água clorada por gatos, assim como por seres humanos. Dessa forma, manter a água do dispensador devidamente clorada poderá ser um benefício ao seu animal, bem como aos seus proprietários e tratadores. Aproveito para lembrar que, do ponto de vista de infectologia, a fossa oral dos gatos é fortemente colonizada por microoganismos bastante agressivos aos seres humanos. Alguns autores relatam que a mordida de um gato tende a ser mais infectante que a de um ser humano e, deste, mais ainda que de um cão. Também tenho gato e forneço normalmente água da torneira para ele. Está forte, saudável e feliz rsrs. Boa sorte com seu animalzinho.

      Obrigado por sua participação

        J Fagundes | 30 de janeiro de 2016 | Reply

        Obrigada pela resposta. Estou buscando um com filtro porque achei que haveria muita impureza em uma fonte sem filtro (sempre circulando a mesma água por algumas horas). O problema da torneira é esquecer aberta (hehehehe), pelo menos pra mim. Usava um motorzinho de aquário, mas ele acabou ficando sujo por dentro com algo gosmento. Por isso pensei no filtro.

    Tiago A Bressan Buosi | 26 de janeiro de 2016 | Reply

    Olá! Meus parabéns pelo ótimo esclarecimento.
    Minha pergunta é simples: existe algum filtro que elimina agrotóxicos presentes nas águas? E metais pesados?
    Na dúvida, o melhor é sempre consumir água mineral?

    abraços.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de janeiro de 2016 | Reply

      Bom dia Tiago,

      Nossa resposta é igualmente simples : – não, não existe um filtro doméstico que possa garantir a remoção de agrotóxicos ou pesticidas presentes na água, igualmente metais pesados. Os purificadores com elemento filtrante a base de osmos reversa podem reduzir consideravelmente até níveis indetectáveis esses contaminantes. Temos notado que muitos de nossos leitores têm esse tipo de preocupação. O primeiro passo deverá ser no sentido de determinar se, realmente, esses contaminantes estão presentes na sua água. A eficiência do purificador poderá ser determinada através de uma análise da água antes e após o mesmo.

      Obrigado por sua participação e pela referência elogiosa ao nosso trabalho.

    Vivian | 27 de janeiro de 2016 | Reply

    Boa tarde Rogério,

    Parabéns pelo blog e pela informação, é muito importante para a gente. Tenho algumas dúvidas:

    Como posso saber se filtrar a agua é melhor o pior para mim?
    Eu moro num apartamento em São Paulo e por enquanto estamos comprando garrafas de agua mineral, mas sei que ecologicamente isto não é o melhor…. Seria bom para mim comprar um purificador de osmose reversa e deixar de comprar garrafas? (e antes que comprar um filtro de pressão é melhor tomar agua da torneira mesma?). Não sei se é melhor continuar comprando garrafas de agua mineral….

    Um filtro de pressão com qualificação PI da Inmetro, mas que não tem eficiência bacteriológica, é bom?

    E um purificador que não precise ser ligado à energia elétrica não é bom, não é? O poder ser bom igualmente?

    Desde já muito obrigada por toda a ajuda que me possa dar!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de janeiro de 2016 | Reply

      Bom dia Vivian,

      Vamos por partes :

      1) É muito importante entender que “filtração” é um tipo de tratamento para a água e, como qualquer outro, só deve ser feito se houver indicação. Para que você saiba se tem necessidade de usar um filtro para tratar a sua água bem como saber que tipo de filtro deve ser usado (na eventualidade dele ser necessário), só existe um caminho : realizar uma análise físico-química e bacteriológica da água. De posse dos resultados você poderá decidir qual filtro usar e se realmente precisa usar um;

      2) As águas engarrafadas não são propriamente um problema ecológico em si mesmas. O problema está na má destinação dada às garrafas pet, assim como às sacolas plásticas e tantos outras embalagens lançadas no meio ambiente sem o devido tratamento. Por outro lado, o consumo diário de água engarrafada pode mesmo, como você disse, representar uma produção adicional de “lixo” desnecessária já que, sabemos todos, a reciclagem ainda é um processo engatinhando em nosso país e o grau civilizatório de nossa sociedade aceita passivamente que nossos rios estejam lotados de garrafas e sacolas boiando;

      3) Os purificadores de osmose reversa são o sistema mais refinado que existe hoje para filtração doméstica de água destinada ao consumo humano. Eles não têm a função de eliminar bactérias já que a água que deve alimentá-los está pressupostamente clorada e isenta de bactérias. Um filtro de pressão que não tenha um elemento de carvão ativado ou algum elemento filtrante adequado em seu interior poderá não representar nada além que um mero dispensador de água da torneira ou de qualquer que seja sua origem;

      4) Não há como dizer se um filtro é “bom” ou “ruim”. Como qualquer equipamento para tratamento de água, ele pode ser eficaz ou não, dependendo da água que deverá tratar. O filtro com qualificação PI tem aplicações e limitações como qualquer outro. Dependendo das características de sua água, poderá ser util ou não;

      5) Um purificador que não tenha uma bomba elétrica em seu interior não é um purificador, é uma enganação. Não há como fazer a água passar pela membrana filtrante sem produzir uma pressão sobre a mesma.

      Obrigado por sua participação e por sua referência elogiosa ao nosso trabalho. Conte sempre com nossa equipe

    Haroldo Cesar | 27 de janeiro de 2016 | Reply

    Olá Rogerio,
    Parabéns pela sua dedicação a este tema tão importante.
    Sucesso.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de janeiro de 2016 | Reply

      Bom dia Haroldo,

      Obrigado por sua mensagem elogiosa ao nosso trabalho que nos motiva a sempre continuar publicando informação isenta, atual, confiável e, fundamentalmente, com base científica sólida. Conte sempre com nossa equipe

    Ademilson de Jesus | 29 de janeiro de 2016 | Reply

    Boa noite Rogério. Parabéns pelo blog.
    Num dos comentários anteriores você informou que o filtro de carvão ativado após saturado pode ser “regenerado” ou “substituído”. Gostaria de saber como ele pode ser regenerado já que nunca li sobre esta técnica ou procedimento!
    Sei que o cloro pode ser neutralizado com metabissulfito, mas mesmo assim acredito que não restabeleça a função de reter o cloro novamente, estou certo?
    Abraços
    Ademilson

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 1 de fevereiro de 2016 | Reply

      Boa tarde, Ademilson.

      Do fim para o começo, sim, você está certo. O metabissulfito de sódio é empregado como um agente capaz de inativar o cloro mas não fará o cloro “desaparecer” da sistema onde estava. A regeneração do carvão ativado é um processo relativamente simples do ponto de vista teórico, mas muito complicado para ser feito domesticamente. Qualquer dos princípios baseia-se no fato de que o carvão ativado é um elemento filtrante que remove alguns compostos dissolvidos na água por adsorção ou seja, as partículas desses compostos (cloro e orgânicos voláteis por exemplo) ficam “presas” na porosidade do carvão ativado até que ele esteja saturado e não consiga reter mais nada. Assim, a porosidade do elemento de carvão é um pressuposto muito determinante de sua eficiência. Basicamente, as indústrias que regeneram carvão ativado utilizam processos térmicos (pirólise) e/ou químicos (solventes orgânicos), dependendo da “quantidade” e “qualidade” dos compostos adsorvidos pelo carvão. O problema envolvido são sempre relacionados a custos. Esses processos exigem controles bastante refinados, tanto de temperatura quanto de pH o que os torna relativamente caros. Além disso, a logística de recoleta de porções significativas de carvão saturado para que sejam reprocessadas em locais adequados encarece ainda mais o produto regenerado, muitas vezes inviabilizando o processo. Se quiser ler mais sobre o assunto, procure literatura inglesa, francesa ou alemã. No Brasil o tema da regeneração ainda é tratado no âmbito acadêmico.

      Obrigado por sua participação

    Ademilson de Jesus | 29 de janeiro de 2016 | Reply

    Rogerio, em tempo também gostaria de saber quais os 2 municípios que fazem a cloraminação no Brasil.
    Grato

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 1 de fevereiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Ademilson,

      Com certeza a cidade de Campinas adota a cloraminação para água distribuída na rede pública pela SANASA (concessionária). Divulgam essa informação pelo site oficial da companhia e sempre confirmamos através das análises que fazemos em amostras de água proveniente de lá. Outras cidades como Porto Alegre por exemplo, já divulgaram experiências nesse campo mas não mantiveram a prática como constante.

      Obrigado por sua participação

    Marcelo | 4 de fevereiro de 2016 | Reply

    Bom dia, Sr. Felisoni!
    Em primeiro lugar, quero louvá-lo pela objetividade e clareza com que escreves. Quiçá fosse esse o padrão das avaliações “técnicas” disponíveis na WEB. Parabenizo-o também pela solicitude com que tens respondido os comentários à sua matéria. Torço para não ser aquele comentário “pata além da conta”, que ultrapassa a paciência e disponibilidade do autor. Entretanto, compreendo se for esse o caso.
    Meu caso é o seguinte:
    Eu me mudei para uma localidade rural não atendida por rede pública de tratamento de água. O antigo proprietário consumia água de poço artesiano, elogiando sempre a qualidade da água. Entretanto, ao enviar amostra para análise, foram constatados coliformes na água. Além disso, um vizinho, prof. de Biologia, já vinha me alertando para os resíduos de metais que podem se encontrados em quantidade excessiva em águas subterrâneas. Minha própria esposa enfrentou problemas de manchas na dentição provavelmente causadas por excesso de flúor na água do poço onde residia quando criança.
    Desde a análise, desisti de consumir a água de nosso poço. Uso ela para todo o resto, mas bebemos somente água mineral.
    Confesso que não me agrada muito a ideia de consumir água “comercializada”. Preferiria ter acesso à água tratada por órgãos públicos, o que considero mais confiável. Mas como isso é impossível, será que a melhor decisão é continuarmoa comprando água mineral? Ou haveria uma alternativa?
    Muito obrigado!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 4 de fevereiro de 2016 | Reply

      Bom dia Marcelo,

      Obrigado por sua referência elogiosa ao nosso trabalho. Certamente, mensagens como a sua nos motivam a continuar publicando informação isenta e que possa ser facilmente “digerida” por todos. Não se preocupe em ocupar esse espaço e nosso tempo com perguntas que possam parecer uma “pata além da conta” rsrsrs (gostei do termo). Sua dúvida pode ser também a de milhares de outras pessoas e nosso objetivo aqui é exatamente o fornecer informação a tantos quanto desejarem. Vamos ao seu caso, por partes :

      1) Em primeiro lugar gostaria de saber a profundidade (aproximada) de seu poço. Isso é absolutamente relevante para definirmos se você está captando água do aquífero freático ou do aquífero artesiano. Na primeira hipótese, estaremos falando de “poços rasos”, aqui em São Paulo chamados de “poços caipiras” e qua não costumam ultrapassar a profundidade de 15 a 20 metros. Em geral, menos de 10 metros. Esses poços estão muito sujeitos a infiltrações de superfície, contaminações de fossas próximas, etc e não é raro encontrarmos coliformes nesses corpos d’água. A outra hipótese são os “poços profundos e tubulares” e, nesse caso, estamos falando em dezenas de metros de profundidade, às vezes centenas. Esses poços são “encamisados”, isto é, como captam água numa porção do solo mais profunda, a mesma estará protegida das águas mais superficiais pelo “encamisamento” (tubulação). Poços profundos não costumam apresentar coliformes ou qualquer outro crescimento bacteriano, a menos que haja falha no encamisamento (que permita a infiltração de águas superficiais contaminadas) ou que tenha havido contaminação por ocasião da coleta. Preciso de suas informações sobre o poço para poder orientá-lo da melhor forma possível;

      2) A informação de seu vizinho biólogo não é precisa. A ocorrência de metais pesados em águas provenientes dos poços tubulares como descritos acima é praticamente uma raridade. Isso porque a água de um poço profundo tem as características da rocha “que ela lava” e não é comum que ocorram vários metais concomitantemente no mesmo aquífero. Em se tratando do solo brasileiro, as ocorrências são mais frequentes com ferro e manganês, metais de remoção relativamente simples. Demais metais podem ocorrer como infiltração de superfície, conforme falamos acima.

      3) Igualmente improvável, mas bem mais possível que a ocorrência dos metais pesados em poços profundos, é a ocorrência de fluor em poços rasos. Do ponto de vista da saúde pública, nossos dados demonstram uma prevalência muito alta de adultos (hoje na faixa dos 50 a 60 anos) com manchas nos dentes decorrente do uso de antibióticos, em especial, a tetraciclina, usada indiscriminadamente em crianças nos anos 70;

      4) Para certificar-se se a água de seu poço tem realmente metais pesados ou outros contaminantes, nada mais indicado que uma análise. Todo o resto são suposições ou mitos. Se a análise mostrar realmente a presença de coliformes, saiba que os problemas bacteriológicos em água são os mais simples de serem resolvidos. Lembre que a água fornecida pelas concessionárias são captadas de mananciais muitas vezes extremamente poluídos por bactérias de todos os tipos mas chega às casas da população sem nenhuma delas, após processo indicado de desinfecção. O mesmo podemos fazer com seu poço, sem nenhum problema, caso seja necessário;

      5) Finalmente, a água “comercializada” no Brasil de hoje (em que tudo pode ser falsificado impunemente) não é garantia de qualidade. Sua intenção de usar água da concessionária tem total respaldo técnico. Para “livrar-se” da presença do cloro que certamente ela deverá conter, você poderá se utilizar de um filtro com elemento de carvão ativado e/ou um purificador (que já contenha esse elemento). Solução bastante possível, barata e segura.

