Blog

270

Qual o pH ideal da Água para Consumo Humano?

Qual o pH ideal da Água para Consumo Humano?

Recentemente, uma avalanche de informações desconexas e sem nenhum fundamento técnico têm sido divulgadas pelas redes sociais e internet, sugerindo valores supostamente “ideais” para o pH da água destinada ao consumo humano. Algumas dessas informações, totalmente sem nenhuma base científica ainda chegam a recomendar o pH alcalino como uma fonte terapêutica e de promoção da saúde. Em colaboração com a saúde pública e com o dever de informar corretamente, solicitamos que todos atentem para o exposto abaixo:

1) O que é o pH da água?

As letras pH são as iniciais de percentual Hidrogeniônico. Não é o caso aqui de discutirmos seu significado ou cálculo do ponto de vista químico ou matemático, mas sim sua implicação sobre a qualidade da água destinada ao consumo humano. A escala de pH varia de 1 a 14, sempre números positivos, e indica a concentração de íons H+ presentes na água. Como essa concentração de íons H+ determina o caráter ácido da água, costumamos dizer que o valor do pH indica se a água tem caráter ácido, neutro ou básico (também chamado de alcalino), de forma que, valores de pH menores que 7 representam caráter ácido, maiores que 7.0 representam caráter básico e igual a 7.0 representa caráter neutro. Isso não significa absolutamente que uma água com pH igual a 6.0, por exemplo, seja ou ácido. Ou que uma água com pH igual a 8.5 seja uma base. O pH da água indica, apenas, seu caráter baseado na concentração dos íons H+, visto que ácidos e bases propriamente ditos são espécies químicas com definições baseadas em conceitos bem mais complexos que simplesmente o valor do pH.

2) Qual o valor ideal do pH da água potável?

Hoje no Brasil, quem determina todos os Padrões de Potabilidade em todo o território nacional é a Portaria 2914 do Ministério da Saúde. Essa Portaria recomenda que o valor do pH da água destinada ao consumo humano e fornecida pela rede pública de abastecimento esteja na faixa entre 6.0 a 9.5. Entretanto, existem inúmeras águas engarrafadas e comercializadas em garrafões para bebedouros cujo pH é inferior a 6.0. Essa condição não deixa nenhuma água “melhor” ou “pior” para a saúde humana pois seu efeito sobre ela, baseado no pH, é absolutamente nenhum.

3) É verdade que devo tomar água “alcalina” para melhorar minha saúde?

Essa informação é absurda, mentirosa e sem nenhum fundamento. O ambiente estomacal de uma pessoa normal tem pH na faixa de 2.5 a 3.0, produzido por um ácido forte que é o ácido clorídrico. É assim que tem que ser, isso é normal e fisiológico. Quando se toma água com pH alcalino, isto é, superior a 7.0, a sua influência sobre o pH do estômago é praticamente nenhuma em razão da “força” do ácido clorídrico do estômago. No passado, acreditava-se nessa influência e muita gente tratava gastrite com água alcalina, sem absolutamente nenhum sucesso. Hoje sabemos que boas razões para os sintomas de hiperacidez estomacal como azia e “queimação” podem ser uma infecção por H. pillori (que deve ser tratada com antibióticos) ou uma DRGE (Doença do Refluxo Gastresofágico). Em ambos os casos e tantos outros, deve-se procurar um médico especialista para a conduta ideal. A divulgação dessas informações equivocadas acabam desorientando as pessoas e fazendo-as crer em terapias absurdas que levam à piora dos sintomas e atraso na cura.

4)  E qual a influência do pH da água que consumimos sobre o pH do nosso sangue?

Absolutamente nenhuma. Esse é outro absurdo que circula pela internet, muitas vezes pela boca de supostos especialistas que se dispõem a simular experimentos infantis e de mero efeito visual, iludindo os menos avisados sobre efeitos de “água ácida” ou “água alcalina” sobre o pH do sangue e, consequentemente, sobre a saúde das pessoas. O pH do sangue humano varia entre 7.35 e 7.45, uma fixa extremamente fina (apenas 0.1) que garante que nosso metabolismo opere normalmente. O corpo humano tem mecanismos refinadíssimos para conseguir manter o pH do nosso sangue dentro dessa faixa, pois fora dela nossa saúde entraria em sério comprometimento. Obviamente um copo de suco de limão não poderia interferir nesse metabolismo como, de fato, não interfere. Muito menos, um copo com água cujo pH fosse 8.0, 9.0 ou mesmo 10.0 ! Do contrário estaríamos sujeitos à morte súbita com uma simples limonada. O mesmo dano está sendo atribuído aos refrigerantes que podem ter efeito deletério sobre a saúde devido a alta concentração de açúcar, mas nenhuma relação com o pH. Efeito similar acontece com as águas gaseificadas que, em geral, têm pH inferior a 6.0 em razão da presença do ácido carbônico produzido pelo gás (CO2) e que não têm absolutamente nenhuma interferência sobre o pH de nosso sangue e nem de nossa saúde como um todo.

5)  Afinal, com relação à água, o que mais devo fazer para preservar minha saúde?

Previna-se contra informações absurdas. Informe-se corretamente. Não existe água “magnetizada”, água “hexagonal” “água imantada” ou tantas outras formas mágicas de água divulgadas e comercializadas por aí. Jamais abandone uma terapia convencional, de resultados médicos conhecidos e consagrados, por expectativas em relação a fórmulas mirabolantes, salvadoras e que só poucos conhecem. O papel da água em nosso organismo é vital e diz respeito à manutenção de nossa homeostase, transporte de eletrólitos e nutrientes. Tampouco os nutrientes ingeridos através da água que consumimos diariamente têm papel relevante quando comparados aos que devemos ingerir todos os dias pelos alimentos. Isso é um mito e precisa ser esclarecido. Hidrate-se bem, aproximadamente 2 litros de água limpa e adequada ao consumo humano por dia. Essa é a água boa, ideal. Seu pH é irrelevante. Alimente-se bem. É dessa forma que se preserva a saúde. Sem magia ou contrainformação.

Rogério Felisoni

Rogério Felisoni

Rogério Felisoni, engenheiro químico com especialização em engenharia sanitária, diretor técnico da COHESP – Controle Hídrico de São Paulo e membro da American Chemical Society, autor de inúmeras publicações sobre qualidade e tratamento de água, atuando como consultor e relator em dezenas de milhares de laudos de análises e pareceres técnicos em todo o Brasil. Ministra cursos e palestras na área de tratamento e monitoramento de qualidade de água para todos os segmentos da economia, em especial toda a rede hospitalar pública e privada.
Rogério Felisoni

    Maycon Campos | 20 de maio de 2015 | Reply

    Bom dia, ontem realizei uma terapia denominada terapia quântica. Na qual o resultado da analise diz que muitos de meus problemas e desequilíbrio estão relacionados a agua que estou bebendo, o Ph esta abaixo do indicado.
    agora li em seu artigo que o Ph nada interfere … ?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 12 de junho de 2015 | Reply

      Prezado Maycon. Embora tenhamos médicos em nossa equipe, esse espaço não estaria indicado para discutirmos sobre diagnósticos e exames. Ao mesmo tempo, desconhecemos o termo “terapia quântica” de vez que não faz parte do repertório terapêutico médico brasileiro ou internacional. De toda forma, nossa publicação refere-se objetivamente ao efeito do pH da água que se consome sobre o pH do sangue humano, afirmando que essa influência não existe e que o pH do sangue humano é mantido na faixa entre 7.35 e 7.45 por um mecanismo refinadíssimo de tamponamento. O pH sanguíneo obviamente interfere na saude de um indivíduo e é por essa razão, exatamente por essa razão, que temos esse mecanismo de tamponamento para manter o pH do sangue entre 7.35 e 7.45 e o pH da água que bebemos ou dos alimentos que consumimos, não alteram o pH do sangue para valores fora dessa faixa. Ao contrário, se houvesse alterações do pH do sangue humano para valores fora da faixa entre 7.35 a 7.45 em decorrência do pH da água ingerida ou de qualquer alimento, a fisiologia desse indivíduo estaria gravemente comprometida. podendo levá-lo à morte (nos quadros patológicos conhecidos como acidose ou alcalose).
      Finalmente, ressaltamos que a influência do pH da água consumida sobre o pH do sangue de quem a consome consta apenas de manuais de produtos que, em geral, são vendidos para produzirem alterações no pH da água (tais como filtros e outros equipamentos). Não são textos com base científica, ainda que seus autores possam ter diploma universitário em qualquer área. Não raro esses autores estão associados a empresas que comercializam tais equipamentos, o que coloca um viés de interesse financeiro nas informações que publicam. Para maiores informações, não hesite em contatar-nos e obrigado por sua participação.

      Michela Rocha Passoni | 3 de setembro de 2015 | Reply

      Boa Noite, perfurei um poço na minha casa e mandei fazer a analise da água para saber se ela própria para consumo. Todos os índices deram normais, entretanto o ph deu 5, sei que significa que a água é ácida, existe algum risco a saúde em consumir essa água?
      Michela Passoni

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 8 de setembro de 2015 | Reply

        Boa tarde Michela,

        De acordo com nossa publicação, não há nenhum inconveniente sobre a fisiologia de um indivíduo saudável em ingerir água com pH igual a 5.0. O ambeinet estomacal humano tem pH em torno de 2.5. Qualquer suco de fruta cítrica (limão, laranja, etc) tem pH menor que 3.0, assim como os refrigerantes. Muitas águas minerais gaseificadas têm pH menor que 5.0 e podem ser ingeridas normalmente. O pH menor que 7.0 poderá ter algum efeito mais acelerado sobre as tubulações metálicas de sua residência, caso existam, especialmente de ferro ou cobre. Os metais têm maior solubilidade em água quanto menor for o seu pH. Sendo assim, caso você tenha tubulações de ferro e/ou cobre em sua residência, recomendamos fazer uma análise da sua água para certificar-se de como andam essas concentrações.

        Obrigado por sua participação

          alvaro bastos | 18 de setembro de 2015 | Reply

          olá! desde já quero lhes agradecer pela atenção!
          estou lendo e procurando muitas pesquisas sobre este assunto, mas as duvidas são muitas. Li boa parte dos debates aqui e ainda me restam perguntas:
          ___o que acontece se for mantido em 7,35 por muito tempo? ou em 7,45?
          ___de alguma maneira seria possivel expor o ph sanguineo a um nivel abaixo disso?
          ___as substancias quimicas que participam do processo de equilibrio acido-base
          podem sofrer redução de sua quantidade disponivel para este fim?
          ___a alimentação poderia influenciar na quantidade dessas substancias?
          ___o acido do estomago é o mais forte que o corpo possui, ele no entanto passa para os próximos órgão da digestão com o mesmo ph? ou as reações de digestão vão neutralizando-o?
          ___uma vez no intestino, a água absorvida pode sofrer alteração de seu ph?

            Rogério Felisoni
            Rogério Felisoni | 22 de setembro de 2015 |

            Boa tarde Álvaro,

            Pelo seu email, imagino que você seja profissional da saúde, possivelmente educador físico. Estou certo ? Pergunto porque esse espaço não é exatamente o ideal para um debate muito aprofundado sobre fisiologia humana e em que se baseiam sua dúvidas. Ainda assim, vamos respondê-las dentro dos limites que nos propusemos sem tornar a leitura muito pesada e desinteressante para nossos demais leitores que procuram aqui informações mais relacionadas à água. Caso persistam suas dúvidas, sugerimos que utilize, além desse canal, sua consulta direta à nossa área técnica através do email (rogerio@cohesp.com.br) . Vamos lá :

            1) o que acontece se for mantido em 7,35 por muito tempo? ou em 7,45?

            Note que a faixa de “operação” do pH do sangue humano é extremamente fina, apenas 0,1. Essa condição é uma exigência de nossa fisiologia, pois nessa faixa de pH as reações bioquímicas de nosso metabolismo ocorrem normalmente. Mas é mais que isso. Quando o pH do sangue humano tender a sair dessa faixa, essa será uma forma de sinalização celular, isto é, uma maneira do sangue “avisar” o metabolismo de que “alguma coisa” precisa ser feita. Vou lhe dar um exemplo, possivelmente em sua área : – um indivíduo saudável iniciando uma atividade física a partir da condição de repouso. Considere o sangue que está em contato com o tecido muscular desse indivíduo. Nessa região do corpo do indivíduo (músculo), o sangue precisa liberar oxigênio para que as células musculares possam produzir energia. Essa produção de energia ocorre através da “queima” da glicose com liberação de CO2 e água. Com mais CO2 no sangue, o pH do sangue junto aos tecidos (músculo) tende a baixar em razão da formação do ácido carbônico (mesmo processo que ocorre na água gaseificada e nos refrigerantes). Para evitar que o pH baixe muito (aquém de 7.35) o corpo humano tem seu mecanismo de tamponamento (tampão bicarbonato) mas, isso sendo insuficiente e com a continuação dos exercícios, mais liberação de CO2 levariam o pH do sangue para valores muito abaixo de 7.35. Com isso, o indivíduo poderia entrar em acidose e morrer. Para que isso não ocorra, nosso corpo “aciona” um outro mecanismo que fará a eliminação do excesso de CO2 para brecar a queda do pH do sangue. Isso vai ocorrer junto aos alvéolos pulmonares, onde o CO2 dissolvido no sangue (e responsável por baixar o pH) será eliminado na respiração. Por essa razão e para eliminar mais rapidamente o CO2 do sangue e conter a queda do pH sanguíneo, o cérebro comanda o aumento da frequência respiratória. Incrível, não ? Que máquina perfeita nós somos. Note que estamos falando dentro de um cenário fisiológico de um indivíduo normal. Uma informação interessante e que muitos confundem é que o oxigênio que inspiramos no ar atmosférico sai de nosso corpo como água, pela urina e suor. Não é o mesmo oxigênio que sai de nosso corpo pela expiração, na forma de CO2;

            2) de alguma maneira seria possível expor o ph sanguíneo a um nivel abaixo disso?

            Existem diversas doenças e quadros não-fisiológicos que podem levar o pH sanguíneo a valores fora da faixa entre 7.35-7.45. Um quadro conhecido e relativamente frequente é o da ceto-acidose diabética, decorrente de diabetes não compensada. O diagnóstico tardio ou equivocado desse quadro do paciente atendido no pronto socorro pode levá-lo a óbito. Note que o termo “acidose” é relativamente errado do ponto de vista químico pois, se o pH do sangue atingisse o valor 7.1 (a título de exemplo), continuaria sendo “alcalino” (acima de 7.0) mas o paciente estaria em forte acidose. Caso o pH subisse para valores superiores a 7.45 em que, dizemos, que o paciente entrou em alcalose;

            3) Dentro dos limites da fisiologia, o corpo humano tem a sua disposição diversos mecanismos para manutenção do pH sanguíneo na faixa de 7.35 – 7.45 e que chamamos de “tampões”. O tampão bicarbonato, citado acima, é um deles, mas não o único. A respiração, no caso exemplificado do indivíduo se exercitando, também funciona com um efeito de tamponamento (manutenção do ph) sobre o sangue. A urina, com a eliminação de substâncias ácidas, também tem efeito tampão. Lembre, novamente, que estamos no cenário fisiológico (funcionamento normal do metabolismo). Caso os tampões não consigam manter o pH do sangue na faixa ideal, o indivíduo poderá entrar em acidose ou alcalose e vir a óbito. Contudo, note, no caso do indivíduo se exercitando, caso o tampão respiração fosse insuficiente, o indivíduo não vai mais conseguir se exercitar. Parece óbvio, mas o mecanismo do “cansaço” é muito mais refinado do que parece;

            4) a alimentação poderia influenciar na quantidade dessas substancias?

            Dentro do cenário fisiológico e do ponto de vista do pH exclusivamente do sangue, a resposta é não. Ou seja, o pH do sangue humano não varia com o pH dos alimentos que consumimos pois temos mecanismos refinadíssimos de tamponamento sanguíneo, incluindo bicarbonato, respiração, urina entre outros;

            5) o acido do estomago é o mais forte que o corpo possui, ele no entanto passa para os próximos órgão da digestão com o mesmo ph? ou as reações de digestão vão neutralizando-o?

            As enzimas digestivas que digerem proteínas (lembre que a digestão de proteínas ocorre no estômago) necessitam de um pH ácido para serem ativadas. Por essa razão, o pH do estômago é ácido. As pessoas imaginam que em nosso estômago existe HCl (ácido clorídrico) para “derreter” a carne que consumimos. Isso não é verdade. As reações de quebra das proteínas em aminoácidos são mediadas por enzimas que necessitam de um ambiente ácido para sua ativação pois, do contrário, não serão ativadas. Contudo, as gorduras serão digeridas “após” o estômago e essa reação também é mediada por enzimas. Só que, nesse caso, a ativação das enzimas exigem um ambiente básico. Assim, nossa máquina quase-perfeita adiciona à digestão das gorduras outras substâncias (produzidas no pâncreas) que farão a elevação do pH desse meio, com a ativação das referidas enzimas lipolíticas (que quebram gorduras). Portanto, as reações da digestão não vão “neutralizando” o pH do meio em que estão, mas vão fazendo o pH mudar de ácido para básico (junto ao duodeno). A partir daí, outras variações poderão ocorrer;

            6) uma vez no intestino, a água absorvida pode sofrer alteração de seu ph?

            A água contida nos alimentos que ingerimos será reabsorvida para nosso organismo no “intestino grosso”, sob ação de nossa “flora intestinal” (conjunto de bactérias que absorvem água). Nesse momento é importante você ter muita atenção ao conceito de pH que é uma medida da concentração de íons H+. Se essas bactérias não conseguirem “trabalhar” apropriadamente, o indivíduo não formará suas vezes adequadamente e poderá apresentar uma diarréia (fezes não formadas, com excesso de água). Para que elas operem adequadamente, existe uma faixa de pH do bolo fecal sobre a qual irão “operar” reabsorvendo água. Se o mesmo for muito ácido ou muito alcalino, as mesmas poderão não operar adequadamente e pode ocorrer a diarréia. Contudo, note que o pH do bolo fecal que atinge o intestino grosso para reabsorção da água nela contida é dependente do tipo de dieta do indivíduo na medida em que os “ácidos” presentes nas fezes terão sido originados fundamentalmente pela fermentação dos carboidratos e reduzirão o pH. Já as substâncias alcalinas presentes nas fezes, terão sido originadas também pela decomposição de proteínas e digestão das gorduras. Esse “balanço” faz a fisiologia admitir que o pH das fezes pode variar entre 6.0 a 8.0 (havendo alguma divergência sobre esses valores).

            7) em pesquisa foi considerada a possibilidade de alimentos ácidos ou água ácida interferirem na saúde dos intestinos (órgão importante do sistema imunonoligo)? lembrando que a capacidade acidificante ou alcalinizante vai além do pH encontrado no que se está ingerindo.

            Sim, é possível. Exatamente como dito acima, o grande efeito acidificante ou alcalinizante está muito distante do pH da água ou do alimento quando ingeridos, mas sim, nas quantidades de carboidratos, proteínas e gorduras que ingerimos.

            8) existe pesquisa que comprove que mesmo leves alterações no ph, diminuindo-o não implica em “ambiente facilitador” para aparecimento de doenças?

            Peço que atente ao fato de que o pH do ambiente estomacal está em torno de 2.5. Qualquer água ou alimento que ingerimos terá pH superior a esse e sua influência sobre o bolo alimentar final será irrisória. Lembre que o ambiente estomacal é necessariamente ácido para ativação das enzimas digestivas de proteínas.

            9) se o ph da água que ingerimos não interfere no ph sanguíneo ou dos fluidos corporais, porque há uma orientação de que a água própria para consumo seja com ph neutro ou acima disso? – corrija-me se esta informação for falsa

            A informação não tem base científica. A orientação é, em geral, fornecida por “especialistas” que comercializam produtos e serviços que aumentam o pH da água sob a alegação de que o pH alcalino previne doenças. Não existe evidência científica sobre isso, tampouco essa afirmação está publicada em mídia científica acreditada internacionalmente,

            Obrigado por sua participação

          jose silva | 23 de setembro de 2015 | Reply

          caro senhor;
          gostaria de saber se existe um diferença entre filtro da agua e purificador.
          e se quando eu for fazer a manutenção do meu filtro eu tenho que adicionar algum produto para matar possíveis bactérias

            Rogério Felisoni
            Rogério Felisoni | 23 de setembro de 2015 |

            Boa tarde José Daniel,

            Purificador de água é um nome genérico que os fabricantes encontraram para batizar os filtros de água que utilizam o processo de osmose reversa como processo de filtração. Na realidade, esse nome é um pouco equivocado pois o processo de filtração desses purificadores não é nem “osmose” e nem “reversa”, mas acostumaram a chamá-lo assim. Dessa forma, um “purificador de água” é, em última análise, um tipo de filtro de água. Em geral, os purificadores conseguem remover da água muitos particulados e solutos que os demais filtros não conseguem. Sendo assim, uma maneira de você avaliar a eficiência de seu purificador é medindo a condutividade da água que entra nele e que sai dele. A redução deve ser considerável, superior a 80 %. Logicamente você deverá ter um pequeno condutivímetro que possa fazer essa leitura em campo ou enviar uma amostra a algum laboratório. Os purificadores normalmente têm um elemento de carvão ativado para remoção do cloro livre proveniente da água que entra no sistema. Com o tempo, esse elemento de carvão ativado fica saturado e deve ser substituído. Uma forma de você verificar se seu elemento de carvão ativado já está saturado é é medir o cloro residual livre da água que sai do purificador. O resultado deve ser “zero”. Isso pode ser feito com esses kits destinado a análise de água de piscina, muito simples. Se a água que sair do purificador contiver cloro, em qualquer concentração, o elemento de carvão (desde que exista, claro) deve ser substituído.

            Para você fazer a desinfecção de seu equipamento, um produto comum é o ácido peracético. Contudo, você pode fazer uma análise bacteriológica da água que sai de seu equipamento para saber se essa desinfecção é mesmo necessária.

            Obrigado por sua participação

      Pedro Alarcón | 15 de dezembro de 2015 | Reply

      É verdade, o sangue tem a capacidade de tamponar o pH entre 7,35 a 7,45, porém se você consumir coisas ácidas, o seu sangue vai fazer de tudo para manter o pH nesta faixa, ou seja retirando nutrientes (cálcio e outros) de outras regiões para manter o pH na sua faixa de trabalho. Eu tenho 10 anos que não tomo nenhum tipo de remédio, mas já tomei. Se você quiser dando dinheiro para os laboratórios e os médicos, é só continuar bebendo ou comendo coisas ácidas. Obs: a maiorias das frutas são ácidas, mas na mistura com o suco gástrico se tornam alcalinas. Você está desatualizado!!

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 18 de dezembro de 2015 | Reply

        Bom dia Pedro Alarcón,

        O absurdo de sua afirmação não comportaria nenhum tipo de resposta no âmbito científico, que é o que nos propomos a fazer. Contudo, em respeito a nossos leitores, sempre respondemos a essas afirmações sem nenhum cabimento para que outros não tenham dúvidas a respeito. A idéia de que “o sangue retira nutrientes de outras regiões para manter o pH na faixa de trabalho” é absurda e sem nenhum fundamento na fisiologia humana. Sua afirmação de que “coisas ácidas se misturam com o suco gástrico e se tornam alcalinas” chega às raias do ridículo, parecendo mais uma “pegadinha” do que propriamente um comentário sério. Nem mesmo os alquimistas da idade média levariam em consideração esse tipo de afirmação que se opõe ao mais elementar conhecimento da química atual. Acreditamos que sua “atualização” chegou às raias dos milagres e, sendo assim, vamos continuar “desatualizados” e informando a nossos leitores sobre o que existe de verdade na ciência moderna e publicado nas mídias acreditadas para esse fim, deixando os milagres para seus mercadores e para os que querem neles acreditar.

        Obrigado por sua participação

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 23 de agosto de 2016 | Reply

        Bom dia Gilberto,

        Pelo seu comentário “ácido” a respeito dos debates neste canal, parece mesmo óbvio que você “não sabe como um corpo humano que tem 70 % de água, e essa água não pode ser ácida, não sentiria o consumo de uma água mineral ácida”. Primeiro, porque essa sentença que você redigiu não faz o menor sentido. Leia novamente e tente nos explicar o que você quis dizer. Segundo, porque você demonstra não conhecer o mínimo necessário sobre fisiologia humana para entender como nosso corpo funciona. O fato de termos na composição de nosso corpo aproximadamente 70 % de água em massa não tem absolutamente nenhuma relação com o pH ácido ou alcalino da água que ingerimos. Essa falácia tem sido repetida pela internet como um mantra e foi lançada por algum “sofista” mal intencionado cujo interesse é tão somente enganar os consumidores menos avisados como você tentando fazê-los acreditar que devemos tomar água com pH alcalino, já que eles vendem equipamentos que elevam o pH da água. Saiba que o pH do estômago de um indivíduo saudável é aproximadamente 2.0 a 2.5 e, neste ambiente, a água com pH 6 a que você se refere não tem a menor influência.
        Cuidado para não ficar repetindo frases de efeito sem nenhum fundamento. Essa “vergonha” a que você se refere em seu texto pode acabar enrubecendo o seu próprio rosto.

        Obrigado por sua participação, embora dispensável.

      Charles lopes da silva | 20 de agosto de 2016 | Reply

      Amigo sobre a questão do ph na água de aquários para criar peixes ornamentais.

      O ph influencia ou não na questão de saúde do peixe no aquário.ou isso e balela.
      qual a sua opinião sobre o ph nos aquários.
      fico agradecido de sua resposta desde já.

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 22 de agosto de 2016 | Reply

        Boa tarde Charles,

        Certamente o pH é importante para a vida de peixes de aquários. A propósito, lembro que essa situação nada tem a ver com aquela que abordamos com relação ao pH da água que ingerimos sobre o pH do sangue humano. Na natureza, quando ocorrem variações do pH da água por qualquer razão, os peixes migram procurando uma condição em que mais se adaptem. Isso varia de espécie para espécie. Contudo, dentro de um aquário, a possibilidade migratória obviamente não existe e você deve controla r o pH da água que mais se adapte à espécie que pretende criar.

        Obrigado por sua participoação

      Carlos Andrade | 31 de agosto de 2016 | Reply

      Li o seu artigo a respeito do PH da água. Ví a maneira como muitos questionam o material; às vezes até impetuosamente ignóbil . Na verdade, Rogério, a população acaba ficando em meio a um fogo cruzado de informações cientificas. Dr. Lair, suposta autoridade no assunto diz uma coisa; de repente, me deparo com o seu artigo… Como poderemos, como leigos, julgar a veracidade de tais informações? Tudo que queremos é fazer a coisa certa, mas acabamos como ovelhas conduzidas ao matadouro. Agradeço a sua excelente intenção; e , por preferência, me identifico muito mais com as suas ponderações do que quaisquer outras a respeito do tema. Abraços, Deus lhe abençoe ricamente.

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 31 de agosto de 2016 | Reply

        Boa tarde, Maycon

        Entendo perfeitamente sua consideração a respeito da dificuldade em s “acreditar” em uma coisa ou outra. Contudo, gostaria sempre de ressaltar dois pontos fundamentais : primeiro, que nossos textos são mera reprodução do que toda a comunidade científica já conhece. Apenas selecionamos e organizamos as informações para que fiquem mais acessíveis e didáticas a nossos leitores. Segundo, que não nos valemos de nenhuma das informações que reproduzimos para comercializar o que quer que seja. Não que sejamos contra o comércio, o lucro, nada disso. Mas reproduzir informações que só constam de manuais de produtos que você mesmo comercializa ou embasar essas informações em “pesquisas” conduzidas por “pesquisadores “que ninguém conhece, em nossa visão, torna a informação um pouco suspeita. O material sobre esse tema (pH da água) a que tivemos acesso e cuja autoria é atribuída a um suposto Sr lair (que desconhecemos) não tem a mínima sustentação científica. É uma obra de ficção que qualquer estudante secundarista teria elementos para derrubar completamente. Do ponto de vista químico, chega às raias do ridículo. Do ponto de vista de fisiologia humana, é um delírio fulminante que se opõe visceralmente aos fundamentos mais elementares que recebemos nos primeiros meses na escola de medicina. O Brasil é especialista em procriar “especialistas”que assim se auto-intitulam para dar um ar de científico às tolices que proferem e, sistematicamente, com interesses comerciais escusos, não raro prometendo vida-eterna, saúde inesgotável e beleza em todas as idades. Nesses cenários, existem uma pre-disposição das pessoas em “acreditarem” naquilo que lhes interessa e o charlatão explora exatamente essa fraqueza. Não existe crença quando for a ciência que está em campo. Assim, convido-o a entrar mais a fundo em cada linha escrita pelo que chamamos de “falsos pesquisadores” e “mercadores de milagres” a ponto de deixar de lado as frases de efeito dessas supostas pesquisas e questionar cada informação à luz da ciência mais elementar. Você vai perceber que de tudo o que se fala, não se extrai nada de verdadeiro além de alguma proposta comercial para lhe vender algum produto capaz de produzir milagres “cientificamente”. Conte conosco e com toda a nossa equipe nessa empreitada.

        Obrigado por sua participação

    Élida Gomes de Oliveira | 25 de maio de 2015 | Reply

    Aqui em casa só tomava água mineral de garrafão Indaiá. Sentia forte asia à noite e minha filha estava com refluxo e dor de estômago. Depois de ler na internet uam dessas publicações “desconexas e sem nenhum fundamento técnico” abandonei o garrafão e adotei o filtro de barro. Resultado: em dois dias tanto eu como minha filha ficamos 100% recuperadas. Tenho certeza que se não mudasse estaríamos hoje reféns de médicos “especialistas” nos submetendo a exames de endoscopia, consumindo medicamentos por anos a fio… Passei a recomendar o filtro de barro à todos e os resultados também tem sido formidáveis!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 12 de junho de 2015 | Reply

      Prezada Élida. Ficamos felizes com a recuperação de sua saúde e de sua filha. Não temos o menor interesse em questionar tais resultados, uma vez que você mesma os testemunha. Nossa publicação refere-se objetivamente ao efeito do pH da água que se consome sobre o pH do sangue humano. Nossa equipe de médicos especialistas bem como outros profissionais da área poderiam testemunhar a recuperação de centenas de milhares de pessoas que se recuperaram de inúmeras doenças com a medicação adequada e que necessitaram de exames importantes, tais como endoscopia. Os casos de recuperação de doenças através do uso de filtros de barro não são relatados pela literatura científica internacional, razão pela qual nos abstemos de comentá-las. Obrigado por sua participação.

      Magno Martins | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Prezada Élida, provavelmente seu filtro de barro possui um revestimento preto que contém íons de prata. Os íons de prata exterminam fungos, vírus e bactérias com carga negativa (patógenas), daí a melhora em sua saúde e de sua filha.

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 29 de janeiro de 2016 | Reply

        Boa tarde Magno Martins,

        Desculpe, mas a informação acima não procede. Os íons de prata coloidal usualmente empregados em filtros de barro não “exterminam” nenhum dos microorganismos citados. Quando muito, conseguem uma ação oxidante apenas sobre aqueles microorganismos que entrarem em contato com a superfície da prata coloidal. Essa é a razão pela baixíssima eficiência da prata coloidal como agente oxidante sobre microorganismos. Aproveitamos para solicitar que nos esclareça o que seriam fungos, virus e bactérias “com carga negativa”, visto que nenhum desses microorganismos possui carga elétrica alguma. Insistimos nessa questão pois nosso compromisso nesse espaço é publicar informação isenta e cientificamente comprovada, mantendo o debate entre nossos leitores, igualmente nos mesmos padrões.

        Obrigado por sua participação

          Jonas Nascimento | 16 de maio de 2016 | Reply

          Parabéns ao Rogério pelo blog de extrema utilidade informativa. Só queria dizer que tanto os vírus quanto as bactérias ou qualquer outra matéria existente são formados por cargas elétricas. A carga total (soma das cargas positivas com as negativas) será nula a menos que eles estejam carregados por atrito ou transferência no meio aquoso, onde eu acredito que essa seja uma das formas de infecção por vírus ou bactérias, ou seja, devido à interação elétrica entre um microorganismo carregado com a célula também carregada. Além do mais, se não fosse pelas cargas não seria possível visualizar estes seres tão minúsculos com os poderosos microscópicos eletrônicos. Acredito que os meios ácidos contribuem para o aumento nestas interações entre os vírus, bactérias e as células. De qualquer modo, muito útil as informações.

            Rogério Felisoni
            Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 |

            Boa tarde Jonas,

            Embora esse espaço não se destine aos debates em que a água não seja o foco principal, pessoalmente sempre me interesso pelos comentários diversos que nossos leitores nos encaminham e procuramos responder a todos, dentro de nosso possível. A abordagem a que você se refere sobre a interação entre virus e células tem realmente uma componente elétrica mas esses fenômenos já estão bem entendidos através de modelos que envolvem as proteínas de membranas agindo como “receptores”. O mesmo modelo explica bastante bem a sinalização celular, boa parte da farmacologia moderna e pode ser observado fisicamente com microscopia de plasma. A interação entre um virus e sua célula “hospedeira” não está determinada pelas cargas elétricas envolvidas, mas pela conformação geométrica dos receptores celulares aos quais os virus conseguem ou não se “conectar”.
            A ideia de que o meio ácido predispõe a doenças é um dos maiores equívocos que a medicina já premiou com um Nobel, em 1931. O médico alemão premiado desconhecia o fato de que tumores eram células que se desenvolviam freneticamente e, como consequencia, consumiam muita energia (na forma de glicose) localmente. Em decorrência dessa queima exponencial de glicose, o tecido tumoral local ficava com elevada concentração de CO2 o que acarretava, localmente, uma redução do pH sanguíneo. As pesquisas da época desconsideravam os mecanismos genéticos da proliferação celular (mitose e meiose) que só viriam mais de 20 anos depois (1953) com a dupla hélice de Watson Crick e todos os desdobramentos da genética que hoje conhecemos. Portanto, a ideia de que meios ácidos predispõem a doenças tem origem naquele equívoco de 1031 que tomou a causa como consequência e vice-versa. Os tumores não crescem em meio ácido. Isso está errado. Os tumores deixam seus arredores mais ácidos em razão da grande quantidade de energia que consomem com consequente liberação de CO2. Este CO2 é que acidifica o meio. Como uma ilação tabém equivocada desse estudo da época, as pessoas continuam acreditando que as doenças quaisquer se instalam em pessoas com sangue ácido, como se isso fosse possível. E não é.