      Disponha de nossa equipe e obrigado por sua participação

    Sergio Caroli Puga | 4 de fevereiro de 2016 | Reply

    Bom tarde Rogério,

    É ótimo quando nos deparamos com um site tão rico e correto em suas informações e postura.

    Moro em uma residência alugada em que as caixas de água são antigas, ainda em alvenaria.

    Pergunto:

    1- a utilização de filtros com luz ultra-violeta, associada a outros métodos de filtragem, é eficaz?
    2- é necessária alguma correção da água resultante?
    3- vale a pena para uso residencial?
    4- devo acrescentar algum produto diretamente nas caixas para “garantir” sua potabilidade?
    5- pensei em esvaziar as caixas e impermeabilizar com produto “moderno”, para talvez garantir melhor qualidade. caso isto seja recomendado, qual tipo?

    Grato,
    Sergio

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 5 de fevereiro de 2016 | Reply

      Bom dia Sérgio,

      Obrigado pela referência elogiosa sobre nosso trabalho que nos motiva a continuarmos sempre publicando informação isenta, atual e cientificamente comprovada. Vamos às suas demandas, por partes :

      1) A luz ultra violeta tem ação bactericida por ser uma radiação ionizante. Contudo, apenas os microorganismos que efetivamente atingidos pela radiação é que serão oxidados. Como o caminho óptico é retilíneo, isto é, não faz curvas, o acesso da luz ultravioleta (ou qualquer outra) sobre os microorganismos só será possível sobre os microorganismos livres (nadantes). Aqueles que estiverem, por exemplo, em ranhuras das paredes dos reservatórios não serão atingidos pelos raios ultravioleta, deixando o processo deficiente. Em suma, luz UV é um coadjuvante da desinfecção e, como tal, pode ser dispensado;

      2) Do ponto de vista de desinfecção, o protocolo mundialmente aceito e recomendado para água destinada ao consumo humano é a manutenção de um residual de cloro livre na faixa de 1,0 a 2,0 ppm. A restrição que alguns fazem ao cloro não tem nenhum fundamento científico comprovado, desde que utilizado nessas condições;

      3) Não

      4) Verifique o comentário do item 2. E sobre como clorar a água que consome, peço que leia o conteúdo do link abaixo :

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      5) Sim, sem dúvida. A impermeabilização dos reservatórios é necessária e fundamental. Existem inúmeros produtos disponiveis no mercado para esse fim e de ácil aplicação. Você pode encontrá-los facilmente nas lojas de materiais de construção.

      Obrigado por sua participação

        Sergio Caroli Puga | 5 de fevereiro de 2016 | Reply

        Caro Rogério,

        Muito obrigado pelos esclarecimentos. Entendo que o tratamento químico (cloro) controlado é a única forma realmente eficaz.

        Vou providenciar a aquisição de um dosador automático para a caixa de água, e filtro de carvão ativado (com manutenção preventiva regular) em um ponto para quem não “se dá bem” cloro.

        Grato,
        Sergio

    Rafael Sousa | 8 de fevereiro de 2016 | Reply

    Caro Rogério, bom dia.

    Estava pesquisando na internet sobre o PH da água e encontrei suas orientações, seguras e críveis. Obrigado por dispor do seu tempo e atender a leigos no assunto, como eu.

    Aproveitando, gostaria de perguntar: é verdade que há regiões no país onde a água tem mais “minério”?? (ouço dizer minério realmente, não minerais)

    Morei em um prédio relativamente novo, suprido por poço artesiano e a água da torneira costumava manchar roubas brancas na máquina de lavar. O síndico alega que a tubulação é nova e que á água é assim mesmo. Outra coisa: no chuveiro, as saídas de água ficam de cor laranja/avermelhada.

    Obrigado desde já!

    Rafa

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de fevereiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Rafael,

      Obrigado pela referência elogiosa ao nosso trabalho.
      Sua pergunta é interessante porque traz para esse canal algumas informações que podem ser úteis a muitas pessoas. Vamos lá .

      Se você abstrair seu pensamento e imaginar os primórdios de formação dos planetas, por mais diferentes que sejam as teorias que tentam explicar a formação do universo e, pelo menos, no nosso planeta, em todas elas vai se deparar com um momento em que o “magma” se solidificou e formou o solo tal como o temos hoje. O “magma” é, portanto, uma “mistura de tudo” (claro, de forma simplista). No magma solidificado temos todos os “minérios” aos quais você se refere. A água dos poços profundos (aos quais você está chamando de poços artesianos) está permeada por rochas que, em última análise, são compostas pelo magma que um dia há milhões de anos se solidificou. Sendo assim, é possível (e muito comum) que essa água contenha alguma concentração dos componentes dessas rochas, em menor ou maior quantidade, conforme esses componentes sejam mais ou menos solúveis em água. Dessa forma, alguns metais são comuns em águas de poços, por exemplo, ferro e manganês. Isso porque o solo brasileiro é muito ferruginoso (temos muito ferro em nosso subsolo) e muito frequentemente associado ao manganês porque quando o magma se solidificou, acabou resultando em rochas ricas em ferro e manganês numa mesma região. Acredito que isso lhe dê uma boa noção sobre uma das razões que explicam o perfil físico-químico da água de um poço profundo que encontramos nas análises em laboratório. Alguns desses componentes, como é o caso do ferro que citamos acima, deixam clara a sua presença na água através de “sintomas”, tais como manchas laranja/avermelhadas em louças, roupas, sanitários, pisos etc. O cobre, por exemplo, deixa manchas verde-azuladas. O manganês, marrons. De toda forma, o que você precisa investigar é se o perfil físico-químico de sua água está determinado mesmo pela rocha que a permeia, ou pela tubulação que a conduz ou o reservatório que a armazena. Elevadas concentrações de ferro podem sim ser decorrentes da rocha onde o poço está perfurado mas, com bastante frequência, têm sua origem nas tubulações “enferrujadas”. O cobre, por exemplo, muito frequentemente tem sua origem nas caldeiras ou aquecedores e nas tubulações utilizadas para água quente. Em qualquer das situações, a remoção do ferro em água de poço é um tratamento relativamente frequente e com excelentes resultados. Para podermos auxiliá-lo nesse sentido, precisamos realizar uma análise mais detalhada da água de seu poço.

      Obrigado por sua participação

    Marlúcio Neiva | 15 de fevereiro de 2016 | Reply

    Prezado Rogério,

    Há algum tipo de filtro utilizado para retirada do flúor da água tratada que recebemos ? Obrigado por sua atenção.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de março de 2016 | Reply

      Boa tarde Marlúcio,

      Os fluoretos podem ser removidos da água através de filtros de carvão ativado e/ou deionizadores. Entretanto, a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saude) refere-se à fluoretação da água destinada ao consumo humano. Embora muito se diga contrariamente a essa determinação (apenas mitos), trata-se de prática mundialmente aceita e com resultados positivos comprovados sobre as populações que a adotam.

      Obrigado pro sua participação

    AGENOR RIBEIRO | 29 de fevereiro de 2016 | Reply

    Olá Dr. Rogério, bom dia.

    Gostei bastante de suas explicações de forma simples e científica sobre a qualidade da água, lamentei porém, com o comentário de uma pessoa, que usou esse espaço para comentar asneira, gente que não sabe o que se está discutindo e a importância de sua colaboração de grande utilidade pública. Perdoe-0, ele não sabe o que diz. Espero que esse tipo de comentários não o desestimule em continuar tratando desse importante assunto com tanta seriedade. Por fim, obrigado pelas informações que me foram úteis.

    Abraço

    Agenor Ribeiro

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de março de 2016 | Reply

      Boa tarde Agenor,

      Não se preocupe com isso, estamos acostumados rsrs. Muito obrigado por sua referência elogiosa ao nosso trabalho pois é esse tipo de retorno que nos estimula a prover informação isenta, atual e confiável.

      Obrigado por sua participação

    Felipe | 22 de março de 2016 | Reply

    Boa tarde Rogério, Rogério observei uma matéria por parte da TVCULTURA onde estudos feitos por norte americanos dizem que o filtro de barro ainda são os melhores meios de filtragem de agua no mundo.
    Observei que parte dos filtros possuem a certificação no Imetro e garantia de ação e eficiência bacteriológica (velas esterializantes) que eliminam bacterias, estaria a avaliação do Imetro e o estudo mencionado pela cultura incorretos ?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Felipe,

      O Brasil é especialista em divulgar manchetes publicitárias travestidas de “pesquisa científicas” e, para dar alguma confiabilidade às suposta pesquisa, sempre atribuem-na a “estudos feitos por pesquisadores norte americanos”. Essas reportagens feitas sobre os filtros de barro são frequentes. A crise hídrica fez com que as pessoas começassem a pegar água de diversas origens e, na dúvida sobre sua qualidade, passaram a comprar filtros. Nesse momento, diversas “pesquisas feitas nos Estados Unidos” ou por algum estudioso de nome estrangeiro e que ninguém conhece começaram a pipocar pelos jornais “incentivando” as pessoas a comprarem esse ou aquele filtro. Esse último trabalho refere-se à capacidade do filtro de barro em reter bactérias e eliminá-las em até 94 % em razão da prata coloidal prsente em alguns dos modelos. Ninguém discute o efeito bactericida da prata coloidal mas, nos dias de hoje, qualquer equipamento com eficiência de 94 % é um péssimo equipamento. Leia a pesquisa de traz para frente e você perceberá que 6 % das bactérias continuarão presentes na água contida naquela talha de barro que além disso, na maioria dos usuários, mantém uma camada asquerosa de limbo preto e esverdeado em suas paredes externas. Você não imagina a quantidade de bactérias que estão aí presentes e que, não entendo a razão, mas as pessoas não se importam com isso. Acham “natural”. É precisa separar “pesquisa” científica de matrerial publicitário travestido de pesquisa e, fundamentalmente, não aceitar a conclusão do trabalho sem antes ler seu conteúdo.

      Obrigado por sua participação

    Anelise Maia | 23 de março de 2016 | Reply

    Olá! Você poderia me dar sua opinião sobre os filtros para tornar a agua alcalina/ionizada? Vi numa palestra que são os melhores mas o preço é um absurdo? Será realmente bom? Grata, Anelise.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Alberto,
      Bom dia Anelise,

      Temos alertado sistematicamente a nossos leitores que não se deixem levar por mitos e propriedades fantasiosas que determinados produtos prometem produzir na água pois elas não passam de mera ficção travestida de “pesquisa científica” e que explora a boa fé das pessoas menos avisadas. Em geral, esses produtos prometem rejuvenescimento, saude, beleza … Sempre são temas sobre os quais as mentiras “colam” com mais facilidade nas pessoas. Enquanto ficam reduzidas a essas questões cosméticas, paciência. A vaidade tem um preço que cada um paga se quiser, mesmo sabendo que está sendo enganado. O problema ocorre quando esses falsos produtos prometem curas para doenças sérias e que, certamente, nada fazem. Muita gente adia tratamentos consagrados mundialmente pela medicina enquanto ficam bebendo água (alcalina, ionizada, imantada, dentre outras pirotecnias). Essa prática prejudica aos pacientes e só enriquece o charlatanismo.

      Obrigado por sua participação

    Sibelly | 24 de março de 2016 | Reply

    Boa noite Dr. Rogério Primeiramente obrigada pelos esclarecimentos e pelo maravilhoso artigo . Gostaria de tirar uma dúvida , moro em Natal (RN) o índice de cloro da água que é distribuída pela companhia aqui no meu bairro está com um teor acima do permitido conforme foi informado pela própria companhia de água, porém estou pensando em trocar os garrafões de água mineral por um purificador , gostaria de saber se posso instalar ele diretamente nos canos que vem água da companhia e não da caixa de água, também queria saber dos purificadores que prometem água alcalina.Qual o melhor?Parabéns.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 14 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Sibelly,

      É indiferente instalar os purificadores no cano de água que recebe diretamente da concessionária ou da caixa dágua. Contudo, é importante que a água que vai para o purificador esteja devidamente clorada. O cloro só pode ser eliminado imediatamente antes do consumo. Por isso, não se pode colocar o purificador na água que ainda vai ser reservada pois nesse caso você estaria cometendo o grave erro de armazenar água isenta de cloro.

      Obrigado por sua participação e pela referência elogiosa ao nosso trabalho.