            Obrigado por sua participação

    Andre Jurado | 29 de maio de 2015 | Reply

    Fiquei confuso… O dr. Lair Ribeiro nos dá verdadeiras aulas sobre os malefícios e benefícios do Ph da água e agora leio aqui de um engenheiro químico que é tudo balela? Entao os resultados de mudança na vida das pessoas através do Ph da água é meramente psicológico????

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 12 de junho de 2015 | Reply

      Prezado André. Nossas publicações não têm o objetivo de discutir o efeito da água sobre a saude das pessoas e qual seria o fundamento desse eventual efeito. Em particular, essa publicação sobre o pH da água apenas deixa clara que o pH do sangue humano é controlado por um tamponamento refinadíssimo para que seja mantido na faixa entre 7.35 e 7.45. Essa informação é amplamente consagrada pela literatura mundial em fisiologia humana e a profissão de quem quer que seja não é suficiente para questioná-la, seja através de aulas, videos ou manuais de equipamentos comercializados para transformar a água em agente terapêutico. O pH do sangue humano não altera sua faixa fisiológica em decorrência do pH da água que consumimos em razão desses mecanismos refinados de tamponamento. Ainda assim, se pessoas estão mudando suas vidas e se beneficiando de algum fenômeno decorrente do pH da água que consomem, achamos ótimo. Contudo, esses fenômenos e eventuais benefícios certamente não são decorrentes de alterações no pH de seu sangue, pois esse não se altera com o pH da água consumida. Ao contrário, se houvesse alterações do pH do sangue humano para valores fora da faixa entre 7.35 a 7.45 em decorrência do pH da água ingerida ou de qualquer alimento, a fisiologia desse indivíduo estaria gravemente comprometida. podendo levá-lo à morte (nos quadros patológicos conhecidos como acidose ou alcalose).
      Nossa equipe técnica não é composta de químicos, apenas. Ao contrário, dispomos de médicos, biólogos, farmacêuticos e também químicos (bacharéis e engenheiros). A assinatura de nossas publicações fica a cargo do responsável técnico por toda a equipe de colaboradores e consultores, o que é muito comum em publicações institucionais. Contudo, ressalto, nossas publicações não se tornam mais aceitáveis ou menos aceitáveis por serem redigidas por alguém desta ou daquela especialidade. Trata-se de informação consagrada em toda a literatura mundial. Por outro lado, a influência do pH da água consumida sobre o pH do sangue de quem a consome consta apenas de manuais de produtos que, em geral, são vendidos para produzirem alterações no pH da água (tais como filtros e outros equipamentos). Não são textos com base científica, ainda que seus autores possam ter diploma universitário em qualquer área. Não raro esses autores estão associados a empresas que comercializam tais equipamentos, o que coloca um viés de interesse financeiro nas informações que publicam. Para maiores informações, não hesite em contatar-nos e obrigado por sua participação.

    Cari Dov | 5 de junho de 2015 | Reply

    Prezado Senhor Rogério Felisoni, em uma de suas respostas disse: “Essa informação é absurda, mentirosa” isto no que diz respeito com o ph da água em que o doutor Lair Ribeiro fala ao contrario que o senhor(a) diz. Agora quem esta falando a verdade? Por favor assista a este vídeo do youtube.. Ou ele esta mentindo? Por favor não leve a mal a menos que este Lair Ribeiro esteja mentindo.Eu pergunto o Senhor tem entendimento de Engenheiro Químico o Doutor Lair Ribeiro tem entendimento de medicina também quero crer que ele estudou em outros lugar, países conforme diz no vídeo. A pergunta é: Quem entende do corpo humano é um médico ou um engenheiro químico? Levando em conta que ele, medico, esta falando a verdade. Agora se ele esta mentindo.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 12 de junho de 2015 | Reply

      Prezado Cari Dov. Nossas publicações não têm o objetivo de investigar quem mente ou deixa de mentir, tampouco os interesses que levariam eta ou aquela pessoa a dizer o que disse. Como somos uma empresa estritamente baseada em tecnologia e não comercializamos nenhum tipo de equipamento, nossa publicações têm carater institucional e não se baseiam em opiniões, mas em conceitos técnicos e científicos já consagrados por todas a literatura científica internacional e publicados em mídia acreditada para esse fim. O vídeo a que o senhor se refere traz conceitos químicos, bioquímicos e médicos totalmente equivocados e que não se relacionam em absolutamente nada com a tese que procura defender, qual seja, a influência do pH da água que se consome sobre o pH do sangue de quem a consome.
      Nossa equipe técnica não é composta de químicos, apenas. Ao contrário, dispomos de médicos, biólogos, farmacêuticos e também químicos (bacharéis e engenheiros). A assinatura de nossas publicações fica a cargo do responsável técnico por toda a equipe de colaboradores e consultores, o que é muito comum em publicações institucionais. Contudo, ressalto, nossas publicações não se tornam mais aceitáveis ou menos aceitáveis por serem redigidas por alguém desta ou daquela especialidade. Trata-se de informação consagrada em toda a literatura mundial. Por outro lado, a influência do pH da água consumida sobre o pH do sangue de quem a consome consta apenas de manuais de produtos que, em geral, são vendidos para produzirem alterações no pH da água (tais como filtros e outros equipamentos). Não são textos com base científica, ainda que seus autores possam ter diploma universitário em qualquer área. Não raro esses autores estão associados a empresas que comercializam tais equipamentos, o que coloca um viés de interesse financeiro nas informações que publicam. Para maiores informações, não hesite em contatar-nos e obrigado por sua participação.

    cesar | 6 de junho de 2015 | Reply

    Pessoal esta é uma opinião de um engenheiro quimico e não de um nutrólogo, ou um nutricionista, certamente ele não estudou o corpo humano e sim combinações quimica e
    suas reações, o que é muito diferente.Eu prefiro a opinião de um nutrólogo do que o de um engenheiro

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 12 de junho de 2015 | Reply

      Prezado Cássio. Nossas publicações não se baseiam em opiniões, nem de nossa equipe técnica nem de quem quer que seja. Baseiam-se em conceitos e dados estritamente científicos, consagrados e publicados em veículos acreditados pela comunidade científica internacional. No caso específico sobre o pH da água, nossa publicação ressalta o fato de que o pH do sangue humano mantêm-se na faixa entre 7.35 a 7.45 através de mecanismos refinadíssimos de controle. A isso chamamos “tamponamento”. Os alimentos que ingerimos e a água que bebemos não podem alterar essa faixa de valores em que o pH de nosso sangue deve se manter. Caso isso ocorresse, tanto para valores inferiores a 7.35 ou para valores acima de 7.45, o indivíduo estaria fora de sua fisiologia. Por essa razão, nosso organismo controla o pH do sangue dentro dessa faixa. Essa informação não é uma opinião de químicos, de médicos, de nutrólogos ou de quem quer que seja. Trata-se de uma constatação científica publicada exaustivamente em qualquer livro de fisiologia humana. Sendo assim, o pH da água que um ser humano sadio ingere não modifica o pH do seu sangue. Um organismo especializado como o organismo humano, selecionado ao longo de milhões de anos de evolução das espécies, não poderia ter e não tem esse tipo de vulnerabilidade. Nossa equipe técnica não é composta de químicos, apenas. Ao contrário, dispomos de médicos, biólogos, farmacêuticos e também químicos (bacharéis e engenheiros). A assinatura de nossas publicações fica a cargo do responsável técnico por toda a equipe de colaboradores e consultores, o que é muito comum em publicações institucionais. Contudo, ressalto, nossas publicações não se tornam mais aceitáveis ou menos aceitáveis por serem redigidas por alguém desta ou daquela especialidade. Trata-se de informação consagrada em toda a literatura mundial. Por outro lado, a influência do pH da água consumida sobre o pH do sangue de quem a consome consta apenas de manuais de produtos que, em geral, são vendidos para produzirem alterações no pH da água (tais como filtros e outros equipamentos). Não são textos com base científica, ainda que seus autores possam ter diploma universitário em qualquer área. Não raro esses autores estão associados a empresas que comercializam tais equipamentos, o que coloca um viés de interesse financeiro nas informações que publicam. Para maiores informações, não hesite em contatar-nos e obrigado por sua participação.

    Debora Venditto | 12 de junho de 2015 | Reply

    Prezados, boa tarde.

    Poderiam enviar mais informações no meu e-mail? Estou tentando imprimi-las, mas através do site não consigo.

    Ainda em tempo, gostaria de parabenizar o trabalho informativo que a COHESP tem feito.

    Aguardo retorno e desde já agradeço.

    Fábio Bruno | 29 de junho de 2015 | Reply

    Prezado senhor Rogério Felisoni: Analisando as informações e discussões aqui já expostas cheguei a conclusão que, no que se refere ao controle do pH tomando agua ácida ou alcalina realmente não interfere no valor do nosso pH sanguíneo que é de 7,35 a 7,45 que é o ponto de vista químico do assunto. Nesse ponto o Senhor está certíssimo. Porém, o que o senhor como engenheiro não está considerando e o que o Dr. Lair Ribeiro afirma, é o quanto o nosso corpo precisa trabalhar para manter o pH sanguíneo para que ocorra o equilíbrio e isso é o que consideramos. Sabemos bem que nosso corpo trabalha para manter o equilíbrio, porém, de acordo com o que ingerimos, isso com o passar do tempo pode ser prejudicial. Estou aqui diante de uma garrafinha de água mineral e em sua embalagem descreve um pH de 4.72 e esse foi dos maiores. partindo da teoria que tudo em excesso faz mal, eu entendo que se eu vivesse de beber dessa água, eu teria sérias complicações, assim como o exemplo da senhora Élida Gomes de Oliveira, que bebia juto com sua filha água desse tipo e teve sérios problemas. Li este post exatamente pq não acreditava muito nessa idéia de filtros alcalinos, mas pelo contrário, estou tendo mais certeza que fiz uma excelente aquisição, pois tenho certeza, que ão que a água alcalina vá me trazer a cura, mas vai com certeza ajudar meu organismo, minimizando o trabalho dele para manter meu pH sanguíneo em ordem. Concordo com tudo o que o senhor abordou.
    Mas alerto só um detalhe aos leitores quanto à pergunta:

    É verdade que devo tomar água “alcalina” para melhorar minha saúde?
    Acho que a resposta correta é:
    Você não deve, mas você pode porque a grande maioria das águas que consumimos tem um pH abaixo de 5 enquanto o ideal seria um ph bem mais perto de 7 sem contar refrigerantes e outras bebidas que estão na faixa de pH de 2 a 2,5.
    É certo que nosso corpo é capaz de processar qualquer pH, mas processar com certeza tem desgaste, e em algo que nos compõe em 70% e em média devemos consumir 2 litros por dia, acho que cabe a cada um tirar suas conlusões.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 29 de junho de 2015 | Reply

      Prezado Fábio Bruno,

      Precisamos reforçar alguns pontos de nossa publicação que parece não terem ficado muito claros:

      1) A faixa de pH do sangue humano entre 7.35 a 7.45 não é um “ponto de vista químico”. Não é nem ao menos um “ponto de vista”. Trata-se de uma constatação relatada em qualquer livro de fisiologia humana à qual qualquer um tem acesso, seja médico, químico ou leigo. Ao contrário do que tem sido colocado por alguns debatedores neste espaço, o pH das reações que ocorrem em nosso organismo não é uma variável restrita aos “químicos” e a qual os médicos podem ignorar. Muito pelo contrário. Nosso organismo é uma usina permanente de infindáveis reações químicas nas quais o pH exerce papel fundamental e vital. Por essa razão é que nosso organismo tem mecanismos de tamponamento do pH do sangue, de forma a mantê-lo sempre na faixa ideal de nossa fisiologia;

      2) Quando nosso organismo mantém o pH na faixa ideal, não está realizando “trabalho”. Ao contrário do que muita gente pensa, “trabalho” é um conceito físico preciso. O ajuste do pH não envolve gasto de energia. Trata-se de deslocamento do equilíbrio, para um sentido ou para o outro, de modo a manter nossa homeostase. Portanto, do ponto de vista científico, não faz sentido falar-se que nosso corpo “trabalha para manter o pH de nosso sangue na faixa ideal”. Essa é uma abordagem leiga, de quem ignora os princípios fundamentais dos equilíbrios químicos que ocorrem em nosso organismo. Empregando um conceito erradamente, acaba por iludir as pessoas no sentido de que seu organismo teria um desperdício de energia a ponto de comprometer nossa saúde a cada vez que tomássemos um copo de limonada ou de suco de laranja. Ambos com pH próximo de 3.0;

      3) Quando você se refere ao fato de que “sabemos bem que nosso corpo trabalha para manter nosso equilíbrio”, precisa ter em mente que o tamponamento do pH do sangue humano não é um processo que ocorre com gasto de energia. Talvez as pessoas façam essa confusão por associar o tamponamento do sangue humano com nosso equilíbrio térmico, por exemplo. Este sim, consome energia. Mas são situações totalmente diferentes;

      4) O ambiente de nosso estômago tem pH entre 2.5 a 3.0, mantido assim por um ácido extremamente forte (HCl). Esse pH é necessário para ativação de enzimas digestivas que farão a digestão de proteínas, ainda no estômago. Não podemos neutralizar o pH do ambiente estomacal, sob pena de inviabilizarmos nossa digestão. Contudo, é preciso ter em mente que esse cenário corresponde à fisiologia de um indivíduo normal. Aquele que tem alguma patologia como gastrite, esofagite, refluxo, dentre outras, poderá ter algum alívio de sintomas ingerindo produtos alcalinos mas estará mascarando uma doença de base cujas causas poderiam ser tratadas com grande eficiência se utilizasse dos métodos adequados e já consagrados no mundo todo. Posso lhe garantir que no mundo desenvolvido em que as pessoas só podem propagandear aquilo que a ciência realmente aceita como verdade, ninguém trata dessas moléstias com filtros de barro ou alcalinizando a água de qualquer forma. Aliás, os antiácidos são ultrapassadas para essa sintomatologia;

      5) Caso você se utilize de filtros que elevam o pH da água para “diminuir o gasto energético” de seu organismo com esse “trabalho” de ajustar o pH do sangue, confirmo que não existe nenhuma relação entre uma coisa e outra. Ao mesmo tempo, se você acredita que está fazendo um bem a si mesmo, nós não temos absolutamente nada contra. Nossa preocupação reside em alertar um contingente grande de pessoas que, na boa fé ou na desinformação, poderão estar negligenciando tratamentos adequados e consagrados no mundo todo enquanto mascaram sintomas através de processos mirabolantes como imantar a água, ionizá-la ou, mesmo, alcalinizá-la.

      6) Finalmente, salientamos que nossas publicações não externam opiniões mas, sim, conceitos técnicos e científicos aceitos em qualquer obra de fisiologia humana e conhecidos de toda a comunidade médica. Por outro lado, esses efeitos “terapêuticos” da água sobre o organismo humano normalmente constam dos manuais dos equipamentos (filtros, dentre outros dispositivos) que prometem realizar essas alterações na água e os seus defensores, com frequência, comercializam tais equipamentos, o que traz um viés comercial aos temas que defendem.

      Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos.

      Obrigado por sua participação.