    Giselda Coelho | 31 de março de 2016 | Reply

    Dr Rogerio

    Mudei recentemente para Florianopolis, mais precisamente para Jurere Internacional, cujo abastecimento de água é realizado por empresa privada.
    Observei em muitas residencias ( inclusive na minha ) a instalação de filtros logo após o registro de entrada da água. Os comentários que ouvi referem-se a necessidade de instalação de filtro para filtrar metais pesados, A justificativa é de que a água daqui seria muito mineralizada e estes filtros auxiliariam na remoção destes metais. O filtro, pelo prospecto retém impurezas solidas, químicas e orgânicas. A empresa responsavel pelo abastecimento no bairro envia juntamente com a conta mensal uma análise de potabilidade da água e afirma que os filtros não seriam necessários. antes de contratar o serviço de filtragem ( os elementos filtrantes são trocados anualmente ) queria ter certeza da eficacia deste tipo de solução.
    Por tudo que li em seu blog, gostaria de saber sua opinião. Agradeço antecipadamente

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 14 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Giselda,

      Nossa preocupação ao fazer a publicação sobre filtros foi exatamente a de alertar a nossos leitores sobre o uso indiscriminado de filtros para os quais eles não têm a menor aplicação podendo representar, inclusive, mais problemas que soluções. Não conheço o equipamento do qual você está falando mas é muito improvável que seja capaz de realizar a remoção de metais pesados em água. Mais improvável ainda é que a concessionária local forneça água com metais pesados à população. Esse tipo de ocorrência já teria sido identificada pelas autoridades sanitárias além de representar uma catástrofe à população local que não passaria despercebida nem tampouco resolvida com filtros. Existem inúmeras denúncias sobre fornecimento de água por concessionárias fora dos padrões de potabilidade. Esse tipo de denúncia raramente é comprovada pelas análises obrigatórias que todas as concessionárias devem publicar. Ainda que se suspeite da idoneidade das concessionárias e que as mesmas poderiam fraudar laudos de análises, hoje em dia qualquer consumidor poderia realizar análises em paralelo para confirmar ou não os resultados oficiais. Nosso papel nesse espaço não é acusar ou inocentar concessionárias, mas esse tipo de denúncia ganhou mais espaço na mídia a partir do momento em que muitas foram privatizadas o que, em nossa opinião, tem um viés muito mais político que técnico. De toda forma, recomendo que você realize uma análise de sua água para saber se o filtro é necessário. Mais ainda, uma análise antes e após os filtros traria a real informação sobre a eficiência dos mesmos e também sobre sua necessidade. Lembro que no Brasil de hoje, ainda muitos se valem da disseminação de falsos problemas para venderem soluções milagrosas. Contudo, no campo da técnica, as decisões devem se basear nos dados e não nas opiniões.

      Obrigado por sua participação

    SEBASTIÃO LUCENA | 4 de abril de 2016 | Reply

    Caro Dr. Rogério Felisoni
    Bom dia.
    Estou lendo seus comentários elejo uma enorme contribuição esclarecedora.
    A propósito, aproveito para pedir orientação sobre o que se segue: Moro em Recife, em prédio de apartamentos e venho utilizando estes boticões de 20 litros no meu consumo. Inconvenientes, caros e ainda ,pior, náo temos a segurança da fonte fornecedora. Portanto, manha solicitação. No prédio em que resido, temos um processo misto de armazenamento. Poço artesiano com captação de uns 100 metros de profundidade e água da Compesa (Fornecedor estatal), quando são utilizadas os dois sistemas simultaneamente. Pergunto, como devo proceder para esta mudança. Acrescento que a caixa principal (reservatório), recebe alternadamente, ao dois processos: Água da Compesa e do Poço.
    Muito obrigado
    Sebastião Lucena

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 14 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Sebastião,

      O uso de água de poço como solução alternativa de abastecimento de água destinada ao consumo humano é regulamentado pela legislação sanitária. O condomínio deverá atender ao previsto na Portaria 2914 (Ministério da Saúde) e à Resolução SS 65 que estabelece o cronograma de análises e monitoramento da qualidade da água do poço, bem como dá outras providências referentes à documentação tais como cadastro do poço junto à Vigilância Sanitária do Município, plano de amostragem e análises periódicas (mensais e semestrais). Recomendamos dar atenção a esses documentos legais e, desde já, garantir que a água que capta do poço seja devidamente clorada antes de armazená-la ou mesmo distribui-la no condomínio.

      Obrigado por sua participação

    Gustavo Henrique Pessoa Chaves | 8 de abril de 2016 | Reply

    Prezado Professor,
    Convencido a adquirir um purificador de “osmose reversa”, comecei a pesquisar marcas, e me deparei com um teste recente feito pela Proteste, que reprovou todas as marcas testadas. O teste concluiu que as marcas ferem a NBR 14908 e, portanto, não poderiam sequer portar o selo do INMETRO que lhes foi conferido. O que fazer: adquirir o filtro de barro enquanto não se têm marcas seguras? Ou esse teste não considerou peculiaridades, como a necessidade de limpeza periódica dos purificadores por um técnico? Segue o link do teste. Obrigado desde já.

    http://www.proteste.org.br/eletrodomesticos/nc/noticia/purificadores-de-agua-nao-vale-investir-neles

      Gustavo Chaves | 9 de abril de 2016 | Reply

      Ps: um professor e pesquisador me informou que, certa vez, abriu um purificador desses que refrigeram a água, e o recipiente que armazena a água gelada estava extremamente sujo. Por esse motivo, ele me recomendou um que não tenha esse compartimento, ou seja, um filtro de pressão.

      Ontem, outro professor disse que uma vantagem do filtro de barro seria não haver nenhuma luz em seu interior, o que manteria a água livre de algas e bactérias.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Gustavo,

      Acredito que você mesmo trouxe sua resposta durante sua pergunta. O Brasil é especialista em divulgar “pesquisas” como se fossem “noticias”, levando o leitor às conclusões das manchetes. Filtros são equipamentos para tratamento de água com aplicação específica. Não existe o melhor nem existe o pior. Imaginar que um filtro possa simplesmente ser “o melhor do mundo” (como recentemente falou-se sobre os filtros de barro) seria admitir que a aspirina é o melhor remédio do mundo (sem considerar suas aplicações e limitações). Os filtros têm também capacitações e limitações e é com base nessas características (e não nos selos do INMETRO) que devem ser escolhidos (ou dispensados), dependendo da qualidade da água que se deseja tratar (filtrar), se é que realmente ela precisa ser tratada.

      Obrigado por sua participação

    Johanna Waldow | 11 de abril de 2016 | Reply

    Muito bom seu texto.
    Gostaria de saber se tens como me indicar qual atitude seria melhor na minha situação.
    Moro em região de praia, cidade Balneário Camboriú-SC.
    É sabido a péssima qualidade de água fornecida na região.
    Tanto que quase ninguém consome a água diretamente fornecida na torneira, pois tem fama de diversas doença intestinais.
    Assim, desde que resido aqui tomo água mineral, mas tenho conhecimento que sais minerais demais também não são saudáveis ao organizamos.
    Sem contar o peso no bolso e o incomodo de sempre ter que buscar/pedir a entrega.
    Aí estava pensando em algum filtro, mas pelo que li no texto poucos retiram realmente as bactérias da água, aí tô meio numa sinuca mesmo.
    Teria algum que você poderia me indicar? Que limpe as impurezas e bactérias?
    Obrigada.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Johanna,

      Temos respondido sistematicamente a várias pessoas sobre o uso de filtros pois faz parte do senso comum que a água destinada ao consumo humano deve ser filtrada, o que nem sempre é verdade. Para podermos opinar sobre qual o melhor tratamento para sua água precisaríamos ter uma análise da mesma. Caso vc já tenha realizado uma análise alguma vez, solicito que nos envie o laudo para que possamos melhor ajudá-la. Caso deseje utilizar nossos serviços de laboratório, teremos o máximo prazer em atendê-la. Para tanto, acesse o link abaixo :

      http://cohesp.com.br/analise-de-agua/

      Obrigado por sua participação

    Paulo | 19 de abril de 2016 | Reply

    Prezado Rogério;
    Salvo mal entendimento de minha parte nenhum dos sistemas domésticos usuais de filtragem é efetivamente eficiente, ou retiram pouco ou apenas parte dos contaminantes e em muitos casos nos deixam expostos a outras contaminações bem como exigem manutenção em prazo menor do que no geral realizamos, considerando ainda o custo do equipamentos e de sua manutenção me parece que o uso de água mineral engarrafada (em galões vc deixou claro que exigem cuidados que poucos têm) é a melhor solução em termos de custo X benefício (ainda mais se considerar-mos que entre os benefícios está o de beber uma água de paladar agradável)
    Obrigado por sua gentileza nas respostas.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Paulo,

      Tanto os bebedouros de garrafão como os dispositivos purificadores serão capazes de fornecer água de excelente qualidade, desde que estabelecidos seus protocolos de garantia de qualidade, tais como higienização, desinfecção, manejo e manutenção nos momento apropriados. A ponderação sobre custo x benefício é muito particular pois acabará tendo que considerar variáveis muito subjetivas, especialmente como “paladar” e manejo adequado.

      Obrigado por sua participação

    MARIA ZITA PEREIRA DA COSTA | 24 de abril de 2016 | Reply

    Amei ler este artigo muito bom e interessante parabéns e obrigada por nos ajudar braços

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Maria Zita,

      Obrigado pela referência elogiosa a nosso trabalho. Sua mensagem nos estimula a continuar publicando informação isenta e confiável.

    ERIKA | 26 de abril de 2016 | Reply

    Boa noite
    Parabéns pela matéria, não é a primeira que leio neste estilo e confesso ter ficado decepcionada, não com as matérias, que são muitíssimos esclarecedoras, mas pela seguinte situação: “Estou a procura de um purificador/filtro, porque ha algum tempo estou tomando agua da torneira e estou ficando com nojo, pois, comecei a me indagar sobre a sujeira na caixa d’agua e nos canos”, então, caso não tenha meios mesmo de fazer esta limpeza na caixa d’agua por algum motivo hipoteticamente falando, melhor então seria comprar galões de agua mineral, (li em um site, o PROTESTE, que ainda é o melhor a se fazer) como eu fazia antigamente, ou no meu caso (o motivo ser a possivel sujeira em canos e caixa d’agua tendo em vista a agua ja ser tratada pela rede de saneamento) procurar um filtro/purificador que seja este de osmose reversa e carvão ativado. O que aconselharia a fazer? Segundo: Qual seria a maneira correta de efetuar a limpeza das caixas d’agua? como proceder após a limpeza? é seguro tomar então da torneira?
    OBRIGADA DESDE JA

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Erika,

      Enetendemos sua preocupação e que bom seria se todos se envolvessem com esse assunto da mesma forma que você se envolve. Qualidade é algo que só melhora pela exigência dos consumidores. Parabéns.
      Os purificadores de água são os equipamentos mais refinados disponíveis para uso doméstico hoje em dia. Contudo, mesmo que sejam utilizados, é fundamental que recebam água clorada (para que o elemento filtrante interno não seja colonizado e desenvolva biofilmes muito rapidamente). Igualmente importante é manter a água que abastece o purificador armazenada em reservatórios devidamente protegidos, íntegros e, se for possível, monitorados por análises periódicas. A má qualidade da água muitas vezes não é perceptível a olho nu, requerendo uma análise para atestá-la.
      A higienização e desinfecção de reservatórios é um procedimento criterioso que deve atender a protocolos bem definidos. Em linhas gerais, o reservatório deve ser esgotado, o lodo precipitado deve ser totalmente removido, as paredes aspergidas com solução de hipoclorito e assim permanecerem por 2 horas e, só então, o mesmo poderá ser abastecido novamente. Durante esse procedimento, o operador deve certificar-se de que a impermeabilização do reservatório está íntegra, sem rachaduras ou infiltrações e que o mesmo tem tampa que o mantenha livre da invasão de vetores contaminantes como ratos, baratas, pombos, morcegos dentre outros. Importante ressaltar que as empresas que oferecem esse serviço devem fornecer, após a limpeza, um laudo de análise da água remanescente no reservatório através da coleta de uma amostra de água colhida aproximadamente uma semana após a limpeza. É bastante comum encontrarmos uma qualidade de água após a limpeza do reservatório bem pior do que estava antes de sua limpeza. Daí a necessidade das análises para garantia dos serviços prestados.

      Obrigado por sua participação e pela referência elogiosa a nosso trabalho.

    Alex Kostler | 26 de abril de 2016 | Reply

    Muito bom e esclarecedor o site. Parabéns por seu trabalho.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Alex,

      Desculpe por demorar em responder-lhe. Nosso site havia sido invadido, acredita ?
      De toda forma, obrigado por sua referência elogiosa sobre nosso trabalho. Certamente esse tipo de mensagem nos estimula a continuar publicando informação isenta e cientificamente balisada.

      Obrigado por sua participação

    Kéren | 28 de abril de 2016 | Reply

    Acabo de ler uma matéria que apresenta uma pesquisa que comprova que os filtros de barro que usamos no Brasil são os melhores filtros do mundo…

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Keren,

      Essa publicação repete-se frequentemente, citando sempre aquela convincente estratégia de que “pesquisadores norte americanos disseram que …”. Procure encontrar pelo menos um filtro de barro na residência de um cidadão de classe média em qualquer país de primeiro mundo e você terá muita dificuldade. De toda forma, caso você tenha um filtro de barro e aceite nossa sugestão, podemos enviar-lhe gratuitamente um material bem simples para que você realize uma análise microbiológica das paredes de seu filtro de barro. TRata-se de um “swab”, muito simples. Você irá se espantar com a concentração bacteriana que os usuários de filtros de barro mantêm em suas residências, especialmente naqueles mais aintigos que já desenvolveram aquela coloração esverdeada e enegrecida, absolutamente inaceitável para um dispositivo que armazena água destinada ao consumo humano. Esse teste fazemos com frequência e, se você se interessar, publicaremos os resultados do seu filtro aqui em nosso blog para orientar a nossos outros leitores.