    Mauro di Lissandro | 7 de julho de 2015 | Reply

    Prezado Rogério Felisoni,

    Gostaria de uma informação ou uma luz, se possível e aproveitando sua boa vontade em responder aos posts, em relação ao tratamento de minha água de poço. Moro na região norte do país, cuja abundância de água é conhecida. Tenho um poço (tipo “cacimbão” há 30 (trinta) anos. Sempre com muita água e água limpa. Ocorre que, ultimamente, percebi odor um pouco fétido, razão pela qual realizei exame completo na água. O resultado foi bacteriológico: cloriformes fecais. No mais, segundo o exame realizado aqui na minha cidade, a água não é suja, não é dura etc… o único problema, o único resultado negativo foi o bacteriológico. Em razão disso, esgotei o poço, fiz uma limpeza geral nele e na caixa d’água. O profissional da limpeza nos informou que há uma infiltração aos 4m de profundidade, mais ou menos. Contudo, impossível saber de onde e qual a causa. Daí, pergunto: O que devo fazer para tratar essa água, a ponto de não correr nenhum risco para minha família (incluindo crianças), pois fazemos tudo com essa água (escovamos dentes, conzinhamos etc)??!! Por favor, solicito sua opinião abalizada, técnica e experiente!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 7 de julho de 2015 | Reply

      Boa tarde Mauro dilissandro@gmail.com

      Você está absolutamente correto em preocupar-se com a presença dos coliformes na análise feita na água que você e sua família consomem. Essa ocorrência em poços não é estranha e acontece com certa frequência, especialmente em poços rasos (qual a profundidade do seu ?) e sujeitos a infiltrações cuja origem nem sempre é fácil de se detectar. De toda forma, a solução para contaminação bacteriológica é a adição de cloro e manutenção de um residual de cloro livre na concentração de de 1,0 a 2,0 mg/L. Isso deve ser feito através de uma dosadora de cloro (líquido ou pastilha) de modo que sempre se consiga a manutenção desse residual. A adição de cloro diretamente no poço ou na caixa resolve um problema circunstancial e momentâneo mas, quando mais água abastecer a caixa ou o poço, a contaminação pode se restabelecer. Peço que leia atentamente nosso setor de Perguntas Frequentes em nosso site acessando os links

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-apresentou-coliformes-totais-eu-faco/

      http://cohesp.com.br/resultado-de-minha-analise-recomendou-desinfeccao-cloro-eu-faco/

      Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos.
      Obrigado por sua participação.

      Gleiçon Corrêa | 2 de fevereiro de 2017 | Reply

      Caríssimo Sr. Rogério Felisoni,
      longe da questão: água alcalina ou ácida, alterar ou não as funções fisiológicas do organismo humano, só quero uma informação, estes filtros mencionados, são capazes ou não de alcalinizar a água?

        admin | 16 de fevereiro de 2017 | Reply

        Boa noite Gleiçon,

        Desconheço os equipamentos aos quais você está se referindo. De toda forma, alcalinizar a água é um processo extremamente simples, bastando fazer com que ela passe por um leito alcalinizante que, na prática, nem precisa ser um leito filtrante. Para certificar-se do efeito do equipamento sobre o valor do pH da água basta que você meça o pH antes e depois do equipamento. Essa medida é muito simples e pode ser realizada com kits de campo.

        Obrigado por sua participação

    Daniella | 7 de julho de 2015 | Reply

    Boa tarde,
    Existe alguma forma caseira de se fazer a verificação da água que consumimos em casa?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 7 de julho de 2015 | Reply

      Boa tarde Daniela daniellacotrim@globomail.com
      A melhor maneira de você verificar a qualidade da água que consome em casa ou em qualquer lugar é realizando uma análise. Para tanto, oferecemos os serviços de nossos laboratórios e, caso você esteja em alguma localidade em que a coleta não possa ser realizada por nossos coletores, sugiro utilizar nosso kit Aquapack, destinado a coletas, preservação e transporte de amostras via correio. Para saber mais ou solicitar seu kit Aquapack, acesse o link http://cohesp.com.br/kits-para-analises/aquapack/

      Obrigado por sua participação

    SEBASTIAO MOREIRA DE BARROS | 7 de julho de 2015 | Reply

    Rogério, sabe-se que o flúor é tóxico e cumulativo e no entanto, sob a pretenção de que previne cáries,está presente na água administrada pelo poder público. o flúor foi rejeitado pelos países mais evoluídos do planêta. Na sua teoria, pode entender que quando nos esquivamos de algumas águas impregnadas de metais, flúor etc, estamos perdendo tempo, pois qualquer coisa que venha saciar a nossa sede não tem nenhum sentido de ser bom ou ruim ! Só posso parabenizá-lo por esta fantástica teoria . PARABÉNS !

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 7 de julho de 2015 | Reply

      Prezado Sebastião Moreira de Barros tiaobrasa@hotmail.com ,
      Não sei de onde você obteve a informação totalmente equivocada de que ” o fluor é tóxico e cumulativo” e também não nos ficou claro o significado que pretende dar a essa afirmação. Os países desenvolvidos fazem a fluoretação da água fornecida à população e os resultados em termos de benefícios à saúde pública justificam os investimentos altíssimos que são feitos nesse processo altamente recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Desconhecemos, portanto, quais “os países mais evoluídos do planeta” que rejeitaram a fluoretação da água. Obviamente, existem limites para a concentração de fluor aceitável na água e que é benéfica à saúde humana (o,5 a 1,5 mg/L). Acima dessas concentrações, o fluor pode ser prejudicial à saude, como pode acontecer com qualquer nutriente se consumido em excesso. Imagino que você tenha ouvido alguma informação nesse sentido e acabou concluindo exatamente o contrário do que é aceito pela comunidade científica internacional. O que mais nos causou estranheza é seu comentário afirmando que “na sua teoria, qualquer coisa que venha saciar nossa sede não tem nenhum sentido de ser bom ou ruim”. Embora sua linguagem seja precária, pudemos perceber que seu entendimento sobre nossas publicações é bastante deficiente. Primeiramente, não estamos desenvolvendo teoria alguma. Além disso, não sei de onde pode ter vindo sua ilação de que ao nos protegermos de águas contaminadas estaríamos perdendo tempo. De toda forma, em nome de nossa equipe, agradeço pelos “parabéns” pois nos dedicamos ao máximo para esclarecer à população sobre inúmeros mitos a respeito de qualidade de água que as pessoas assumem como verdades, por mera ignorância. Não aceite qualquer informação constante de manuais de produtos comercializados por aí. Procure fontes seguras para informar-se. Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos. Obrigado por sua participação.

    Fabiana | 10 de julho de 2015 | Reply

    Bom dia , gostaria de saber se a água de uma geladeira bayside faz mal para minha saúde ?

    Obrigado

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de julho de 2015 | Reply

      Bom dia Fabiana fabiitaly@live.it

      Não temos como opinar sobre a qualidade da água de sua geladeira sem que antes se faça uma análise da mesma. Normalmente, as geladeiras que têm dispensadores de água e gelo utilizam água da rede pública de abastecimento, onde estão conectadas. Disso resulta que a qualidade da água e do gelo que dispensam está diretamente associada com a qualidade da água que recebe e, nesse cenário, é importante que você se certifique, também, da manutenção do reservatório de água de sua residência, bem como do filtro de água que, possivelmente, faça parte de sua geladeira. Pata maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos. Obrigado por sua participação.

    Nilton Tavone | 12 de julho de 2015 | Reply

    Prezado Rogério,

    Esta discussão é interessante e importante. Minha pergunta se dirigi aos médicos de sua equipe.
    Embora a ideia espalhada por aí de “alterar o ph do corpo” com água/alimentos alcalinos seja errada, há muitas matérias se referindo à sobrecarga imposta ao metabolismo para manter o ph equilibrado em dietas excessivamente ácidas (incluindo a água) e que é isto que provoca problemas à saúde.
    Neste sentido o consumo de água e alimentos mais alcalinos não faria sentido?
    Obrigado!
    Nilton Tavone

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de julho de 2015 | Reply

      Boa tarde Nilton Tavone niltavone@yahoo.com.br

      Sem dúvida que essa discussão é muito importante e extremamente oportuna. Imagino que você seja uma pessoa preocupada com esse tema e por essa razão sentimo-nos muito honrados em poder compartilhar conhecimentos que podem lhe ser úteis. Seguem abaixo :

      1) Não existe um “pH do corpo”. Os diversos fluidos de nosso organismo (plasma sanguíneo, citossol, urina, semen, caldos ou “sucos” digestivos, bile, etc) têm valores de pH diferentes e essa é uma característica fisiológica, isto é, uma característica normal a um indivíduo sadio. Como exemplo, nosso sangue tem pH na faixa de 7.35 a 7.45, enquanto nosso ambiente estomacal tem pH 2.0 a 3.0, nosso intestino tem pH 8.0 a 9.0 e nossa urina normalmente inferior a 6.0 ;

      2) As inúmeras reações químicas que ocorrem permanentemente em nosso organismo são muito dependentes do pH. Por exemplo, não é por acaso que o ambiente estomacal tem pH menor que 3.0 . O que ocorre é que a digestão de proteínas é realizada no estômago através de enzimas que são ativadas em ambiente ácido. Você já deve ter visto aquela experiência de efeito meramente visual em que as pessoas colocam um pedaço de carne dentro de um copo com Coca-Cola e, passados alguns dias, a carne está com aspecto apodrecido. As pessoas fazem uma falsa analogia entre essa imagem e o que poderia estar acontecendo com nosso estômago ao ingerirmos Coca- Cola. Uma coisa não tem absolutamente nenhuma relação com a outra. O ácido presente em nosso estômago (HCl) é muito mais forte que o ácido da Coca Cola e é assim que deve ser, para ativar nossas enzimas digestivas no estômago. O efeito danoso dos refrigerantes sobre nossa saúde está relacionado ao excesso de açúcar, excesso de preservantes, excesso de sódio. Nada tem a ver com o caráter ácido dessas bebidas pois o ambiente estomacal para onde são destinadas já tem um pH muito inferior ao delas e não trará nenhum impacto sobre o mesmo ;

      3) Ao longo de milhões de anos de evolução, a natureza selecionou o organismo humano dotado de sistemas refinados de tamponamento. Em linhas gerais, “tampão” é um componente presente em uma reação química cuja finalidade é manter o pH estável, sem participar da reação. Imagine como foi importante para a evolução humana essa característica pois nos deu a capacidade de ingerir uma variedade muito maior de alimentos sem impacto sobre nossa digestão. Isso nos permitiu ocupar o planeta, migrar para diversas regiões e nos alimentarmos nas diversas épocas do ano em que os alimentos disponíveis mudavam por razões sazonais. A título de exemplo, alguns peixes necessitam mudar de ambiente constantemente pois o pH da água onde vivem muda com as variações de temperatura decorrentes das estações do ano. Nossos sistemas de tamponamento garantem que os fluidos de nosso organismo se mantenham dentro de seus valores fisiológicos para que possamos manter nossa homeostase (equilíbrio. Do contrário, imagine, seria danoso a nossa saúde tomarmos um copo de suco de laranja (que tem pH 3.0). Pior que isso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a ingestão de 5 porções de frutas ao dia. A maioria das frutas que consumimos em nosso dia a dia têm pH ácido e isso seria um problema e não um benefício para nossa saúde;

      4) Abordando diretamente a sua pergunta, não existe absolutamente nenhuma “sobrecarga imposta ao metabolismo” para que os tampões atuem em nosso organismo. Primeiro, porque o tamponamento não é um processo orgânico que ocorra com consumo de energia (ATP, trifosfato de adenosina)). Seria um dos maiores absurdos bioquímicos alguém imaginar que o organismo consumiria ATP para manter o pH sanguíneo entre 7.35 e 7.45 (faixa fisiológica) a ponto de prejudicar nosso balanço energético . Esse tamponamento se dá por deslocamento do equilíbrio químico (basicamente pelo tampão bicarbonato) sem o consumo de ATP que, absolutamente não participa desse processo. Segundo, porque como já dito acima, todo o ambiente estomacal é necessariamente ácido, com pH menor que 3.0 mantido por um ácido extremamente forte sobre o qual a água com pH 7.0, 8.0, 9.0 ou superior não teria o menor efeito significativo. É um erro grave das pessoas imaginarem que o ácido estomacal possa ser neutralizado com água alcalina, a menos que se ingerisse algumas centenas de litros da mesma. Alguma pessoas reportam uma sensação de “alívio de queimação” ao ingerirem água alcalina. Mas isso aconteceria da mesma forma se ingerissem água com pH inferior a 7.0 ou mesmo um copo de leite ou suco gelado. O que ocorre é que, por algum tempo, a água “lava” o contato entre o ácido estomacal e as paredes do estômago (ou esôfago) aliviando os sintomas da hiperacidez. Esse indivíduo possivelmente esteja sofrendo de alguma patologia que permita o contato entre as paredes do estômago e o HCl, sem a devida proteção. Exste tratamento para isso e, certamente não se baseia em água alcalinizada, imantada, ionizada ou qualquer outra solução que apenas mascara sintomas, sem tratar as causas ;

      5) Não existe nada na literatura médica mundial, devidamente publicado em mídia séria e acreditada, que faça referência aos efeitos de alimentos ácidos ou alcalinos, tampouco da água, sobre o pH do sangue. Normalmente, esses textos são publicados em manuais de equipamentos que são comercializados com a finalidade de dar à água uma atribuição terapêutica que ela não tem. Nosso corpo não consome mais energia na forma de ATP ao ingerir um alimento com pH ácido. Isso não tem fundamento científico algum. Da mesma forma, não tem o menor fundamento científico imaginar que nosso corpo “adoece” por falta de energia metabólica, já que esta estaria sendo “consumida” na manutenção do pH. Os processos fisiológicos que ocorrem em nosso organismo com consumo de energia metabólica bem como seus mecanismos são conhecidos e a manutenção do pH do sangue não é um deles.

      Finalmente, caro Nilton, você deve estar acompanhando diversas matérias médicas divulgadas pela mídia dando conta dos incontáveis produtos, equipamentos e serviços que são comercializados para as pessoas de boa fé, com a promessa de que ” fazem bem à saúde”. É muito comum, também, que pessoas supostamente envolvidas com “pesquisas” nesse setor comercializem diretamente os produtos que suas “pesquisas” defendem. Recentemente o CRM fez diversas declarações sobre a falácia dos produtos DETOX. Esses produtos, serviços e equipamentos (incluindo filtros alcalinizantes) encontram receptividade junto a muitas pessoas que, corretamente, estão sempre em busca de uma saúde melhor. Nossa preocupação está ligada ao fato de que, muitas vezes, as pessoas utilizam-se dessas terapias mirabolantes e sem nenhuma comprovação científica e abandonam terapias consagradas das quais poderiam se beneficiar.

      Obrigado por sua participação e sinta-se a vontade para encaminhar seus comentários sempre que quiser.

    Nathalia | 16 de julho de 2015 | Reply

    Olá Rogério! Obrigada pelos esclarecimentos!
    Para ingestão da água compreendi que alterações no pH não nos afeta.
    Minha dúvida é em relação ao banho. Estou tendo que utilizar água de poço que foi avaliada quanto à presença de microorganismos, se mostrando potável. Porém não foi feita avaliação de minerais e pH.
    Se a água for ácida ou alcalina demais pode alterar o pH das mucosas do nosso corpo. Sei que a microbiota vaginal precisa de uma estabilidade no pH pra se manter. Utilizando essa água no banho posso causar um desequilíbrio da flora e desenvolver infecções ginecológicas?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 16 de julho de 2015 | Reply

      Boa tarde, Nathalia Nathbrasil@yahoo.com.br

      Não arriscaria a opinar sobre questões pessoais, especialmente no campo médico, através deste canal em que pretendemos discutir questões mais gerais e de conhecimento público. De toda forma, se você está utilizando água de poço para banho, recomendo firmemente que faça uma análise mais completa da mesma, envolvendo parâmetros físico-químicos e bacteriológicos. Todos são necessários, em conjunto, para determinar se a água está ou não apropriada para o consumo humano (de acordo com a Portaria 2914, Min. Saúde). A água “para banho” também deve atender aos padrões de potabilidade estabelecidos na referida Portaria. Em caráter geral, é muito improvável que o pH da água do poço chegue a valores extremos, fora dos limites estabelecidos pela Portaria 2914 (6.0 a 9.5) a ponto de comprometer, apenas pelo contato durante o banho, o pH da mucosa vaginal de uma mulher saudável. Contudo, a sensibilidade humana para agentes externos varia de individuo para indivíduo e se você percebe algum sintoma nessa campo, sugerimos consultar seu médico. Ao mesmo tempo, para garantir a qualidade da água utilizada em sua residência, mesmo que seja somente para banho e especialmente se ela provém de poço, recomendamos mantê-la devidamente clorada e realizar, rotineiramente, uma análise de potabilidade. Nesse campo, podemos auxiliá-la e pedimos que acesse o link abaixo:

      http://cohesp.com.br/analise-de-agua/

      Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos.
      Obrigado por sua participação.