      Obrigado por sua participação.

    Carlos Zilli | 8 de maio de 2016 | Reply

    Parabéns pelo trabalho. Difícil encontrar este nível de informação na internet de forma simples e rápida. Fiquei com duas dúvidas depois de tudo que eu li:

    Em programas de sobrevivência é comum vermos as pessoas usarem carvão e areia para fazer um filtro para purificação da água. Se eu bem entendi, este método não purifica a água pois não evita que bactérias possam atacar as pessoas e sim elimina partículas. É isso mesmo?

    Nossa água de torneira possui flúor adicionado para fins de saúde pública. Usar filtro com carvão ativado não seria errado visto que o carvão ativado elimina o cloro e flúor da água da torneira conforme citado acima?

    Obrigado e parabéns novamente.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Carlos Zilli,

      Antes de mais nada, obrigado por sua referência elogiosa sobre nosso trabalho.
      A filtração de particulados desde sempre foi um procedimento de escolha para “purificação” da água destinada ao consumo humano. Ainda hoje é assim. Basta que você veja pelos comentários de nossos leitores a predileção que muito têm pelo uso indiscriminado de filtros, quaisquer que sejam, como se pudessem resolver quaisquer problemas eventualmente presentes na água. Isso se deve ao fato de que os filtros, em geral (mas nem sempre), conseguem dar um aspecto mais “limpo” à água e isso traz a impressão enganosa de que a água está adequada ao consumo humano. Do ponto de vista micrbiológico (imperceptível a olho nu), os filtros de areia ou carvão não têm ação nenhuma podendo, inclusive, piorar bastante as coisas quando forem colonizados pelas próprias bactérias que não conseguiram filtrar.A eliminação de bactérias em água exige um protocolo de desinfecção e não de filtração. São procedimentos absolutamente distintos, visto que em geral um é químico e o outro é físico. Obviamente que numa situação real de sobrevivência, o “sobrevivente” não disporá de pastilhas de cloro para desinfecção da água que encontrar. Assim, na política de minimizar danos, procurará eliminar os particulados com alguma filtração que lhe for possível fazer.

      Você está certo com relação ao filtro de carvão. Contudo, a eliminação do fluor através desses dispositivos é bem menos eficiente que a eliminação do cloro. Em geral, os filtros domésticos dispõem de elemento de carvão ativado para remoção quase que total do cloro, mas deixam passar alguma concentração de fluor.

      Obrigado por sua participação

    Flavia F. | 10 de maio de 2016 | Reply

    Bom dia Dr. Rogério,
    Na minha casa costumava usar o purificador acoplado a torneira. Com o tempo notei o biofilme que o Sr. se refere e vi que a agua que ficava dentro estava de péssima qualidade, poluindo inclusive a agua tratada. Resolvi migrar para o filtro de barro acreditando ser essa a melhor alternativa, pois há o mito de que ele realmente é o melhor sistema, o que vi não ser verdade pela sua afirmação e minha experiência. Outro dia fui limpar e notei que havia uma camada superficial a água repleta de microorganismos branquinhos flutuando…percebi ao analisar que eles se moviam e aí constatei que a água não estava em boas condições. encontrei esse material na parte debaixo do filtro,na que sai a água para consumo. Ao investigar as condições da parte de cima, me deparei com um mosquito da dengue la dentro e para meu total espanto, ao coletar essa água para um recipiente transparente encontrei uma larva viva! Fiquei chocada, acredito que esse mosquito tenha entrado em um momento de recarregar o filtro e lá esteve a ponto de se procriar. Tenho notado que eu e minha filha de 1 ano e meio andamos tendo problemas gastrointestinais recorrentes e tenho ficado em estado de alerta com a água. Depois dessa terrível experiência passei a ferver a água e colocar em vidros para ir a geladeira. A água de nossa casa chega da rua e vai para uma caixa d’água de 10 mil litros que é distribuida para todas as casas do terreno. Gostaria de saber se esse procedimento de ferver a água é o suficiente para manter a água em boas condições para consumo. O Sr. sugere o filtro de osmose reversa, mas pelo que vi custa muito caro. Nesse caso o que eu poderia adotar em casa? Agradeço seus esclarecimentos!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Flávia,

      Os ovos do Aedes egypt permanecem viáveis no ambiente por até 2 anos e eclodem expondo as larvas quando encontram um meio com umidade adequada. Muito possivelmente você carregou alguns ovos para dentro do filtro sem perceber e, ao encontrarem um meio favorável, eclodiram e você viu as larvas. Essa é apenas uma entre as inúmeras razões pelas quais consideramos absolutamente inadequados todos os filtros ou dispensadores de água nos quais o usuário tem acesso frequente ao seu interior (como no caso dos obsoletos filtros de barro). A fervura da água é certamente um procedimento que elimina as bactérias eventualmente presentes na água. Entretanto, é um procedimento trabalhoso. Minha sugestão, como fazemos sempre, é antes de mais nada certificar-se da qualidade de sua água para saber qual o melhor filtro (caso necessário) se adequa à mesma e qual o devido tratamento poderá fazer as correções eventualmente necessárias. Caso você já tenha um laudo de análise, peço que nos envie para que possamos orientá-la da melhor maneira. Caso se interesse por realizar sua primeira análise, sinta-se à vontade para solicitar os serviços de nossos laboratórios.

      Obrigado por sua participação

    Joana Maria | 12 de maio de 2016 | Reply

    Olá Rogério, uso água proveniente de poço artesiano e a mesma deixa um pó branco que chega a ficar impregnado dentro do vaso sanitário, assim como também entope o chuveiro com frequência. Me disseram que é calcário, isso procede? Podemos consumir essa água, tem algum tipo de filtro que tira esse componente da água? Temos consumido água mineral de galão porém não confio na qualidade dessas águas. Também acredito que por ficar armazenada em recipientes de plástico não devem fazer bem à saúde. O que pode me dizer sobre isso?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Boa tarde Joana Maria,

      Muito provavelmente esse “pó branco” seja um precipitado de carbonatos. Contudo, para avaliarmos corretamente, você deveria fazer uma análise da água. Se já o fez, verifique o valor do parâmetro “dureza total”. Caso esteja aumentado, essa será a origem desse precipitado. A remoção de dureza da água é feita através de um equipamento chamado abrandador que é, na realidade, um equipamento que substitui os carbonatos de cálcio por carbonatos de sódio. A dureza é um parâmetro que tem como limite o valor de 500 mg/L (segundo POrtaria 2914) para água destinada ao consumo humano. Isso significa que abaixo desse limite não traz risco à saude mas, certamente, valores próximos de 100 já costumam apresentar esse precipitado d que você se queixa. Não existe nenhuma evidência de que a água armazenada em galões de policarbonatos tragam risco à saúde. Esses recipientes são utilizados no mundo todo. Você deve ser certificar-se, contudo, de estar adquirindo esse garrafões de fornecedores idôneos. Diga-se de passagem, a escolha de fornecedores idôneos no Brasil de hoje tem requerido um cuidado adicional por parte dos consumidores. Não apenas de água, mas em geral.

      Obrigado por sua participação

    Cristiane Ienne | 13 de maio de 2016 | Reply

    Fiz análise da água do poço da minha chácara, e foi constatado a presença de coliformes totais. Gostaria de uma orientação de como proceder nesta situação. Existe algum tipo de filtro indicado? Para fazer a desinfecção posso utilizar hipoclorito de sódio em qual quantidade? Há necessidade de esgotar o poço após realizar a desinfecção? Aqueles cloradores flutuantes utilizados em piscinas é indicado?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Cristiane,

      Abaixo estão os links cujos conteúdos poderão esclarecer todas as suas dúvidas sobre como resolver o problema de ocorrência de microorganismos em água (bactérias heterotróficas e/ou coliformes).

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-contagem-bacteriana-elevada-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-coliformes-totais-eu-faco/

      Caso deseje uma proposta comercial para implantação de nosso protocolo de Desinfecção Inteligente, favor solicitar informando o volume médio aproximado mensal de água a ser tratada e o volume do reservatório (ou reservatórios) que receberão água tratada.

      Obrigado por sua participação

    André Luis Saraiva Pedro Gálico | 15 de maio de 2016 | Reply

    Boa Tarde.

    Parabéns pelo trabalho.
    Sou estudante de Engenharia, estamos desenvolvendo um projeto para reutilizar a água das máquinas de lavar e das pias da cozinha ligando as tubulações de prédios e armazenando em um tanque ou caixa e depois usa lá para limpeza de áreas verdes, e limpezas de rotina.Poderia me indicar qual tipo de filtragem precisarei? Posso usar um sistema ETE?
    Muito obrigado.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde André,

      Sempre muito bem vindas as iniciativas como a sua que focam o uso racional da água. Conte com toda a nossa equipe para o que lhe for necessário.
      Sua abordagem é simples, mas bastante ampla. O poderoso fator limitante para o tratamento de água de reuso é exatamente estabelecer o perfil físico-químico da água bruta que será tratada e garantir que esse perfil seja invariável, de modo que o mesmo tratamento não perca sua eficiência. Precisaríamos conversar mais detidamente sobre seu projeto para podermos ajudá-lo melhor. De toda forma, as águas das cozinhas (ricas em gorduras) não devem ser misturadas às águas das máquinas de lavar roupas (ricas em “sabões”) pois os “sabões” dessas emulsificarão as gorduras daquelas, dificultando o tratamento posterior. Essa conduta ´pe possível, mas mais custosa. O ideal seria a separação densimétrica das gorduras e caracterizar a água remanescente para posterior determinação do melhor tratamento.

      Obrigado por sua participação

    Renato dias | 24 de maio de 2016 | Reply

    Vamos logo no assunto. qual é o seu filtro ? grato

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Renato,

      Não temos por objetivo em nossas publicações recomendar “tipos” ou “marcas” de equipamentos, até mesmo para manter a isenção das referidas publicações. Por minha experiência profissinal, garanto que a água produzida pela Sabesp nas ETA´s (Estações de Tratamento de Água) atendem a padrões internacionais de potabilidade. Garanto também que jamais tive ou tenho nenhuma ligação com a Sabesp a ponto de defendê-los, mas essa realidade pode e deve ser dita. Os problemas costumam ocorrer nas tubulações que levam a água da ETA até sua casa (leia nossa publicação acessando o link http://cohesp.com.br/canos-vazando-quando-a-falta-de-agua-se-torna-um-problema-de-saude-publica/ ), nos reservatórios em que você armazena a água ou em outras formas de manejo inadequado. Certamente, na água fornecida pela concessionária foram adicionados produtos para torná-la própria ao consumo humano. Possivelmente você queira eliminar esse produtos antes de consumir essa água. O equipamento para uso doméstico que atende a essa demanda são os purificadores que contêm dois elementos filtrantes: um a base de membranas e outro de carvão ativado. Mas, lembre-se, como qualquer equipamento para tratamento de água, só opera adequadamente se sua manutenção estiver também adequadamente estabelecida. O mesmo ocorre com a água “mineral” que você compra em garrafões. Trata-se de água bruta, sem cloração e, se provir de fornecedor inidôneo (ocorre com grande freqüência !) ou se for mantida em bebedouros inadequados, também poderá oferecer riscos à saúde.

      Sempre me perguntam, aos finais dessas explanações, qual equipamento eu utilizaria para garantir a água que minha família consome. Bem, meus filhos já estão crescidos mas nem por isso poderiam beber água contaminada (rsrsrs). Os purificadores têm a vantagem de eliminar o cloro residual livre da água (apenas antes do consumo) e isso é útil do ponto de vista estritamente “culinário”. Como bom italiano, gosto de um bom café expresso e a água clorada aquecida altera o sabor do café e de outros alimentos. Mas essa é a única razão, pelo menos, no meu caso. Certamente tenho o hábito de monitorar, através de análises (afinal, trabalho num laboratório de análises) a qualidade da água que abastece o equipamento (qualquer que ele seja) para tratamento da água. Os filtros não fazem milagres e, se receberem água contaminada, poderão se transformar em verdadeiros concentradores de bactérias.

      Obrigado por sua participação

    Denise Sugiyama | 2 de junho de 2016 | Reply

    Boa noite Sr. Rogério.
    Primeiramente quero parabenizá-lo pela clareza e objetividade nas respostas e pela riqueza das informações.
    E gostaria de contar com a sua orientação no que segue: acabei de me mudar para uma casa em área de vegetação de restinga, sem tratamento de água, próxima a uma lagoa e da praia, sendo abastecida por água de poço. Essa água é de cor turva e contém resíduo. Os parâmetros pH, turbidez, cloretos e escherichia coli atendem aos valores máximos permitidos porém Ferro Total e Coliformes Totais não atendem. Para Ferro Total (VMP=0,3) o resultado foi de 0,4mg Fe/L e para Coliformes Totais (VMP= ausente) o resultado foi de 6,4 NMP/100ml.
    Baseado nesses dados seria possível sugerir um tipo de filtro que melhore a Qualidade da água e possa ser instalado logo após a bomba? Infelizmente o espaço disponível entre a bomba e a parede da lavanderia é pequeno. A Caixa dagua de 1000l. fica no sótão e é de difícil acesso.
    Desculpe-me se usei algum termo errado mas sou totalmente leiga no assunto.
    E desde já agradeço se puder me ajudar.
    Denise

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Denise,

      Dentre os parâmetros que você descreve, o que merece a maior e primeira atenção é a presença dos coliformes. Contudo, é também o mais fácil de ser resolvido.

      Abaixo estão os links cujos conteúdos poderão esclarecer todas as suas dúvidas sobre como resolver o problema de ocorrência de microorganismos em água (bactérias heterotróficas e/ou coliformes).

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-contagem-bacteriana-elevada-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-coliformes-totais-eu-faco/

      Recomendamos firmemente que você mantenha um sistema permanente de desinfecção com cloro da água do seu poço. Essa adição de cloro poderá nos ajudar na remoção do ferro que, nos seu caso, está muito próxima do limite aceitável pela POrtaria 2914. Sugiro que você estabeleça o sistema de cloração e, em seguuida, realize uma análise da água clorada para verificarmos a melhor maneira de reduzirmos a concentração do ferro.
      Caso deseje uma proposta comercial para implantação de nosso protocolo de Desinfecção Inteligente, favor solicitar informando o volume médio aproximado mensal de água a ser tratada e o volume do reservatório (ou reservatórios) que receberão água tratada.

      Obrigado por sua participação

    Felipe Vieira Takahashi | 4 de junho de 2016 | Reply

    Vi em uma reportagem na TV que o melhor do mundo é o filtro de barro. Agora fiquei confuso.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Felipe,

      Dizer que um tipo qualquer de filtro de água pode ser “o melhor filtro do mundo” seria como dizer que a aspirina é o melhor remédio do mundo. Filtros são dispositivos para tratamento de água e têm aplicação específica para o problema que a água efetivamente tenha. Em nossa publicação sobre filtros comentamos todos os tipos disponíveis no mercado com suas capacidades e limitações. Recomendamos cautela com relação à publicação de reportagens que publicam “pesquisas” que ninguém conhece ao certo como foram realizadas.

      Obrigado por sua participação

    Lincoln Vianna | 4 de junho de 2016 | Reply

    Boa noite, Rogério.

    Gostaria muito de tirar uma.a dúvida.
    A cerca de 1 ano utilizo um “purificador” de água ( soft star da Everest) e, até agora só tinha elogios a fazer. A 2 meses atrás o técnico da empresa fez a limpeza e troca do filtro, e até aí tudo normal. Essa semana me mudei para Petrópolis/RJ, e trouxe o purificador comigo. Minha mulher e eu percebemos que quando fervemos a água, esta libera umas bolhas de coloração escura e mancha as laterais na panela. O mais estranho é que quando fazemos o mesmo procedimento com água da torneira isso não acontece. Além disso, comprei uma panela de alumínio, e nela as bolhas escuras não aparecem, apesar das laterais também escurecerem. Procurei informações na internet, mas não obtive êxito. O que seriam essas bolhas pretas? Resíduos do carvão? O que faço? Enquanto não recebo a assistência técnica da empresa, posso consumir essa água? Faz mal a saúde?

    Obrigado , e parabéns pelo excelente trabalho.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Lincoln,

      Não temos como determinar a composição dessas “bolhas escuras”, sem que tenhamos uma análise da sua água. Pelo cenário que você descreve, é muito provável que as “bolhas” e o escurecimento das paredes da panela de alumínio sejam efetivamente o mesmo fenômeno e relacionado à elevada dureza da água. Caso você tenha uma análise recente da mesma, peço que nos envie o laudo. Caso deseje utilizar nossos serviços de laboratório, teremos o máximo prazer em atendê-lo.

      Obrigado por sua participação

    Eneida M Gonçalves | 13 de junho de 2016 | Reply

    Boa tarde, Rogério.
    Inicialmente quero lhe agradecer por tantas informações úteis e esclarecedoras ! E eu, que queria apenas uma dica que me ajudasse a decidir qual filtro comprar…me deparei com este blog, que é uma verdadeira aula – muito interessante !
    Estou há uma hora lendo e aprendendo ! Vou deixar pra comprar o filtro outro dia, pois agora preciso repensar meus parâmetros. De qualquer forma, o uso de um filtro eficaz vai me fornecer uma água sem cloro para consumo imediato, certo? Sem cloro significa dizer que é uma água “desprotegida” dos microrganismos, certo?
    Gostaria que discorresse a respeito do tempo ( validade ) que esta água filtrada dura, na garrafa em temperatura ambiente e\ou na geladeira. Tenho por norma jogar fora a água que passa mais de um dia nas garrafas, por saber que a filtração não é muito eficaz no que se refere a bactérias. Esta também é uma das razões que não compro garrafões de água mineral de
    20 L, pois duram quase 1 semana abertas e tenho a sensação de estar tomando água velha.. Há fundamento nesta minha preocupação? Obrigada !

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 14 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Eneida,

      Obrigado pela referência elogiosa ao nosso trabalho. Manifestações como a sua nos estimulam a continuar publicando informações isentas, baseadas em ciência e que auxiliem as pessoas em suas melhores escolhas. Temos várias questões em sua pergunta. Vamos lá,uma a uma :

      1) De qualquer forma, o uso de um filtro eficaz vai me fornecer uma água sem cloro para consumo imediato, certo?

      Sim e não. O uso de um filtro cujo elemento filtrante seja de carvão ativado fará a remoção de cloro. Remover o cloro residual livre da água é a função primordial do carvão ativado nos equipamento domésticos. Ainda assim, esse elemento de carvão deve ser “eficaz” pois, na medida em que o cloro vai sendo removido da água pelo carvão ativado, este vai ficando “saturado”, perdendo gradativamente sua eficiência até deixar de ser eficaz (quando precisará ser substituído ou regenerado). Você está certa quando se refere ao “consumo imediato” da água sem cloro pois a remoção dessa “proteção” (cloro) deve ser realmente a última etapa da tratamento de filtração quando o objetivo for o consumo humano;

      2) Sem cloro significa dizer que é uma água “desprotegida” dos microrganismos, certo?

      Sim. O cloro é um oxidante enérgico e usado mundialmente como agente desinfetante para água destinada ao consumo humano. Embora muito se fale a respeito de ser um agente cancerígeno (dentre outras bobagens), não existe nenhum trabalho publicado em mídia acreditada internacionalmente dando qualquer evidência da relação entre cloro residual livre na água e população com câncer. Essa é mais uma daquelas informações bombásticas e sem nenhum fundamento que só ganham repercussão pela tragédia potencial que anunciam. A ausência de cloro na água não significa que a mesma esteja contaminada por bactérias mas, sim, significa que se porventura ela for contaminada, não terá como se “defender” e possivelmente as bactérias irão se proliferar;

      3) Gostaria que discorresse a respeito do tempo ( validade ) que esta água filtrada dura, na garrafa em temperatura ambiente e\ou na geladeira

      Um mandamento basilar da biologia é que “geração espontânea” não existe. Isso significa que, uma água que esteja livre de bactérias e da infestação por elas poderá permanecer nesse estado indefinidamente, sem que “apareçam” bactérias na mesma. Contudo, é muito difícil que se consiga, com equipamentos domésticos, a remoção absoluta de todos os microorganismos da água sem o auxílio de um desinfetante químico (cloro). Então, o que fazemos é garantir a a eliminação das bactérias pela manutenção de algum residual de cloro livre na água e removendo esse residual no momento do consumo, caso se deseje (carvão ativado). Retomando sua pergunta, teoricamente a água poderia “durar” eternamente sem bactérias, nesse cenário que descrevi acima. Mas a teoria na prática é outra, certo ? Então, habitue-se a consumir água cujo cloro foi removido ou água engarrafada (que já foi adquirida sem cloro) dentro de um prazo de 10 a 15 dias. A maneira de se conseguir isso é adequar seus recipientes à média de seu consumo. NO caso dos garrafões de 20 L, experimente comprar os de 10 L ou mesmo 5 L. Isso pode ajudá-la nessa logística além de que são mais leves e fáceis de manejar. Existem países em que o engarrafamento em galões de 20 L é proibido, exatamente pelo tempo que o produto poderia levar para ser consumido. Nesses casos, a preocupação maior é com a proliferação de algas (próprias e naturais nas águas brutas) e que acabam se proliferando dentro dos garrafões e se depositando nas estruturas internas dos bebedouros. Isso deve ser evitado. Aliás, recomendamos sempre que os galões utilizados nesses bebedouros sejam armazenados ao abrido da luz direta (para evitar a proliferação de algas por fotossíntese) bem como sejam cobertos com capa protetora quando estiverem emborcados sobre os bebedouros, pela mesma razão. Ainda, recomendamos que, a cada troca de garrafão, faça a higienização interna do bebedouro bem como da parte externa do garrafão que fica em contato com a água dentro do bebedouro usando papel toalha descartável embebido em água sanitária. Esse procedimento é muito simples e muito útil para adiar ao máximo o desenvolvimento e a deposição de algas nos bebedouros que trazem um aspecto muito feio aos equipamentos além de representarem um foco de contaminação que deve ser evitado.

      Obrigado por sua participação

      Obrigado por sua participação.

      2)

    Rachel Rodrigues | 14 de junho de 2016 | Reply

    ola li seu texto sobre os filtros e fiquei ate assustada sobre os flitros de barro!! já estava quase comprando um para minha casa.
    como faco para saber qual o melhor filtro a ser usado na região que moro? Que e o bairro de Cerqueira Cesar, São Paulo.
    obrigada. Rachel

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de junho de 2016 | Reply

      Boa noite Rachel,

      Não existe o melhor filtro, assim como não existe o melhor medicamento. Filtração é um tipo de tratamento, assim como os medicamentos também o são e dependem do tipo de “doença” para serem considerados adequados ou não. Para que possamos opinar sobre a necessidade ou não do uso de um filtro ou mesmo de qual seu eventual tipo caso seja realmente necessário, precisamos conhecer a qualidade da água que você recene em sua casa e, para tanto, recomendamos que faça uma análise da mesma. Caso tenha interesse em nossos serviços de laboratório, estamos prontos a ajudá-la.

      Obrigado por sua participação.

    Anderson | 15 de junho de 2016 | Reply

    Boa noite, senhor Rogéri. Entrei aqui e fiquei na dúvida, pois existem testes que atestam que o filtro utilizado no equipamento da Consul (Purificador Bacteriológico Água Natural CPC30AF – Consul) importado e capaz de acabar com as bactérias em 99,9%. Gostaria de saber o que tem dentro destes filtros? Seria o cloro ou algo assim?
    Outra pergunta, como posso e onde fazer, o teste da água do meu poço, de metais e bactérias?
    Terceira pergunta, posso utilizar um filtro que esteve parado a mais de 8 meses da consul? Ou tenho que trocar a vela antes, apesar de ser utilizado durante uns 30 dias.
    Muito agradecido! E obrigado por esclarecer sobre o filtro de barro!
    PS:Possui a classificação máxima em todos os testes do Inmetro (P1/C1) e ainda garante água livre de bactérias.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de junho de 2016 | Reply

      Boa noite Anderson,

      Não sei exatamente de qual equipamento você está falando, mas existem purificadores no mercado que são capazes de remover as bactérias eventualmente presentes na água desde que possuam elemento filtrante com porosidade igual o menor a 0,45 micra (dimensão média da bactéria e. coli). Para que consigam fazer a água passar por essa membrana filtrante, deverão necessariamente ter uma bomba de pressão interna. Nessas condições, a ação de retenção das bactérias é atendida. Lembre-se, contudo, de que estamos falando de “retenção” das bactérias e não oxidação (“morte”) das mesmas. Dessa forma, não recomendaríamos esses dispositivos para ação bactericida. Essa funcionalidade seria apenas uma segurança adicional do equipamento por onde recomendamos que se passe água devidamente clorada e, portanto, isenta de bactérias.

      Obrigado por sua participação

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Rafael,

      Esse tipo de “pesquisa” aparece publicada periodicamente, trazendo uma conclusão já conhecida de todos e que pode impressionar se não lida com a devida atenção. NOte que o texto conclui que :

      ” A eficiência do filtro foi verificada através da avaliação de remoção de cloro livre e de remoção de Escherichia coli. O filtro apresentou remoções de cloro e E. coli superiores a 94 e 99%, respectivamente. Portanto, o filtro doméstico de carvão ativado impregnado com compostos metálicos de cobre e prata, revelou ter alto potencial na melhoria da qualidade da água tratada”.