    Roberto Braúna | 17 de julho de 2015 | Reply

    Se o pH não interfere na nossa saúde, porque a Portaria 2914 do Ministério da Saúde recomenda o mesmo entre 6,0 e 9,5. Por quê as Legislações de Água Adicionadas de Sais são diferentes da de Água Mineral. Por quê a VISA é tão rígida no cumprimento desse Parâmetro, se vcs estão dizendo que não prejudica nossa saúde ?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 17 de julho de 2015 | Reply

      Boa tarde Roberto Braúna roberto_brauna2009@yahoo.com.br ,

      Acredito que você não tenha compreendido o conteúdo de nossa publicação. Em momento algum estamos dizendo que o “pH não é importante”. Ao contrário, o pH é uma variável extremamente importante para grande parte das reações químicas e em praticamente todas as que ocorrem em nosso organismo. O que estamos dizendo é que o pH da água que ingerimos não interfere no pH do sangue de uma pessoa saudável. Se você ingerir água com pH 5.0 ou água com pH 8.0, por exemplo, o pH do seu sangue vai se manter na mesma faixa fisiológica (entre 7.35 e 7.45) e isso ocorre porque nosso organismo tem mecanismos refinadíssimos de tamponamento.
      A razão da água produzida em ETA´s destinadas ao abastecimento público é muito mais de caráter técnico relacionado à produção, tratamento e transporte do que associada à saúde pública. Tanto assim que existem águas comercializadas (minerais naturais ou minerais adicionadas de sais) cujos valore de pH são inferiores a 6.0 e podem ser comercializadas normalmente. Em geral, as águas gaseificadas têm pH inferior a 6.0 em razão do ácido carbônico formado pela reação da água com o CO2 e essa característica não tema absolutamente nenhuma influência sobre o pH do sangue de quem a ingere.
      As águas adicionadas de sais não recebem essa adição de sais para correção do pH. O que ocorre é que, do ponto de vista legal, uma água para ser considerada “mineral” deverá conter alguns sais em concentrações mínimas pré-estabelecidas no decreto Lei Nº 7.841 de 8 de agosto de 1945 (embora antigo, ainda em vigor). Até anos atrás, a legislação brasileira não admitia a produção de “água mineralizada artificialmente ou adicionada de sais”. Hoje, esse produto é autorizado pela legislação brasileira e também pelo resto do mundo. Consiste em se retirar da água bruta (ou reduzir a concentração substancialmente) todos os seus sólidos dissolvidos e, então, adicionar sais em quantidades adequadas de modo a que ela passe a se enquadrar em algum critério de minerabilidade (por isso o nome “adicionada de sais”). Esse procedimento nada tem a ver com o controle ou ajuste do pH mas, sim, com a produção de um produto que nada mais é que água “purificada” e que recebe a adição de alguns sais para que seja considerada “mineralizada artificialmente”. A ANVISA controla com rigor a produção desses produtos da mesma forma como controla a produção de todos os alimentos e bebidas produzidas no Brasil, sendo esta uma de suas funções estatutárias. Não existe nenhuma preocupação particularizada com o pH, nem haveria nenhuma razão para isso.
      Em geral, a preocupação com o pH da água que consumimos é parte dos manuais de produtos e equipamentos que prometem aos consumidores uma ação sobre a alcalinização da água de modo a transformá-la em agente terapêutico ou benéfico a nossa saúde. Essa ação do pH alcalino da água que consumimos sobre o pH do nosso sangue não tem nenhum evidência científica e continua constando, apenas, dos referidos manuais e de “pesquisadores” que, com frequência, comercializam tais equipamentos. Nossa preocupação não é comercial e, sim, alertar as pessoas para que se informem corretamente sobre o que é ciência e o que é comércio visto que, se mal informadas, poderão aderir a “terapias” sem nenhum fundamento, negligenciando ou retardando tratamentos consagrados em prejuízo da própria saúde.

      Caso continue sem entender os conteúdos de nossas publicações, não hesite em contatar-nos e obrigado por sua participação.

    FERNANDO | 24 de julho de 2015 | Reply

    FICO ESTARRECIDO, COMO TÉCNICOS COMO VCS, PODEM DIZER QUE O PH DA AGUA NÃO TEM IMPORTÂNCIA!!! É COMO VCS DIZEREM QUE O SABONETE COMUM DE PH ÁCIDO OU BASE NÃO TER INFLUENCIA NA PELE DO SER HUMANO, É ÓBVIO QUE MAIS ÁCIDO , MAIS BASE, MAIS SÓDIO E SUBSTANCIAS ENCONTRADA NA AGUA INTERFEREM, LÓGICO AO LONGO DA VIDA, INGESTÃO DE AGUA CLORADA E OUTRAS SUBSTANCIAS QUÍMICAS REAGEM COM NOSSAS CÉLULAS E CORPO, BASTA FAZER UM CURSO BÁSICO DE TÉCNICO EM QUÍMICA, BIOQUÍMICA E VAMOS VER A DIFERENÇA DE CADA ALIMENTO CONSUMIDO, TUDO É REAÇÃO QUÍMICA! E É ÓBVIO QUE AGUA MINERAL DEPENDENDO DOS MINÉRIOS TEM UMA IMPORTÂNCIA BEM SUPERIOR AO ORGANISMO VIVO QUE AGUA SEM MINERAIS , LÓGICO QUE ACIDEZ DO ESTÔMAGO NÃO VAI SER CURADA POR AGUA SENDO ÁCIDA OU BASE,ATÉ PQ A MAIORIA DO ÁCIDO GÁSTRICOS É CAUSADOS POR REFRIGERANTES EM GERAL E ALIMENTOS DE CONSERVA!!!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 24 de julho de 2015 | Reply

      Boa tarde Fernando Marte FERNANDOMARTE@HOTMAIL.COM

      Embora você se sinta “estarrecido”, seus comentários não fazem o menor sentido e não têm a mínima base científica para que sejam sequer considerados como dúvidas a serem respondidas. Tudo o que você assume como “óbvio” não tem nada de óbvio e faz parte de crenças populares sem nehum embasamento científico, nem mesmo para um curso técnico em química, por mais rudimentar que fosse. Nada mais absurdo que sua última observação, assumindo que “A MAIORIA DO ÁCIDO GÁSTRICOS É CAUSADOS POR REFRIGERANTES EM GERAL E ALIMENTOS DE CONSERVA!!!” Além de escrito em péssimo português, o conteúdo da mensagem não tem absolutamente nenhum fundamento, chegando, este sim, a ser realmente estarrecedor. Como nosso objetivo com este canal é esclarecer as pessoas, manteremos seus comentários grosseiros e infundados com nossas respostas ao invés de apagá-lo. Finalmente, pelo seu tipo de abordagem, imaginamos que não tenha entendido quase nada de nossa publicação a respeito do pH da água consumida e sua influência (inexistente) sobre o pH do sangue humano.
      Obrigado por sua participação, mas procure se informar melhor antes de emitir opiniões tão inapropriadas.

    vinicius rocha nogueira | 29 de julho de 2015 | Reply

    Prezado, Rogério Felisoni, saudações!
    O primeiro relato de Élida e sua filha já é suficiente para quebrar todos os seus argumentos, haja visto, que uma água que passa pelos filtros de barro (melhor filtragem do mundo segundo os cientistas dos EUA), ESTES FILTROS DE BARRO com velas de caulim tornam o PH da água superior AO QUE CHEGA DOS CANOS DA RUA (ÁGUA TRATADA) além de retirar dela um bom tanto do cloro e outros venenos que as empresas como a que você representa colocam nela com o argumento que é para segurança e saúde.
    Tenho em minha casa aparelhos importados, e implemento testes diários na água do Codau (nossa empresa aqui de Uberaba/MG) e busco água de poço artesiano em fazendas e magnetizo elas todas, e todos os dados são alterados e são catalogadas. Compre você um ímã e se tem tanto conhecimento , autoridade deve ter aparelhos que façam os testes que faço em casa, faça os você também, antes de sair dizendo o que disse sem a devida experiência do novo.
    Sou filósofo formado pela UCB -DF, sou Tecnólgo em Informática pelo IFTM, Técnico em Nutrição pelo IFTM, e muitos outros curso Técnicos TENHO, e seus argumentos são no mínimo fascistas, pois, você termina dizendo em seu texto que tenhamos cuidado com a ”contrainformação”, ou seja, com outros textos que possam ir contra o que você está dizendo, como se só você no mundo e aqueles nos quais acredita estivessem com a Verdade ou uma Verdade inquestionável.
    O que você pode já estar velho, e está!
    A ciência da água evoluiu e se sabe hoje de um quarto estado da água, ou estado gel ou hexagonal, ou EZ water state, estude o Gerald Pollack, já que você pelo que li de seu currículo deve saber o Inglês. No Youtube, tem duas palestras desse eminente cientista, lembre-se Gerald Pollack e o estude e depois de muito estudar veja se vai continuar apegado a essas velhas estruturas que já sabe. Dê uma chance a você mesmo de ser mais feliz!
    Sair falando o que fala sem a devida experimentação do que está se criticando é contrariar o princípio básico do conhecer que é não critique o que não conhece (Sócrates).
    Att.,
    Vinícius Rocha Nogueira, Prof. de Filosofia.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 29 de julho de 2015 | Reply

      Boa tarde Vinicius Rocha Nogueira,

      Em geral, não costumamos dar muita atenção aos comentários estúpidos e agressivos que, na falta de argumentação que faça algum sentido, optam por atacar a mim ou a qualquer outro membro de nossa equipe. Acredito que seja igualmente dispensável comentar sua crendice rizível, pequena e sem fundamento sobre os filtros de barro que retiram “um tanto de cloro e outros venenos” da água. Nada mais velhaco e obsoleto que esses equipamentos, relativamente aos filtros de hoje. Sobre magnetizar a água, gostaria de conhecer seus resultados bem como seus métodos experimentais pois você está perdendo uma grande oportunidade de se candidatar ao Nobel de química, de física ou de todas as ciências de uma única vez. Publique seus feitos, não perca essa grande oportunidade para colaborar com essa novidade avassaladora e que pode vir diretamente de seu centro de pesquisas em Uberaba para toda a humanidade. Antecipadamente, agradecemos.

      A contra informação a que nos referimos não se baseia em crença de nenhum de nós aqui. Aliás, nossos textos não se baseiam em opiniões, muito menos em experiências pessoais pois isso iria totalmente contra o método científico que exige evidência e reprodutibilidade, termos esses obviamente fora de seu arcabouço técnico, dadas as observações infantis que não se envergonha em publicar. Ao contrário, nosso textos de baseiam em literatura científica publicada em mídia acreditada internacionalmente. Desculpe, mas o Youtube e a Wikipedia não são nossas fontes de consulta e sugiro melhorar as suas para não se ver enganado. Não nos baseamos em palpites daqui ou dali, muito menos em crenças populares e jamais em comentários de pseudo cientistas que comercializam produtos “capazes” de criar as bobagens que querem vender. Não sei em qual dos casos suas fantásticas experiências se encaixam. A propósito, sua empresa em Uberaba faz o que ? Não vá nos dizer que fabrica equipamentos desses que transformam a água em terapêuticas milagrosas, vai ?

      Finalmente, a questão do “fascismo” eu, pessoalmente, deixaria de lado, fazendo apenas uma recomendação médica que, para seu caso, pode se resumir em aumentar a dose do lexotan. Acredito que, adormecido por mais tempo, o volume de insanidades que você procura defender ficariam restritas a você mesmo, sem expô-lo publicamente a tamanho ridículo. Enquanto se mantiver acordado, não deixe de divulgar seus feitos extraordinários. Nem que seja em programas de humor.

      Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos. Contudo, reitero que apenas discutiremos no campo das idéias. Mensagens agressivas, sem nenhum conteúdo que possa ser útil a quem nos lê e com ataques pessoais serão encaminhadas ao SUS (setor de psiquiatria) e deletadas de nosso banco de dados, sem respostas.

      Obrigado por sua pífia participação.

    Fabio Guilherme Dias | 1 de agosto de 2015 | Reply

    Olá. Não tenho dúvidas a serem sanadas! Apenas me senti impelido a fazer aqui esse comentário-incentivo. É admirável a paciência de vocês em responder a todos os comentários. Em especial aos comentários mal-educados. Comentários na internet – seja aqui, seja numa publicação do Globo no facebook – quando analisados em conjunto, formam pequenos retratos da sociedade em que vivemos. Só gostaria de reforçar: o primeiro a acreditar em qualquer uma dessas falácias medicinais citadas nos comentários provavelmente é aquele que mais necessita de uma solução milagrosa para um possível problema de saúde. A esperança é a última que morre. Com esses, peço: paciência em dobro, mesmo que pequem na educação. Vamos, sim, comemorar a presença de todos aqui neste espaço, que os possibilita ter acesso à informação confiável. O importante é a conscientização geral. Podem confiar que o maior número de pessoas que lê aqui e não se manifesta com certeza aprendeu o que não sabia. (Eu mesmo recebi hoje um vídeo no celular sobre um médico explicando as alterações do pH do sangue por conta do consumo de refrigerantes) Admito que fiquei preocupado, mas ao ler aqui minha dúvida se foi.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 4 de agosto de 2015 | Reply

      Bom dia Fabio Guilherme Dias fguilhermedias@gmail.com

      Nosso interesse em criar esse espaço em nosso site é exatamente o de fomentar um debate que possa trazer às pessoas alguma informação que lhes possa ser útil em seu dia a dia. Note que não é um espaço comercial. Não vendemos e não compramos nada, com o foco exclusivo em informar, mantendo o grau de isenção necessário à informação em que se possa confiar. Por isso, também não opinamos. Apenas resumimos o que já existe como informação consagrada e publicada em mídia acreditada internacionalmente. Agradecemos sobremaneira sua observação e acrescentamos a ela um ponto fundamental. Até alguns anos atrás, uma maneira de se posicionar uma universidade em “rankings” internacionais era uma medida sobre o que se chamava “produção científica” dessa universidade. Por “produção científica” entendia-se o volume de trabalhos científicos, artigos, “papers” e pesquisas publicados pela equipe da referida universidade. Com o tempo percebeu-se que apenas o “volume” ou a “quantidade” desse material era insuficiente para se “rankiar” a universidade pois havia muito interesse escuso, muito plágio, muita pesquisa direcionada, enfim. Um filtro importante para “garantir” a qualidade desses trabalhos científicos passou a ser a qualidade dos periódicos em que fossem publicados. Aqui na COHESP levamos muito isso em conta. A título de exemplo e por mera brincadeira, um artigo científico publicado na NEJM (New England Journal of Medicine) tem mais credibilidade que um outro publicado na revista Contigo. Baseamo-nos nos primeiros (rsrs) e nossa fonte de consulta para temas médicos é a Bireme (www.bireme.br) . Mas existe um outro aspecto, ainda mais relevante, para se avaliar a qualidade da produção científica de uma universidade que é o impacto dessa produção científica sobre a sociedade em que está inserida, traduzido em forma de patentes, estilo de vida, padrões de comportamento, etc. Nesse nosso espaço procuramos um foco exatamente nesse aspecto, isto é, discutir, à luz de informações credenciadas por veículos acreditados, de que maneira as informações equivocadas poderão produzir comportamentos, estilo de vida, ou mesmo produtos igualmente “equivocados”, pelo fato de se basearem em informações sem fundamentação científica alguma e/ou com interesse meramente comercial. E de que maneira as pessoas, na “boa fé”, poderão se prejudicar com tudo isso.

      Procuramos rechaçar veementemente as publicações deseducadas para que esse espaço não se transforme num “bate-boca” improdutivo, perdendo o interesse social e técnico do debate. Alguns membros de nossa equipe sugeriram a eliminação sumária dos “posts” estúpidos mas, pessoalmente e como chefe da equipe, sou um dos que defendem a resposta a todos, sempre com base científica e isenta de interesse comercial, sem censuras prévias. A proposta é criarmos um espaço público do qual as pessoas se beneficiem e no qual as pessoas possam confiar. Estamos trabalhando para isso e contamos muito com a participação de argumentos como o seu.

      Obrigado por sua participação.

    Pamela Coelho | 4 de agosto de 2015 | Reply

    Bom dia.
    Minha pergunta não está diretamente relacionada ao pH da água – embora eu ache que esta discussão (melhor dizendo, debate) sobre o pH de tudo o que consumimos (ou seja, obviamente, entram nessa equação os alimentos, além da água) seja bastante oportuna.
    Antes de fazer a pergunta, entretanto, gostaria de tecer um comentário. Li alguns textos aqui postados e vejo claramente a preocupação das pessoas em saber quem está falando a verdade. Concordo com o sr. quando afirma que há “[…] uma avalanche de informações desconexas e sem nenhum fundamento técnico” que tem sido divulgada por meio de redes sociais e internet, “sugerindo valores supostamente “ideais” para o pH da água destinada ao consumo humano”. Realmente, assistimos não só a uma “avalanche de informações desconexas” com relação ao pH da água, mas com relação a qualquer assunto importante. Por exemplo, ora somos advertidos sobre os malefícios do café, do ovo, da carne vermelha; ora nos afirmam categoricamente que tais alimentos são “fantasticamente” saudáveis. Acho que já me fiz entender. Ou seja, a “verdadeira verdade” parece estar escondida em algum canto inatingível ou em algum patamar inalcançável…
    Diante disso, só posso lamentar, pois chegamos ao século XXI cercados de tecnologia e conhecimento científico, por um lado, e, por outro, encharcados de individualismo, mau caratismo, egoísmo e ganâncias escancarados. É, realmente, lamentável. Eu digo com todas as letras que já não acredito em quase ninguém, infelizmente. Mas, vamos lá.
    O sr. apontou, quase ao final de seu texto, o que deve ser feito para manter a saúde física (com relação ao consumo de água). Suas palavras: “Hidrate-se bem, aproximadamente 2 litros de água limpa e adequada ao consumo humano por dia. Essa é a água boa, ideal. Seu pH é irrelevante”. Pois bem, eu pergunto ao senhor: que água seria essa? Seria a água mineral vendida nos supermercados? Ou seria a água que jorra de nossas torneiras, a qual devemos ferver? No primeiro caso, o que fazer para não ser infectada(o) por protozoários como a Giárdia Lamblia? Pergunto porque, consultando diversos médicos, presencialmente e também via sites confiáveis de medicina, soube que o ideal é ter em casa um filtro de carvão vegetal. Pois bem, eu gostaria de saber da equipe de médicos especialistas e de biólogos da COHESP qual é a melhor conduta para se ter uma água limpa e ideal para consumo, em todos os sentidos e livre de protozoários, uma vez que, ao ingerir água mineral, podemos nos contaminar – e acabamos nos contaminando, como já aconteceu comigo e alguns familiares. Por outro lado, já fervi água retirada da torneira, mas também não me senti 100% segura ao proceder desta maneira.
    Desde já, agradeço pela atenção e espero que a resposta seja cortês, pois percebi que, infelizmente, o tom aqui deste blog anda “contaminado” por um certo orgulho e presunção – o que, como se sabe, não leva a lugar algum. Afinal, moramos na mesma casa, esse planeta Terra, que, mesmo tão combalido, nos abriga e fornece o que é essencial à manutenção de nossas vidas. Atenciosamente, Pamela A. Coelho.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 4 de agosto de 2015 | Reply

      Boa tarde Pamela Coelho pamela.coelho777@gmail.com

      Primeiramente, agredeço em nome de toda nossa equipe sua disposição em externar suas preocupações, além de suas dúvidas. Publicações honestas isentas como a sua enriquecem muito esse nosso debate e vão ao encontro exatamente do que estamos nos propondo a fazer com este espaço em nosso site. Para não esquecermos de nada, vamos por partes :

      1) a “verdadeira verdade” parece estar escondida em algum canto inatingível ou em algum patamar inalcançável… (textual, de sua publicação)

      Não concordamos com essa visão sobre a ciência. Ocorre que, com o advento da internet e avanço da tecnologia, publicações em tempo real, baratas, com produções cinematográficas e, muitas vezes anônimas, passou a ser uma atividade muito simples, rápida e … “convincente”. Qualquer pessoa publica o que quiser, com meia dúzia de “cliques”, defende o que lhe interessar e acaba, realmente, convencendo muita gente pois a “produção” da informação não se baseia mais no conhecimento científico e nem na experiência com reprodutibilidade. Baseia-se na praticidade de “postar” e “impulsionar” a mensagem, seja qual for o interesse. Essa prática tem sido extremamente comum em falsas informações relativamente à saúde humana e acabou se transformando numa espécie de “comodity”. Obviamente todos somos “consumidores em potencial” de produtos ou serviços que pudessem nos rejuvenescer, nos melhorar a saúde, curar doenças graves, nos emagrecer, etc. Basta ver a quantidade de produtos e serviços que prometem o impossível mas que se vendem cada vez mais. Um “excelente” mecanismo de venda para produtos milagrosos é atribuir-lhes alguma fundamentação científica, ainda que falsa. Mais ainda se essa “fundamentação científica” for atribuída a algum “pesquisador” de nome estrangeiro rsrs. Recentemente as televisões desbancaram os produtos “detox”, não sei se você chegou a ver. Trata-se de uma mentira atroz, são produtos inócuos à saúde humana, não desintoxicam coisa alguma e, por vezes, trazem até problemas de desnutrição e, pasme, intoxicação ! Nosso interesse em abordar esse tema nesse espaço é demonstrar que, em momento algum, houve qualquer dúvida, por parte da comunidade científica, de que esses produtos são apenas uma jogada de marketing, assim como o próprio nome “detox”. Tudo falso. Mas a ciência não tinha dúvidas disso. Os consumidores é que tinham. Isto posto, queremos marcar que existem veículos sérios e comprometidos com a verdade científica onde só se publicam trabalhos científicos aprovados pela comunidade científica internacional. Quais são eles ? Diversos : Nature, Sciense, NEJM, Bireme e muitos outros. Quais não são ? Diversos e, em geral : sites que vendem produtos milagrosos para cura e rejuvenescimento e “pesquisadores” que recomendam e vendem o produto que estão “pesquisando”. Como se proteger desse fogo cruzado ? Concordo que não seja uma tarefa elementar mas acreditamos que a informação isenta seja o melhor caminho. Por essa razão criamos esse espaço;

      2) Pois bem, eu pergunto ao senhor: que água seria essa?

      A água apropriada ao consumo humano tem seus padrões de potabilidade estabelecidos na Portaria 2914 do Ministério da Saúde que é, na verdade, uma republicação de inúmeras normas internacionais. Obviamente, a água que contiver protozoários ou qualquer outra contaminação de origem orgânica ou inorgânica está imprópria para o consumo humano e isso pode ocorrer tanto com a água da rede pública (infiltração na rede subterrânea) como em águas minerais (falsificação do produto ou falha no sistema de higienização dos garrafões) e, ainda, má condições de armazenamento (reservatórios descobertos e/ou com infiltrações). Muito improvável que um filtro doméstico consiga resolver um problema da magnitude de uma contaminação por protozoários. Recomendo que leia uma outra publicação em nosso site sobre Filtros. Finalmente, a fervura da água é um procedimento que resolve a questão microbiológica, mas um pouco complicado para o dia a dia. Recomendamos que você se certifique de que seus reservatórios estejam em boas condições de uso e que, diariamente, a água que esteja recebendo esteja devidamente clorada em seu hidrômetro. Caso deseje uma averiguação ainda mais detalhada, recomendamos que faça uma análise da mesma. Reitero, entretanto, que casos de contaminação por protozoários em água da Sabesp não estão relatados e que a cloração é uma prática internacionalmente aceita para desinfecção de água para consumo humano.

      Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos.

      Muitíssimo obrigado por sua participação.

    Paulo Santiago Cabral | 4 de agosto de 2015 | Reply

    Acho que há um equivoco. Nas palestras que vi no Youtube o Lair Ribeiro não disse que o PH da água influencia no ph do sangue, o que ele disse foi que, ingerindo uma água ácida, o organismo “trabalha” mais para torna-la com o ph igual ao do sangue e que este “trabalho” levaria a uma sobrecarga adicional, e que esta sobrecarga traria inúmeros outros problemas ao organismo.
    Confio evidentemente numa autoridade especialista como Fabio Guilherme e sua equipe que baseia-se na literatura consagrada pela medicina mundial, como disse. Entretanto, pode esta havendo uma mudança de paradigma na questão da água para consumo humano e que esta mudança esta sendo veiculada pioneiramente pelo Lair Ribeiro e outros. Talvez no futuro a literatura cientifica reconheça ou não. Não se sabe.
    No meu caso, estou seguindo as orientações de Lair Ribeiro a pouco tempo e notei que minha urina ficou mais clara. a frequência cardíaca diminuiu e estou mais calmo. Estes são fatos.
    Esta discussão é ótima, só contribui.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 4 de agosto de 2015 | Reply

      Boa tarde Paulo Santiago Cabral paulocabral53@gmail.com

      Por princípio, optamos por não discutir neste espaço as abordagens atribuídas, nominalmente, a este ou aquele profissional, especialmente se em algum dos casos houver conflito de interesse relacionando tais abordagens ao comércio de equipamentos ou serviços para tratamento de água com fins terapêuticos. A questão que você levanta é bem conhecida da bioquímica e da fisiologia humana. Não se trata de um tema em estudo, que ainda careça de esclarecimentos que poderão vir a qualquer momento. Publicamos tais informações em outras de nossas respostas aos participantes, mas vale a pena republicar. O pH do sangue humano, que é mantido através de tamponamento refinado na faixa entre 7.35 a 7.45, não sofre influência da água que ingerimos em condições fisiológicas. Outra informação relevante é que a manutenção do pH através do tampão bicarbonato não ocorre com consumo de energia metabólica na forma de ATP. Portanto, a ideia de que haveria uma “sobrecarga” sobre o organismo para a manutenção dessa fisiologia é ilusória. Sobrecarga de que ? Apenas para ilustrar esse equívoco, seria de se esperar que ao tomarmos um copo de suco de laranja (pH 2.5) estaríamos “sobrecarregando” nosso organismo ? Concordamos plenamente com você em relação ao fato de que a ciência convive permanentemente com verdades transitórias. Entretanto, no mundo contemporâneo conectado pela internet, não existe um único tema de relevância humana global cujas informações sejam conhecidas de uma única pessoa, sem que sejam publicadas em mídia séria e acreditada internacionalmente. Em geral, informações mirabolantes, fantasiosas e sem fundamentação científica comprovada fazem parte costumeira de manuais de produtos comercializados por seus defensores. Lembre-se de que o Método Científico exige que as experiências, para que possam ser assumidas como base de explicação do fato, devem ter reprodutibilidade por outros experimentadores, o que inviabiliza a tese de que alguém sozinho pudesse deter um conhecimento de tamanha relevância e impacto mundial.

      Ficamos felizes que sua saúde tenha melhorado e esperamos que sinta-se cada vez melhor.

      Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos.

      Obrigado por sua participação.

    Sergio | 4 de agosto de 2015 | Reply

    Pelo que entendi dessa matéria tanto faz eu beber água da torneira (sabesp) ou uma água mineral qualquer.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 4 de agosto de 2015 | Reply

      Boa tarde Sergio sergiomartinez@ig.com.br

      Acredito que você não tenha se atentado ao conteúdo real de nossa publicação. Nossa publicação faz referência, basicamente, ao efeito do pH da água ingerida sobre o pH do sangue de quem a ingeriu. Essa influência é nenhuma. Com relação a “beber água da Sabesp ou uma água mineral qualquer” não tecemos nenhum comentário. Você pode ingerir, sim, qualquer uma delas, desde que atendam aos padrões de potabilidade estabelecidos na Portaria 2914 do Ministério da Saúde.
      Para maiores esclarecimentos, não hesite em contatar-nos.

      Obrigado por sua participação

    Luan | 5 de agosto de 2015 | Reply

    Com todo respeito, mas achei seu material tedencioso, você o expõe de maneira definitiva. Nao tenho conhecimento técnico para discuti-lo, mas em nehum momento foi dito que á agua alcalina iria mudar o PH do sangue, simplesmente vai compensar e realizar a manuntencâo do mesmo com os alimentos ácidos que ingerimos, refrigerantes e etc. Faço uso da água alcalina e logo nos primeiros dias meu refluxo melhorou consideravelmente, azia, dermatite, urina mais clara, pele e etc.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de agosto de 2015 | Reply

      Boa tarde luam_gdl@hotmail.com

      Agradecemos por seu comentário, especialmente pelo fato de que ele enfoca exatamente os pontos sobre os quais as informações queremos desmistificar. O fato de parecer-lhe uma “exposição definitiva e, portanto, tendenciosa” resulta de que não estamos emitindo “opiniões” sobre nenhum dos assuntos. Apenas estamos expondo dados consagrados em toda a literatura científica e fartamente publicados em qualquer livro sério de fisiologia humana. O fato de alguém ingerir alimentos com pH ácido não altera o pH do ambiente estomacal que já é extremamente ácido. A questão é que o pH do estômago deve mesmo ser ácido e essa é uma questão fisiológica. No imaginário das pessoas, o termo “ácido” está relacionado a algo que deve ser “neutralizado”, o que não é verdade. Contudo, para que possa ser um ambiente ácido, o estômago tem formas de proteger suas paredes contra essa acidez (necessária e fisiológica). Algumas doenças, por exemplo a infecção por H. pillori, pode destruir essa proteção e resultar em gastrite que pode evoluir para úlcera. A obesidade, o hábito de jantar e deitar-se, dentre outras questões associadas a um mau estilo de vida podem produzir sintomas de hiperacidez, azia e “queimação”. A ingestão de água alcalina, ou mesmo de um antiácido qualquer, não trata a causa dessas doenças mas, sim, mascara seus sintomas o que pode ser extremamente danoso ao paciente. Portanto, “compensar” o pH do estômago para torná-lo “neutro” é uma crença popular equivocada e que vai contra a fisiologia humana. A literatura médica não considera a ingestão de água alcalina (pH > 7.0) como conduta terapêutica para quem sofre de DRGE (doença do refluxo gastro-esofágico), embora aqui não seja o foro adequado para essa discussão. O que se consegue é mascarar sintomas, postergando um tratamento mais adequado para o qual procuramos despertar as pessoas desde que sob acompanhamento médico. Os alimentos “ácidos” que ingerimos não têm influência sobre o pH do estômago que já é ácido e com pH próximo de 2.5, devendo mesmo manter-se assim em condições fisiológicas. Fora das condições fisiológicas e, portanto, em condições patológicas, recomendamos a avaliação médica para que não se retarde a iniciação de tratamentos eficazes e comprovadamente adequados. Finalmente, desconhecemos os mecanismos pelos quais a água alcalina pudesse produzir uma urina “mais clara” ou tratar dermatite, visto que o pH da água não é uma variável considerada pela literatura médica com fins terapêuticos para esses casos. De toda forma, se você se sente bem assim, não temos absolutamente nenhuma oposição. Apenas nos preocupa o fato de que tratamentos objetivos e eficazes possam estar sendo adiados, com consequências danosas, em virtude do mascaramento de sintomas.
      Obrigado por sua participação.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de agosto de 2015 | Reply

      Boa tarde luam_gdl@hotmail.com

      Agradecemos por seu comentário, especialmente pelo fato de que ele enfoca exatamente os pontos sobre os quais as informações queremos desmistificar. O fato de parecer-lhe uma “exposição definitiva e, portanto, tendenciosa” resulta de que não estamos emitindo “opiniões” sobre nenhum dos assuntos. Apenas estamos expondo dados consagrados em toda a literatura científica e fartamente publicados em qualquer livro sério de fisiologia humana. O fato de alguém ingerir alimentos com pH ácido não altera o pH do ambiente estomacal que já é extremamente ácido. A questão é que o pH do estômago deve mesmo ser ácido e essa é uma questão fisiológica. No imaginário das pessoas, o termo “ácido” está relacionado a algo que deve ser “neutralizado”, o que não é verdade. Contudo, para que possa ser um ambiente ácido, o estômago tem formas de proteger suas paredes contra essa acidez (necessária e fisiológica). Algumas doenças, por exemplo a infecção por H. pillori, pode destruir essa proteção e resultar em gastrite que pode evoluir para úlcera. A obesidade, o hábito de jantar e deitar-se, dentre outras questões associadas a um mau estilo de vida podem produzir sintomas de hiperacidez, azia e “queimação”. A ingestão de água alcalina, ou mesmo de um antiácido qualquer, não trata a causa dessas doenças mas, sim, mascara seus sintomas o que pode ser extremamente danoso ao paciente. Portanto, “compensar” o pH do estômago para torná-lo “neutro” é uma crença popular equivocada e que vai contra a fisiologia humana. A literatura médica não considera a ingestão de água alcalina (pH > 7.0) como conduta terapêutica para quem sofre de DRGE (doença do refluxo gastro-esofágico), embora aqui não seja o foro adequado para essa discussão. O que se consegue é mascarar sintomas, postergando um tratamento mais adequado para o qual procuramos despertar as pessoas desde que sob acompanhamento médico. Os alimentos “ácidos” que ingerimos não têm influência sobre o pH do estômago que já é ácido e com pH próximo de 2.5, devendo mesmo manter-se assim em condições fisiológicas. Fora das condições fisiológicas e, portanto, em condições patológicas, recomendamos a avaliação médica para que não se retarde a iniciação de tratamentos eficazes e comprovadamente adequados. Finalmente, desconhecemos os mecanismos pelos quais a água alcalina pudesse produzir uma urina “mais clara” ou tratar dermatite, visto que o pH da água não é uma variável considerada pela literatura médica com fins terapêuticos para esses casos. De toda forma, se você se sente bem assim, não temos absolutamente nenhuma oposição. Apenas nos preocupa o fato de que tratamentos objetivos e eficazes possam estar sendo adiados, com consequências danosas, em virtude do mascaramento de sintomas.

    Paulo Santiago Cabral | 6 de agosto de 2015 | Reply

    Rogério, revendo textos anteriores, verifiquei que realmente o Sr. já havia discorrido sobre o tema que levantei, ainda assim, não houve relutância em me responder.
    É surpreendente constatar que pessoas de aparente reputação prestem-se a divulgar informações cientificamente questionáveis, apenas por interesse comercial.
    Se tivesse água nos reservatórios na proporção da boa vontade e paciência….de Rogério Felisoni….