      Ninguém desconhece o fato de que o carvão ativado remove cloro residual livre. Portanto, a conclusão repete o que já se conhece há décadas e amplamente divulgado, dispensando novas pesquisas. O que deve chamar a atenção é para o “alto potencial de melhoria da qualidade da água” quando essa afirmação se baseia na remoção de cerca de 94 % da concentração de E. coli. Lida de traz para frente, a pesquisa demonstra que 6 % da concentração de E. coli não foi removida pela prata e pelo cobre impregnados no elemento de carvão e isso revela um eficiência péssima para qualquer agente bactericida, o que também já conhecemos há muito tempo. Basta que você reflita sobre a capacidade de filtração dos diversos elementos filtrantes. A maior dimensão de uma bactéria E. coli é equivalente a 0,45 um (micra). Logo, para que seja retida por um elemento filtrante a ponto de ser oxidada pelos metais presentes (prata e cobre) a porosidade do elemento filtrante deveria ser da mesma dimensão ou menor e, se assim fosse, a gravidade não seria capaz de produzir a passagem por tais poros, exigindo uma bomba acessória para aumento da pressão. POr essa razão é que esse equipamentos têm péssima eficiência e não um “alto potencial” de melhoria como quer concluir a pesquisa.

      Obrigado por sua participação

    cristiano schmitz | 23 de junho de 2016 | Reply

    Bom dia Rogério. Sou funcionario de um sitio. Atualmente utilizamos agua da cisterna para consumo. Porém a mesma apresenta turbidez alta e bacteria conforme testes realizado. Meu chefe intalou um filtro e dosador de cloro. A agua continua turva após o sistema e a bacteria eliminada. Gostaria de saber se estamos protegidos com este sistema. Ou se existe um sistema mais eficaz?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 24 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Cristiano,

      Para podermos auxiliá-lo, precisamos de uma análise mais detalhada da água de sua cisterna. Caso você já tenha realizado uma análise recente, peço que me envie o laudo. Caso contrário, precisamos de uma análise que envolva parâmetros físico-químicos e bacteriológicos. SE desejar utilizar nossos serviços de laboratório, acesse http://cohesp.com.br/kits-para-analises/aquapack/ para solicitar uma análise com coleta através de nosso kit Aquapack . De posse dos resultados poderemos auxiliá-lo na melhor conduta para tratamento. A cloração é sempre recomendada e você pode se utilizar de nosso protocolo de Desinfecção Inteligente para resolver esse problema, acessando http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/ . Sobre a turbidez, precisamos entender melhor qual a causa e apenas a análise poderá nos trazer essa informação.

      Obrigado por sua participação

    Joel | 27 de junho de 2016 | Reply

    Você acha interessante a utilização de filtro de entrada?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de julho de 2016 | Reply

      Boa tarde Joel,

      Nossa publicação sobre filtros tem exatamente o objetivo de esclarecer esse tipo de dúvida. Não se deve pensar em filtros com base nessa ou naquela posição. O que define a necessidade de um filtro é a qualidade da água que se deseja filtrar. Sendo assim, antes de pensar em filtros e mais ainda na posição em que pretende instalá-lo, recomendo que realize uma análise de sua água para saber se você realmente necessita de um filtro, de que tipo será e, finalmente, onde colocá-lo.

      Obrigado por sua participação

    Lúcia Lopes | 8 de julho de 2016 | Reply

    Bom dia, tudo bem?
    Gostaria de saber qual o filtro utilizado por você e sua família, seus filhos. Seria uma ótima indicação para mim, pois estou perdida…
    Grata.
    Um abraço

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de julho de 2016 | Reply

      Bom dia Lúcia,

      Procuramos não destinar esse espaço à opiniões pessoais que pudessem comprometer a isenção de nossas publicações. Nesse sentido, procuramos publicar informações isentas que possam deixar nossos leitores livres e conscientes para decidirem sobre o que julgarem melhor. Para a decisão sobre a escolhe de filtros, recomendamos que faça primeiramente uma análise de sua água para então decidir qual o melhor filtro a ser usado e, principalmente, se ele será necessário.

      Obrigado por sua participação

    Raphael S. | 12 de julho de 2016 | Reply

    Olá, vi na Internet um médico renomado indicando tratamento da água através do ozônio. Isto em si é eficaz na purificação, ou é utilizado para algum fim específico?

    Obrigado!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de julho de 2016 | Reply

      Boa tarde Rafael,

      Ozônio é um adjuvante na desinfecção de água. Quem recomenda o ozônio como único desinfetante para água, ou desconhece as limitações do processo, ou vende algum equipamento que produza ozônio. Isso porque a eficiência do ozônio como desinfetante está limitada à baixa estabilidade desse composto na água. Dessa forma, o ozônio não atua como um “protetor” permanente da água contra microorganismos. Ele apenas atua sobre as bactérias naqueles instantes em que ainda estiver presente na água. O cloro continua sendo o desinfetante mais eficiente pois, além de seu poder oxidante enérgico, sua presença na água garante a qualidade microbiológica da mesma.

      Obrigado por sua participação

    Alessandro | 25 de julho de 2016 | Reply

    Boa noite Rogério,

    Parabéns pelo blog, sinceridade e postura técnica, como um verdadeiro profissional deve se posicionar.

    Moro em São Paulo capital região de Sto Amaro. Tenho algumas dúvidas:

    1 – Aqui em casa pude perceber que a água chega com um aspecto branco leitoso (não é todo dia),
    caracteristica de presença de cloro, isso é suficiente para garantir água livre de bactérias?

    2 – Purificador doméstico que se classifica com selo do Inmetro (P1/C1) garante água livre de bactérias? Ou atuaria
    mais como um reforço para aumentar a qualidade da água distribuida para as residências?

    3 – Encontrei um purificador com um tubo aço inox altamente polido com luz ultra violeta para garantir eliminação
    de bactérias. Isso é realmente é eficiente? Pois o preço é bem alto, mais de mil reais.

    4 – Aqui em casa fazemos a limpeza da caixa de água de seis em seis meses. Devemos nos preocupar com bactérias na
    água fazendo um investimento em purificador? Ou o caminho seria outro? Pelo que pude entender com os relatos aqui
    no blog, purificador domestico para eliminar bactéira seria uma ilusão.

    Um grande abraço e obrigado,
    Alessandro.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de julho de 2016 | Reply

      Bom dia Alessandro,

      Obrigado pelo seu comentário sobre nosso trabalho. Vamos às suas respostas :

      1 – Aqui em casa pude perceber que a água chega com um aspecto branco leitoso (não é todo dia),
      caracteristica de presença de cloro, isso é suficiente para garantir água livre de bactérias?

      Ao contrário do que se imagina, esse aspecto branco/leitoso nada tem a ver com a presença de cloro. Ele decorre de turbilhonamento da água ao caminhas pelas tubulações. Note que se você recolher um copo dessa água e mantê-lo parado sobre uma mesa, logo esse aspecto irá desaparecer. Esse fenômeno ocorre em situações nas quais a tubulação tem queda de pressão ou houve falta de água por alguns períodos. Quando o abastecimento for restabelecido, o fluxo de água deixa de ser laminar e passa a ser turbilhonado, causando esse aspecto branco/leitoso na água. Para certificar-se de que sua água tem cloro, realize um teste de campo;

      2 – Purificador doméstico que se classifica com selo do Inmetro (P1/C1) garante água livre de bactérias? Ou atuaria
      mais como um reforço para aumentar a qualidade da água distribuida para as residências?

      Purificadores domésticos não têm como função principal a eliminação de bactérias, embora a propaganda anuncie maldosamente essa capacidade. Obviamente, algumas bactérias eventualmente presentes na água ficarão retidas na porosidade das membranas filtrantes, mas a longo prazo essa condição fará da membrana um grande concentrador de bactérias impregnada de biofilmes. Bactérias em água para consumo não devem ser “retidas” em filtros e, sim, eliminadas com cloro;

      3 – Encontrei um purificador com um tubo aço inox altamente polido com luz ultra violeta para garantir eliminação
      de bactérias. Isso é realmente é eficiente? Pois o preço é bem alto, mais de mil reais.

      Luz UV tem efeito bactericida apenas sobre as bactérias que o raio UV conseguir atingir. Lembrando que o caminho óptico é retilíneo, isto é, não faz curvas, as bactérias que estiverem “entrincheiradas” nos biofilmes e/ou ranhuras dos filtros ou reservatórios não serão atingidas. Se você garantir que a água que destina ao seu purificador esteja devidamente clorada, dispense os acessórios “pirotécnicos” adicionais como ozônio, luz UV e tantos outros cuja eficiência é limitadíssima, sendo totalmente dispensáveis (além de bastante caros !)

      4 – Aqui em casa fazemos a limpeza da caixa de água de seis em seis meses. Devemos nos preocupar com bactérias na
      água fazendo um investimento em purificador? Ou o caminho seria outro? Pelo que pude entender com os relatos aqui
      no blog, purificador domestico para eliminar bactéira seria uma ilusão.

      Excelente pergunta, que já contém a resposta. Mantenha seus reservatórios em condições de uso e bem fechados. Certifique-se de que a água que chega em seu hidrômetro esteja devidamente clorada e isso garante a qualidade microbiológica da mesma. O purificador terá outras aplicações bem descritas por você mesmo no item 1 de suas perguntas.

      Disponha de nossa equipe e obrigado por sua participação

    Airton Souza | 26 de julho de 2016 | Reply

    Li todo seu artigo e todos os comentários, bem esclarecedores. Que medidas você usa em sua casa com relação à água? Você toma água da torneira? Usa algum dispositivo para filtrar ou purificar sua água ?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de julho de 2016 | Reply

      Bom dia Airton,

      Evitamos nesse espaço dar recomendações de cunho pessoal. Nosso objetivo aqui é prover nossos leitores do máximo de informações possíveis para que decidam por conta própria sem que percamos nossa isenção e sejamos confundidos como alguém que fizesse propaganda desse ou daquele equipamento ou serviço. Nesse sentido, reiteramos que os purificadores com elementos de filtração a base de membranas são os equipamentos mais refinados disponíveis no mercado hoje em dia para uso doméstico. Ainda assim não são destinados à eliminação de bactérias, o que deve ser feito pela desinfecção com cloro. Lembre-se finalmente de que, qualquer filtro doméstico disponível no mercado não tem a finalidade de eliminar bactérias, embora a propaganda diga o contrário. Conseguem alguma redução dos microorganismos mas a desinfecção total deve ser feita com cloro. Portanto, caso se utilize de filtros de qualquer natureza, faça que a água que chegue no equipamento esteja devidamente clorada. A eliminação do cloro pode ser feita pelo elemento de carvão ativado imediatamente antes do consumo.

      Obrigado por sua participação.

    Jailton Costa Carqueija | 27 de julho de 2016 | Reply

    Eng. Rogério, boa tarde! Como percebe tem muita expertise em filtros, e gostaria de saber se recomendável uso humano o processo de filtro de carvão ativado ou vela de cerâmica com esterilização de particulas superiores (resíduos orgânicos, bactérias) através de lâmpada UV.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de julho de 2016 | Reply

      Bom dia Jailton,

      O elemento de carvão ativado tem o que chamamos de função “cosmética” sobre a água. Basicamente é utilizado para remoção de cloro residual livre, desde que não esteja saturado. “Vela de cerâmica para esterilização de partículas superiores” é um nome fantasioso para não dizer absolutamente nada. O que são “partículas superiores” ? O mercado brasileiro é especialista em criar termos que impressionam quem ouve mas que não têm absolutamente nenhum conteúdo. Finalmente, lâmpada UV tem alguma ação bactericida em razão de que a radiação UV tem poder oxidante. Contudo, só serão eliminadas as bactérias que forem atingidas pela radiação UV. Como o caminho da luz é retilíneo, isto é, não faz curvas, a radiação UV tem eficiência bactericida limitada pois as bactérias que estiverem alojadas em biofilmes e/ou em ranhuras dos reservatórios por exemplo, estarão fora do alcance da radiação UV e, portanto, protegidas. Por essa razão, o cloro continua sendo o desinfetante mais indicado para água destinada ao consumo humano e os demais dispositivos com ação desinfetante (como o caso da lâmpada UV) continuam sendo acessórios coadjuvantes com aplicação dispensável.

      Obrigado por sua participação

    Fabiana | 9 de agosto de 2016 | Reply

    Há algum filtro que retira o alumínio da água?
    No relatório da água já tratada, encontraram a concentração de alumínio de 0,64 ml/l, quando o permitido pelo Ministério da Saúde é de até 0,20 ml/l..
    É mais seguro beber água mineral ou essa água filtrada?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 1 de setembro de 2016 | Reply

      Bom dia Fabiana,

      A remoção do alumínio pode ser conseguida com deionizadores e com filtros de osmose reversa (purificadores). Recomendo, entretanto, que repita essa análise para certificar-se de que a concentração de alumínio realmente persiste.