    Agradeço.,

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de agosto de 2015 | Reply

      Boa tarde Paulo Santiago Cabral

      Comentários como o seu estimulam sobremaneira toda nossa equipe no esforço de divulgar informação correta e isenta. Sem estabelecer comparações nem generalizações, mas em países como Alemanha, Japão, França, dentre tantos outros, o comércio de qualquer produto ou serviço que se proponha a substituir terapêuticas consagradas mundialmente por “artifícios” sem comprovação científica é considerado crime contra a saúde pública por valerem-se da fragilidade e vulnerabilidade próprias de seres humanos quando acometidos por quaisquer doenças, por mais simples que possam parecer. É de se esperar que muita gente aceite substituir qualquer tratamento mais complexo pela simples ingestão diária de água.
      Obrigado por sua participação.

    Fernanda | 10 de agosto de 2015 | Reply

    Olá muito obrigada por seus esclarecimentos! A minha pergunta é sobre a água ozonizada, alem do efeito bactericida e fungicida eu tenho algum outro benefício? Devo ozonizar a água de torneira ou ainda é melhor Ozonizar a água mineral?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de agosto de 2015 | Reply

      Boa tarde, Fernanda fernanda@rgolden.com.br

      Embora o ozônio tenha comprovada ação oxidante sobre a matéria orgânica, sua eficiência a partir dos equipamentos domésticos é bastante questionável em razão de sua instabilidade na água (o ozônio rapidamente se degrada) e tempo de detenção na mesma para sua ação desinfetante. Se a água da torneira estiver devidamente clorada, sugerimos manter esse como seu principal meio de desinfecção (cloro residual livre). Não recomendamos ozonização da água mineral (garrafões) por não termos dados confiáveis na literatura que atestassem resultados positivos para essa prática.

      Obrigado por sua participação

    Écio Ferreira | 12 de agosto de 2015 | Reply

    1º A maior prova de que o Ph tem alguma influencia sobre nossa qualidade de vida é que existe uma determinação do Ministério da Saúde.
    2º Pelo aqui na minha região após testes o Ph da água do filtro de barro está neutro, melhor que qualquer água “mineral”.
    3º É fato que o nada que possamos fazer irá alterar o Ph do sangue.
    4º Também tenho minhas dúvidas sobre purificadores de água, em casa não utilizamos nenhum desses equipamentos.
    5º Acredito em todos os relatos aqui sobre a melhora da qualidade de vida após consumir água de filtro de barro (Ph 7,0).
    6º Na casa de meu pai todos consomem água com Ph elevado acima de 9,0 e não temos nada do que nos queixar, muito pelo contrário é visivel a qualidade de vida.
    7º Outra coisa, não esperem da medicina convencional nenhum tipo de apoio em relação ao que discutimos aqui porque a preocupação deles é vender medicamentos.
    8º Por deixo com vocês as palavras do reumatologista e homeopata inglês Dr. Peter Fisher, Médico da rainha Elizabeth 2ª há mais de dez anos e diretor clínico e de pesquisa do hospital Royal London Homeopathic, Fisher acredita que a resposta sobre o funcionamento da homeopatia esteja na água, substância na qual todos os ativos homeopáticos são diluídos. “Há pouco conhecimento sobre as inúmeras propriedades da água, ela pode ser a chave da questão”.
    9º Nem todos, apenas os melhores Médicos Homeopatas pensam como ele!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 12 de agosto de 2015 | Reply

      Bom dia Écio Ferreira eciosf@gmail.com

      Nossa equipe se propôs, nesse espaço, a atender dúvidas de nossos leitores. Contudo e como temos recebido inúmeras postagens, temos procurado comentar todas, especialmente quando consideramos haver equívocos nas interpretações das informações que publicamos. Nesse sentido, vamos tentar comentar seu texto, item por item com o objetivo de melhor informar a nossos leitores :

      1) “A maior prova de que o Ph tem alguma influencia sobre nossa qualidade de vida é que existe uma determinação do Ministério da Saúde”

      Essa sua interpretação sobre a determinação do Ministério da Saúde é equivocada. A recomendação de manutenção do pH da água da rede entre 6.0 e 9.5 nada tem a ver com saúde pública e, sim, com os protocolos de tratamento da água nas ETA´s (Estações de Tratamento de Água) e de distribuição pela tubulação subterrânea. Valores de pH inferiores a 6.0 poderiam acelerar o processo de oxidação dos canos (dissolução do ferro), assim como valores de pH elevados, aumentariam as incrustações. Esse é um padrão aceito mundialmente, com base em tratamento e distribuição – não em saúde pública. Lembrando, águas engarrafadas, minerais ou não e, em especial as gaseificadas, são comercializadas normalmente e têm, em geral, valores de pH inferiores a 5.0 ;

      2) Pelo aqui na minha região após testes o Ph da água do filtro de barro está neutro, melhor que qualquer água “mineral”.

      Seu texto é relativamente confuso mas entendemos que sua opção pelo filtro de barro baseia-se no fato de que a água armazenada por esse equipamento tem pH neutro e que essa condição é “melhor que qualquer água mineral”. Cabe-nos apenas ressaltar que, em geral, o elemento filtrante dos filtros de barro tendem a alcalinizar a água neles armazenada em razão de sua composição. Do ponto de vista de sua capacidade filtrante, sugerimos ler nossa publicação sobre filtros e que pode trazer informação atual para os dias de hoje. O filtro de barro é um equipamento obsoleto, desusado em todo o mundo moderno. Recomendamos analisar não o pH mas, sim, a concentração de bactérias da água armazenada nesse filtro, em suas paredes umedecidas e em sua torneira, por onde a água é dispensada. Caso deseje, podemos realizar essa análise microbiológica para você e, muito possivelmente, sua idéia sobre os filtros de barro poderá se modificar;

      3) “É fato que o nada que possamos fazer irá alterar o Ph do sangue.”

      Não entendemos o que quis dizer com essa frase. De toda forma, reiteramos a informação de que o pH do sangue humano é mantido na faixa de 7.35 a 7.45 através de mecanismos refinados de tamponamento e isso diz respeito à fisiologia humana. Tal informação é amplamente consagrada em qualquer livro de fisiologia humana sério e acreditado;

      4) “Também tenho minhas dúvidas sobre purificadores de água, em casa não utilizamos nenhum desses equipamentos.”

      Não há por que ter dúvidas sobre nenhum dos equipamentos destinados a filtração de água. O que ocorre é que, muitas vezes, os fabricantes vendem equipamentos para realizarem processos que os mesmos não são capazes de realizar, baseando-se na boa e/ou na desinformação das pessoas e é isso que gera dúvidas. Como não comercializamos nenhum equipamento, nossa informação é isenta de interesses comerciais. Nesse sentido, recomendamos novamente que leia nosso texto sobre filtros, acessando o link abaixo :

      http://cohesp.com.br/filtro-de-agua-como-escolher-esse-equipamento-na-maioria-das-vezes-desnecessario/

      5) “Acredito em todos os relatos aqui sobre a melhora da qualidade de vida após consumir água de filtro de barro (Ph 7,0).”

      Também acreditamos e sentimo-nos muito felizes sempre que as pessoas melhoram suas qualidades de vida. É para isso que trabalhamos. Nossa preocupação baseia-se no fato de que algumas pessoas podem estar atrasando tratamentos para suas doenças enquanto valem-se de soluções milagrosas, sem comprovação científica e que mascaram sintomas ao invés de tratar suas causas. Esse tempo perdido pode custar caro à saude;

      6) “Na casa de meu pai todos consomem água com Ph elevado acima de 9,0 e não temos nada do que nos queixar, muito pelo contrário é visivel a qualidade de vida.”

      Certamente existem inúmeras casas em que as pessoas consomem água com pH 9.0 e vivem bem. Certamente existem muitas outras em que as pessoas consomem água com pH 6.0, 7.0 ou outro valor qualquer e vivem tão bem, melhor ou pior. Nossa abordagem é que o valor do pH da água que ingerimos não tem influência sobre o pH do sangue humano e, nos volumes que ingerimos, também não tem influência significativa sobre o pH do ambiente estomacal que deve ser ácido, de acordo com a fisiologia humana. Existe uma crença no imaginário das pessoas que o ambiente “ácido” do estômago deva ser “neutralizado”. Talvez essa crença exista em razão de que o termo “ácido” esteja associado a “situações ruins” e o termo “neutro” esteja associado a “situações boas”. Essa idéia é metafórica e não se aplica à fisiologia humana. O ambiente estomacal é necessariamente ácido (em condições fisiológicas) para que as enzimas que participam da digestão de proteínas possam ser ativadas;

      7) “Outra coisa, não esperem da medicina convencional nenhum tipo de apoio em relação ao que discutimos aqui porque a preocupação deles é vender medicamentos.”

      Não temos, nesse espaço, nenhum, interesse em defender médicos, engenheiros ou qualquer outra profissão. Contudo, discordamos frontalmente dessa observação que julgamos injusta e preconceituosa. A medicina convencional é, sim, adjuvante na melhoria da qualidade de vida das pessoas, na longevidade, promoção e manutenção da saúde. Muito possivelmente você mesmo já se valeu de serviços médicos e/ou de medicamentos para manter ou recuperar sua saúde e, se não o fez, certamente um dia o fará. A idéia de que a medicina existe para vender medicamentos é falsa. Aliás, o que temos discutido aqui é exatamente o contrário, isto é, o fato de que algumas pessoas querem vender equipamentos para transformar a água em um agente terapêutico que ela não é. A medicina não ganha nada com isso. Quem perde são as pessoas que são enganadas e quem ganha são os fabricantes dos tais equipamentos “milagrosos”. Existe uma legião de pessoas mal intencionadas que comercializam produtos e serviços com falsos poderes de cura e melhoria da saúde dos outros e é muito comum que insistam nesse combate infantil e desinformado sobre a ciência médica e seus profissionais;

      8) ” Dr. Peter Fisher, Médico da rainha Elizabeth 2ª ”

      Peter Fischer é um médico homeopata, como inúmeros outros na Inglaterra, no Brasil e no resto do mundo em que a homeopatia é aceita como especialidade médica. O fato da Rainha Elizabeth II ter se consultado com ele (não conseguimos comprovar se essa informação é verdadeira ou falsa) não o faz melhor nem pior de que seus colegas médicos, nem lhe daria autoridade para profetizar o futuro. A pesquisa científica em todo o mundo é algo muito sério e não se baseia nas premonições de quem quer que seja. De toda forma, a homeopatia não está em discussão nesse espaço, tendo seu espectro de atuação e suas limitações. Do ponto de vista científico, a homeopatia não se baseia na água isoladamente, mas nos “ativos” homeopáticos ultra diluídos na mesma;

      9) “Nem todos, apenas os melhores Médicos Homeopatas pensam como ele!”

      Não entendemos a razão dessa sua observação mas parece-nos que, ao seu ver, quem não “pensa como ele” deve estar no grupo dos piores. É isso ? Nessa caso, dispensamo-nos de comentar até porque não temos uma pesquisa séria sobre os melhores nem sobre os piores, tampouco dos critérios que seriam aceitos para assim classificá-los. De toda forma, parece-nos que a opinião de quem quer que seja sobre a água não seja um critério relevante para essa “classificação”.

      Obrigado por sua participação.

    Jose Roberto Aragao | 12 de agosto de 2015 | Reply

    Prezado Rogério,
    Parabéns pelas informações, estão de uma forma clara e muito bem colocadas.
    Acredito que compreendi no texto e nas respostas que não há uma relação entre o PH da água e o PH do sangue, pelo menos não tem uma influência minimamente significativa. Ao ler fui procurar os mecanismos do corpo humano para manter estável o PH do sangue e de forma resumida entendi que existem três mecanismos principais, um feito pelo tampomamento do H+, outro que seria por compensação respiratório e por fim pela compensação renal.
    No caso da compensação renal existe a possibilidade de não ser suficiente se o organismo tiver uma quantidade de ácidos não voláteis em excesso, como por exemplo, a ingestão exagerada de ácido acetil salicílico. Nesse caso há um aumento da acides do sangue e em alguns casos extremos levar a uma acidose. Surgiu então a dúvida de como a água, que por natureza é neutra, se torna ácida ou básica. Dúvidas:
    Uma água ser ácida é um composto de água e algum elemento ácido?
    Se o for, quais os principais elementos que tornam a água ácida ou básica?
    Existe algum elemento que pode ser encontrado na água que bebemos que seria considerado um ácido não volátil e assim ter a necessidade de ser filtrado pelos rins e não simplesmente compesado pelo tamponamento?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 14 de agosto de 2015 | Reply

      Prezado Jose Roberto Aragao aragao@velip.com

      Excelentes suas dúvidas e acredito que são de muitos de nossos leitores também. Não queremos tornar esse espaço num foro de discussão muito pesada do ponto de vista químico mas, sempre que necessário, vamos dar o devido embasamento técnico e científico para que nossas publicações façam sentido. Vamos lá :

      1) “Uma água ser ácida é um composto de água e algum elemento ácido?”

      Levando em conta a água pura, ou seja, apenas moléculas de H2O em estado líquido, jamais podemos falar em “ácido” ou “base”. Ácido e Base são conceitos químicos bem definidos e, em suas definições, não usamos o conceito de pH (que é um outro conceito também definido). A confusão que ocorre é devida ao fato de que chamamos de “pH ácido” aquele abaixo de 7.0, neutro igual a 7.0 e básico superior a 7.0. Mas não é pelo valor do pH que definimos o que é um ácido ou o que é uma base. Nesse cenário, as pessoas tendem a chamar de “ácido” uma água que tenha pH menor que 7.0, mas isso é errado. Para discutir esse assunto, embora não vamos entrar em muitos detalhes aqui, você precisa entender o conceito de “equilíbrio químico”. Na água pura, como citamos acima, a cada instante, moléculas de H2O estão sendo “quebradas” em H+ e OH- . Essa reação ocorre nos dois sentidos, estabelecendo um “equilíbrio” e que é dependente da temperatura. O conceito de pH baseia-se em medir a concentração de H+ formado nesse equilíbrio o que pode resultar em um número menor que 7.0 (e, portanto, a água teria um carater ácido), um número maior que 7.0 (e, portanto a água teria um caráter básico) ou o próprio valor 7.0 (um carater neutro). Veja que não estamos falando em ácido, mas em caráter ácido. Assim, respondendo à sua pergunta, “uma água jamais será um ácido” e pode ter um valor de pH inferior a 7.0 e ter um “carater ácido”. Se você adicionar “algo” na água que, dissolvido na mesma, libere H+, esse “algo” é chamado de ácido e o pH dessa solução resultante deverá ser inferior a 7.0 (portanto, pH considerado ácido).

      2) “Se o for, quais os principais elementos que tornam a água ácida ou básica?”

      Essa pergunta, de certa forma, está respondida acima, embora o assunto seja mais denso. Assim, se você adicionar H+ à água, ela se torna uma solução mais ácida e seu pH diminui. Existem inúmeras formas de se adicionar H+ à água e uma delas é adicionar uma substância que conhecemos, na química, com o nome de “ácido”. Por isso, de maneira simplista, é comum dizermos que “ácido é aquela substância que, em solução aquosa libera H+”. Se você trouxer essa discussão para o cenário dos alimentos por exemplo, o suco de muitas frutas contêm ácidos que, em solução aquosa liberam H+ e reduzem o pH da água. O mesmo ocorre com alimentos chamados “básicos”. Nesse caso, em solução aquosa, liberam OH- o que “alcaliniza” (termo errado) a água, isto é, eleva o valor do pH;

      3) “Existe algum elemento que pode ser encontrado na água que bebemos que seria considerado um ácido não volátil e assim ter a necessidade de ser filtrado pelos rins e não simplesmente compesado pelo tamponamento? ”

      Essa talvez seja sua pergunta mais complexa e não creio que consiga esgotar o assunto aqui, mas recomendaria a leitura do livro clássico de Fisiologia Humana, do Guyton. Muito conhecido, qualquer estudante de medicina o tem debaixo do travesseiro rsrsrs. Existem vários sistemas de tamponamento do sangue humano e os que você citou são os mais recorrentes, isto é, aqueles dos quais o corpo humano lança mão na maior parte do tempo para manter nossa fisiologia. O tampão bicarbonato (HCO3-) é particularmente importante na manutenção do pH do sangue entre 7.35 e 7.45 se considerarmos as reações de manutenção da vida (em condições fisiológicas). É importante ressaltar que a ideia de que os rins humanos funcionam como “filtros” que retêm “substâncias ácidas” (ou básicas) indesejáveis ao organismo é equivocada. Para alterar o pH do sangue, os rins removem (ou não) H+. Não fazem uma “filtração de um ácido”. Qualquer que seja a substância que tenhamos ingerido (ácido ou básica), primeiramente ela deverá ser metabolizada e é o fígado que tem papel importante nesse processo. Daí, caso o metabolismo dessa substância resulte numa excessiva concentração de H+ no sangue (e consequentemente redução do pH), para que o organismo não entre em “acidose”, os rins poderão atuar na remoção desse H+, dispensando-o pela urina. Note que esse não é o H+ proveniente do equilíbrio químico da água (conforme descrito acima e que é tamponado pelo bicarbonato) mas, sim, o H+ proveniente de alguma substância que fora metabolizada previamente pelo organismo, resultando na produção de H+ (por exemplo, medicamentos).