      Obrigado por sua participaçào

    Caroline | 10 de agosto de 2016 | Reply

    Oi Rogério, tenho aquelas torneiras que misturam água quente e fria, tenho também aqueles filtros que se acopla a torneira e tem a função torneira e a função filtro, basta mudar a posição do registro dele. Tenho uma dúvida, se eu colocar esse filtro nessa torneira e por acaso alguém ativar o filtro com a água quente da torneira isso pode causar algum problema para o carvão que filtra a água ou é melhor não arriscar?
    Obrigada

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 1 de setembro de 2016 | Reply

      Bom dia Caroline,

      A temperatura não deverá causar problemas para o elemento de carvão. Contudo, ressalto que, em geral, os elementos de carvão utilizados para esse fim costumam se saturar rapidamente pois são de pequenas dimensões e recebem um volume elevado de água, deixando de operar rapidamente. Para garantir que seu filtro esteja operando adequadamente, verifique a concentração de cloro residual livre da água após a filtração pelo carvão, que deve ser zero.

      Obrigado por sua participação

    R C Junior | 18 de agosto de 2016 | Reply

    Boa tarde Rogério Felisoni,

    Cheguei a este site devido a minha insistência criteriosa em reportagens, buscando sempre informações mais concretas.

    Concordo com você, sobre acreditarmos em tudo que é informado sem questionamentos (é mais cômodo obter informação de maneira passiva, através de reportagens áudio/visuais, do que de maneira ativa, onde você tem que ler várias fontes e chegar num consenso/solução).

    Parabéns pelo profissionalismo e insistência.

    Tenho 2 dúvidas:

    1) Tenho o laudo da água feito em meu condomínio (no link abaixo), e gostaria de saber se compensa ou não ter meu filtro atual. Você poderia verificar, por gentileza?

    https://uploaddeimagens.com.br/imagens/enviar-jpg–9

    2) Meu filtro é de impurezas e carvão. Quais os parâmetros do cloro, para saber se ele está ainda fazendo o dever? Posso fazer com aquele kit vendido em casas de piscina?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 1 de setembro de 2016 | Reply

      Bom dia R C Júnior,

      O laudo de análise que você nos enviou é insuficiente para decidirmos sobre a necessidade ou não do uso de filtração de sua água. Contudo, verifique que sua água tem alguma concentração de amônia. Embora dentro do aceitável pela Portaria 2914, a presença de amônia em água bruta (poço) deve ser investigada pois, em geral, decorre do contato dessa água com urina proveniente de esgoto sanitário (a hidrólise da uréia presente na urina forma amônia). Além disso, por ser uma água de poço, seu uso para consumo humano exige a desinfecção permanente com cloro (não notamos a presença de cloro residual livre em seu laudo de análise). Talvez a amostra tenha sido colhida após o elemento de carvão (é isso ?). Finalmente, para saber se o elemento de carvão de seu filtro já está saturado, verifique se a água que entra nele (necessariamente clorada) sai com ausência de cloro. Para esse teste você pode se utilizar dos kits de piscinas. Caso todo o cloro tenha sido removido, o elemento está ainda apropriado para uso. Caso esteja saturado, você encontrará alguma concentração de cloro residual livre na água após a filtração pelo elemento de carvão. Fundamentalmente, é totalmente inadequado armazenar água bruta sem a devida cloração ou sem nenhuma concentração de cloro residual livre. Portanto, jamais utilize filtros com elemento de carvão ativado antes dos reservatórios pois você estaria armazenando água sem nenhuma concentração de cloro residual livre o que é um risco para sua saúde e de seus familiares. A água deve ser armazenada com uma concentração de cloro residual livre entre 1.0 e 2.0 ppm e esse cloro só deve ser removido (com elemento de carvão) no momento do consumo com filtros domésticos de pequenas dimensões.

      Obrigado por sua participação

    Gustavo B Oliveira | 20 de agosto de 2016 | Reply

    Olá, muito interessante suas explicações sobre filtragem de água. Elas são bem críveis pois se baseiam no como a coisa funciona e para que serve tal coisa. Serve também para explicar a “proteção” dos preservativos em relação às DST.
    Eu não li todos os comentários desta página, mas li bastante.
    Em resumo: o que devemos fazer mesmo é levar a água de nossa torneira para análise para sabermos o que devemos “tirar” dela através de filtros ou outro método, certo?
    Mas para onde devemos levar esta água? É um serviço pago? Moro na zona norte do Rio de Janeiro. Onde posso levar minha água para análise?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 23 de agosto de 2016 | Reply

      Boa tarde Gustavo,

      Acredito que você entendeu perfeitamente a mensagem que tentamos passar em nossa publicação sobre filtração de água. Adicionalmente, reforçamos que Filtração é um tipo de tratamento e, como qualquer tratamento, deve ser indicado para a “doença” que realmente exista e que foi devidamente diagnosticada. Trazendo essa idéia para o caso da filtração de água, a resposta é sim, você deve analisar previamente sua água para saber se ela necessita ser filtrada e, em caso positivo, qual filtro será mais indicado. Existem laboratórios públicos e privados e em todos eles o serviço é pago.
      Caso deseje utilizar nossos serviços de laboratório, sinta-se à vontade. Para se fazer uma análise de água precisamos da amostra de água em nossos laboratórios. Existem duas possibilidades: ou você mesmo faz a coleta da amostra e entrega aqui em nossos laboratórios ou solicita a visita de nosso coletor. No primeiro caso, você precisará solicitar nosso kit Aquapack e a análise custará R$ 125,00, incluindo o valor do SEDEX de R$ 15,00; no segundo caso, forneça o endereço da coleta e a análise custará R$ 135,00. Para qualquer um dois casos você pode solicitar o serviço acessando http://cohesp.com.br/analise-de-agua/ e seguindo os passos da condição que melhor lhe atenda (coleta por nosso técnico ou através do kit Aquapack).

      Obrigado por sua participação

    Marli Mikael da Costa Neves. | 3 de setembro de 2016 | Reply

    Boa noite, Rogério!

    Gostei muito do seu artigo. Foi muito esclarecedor. Parabéns!

    Moro em SP, Capital, bairro de Pinheiros.

    Só lhe faço uma única pergunta: posso utilizar água da torneira para beber e para preparar alimentos?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 5 de setembro de 2016 | Reply

      Boa tarde Marli,

      O problema não é a torneira, mas a qualidade da água que sai dela rsrsrs. Entendo sua pergunta e imagino que você se refira a água da concessionária, armazenada em sua caixa d’água. Esse cenário apresenta dois problemas em potencial, partindo do pressuposto que a água produzida na ETA tem padrão de qualidade de acordo com o estabelecido pela Portaria 2914. O primeiro é a qualidade dos encanamentos subterrâneos que levam a áua da ETA até sua casa. Existem infiltrações e você pode receber água sem cloro em seu hidrômetro. Para certificar-se de que isso não está ocorrendo, tenha o costume de medir a concentração de cloro residual livre em seu hidrômetro pelo menos semanalmente. Para tanto, vc pode usar um kit de piscinas. A outra preocupação é a caixa d água que deve ser mantida em condições de uso. Obrigado por sua participação

    karen | 4 de setembro de 2016 | Reply

    Boa noite, Rogério! Moro em um condomínio em área rural que tem um poço artesiano. Usava um desses purificadores da Latina para a água de consumo, Recentemente o síndico fez um laudo e alertou que a quantidade de flúor na água do poço é 3 vezes superior ao recomendado. Voltei aos garrafões de água mineral, mas penso em adquirir um filtro de osmose reversa no futuro. Você acha que os vendidos atualmente são eficientes para uso doméstico? Obrigada!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 5 de setembro de 2016 | Reply

      Boa tarde Karen,

      Existem inúmeros, alguns muito bons, outros muito ruins. Não temos como emitir opiniões sobre marcas de equipamentos de nenhuma natureza nesse canal. Recomendamos, de qualquer forma, que você monitore a água que consome através de análises periódicas.

      Obrigado por sua participação

    Cândida Neta | 21 de setembro de 2016 | Reply

    Bom dia. Parabéns pelo trabalho, excelente!
    Eu moro em Parauapebas/Pa, uma região famosa por seus minérios (manganês, ferro e zinco), e é justamente aí que mora a minha preocupação, pois nunca descobri nenhum filtro capaz de eliminar esses tipos de minério. Aqui temos o hábito de usar água mineral, todavia, o galão exposto ao sol durante o transporte também oferece seus riscos. Solicito, por gentileza, a indicação de um filtro capaz de eliminar esses minérios, caso exista.

    Grata,

    Cândida Neta.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de setembro de 2016 | Reply

      Boa tarde Cândida,

      A remoção de metais em água depende de inúmeras variáveis, tais como as concentrações envolvidas, a associação entre eles e demais características fisico-químicas e até microbiológicas da água. Dessa forma, os diversos tratamentos (incluindo filtração) só podem ser dimensionados adequadamente com uma análise prévia da água. Você tem uma análise recente dessa água que gostaria de filtrar ? Caso não tenha, pode solicitar esses serviços de análises laboratoriais diretamente conosco. Caso deseje, podemos encaminhar-lhe um orçamento. De posse dos resultados de sua análise poderemos orientá-la melhor sobre otratamento eventualmente necessário.

      Obrigado por sua participação

      admin | 21 de setembro de 2016 | Reply
    Everton Vilanova Araujo | 23 de setembro de 2016 | Reply

    Boa tarde! Rogério li vários dos seus comentários sobre o uso da água nas diversas formas de analises e filtragens e gostei muito. Poderia esclarecer para que serve o filtro com dolomita e qual sua ação prática na água juntamente com o carvão ativado em um purificador de água. Obrigado
    .

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 19 de outubro de 2016 | Reply

      Boa tarde Everton,

      Obrigado por sua referência elogiosa ao nosso trabalho.
      De uma maneira geral, imagine um filtro de poros como sendo um equipamento destinado à remoção de particulados presentes na água cujas dimensões sejam maiores que a porosidade dos elementos filtrantes. Os diversos componentes dos elementos filtrantes, areia, dolomita, celulose, e tantos outros, variam entre si em razão da dessa porosidade. Nada além disso. Assim, são aplicados em situações diversas, dependendo das dimensões dos particulados que deverão remover da água, O caso específico do carvão ativado reside no fato de que as partículas desse material têm a capacidade de remover o cloro residual livre, um pouco do fluor e alguns compostos orgânicos que conferem cor à água. Nossa publicação sobre filtros traz mais informações sobre esses mecanismos.

      Obrigado por sua participação

    Rose | 13 de outubro de 2016 | Reply

    Boa tarde Rogério! Sobre os garrafões de água mineral que expostos ao sol podem liberar dioxina. O que me diz sobre isso?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 19 de outubro de 2016 | Reply

      Boa tarde Rose,

      No passado denunciou-se a formação de alguns compostos orgânicos (BPA, Bisfenol A) quando vasilhames plásticos, em especial feitos de policarbonatos (mamadeiras e os antigos garrafões de água) fossem submetidos a temperaturas elevadas. Isso poderia ocorrer quando esses vasilhames fossem esterilizados em água fervente, por exemplo. Ou quando os garrafões fossem higienizados nas empresas envazadoras. De toda forma, o processo nada tem a ver com a produção de dioxinas cuja formação exige dois anéis aromáticos, ligados por oxigênios e temperatura próxima de 180 graus Célsius, impossível em um garrafão de água exposto ao sol.

      Obrigado por sua participação

    eva hamad | 20 de outubro de 2016 | Reply

    Boa noite Rogério, eu de novo, rsrsrsrs olha sinceramente ja desisti desses FILTROS, rsrsrsrs essa semana mandarei lavar minha caixa de água que é de 500l e de plástico (pvc) não é grande marca mas é boa. Agora depois de ler quase todas suas resposta, quero ver se aqui em Itapoa-sc tem como analisar/verificar minha água da rede e da caixa, vou providenciar isso com certeza!
    Mas por enquanto vou continuar na água mineral mesmo!
    Duvida: compro o galão de 20l somos em 3 pessoas + funcionaria que quase não bebe água, rsrsrsrs prefere cerveja, brincadeira, mas esses 20l geralmente após aberto levam uns 15 dias para acabar, será que ja estaria ruim ja que não tem cloro? Fiquei até preocupada, pois ja não sei se as marcas que compro são boas, apesar de pesquisar e ver que são todas de Santa Catarina, e agora o tempo que leva pra acabar, tem aquela capa de tecido em cima apesar de ficar meio perto da janela, cozinha pequena é o bicho,.
    Outra coisa, antes utilizava um bebedouro eletrico, nem sei a marca, com as 2 torneiras, um dia queimou a resistência e levei pra concertar, sem saber que em baixo tinha uma tampinha e uns 500ml de água parada dentro kkkkkkk o técnico que me mostrou!! Então nunca havia limpado aquela água parada ali, fiquei ate com nojo, mas ultimamente estava drenando aquilo, colocando bicabornato de sodio dentro de molho por uma hora e voltando a limpar para dai virar o novo galão de 20l . Mas a lembrança da água parada ali me atormenta ate hoje, rsrsrsrs
    Então agora tirei esse bebedouro e coloquei uma bombinha em cima dele, é de plástico que encaixa na boca do galão e a gente aperta e ele bombeia a água pro copo, bem pratico, mais higiênico (acho, rsrsrs) Eu alugo apartamentos na praia e empresto essa bombinha pros clientes e a maioria deles nunca tinha visto, ate compram pra levar.
    Mas o caso é que a limpeza e manutenção desses filtros todos está muito complicada e não confiável pelo que ja li.
    Tenho uma amiga que esta usando o filtro de barro faz 2 anos, rsrsrsrs pois disse que achou um caramujo dentro do galão de 20l da água mineral, rsrsrsrs acho que o caramujo ainda estava melhor, vou alertar ela!! Irei postar no meu face esse teu link do blog, posso?? Não va ficar bravo!
    Bom, agradeço muito a todas as suas respostas tão fácil de entender e continuarei meus estudos aqui nesse teu blog. PARABÉNS a vocês todos dessa equipe maravilhosa.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de outubro de 2016 | Reply

      Bom dia Eva,

      Vou lhe dar uma sugestão bem simples e que pode resolver sua preocupação com relação à água “parada” por muito tempo : – utilize galões de menor volume. Existem galões de 10 litros e até de 5 litros, que de adequam perfeitamente aos mesmos bebedouros que você já tem. Os galões de 20 litros para uso doméstico trazem realmente esse tipo de problema com frequência pois o consumo nas residências é pequeno (em relação ao da cerveja rsrsrs). Com relação à limpeza e higienização dos bebedouros, realmente deve ser feita periodicamente pois a água bruta dos garrafões favorece o crescimento de algas (isso é normal e natural). Ocorre que essas algas irão se desenvolver e morrer dentro do bebedouro (cuba, torneiras, tubulação), formando o que as pessoas chamam de “limbo” e cujo aspecto é realmente “nojento” como você disse.

      Obrigado por sua participação

    Igor Paulino | 21 de outubro de 2016 | Reply

    Bom dia Rogério Felisoni.
    Parabéns pelo texto. Muito esclarecedor e de fácil entendimento.
    Estou tentando reaproveitar a água proveniente da máquina de lavar roupas. Como a quantidade de água gerada é bem grande, armazeno em um recipiente.
    O destino dado a essa água é descarga de sanitário e limpeza de quintal e piso.
    Como, por vezes, entro em contato com essa água gostaria de saber se é recomendável que eu utilize algum tipo de filtro ou substâncias para limpeza dessa água. Caso haja, onde seria melhor colocá-lo e qual tipo.?
    Grato

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 26 de outubro de 2016 | Reply

      Boa tarde Igor,

      Obrigado pela referência elogiosa ao nosso trabalho.
      Trata-se de uma água de reúso para a qual a filtração não está recomendada; Caso pense em armazená-la, recomenda-se que faça a devida cloração para evitar problemas bacterioógicos.

      Abaixo estão os links cujos conteúdos poderão esclarecer todas as suas dúvidas sobre como resolver o problema de ocorrência de microorganismos em água (bactérias heterotróficas e/ou coliformes) ou mesmo prevenir-se para que não ocorram.

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-contagem-bacteriana-elevada-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/operacoes-especiais/desinfeccao-inteligente/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-coliformes-totais-eu-faco/

      Obrigado por sua participação

    Orcion Rodrigues de Oliveira | 24 de outubro de 2016 | Reply

    Boa tarde Rogério .
    Gostaria de uma orientaçao,estou a decidir se compro ou nao ,um filtro de garrafao, que promete melhorias revolucionarias na agua, apos sua filtragem (AQUALIVE),filtro este por sinal,muito caro.Engenheiro serio e profissional como voce nos passa,gostaria muito de sua ajuda passando-me informaçao tecnica sobre estes processos engenhosos que estes filtros nos oferecem.Tenho certeza que conhece tais processos filtrantes a que se referem, A segunda informaçao e caso venha a adiquiri-lo ,se posso instalar na entrada de agua saneada,para esse filtro garafao, um pre- filtro de polipropileno de 5 micra para auxilio as velas do mesmo.Desde ja agradeço sua abtual atençao .

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 27 de outubro de 2016 | Reply

      Boa tarde Orcion,

      Pelo que pudemos notar, você já leu nossa publicação sobre filtros. Trata-se de um texto com o objetivo de esclarecer as funcionalidades possíveis para filtros, dentre os tipos disponíveis e destinados ao uso doméstico. Como você também sabe, não nos dispomos a comentar marcas de equipamentos neste espaço, exatamente para preservar a isenção de nossas informações e publicações. Nesse cenário, ratificamos que existem diversos sistemas de filtração, variando de acordo com os elementos filtrantes utilizados em cada equipamento e que vão desde a “vela” calcárea dos obsoletos filtros de barro até as membranas filtrantes de celulose dos purificadores (com ou sem elemento de carvão ativado). Cada um não é necessariamente “melhor” ou “pior” que o outro pois esse critério deve estar associado à necessidade. Costumamos dizer que ninguém poderia chegar em uma farmácia perguntando pelo “melhor remédio”, sem definir qual doença deseja tratar. O mesmo com a água. Existem água que necessitam de uma filtração mais fina, outras nem tanto e outras tantas que não necessitam de filtração alguma. Para essa decisão precisa você não tem como abrir mão de uma análise (assim como para comprar seu “melhor” remédio, precisa de um diagnóstico correto). Fora disso, tudo caminha no campo do “chutômetro” (bem Brasil) e os mercadores de milagres acabam prosperando. Daí nosso interesse em divulgar informação isenta e confiável. Não se justificaria a instalação de um filtro de porosidade tão grossa (5 micra) como adjuvante de uma água tratada polis a retenção nessas dimensões seria insignificante.

      Obrigado por sua participação

    Juan | 1 de novembro de 2016 | Reply

    Li em um artigo sobre o Método Sodis, nele dizia para deixar ao sol por no mínimo 6 horas, garrafas de vidro com água com um pano/filó na tampa para desinfetar a água com os raios de Sol e para que o cloro, fluor, resíduos do tratamento etc fossem eliminados.

    Isso realmente funciona?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 1 de novembro de 2016 | Reply

      Boa tarde Juan,

      Trata-se de um absurdo. Primeiramente porque os raios do sol não desinfetam a água. Se fosse assim, não teríamos rios e lagos poluídos por todo lado. O cloro se volatiliza rapidamente quando exposto à atmosfera. Portanto, deixando uma garrafa com água clorada exposta ao sol (ou não), o cloro deverá se volatilizar e “desaparecer da sua água”. Nada mais além disso. Contudo, lembre-se de que a água eventualmente sem cloro e exposta ao sol poderá se transformar num favorável criadouro de bactérias e mosquitos. Não faça isso. Se você tem uma água clorada (e portanto isenta de bactérias) e deseja remover o cloro da mesma (isso só deve ser feito antes do consumo), utilize um filtro com elemento de carvão ativado.

      Obrigado por sua participação

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 3 de novembro de 2016 | Reply

        Boa tarde Juan,

        Cuidado com informações divulgadas na internet e atribuídas à OMS ou a qualquer outro órgão ou pessoa que poderia conferir alguma credibilidade à informação. A internet transformou-se numa enciclopédia anônima em que os autores virtuais se assinam com nomes de terceiros para que pelo menos seus textos tenham alguma chance de leitura. Não temos conhecimento de recomendações da OMS para que a água seja desinfetada pela exposição ao sol. De toda forma, mesmo que houvesse, algumas condições de contorno deveriam ser consideradas como, por exemplo, a temperatura ambiental local, a qualidade da garrafa e a concentração microbiológica que se pretende eliminar pela ação da radiação solar. Em geral, esses protocolos são recomendados como ações extremas, em situações limites quando não se dispõe de nenhuma outra alternativa. Mundialmente, até mesmo em condições adversas como campos de guerra ou acidentes naturais, a forma recomendada por especialistas de quaisquer áreas para desinfecção de água destinada ao consumo humano é a adição de uma a duas gotas de hipoclorito de sódio em 1 litro de água. Nada mais. No seu caso, como o objetivo parece ser também a eliminação do cloro residual livre, a exposição ao sol pode resolver mas o filtro de carvão ativado é muito mais eficiente. No caso do fluor ainda mais. A remoção do fluor pela elevação de temperatura tem cinética bem menor que a do cloro, restando ainda mais recomendado o filtro de carvão. De toda forma, se você pretende aplicar esse método à água tratada, a cloração já estará feita. e se não for água tratada, possivelmente não haja fluor e você não precisa se preocupar com isso.

        Obrigado por sua participação

    Anderson Vicente da Silva | 3 de novembro de 2016 | Reply

    Boa tarde Juan,
    Parabéns pelo artigo, realmente muito esclarecedor.
    Trabalho há 20 anos com sistemas de filtragem e sou editor e jornalista de uma revista especializada na área de filtros e concordo com você que muitas vezes os filtros são indicados ou utilizados de forma inapropriada, muitas vezes pela falta de conhecimento e informação por parte dos usuários, ou falta de análise correta dos compostos existentes nesta água. Existe vários tipos de filtros, com processos de filtragem diferentes, porém o mais adequado será sempre aquele que irá atender sua necessidade e entregar uma água adequado para o uso final, e isto somente poderá ser” diagnosticado” com uma correta análise.
    Parabéns, colocarei seu nome e contato para futuras matérias em nossas edições.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de novembro de 2016 | Reply

      Boa tarde Anderson,

      Obrigado por sua referência elogiosa sobre nosso trabalho e sinta-se à vontade para dispor de nossa equipe.

      Obrigado por sua participação

      admin | 5 de janeiro de 2017 | Reply

      Obrigado, Anderson.

    Jandira Lima | 16 de novembro de 2016 | Reply

    Boa Noite.
    Lendo todas as publicações, gostaria de saber, afinal, qual a melhor medida que devemos tomar para nos livrar de todas as contaminações contidas na água, e eliminar, fluor e cloro. Qual filtro devemos usar?

    Obrigada.

      admin | 5 de janeiro de 2017 | Reply

      Boa noite Jandira,

      Sua pergunta é que todos os operadores de ETA (Estações de Tratamento de Água) bem como a comunidade científica se fazem continuadamente a fim de fornecer água própria ao consumo humano à população.Ao mesmo tempo, ela envolve diversos conceitos bastante diversos quando você fala em “todas as contaminações contidas na água” ou “eliminar cloro e fluor”. Primeiramente, por contaminantes entendemos as substâncias que estariam presentes na água e que a tornam impróprias ao consumo humano. Podem ser de origem físico-quimica e/ou bacteriológica e dependendo de sua origem e composição deverão receber um tipo diferente de “tratamento” que é o conjunto de procedimentos que adotamos para remover tais contaminantes. Ocorre que, em decorrência desse tratamento, alguns compostos restam presentes na água e que, por qualquer razão, as pessoas querem removê-los. É o caso do cloro e do fluor. Para esses dois últimos, o elemento de carvão ativado são os mais indicados e, desde que não estejam saturados, fazem uma boa remoção de cloro e fluor. Os outros “contaminantes, entretanto, não serão removidos por filtração na maioria dos casos. Sendo assim, recomendamos sempre que as pessoas tirem da cabeça a ideia equivocada de que filtrar a água é sempre uma providência recomendada. Não é. Em muitos casos, a filtração traz mais problemas que soluções.
      Para finalizar, a água que você deve consumir não é aquela que passou por esse ou por aquele tipo de filtro mas, sim, aquela que atende aos padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria 2914 do Ministério da Saude e disso você só terá garantia se realizar uma análise da mesma.

      Obrigado por sua participação

    Camila | 22 de novembro de 2016 | Reply

    Em primeiro lugar, parabéns pelo trabalho no site.

    Eu gostaria de saber se o senhor conhece a torneira Twin da Deca, que já vem com um filtro de água. Temos restrições de espaço e essa seria uma boa alternativa, porém me preocupa se a qualidade da água seria satisfatória.

    No site do Reclame Aqui, alguns moradores de Brasília reclamaram da baixa vida útil do filtro. Pelo desfecho das demandas abertas por lá, entendi que isto se deve à qualidade da água distribuída na cidade. No nosso caso, moramos em Salvador.

    Pelo que pesquisei, a classificação do INMETRO indica C1-P3 para este produto. É confiável para consumo?

    Desde já, obrigada!

      admin | 5 de janeiro de 2017 | Reply

      Boa tarde Camila,

      Não conhecemos esse equipamento e evitamos comentar marcas comerciais nesse espaço. De toda forma, é comum que filtros instalados em torneiras de uso direto acabem se saturando com relativa rapidez. Isso não se deve propriamente à má qualidade da água mas sim, às pequenas dimensões dos filtros para que possam ser instalados em torneiras (em geral de pequenas dimensões) e aos volumes relativamente elevados de água que passam por esse dispositivos. Como protocolo, o INMETRO publica a capacidade de retenção dos filtros em condições ótimas de uso e sem saturação dos mesmos. Na prática, entretanto, o que ocorre é que os equipamento se saturam e deixam de operar como deveriam.

      Obrigado por sua participação

    Anderson Rodrigues Moro | 2 de janeiro de 2017 | Reply

    Parabéns pelo artigo, tenho uma dúvida tomar aguá alcalina é recomendável ou é prejudicial? Obrigado.

      admin | 3 de janeiro de 2017 | Reply

      Boa tarde Anderson,

      Tomar água alcalina nem é recomendável nem é prejudicial. É simplesmente indiferente. Recomendo que você leia nossa publicação sobre esse assunto, acessando o link abaixo :

      http://cohesp.com.br/qual-ph-ideal-da-agua-para-consumo-humano/

      Obrigado por sua participação

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