      Agradeço pessoalmente em nome de nossa equipe por sua participação e interesse em nossas publicações.

    Gustavo Rebelles | 27 de agosto de 2015 | Reply

    Bom dia Rogério Felisoni,

    baseado em tudo que li, em resumo se eu obtiver um dieta balanceada dentro das minhas necessidades e acompanhamento médico, não fizer consumo demasiado de álcool, cigarro e etc, praticar atividade física, enfim, ter uma vida saudável dentro dos parâmetros normais, posso sem problema algum tomar uma água com o ph abaixo de 6 até mesmo por muitos sendo classificada até 5 como um ph levemente ácido?

    Sobre a qualidade da água mineral o ph pode ser alterado em fator da composição química?

    Uma água com altos níveis de sódio, bicarbonato, vanádio, cálcio e etc, poderiam trazer malefícios como calculo renal ou outras anomalias com seu consumo a longo prazo mesmo tendo seu ph elevado? (notei que a maioria das águas com alta concentração de sódio e bicarbonato tendem a ser básicas)

    Att Gustavo

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Gustavo Rebelles gustavo_gpr.contato@hotmail.com

      A resposta é “sim” para suas três perguntas. Se mantiver uma vida saudável cujos protocolos são conhecidos de todos, poderá tomar água com qualquer valor de pH sem nenhuma interferência em sua saúde. Mais ainda, se mantiver um estilo de vida não saudável, certamente o pH da água que você ingerir não será capaz de resolver as consequências danosas sobre sua saude. A recomendação de que o pH da água para consumo humano deva estar entre 6.0 a 9.5 tem muito mais relação com os processos de tratamento e transporte da água que sobre a saúde humana.

      Certamente a composição química da água tem relação com o valor de seu pH. Lembrando, a gaseificação da água tende a baixar o valor de seu pH em razão da formação do ácido carbônico (H2CO3) formado pela reação da água (H2O) com o gás carbônico (CO2) utilizado na gaseificação. Está é também a razão pela qual a maioria dos refrigerantes e bebidas gaseificadas têm pH´s inferiores a 5.0, sem que isso represente absolutamente nenhum risco à saúde humana. Os malefícios dos refrigerantes sobre a saúde humana não estão relacionados com o valor de seu pH mas, sim, com relação às altas concentrações de açúcar e sódio.

      A Portaria 2914 do Ministério da Saude estabelece Padrões de Potabilidade para água destinada ao consumo humano em todo o território nacional. Lá estão listados todos os elementos e substâncias normalmente encontrados na água e suas concentrações limites, a partir das quais deixam de ser “nutrientes” e passam a ser “contaminantes” danosos à saude das pessoas. Os parâmetros que você citou, apenas a título de exemplo, são necessários à saude humana mas, em excesso, podem representar grave risco e nada disso está relacionado ao pH. Uma água com grande concentração de sódio, por exemplo, pode ter o pH elevado ou baixo, sem que isso nada signifique sobre o eventual dano que o excesso de sódio possa trazer à saude de quem a ingere. Lembramos, entretanto, que ao contrário do que muitos dizem, as concentrações de nutrientes necessárias ao nosso organismo e que devemos ingerir diariamente são originárias preponderantemente de nossa alimentação e não da água que ingerimos. Alguém que ingerisse 3 litros de uma água mineral comercial qualquer que contenha alta concentração de sódio (por exemplo, 30 mg/L) deverá estar ingerindo menos de 100 mg de sódio através da água que consumiu. Durante esse mesmo dia, se consumir um pequeno pacote de batatinhas fritas, deverá ingerir cerca de 100 vezes essa quantidade, fora os demais alimentos que eventualmente consuma. As pessoas têm uma ideia totalmente equivocada em relação às “quantidades” dos solutos dissolvidos na água e que são irrisórias em relação à alimentação do dia a dia. Muito mais importante que o pH da água que se consome é garantir um volume mínimo de água potável todos os dias que garanta sua hidratação. A água tem, no nosso organismo, o papel de “hidratar” muito mais que “nutrir”. Isso é uma ficção. O papel nutricional está relacionado aos alimentos que consumimos, muito mais do que à água que bebemos.

      Obrigado por sua participação

    Cleyton Mateus | 29 de agosto de 2015 | Reply

    Caro Rogério Felisoni, boa noite.
    Adicionar cloreto de magnésio PA 10, bicarbonato de sódio e sal rosa do Himalaya, trás benefícios para saúde?

      Cleyton Mateus | 29 de agosto de 2015 | Reply

      Caro Rogério Felisoni, boa noite!
      Adicionar à água cloreto de magnésio PA 10, bicarbonato de sódio e sal rosa do Himalaya, trás benefícios para a saúde? Obrigado!

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 3 de setembro de 2015 | Reply

        Boa tarde Cleyton Mateus cleytonwateus@gmail.com

        Não recomendaríamos em hipótese alguma a adição desses sais na água para consumo humano. Os “benefícios” que esses produtos prometem não constam de nenhuma literatura consagrada e publicada em mídia acredita. Em geral, essas informações mirabolantes constam apenas dos manuais dos revendedores desses produtos e não têm nenhum fundamento científico. A adição de cloreto de magnésio e/ou bicarbonato de sódio à água terá como resultado a elevação do pH da mesma cujos efeitos já discutimos em nossa publicação sobre os efeitos do pH da água que se consome sobre a saúde humana (e que é nenhum). Sal de cozinha é sal de cosinha em qualquer parte do mundo (NaCl), importando praticamente nada se vem do Himalaia ou de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde se produz uma enorme quantidade de sal de cozinha exportada para o mundo todo. Não recomendamos a adição desses produtos à água que você e sua família consomem, visto que, muitas vezes, até mesmo a origem dos mesmos é duvidosa e, seus efeitos, certamente fantasiosos.

        Obrigado por sua participação

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Cleyton Mateus cleytonwateus@gmail.com

      Não recomendaríamos em hipótese alguma a adição desses sais na água para consumo humano. Os “benefícios” que esses produtos prometem não constam de nenhuma literatura consagrada e publicada em mídia acredita. Em geral, essas informações mirabolantes constam apenas dos manuais dos revendedores desses produtos e não têm nenhum fundamento científico. A adição de cloreto de magnésio e/ou bicarbonato de sódio à água terá como resultado a elevação do pH da mesma cujos efeitos já discutimos em nossa publicação sobre os efeitos do pH da água que se consome sobre a saúde humana (e que é nenhum). Sal de cozinha é sal de cosinha em qualquer parte do mundo (NaCl), importando praticamente nada se vem do Himalaia ou de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde se produz uma enorme quantidade de sal de cozinha exportada para o mundo todo. Não recomendamos a adição desses produtos à água que você e sua família consomem, visto que, muitas vezes, até mesmo a origem dos mesmos é duvidosa e, seus efeitos, certamente fantasiosos.

      Obrigado por sua participação

    edson sebastiao mateus | 30 de agosto de 2015 | Reply

    o dotor lair ribeira precisa ler este artigo!
    agora eu pergunto: por que a agua do aquario precisa ter o ph balanceado?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 1 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde, edson sebastiao mateus edsonazuis@gmail.com

      Desconhecemos o personagem a quem você se refere e não comentaríamos questões pessoais nesse espaço, pois não é nosso propósito. DE toda forma, espero que você tenha compreendido as informações que publicamos com relação à água para consumo humano. A questão do pH para os peixes é bastante relevante, mas somos animais totalmente diferentes. Começamos pela questão da temperatura, por exemplo. Os peixes são animais pecilotermas, isto é, a temperatura de seus corpos acompanham a temperatura da água em que vivem. Diferentemente de nós, seres humano, que somos homeotermas isto é, mantemos nossa temperatura corporal independentemente da temperatura do meio ambiente onde estamos. Estou comentando essa informação a título de exemplo para que você tenha a noção de que a água é vital para os seres vivos, mas através de mecanismos diferentes. No caso dos seres humanos, o pH da água é irrelevante desde que mantido nos limites considerados pelos padrões de potabilidade estabelecidos no mundo todo. NO caso dos peixes, se o pH se alterasse, eles migrariam do local em que estão, para outro com pH mais adequado. Mas dentro de um aquário não podem fazer essa migração, razão pela qual você deve manter sob controle, não apenas o pH da água, mas diversos outros parâmetros.

      Obrigado por sua participação

    joao | 2 de setembro de 2015 | Reply

    O senhor está demitido.

    O limão, cumpre papel importante na estabilização do pH dos líquidos corporais e no sistema de formação e manutenção ósseo. No suco do limão o ácido cítrico está presente numa concentração que varia de 5 a 7% dependendo da variedade, condições de cultivo e maturidade do fruto. Além disso, o suco costuma conter cerca de 1 % na forma do seu sal, o citrato de potássio. É o ácido cítrico, nesta elevada concentração, o principal responsável pelo sabor ácido do suco do limão. Mas isso não significa de forma alguma que ele seja um acidificante para o organismo humano. O fato é que ele não permanece nesta forma ácida após sua ingestão, mas transforma-se em sais alcalinos. Além de ser extremamente benéfico para a perda de peso, o suco de limão auxilia na estabilização do pH dos líquidos corporais e no sistema de formação e manutenção óssea.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de setembro de 2015 | Reply

      Prezado Sr João joao engenharianordeste@hotmail.com

      Seus comentários sobre o suco de limão são confusos e, embora tragam alguma informação pertinente relacionada à composição de um fruto cítrico, as mesmas em nada dizem respeito às conclusões que procura fazer. Sua citação de que ” ele não permanece nesta forma ácida após sua ingestão, mas transforma-se em sais alcalinos” não encontra respaldo razoável na mais elementar teoria química sobre ácidos e bases. Ao mesmo tempo, gostaríamos que o senhor aprofundasse melhor suas informações sobre as reais influências do limão na perda de peso, bem como na remodelação óssea, visto que não conseguimos encontrar nada a esse respeito na literatura médica consagrada e publicada em mídia acreditada.
      Sobre a “demissão” a que se refere em sua primeira linha, acreditamos dever-se a algum devaneio de sua parte ou, talvez, a alguma tentativa de ironia à qual não daremos atenção nesse espaço.

      Obrigado por sua pífia participação.

    Gabriel | 10 de setembro de 2015 | Reply

    Você está demitido 2.
    Seus exemplos com o limão foram totalmente equivocados, apesar do limão possuir ácido cítrico, o mesmo torna se citatório de sódio, substância alcalina, razão pela qual o limão é usado para combater a acidez , entre outros desconfortos como ácido úrico etc.
    É óbvio q uma água boa precisa ser alcalina e conter nutrientes q mantém nosso corpo em equilíbrio. Acreditem, existe água que desidrata, essas com o ph ácido.
    Você fala em fundamentação científica, então vc precisa se atualizar, pq o q vc fala está completamente ultrapassado. O objetivo aqui pareceu bem comercial, não existe preocupação com a saúde humana, ainda mais depois de vc defender o flúor. Parei ….

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 11 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Gabriel gabrielcrc10@gmail.com,

      Nossa equipe já havia decidido não responder a comentários quando os mesmos trouxessem absurdos muito gritantes do ponto de vista científico, em especial do ponto de vista médico, bioquímico e fisiológico. Nesse cenário, sua abordagem acima seria sumariamente ignorada, em especial quando fala, por exemplo, em algo como “citatório de sódio, substância alcalina”. Pela precariedade de seu português, imaginamos que você tenha abandonado a escola muito cedo e que também resulte desse fato a crença nesse tal “citatório de sódio” que, embora não exista e ninguém saiba para que serviria, em sua cabeça trata-se de uma substância alcalina, que combate a acidez e que faz bem para quem sofre de ácido úrico.

      Quando recebemos esse tipo de comentário, procuramos reunir nossa equipe para entender o que faz as pessoas chegarem ao ridículo de escreverem coisas tão absurdas como essa. Em alguns casos soam como “pegadinhas”, dessas que aparecem em programas de humor. Em outros, como parece ser o seu caso, trata-se de um tipo de crença, uma fé em informações desconexas e estapafúrdias, sem nenhuma base técnica ou científica, mas que consegue convencer alguns que, como dissemos, abandonaram os estudos muito cedo. Assim como essa sua segunda observação sobre “água que desidrata”. Chega a ser sensacional.

      Apenas tomamos parte de nosso tempo em responder-lhe em razão de seu comentário estúpido e malicioso, tão infundado quando suas crenças no limão, quando você diz que “o objetivo aqui pareceu bem comercial”. Não sei de onde algo aqui nesse espaço lhe pareceu comercial, pois não vendemos absolutamente nada. Ao contrário, dentre as pessoas que, aqui neste espaço, defendem fervorosamente absurdos, não raro estão aquelas que vendem equipamentos ou serviços que “transformam” a água em um fluido milagroso capaz de curar doenças e melhorar a vida de todo mundo. Ou outras, de boa fé, que foram enganadas pelas mentiras e bobagens que constam dos manuais desses equipamentos, tentando convencê-las a comprá-los. Não sabemos a qual desses grupos você pertence, mas essa informação não interessa aos demais que nos leem neste blog.

      Aceitando sua recomendação, tentamos nos manter sempre atualizados, pois esse espaço dedica-se a fornecer informação de qualidade, gratuitamente e de forma isenta. Se você tiver algum material sério sobre esse tal “citatório de sódio” e seus poderes milagrosos, compartilhe conosco. A comunidade médica mundial vai adorar conhecer essa forma tão atual de tratar ácido úrico que, aparentemente, só você conhece. Poderá render-lhe um prêmio Nobel, além de ajudar a muita gente. E sobre o flúor, talvez você tenha lido alguma manchete bombástica dessas sem nenhum conteúdo e, embora você não tenha entendido praticamente nada do que leu, saiu por aí vociferando contra a fluoretação da água. Encaminhe seus conhecimentos sobre o fluor também para a Organização Mundial da Saúde, pois é possível que eles estejam enganando toda a humanidade quando recomendam fluoretar a água destinada ao consumo humano e você poderá salvar a todos nós. Não se omita, ainda que seja através de alguns de seus comentários tipo esse sobre o limão. Mas procure blogs de humor, aqui não é o espaço adequado.

      Finalmente, consideramos extremamente válida sua última frase, aquela em que diz “Parei …”. Na realidade, não deveria sequer ter começado. Expor-se publicamente a um ridículo dessa magnitude é algo que você poderia ter evitado.

      De toda forma, obrigado por sua hilária participação.

    Machado | 13 de setembro de 2015 | Reply

    prezado engenheiro
    Rogéiro Felissone
    pretendo perfurar um poço profundo na região norte do ceará, é um terreno rochoso, a base d e pedra calcária, com conhecimento que vc tem
    pergunto:
    é possível encontrar água potável, ( água doce ?
    ideal para consumo humano ?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 15 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Machado r-gmachado@hotmail.com

      Certamente é possível encontrar água potável com a perfuração desse poço. A questão é contratar uma empresa idônea que faça o estudo geológico adequado do solo e que possa lhe fornecer uma ideia, ainda que aproximada, da profundidade em que a água será encontrada para não trazer surpresas ao seu orçamento. Em seguida e assim que tiver condições de captar amostras de água, recomendo firmemente que caracterize os perfis físico-químico e bacteriológico da água do poço através de análises. Nossos laboratórios podem auxiliá-lo nessa etapa do trabalho, bem como no eventual tratamento da água, caso necessário. Boa sorte e obrigado por sua participação

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 15 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Machado r-gmachado@hotmail.com

      Certamente é possível encontrar água potável com a perfuração desse poço. A questão é contratar uma empresa idônea que faça o estudo geológico adequado do solo e que possa lhe fornecer uma ideia, ainda que aproximada, da profundidade em que a água será encontrada para não trazer surpresas ao seu orçamento. Em seguida e assim que tiver condições de captar amostras de água, recomendo firmemente que caracterize os perfis físico-químico e bacteriológico da água do poço através de análises. Nossos laboratórios podem auxiliá-lo nessa etapa do trabalho, bem como no eventual tratamento da água, caso necessário. Boa sorte e obrigado por sua participação em nosso blog.

    Gabriel | 14 de setembro de 2015 | Reply

    Prezado Rogério,
    fico decepcionado com o seu argumento repetitivo sobre os comentários dos colegas que, de certa forma, fizeram algum questionamento em cima da sua tese que você diz ter base científica, entretanto, ultrapassada.
    Agora, o pior é você ficar fazendo piadinhas em cima de um erro de digitação (citatório), quando qualquer pessoa com o mínimo de estudo saberia que eu estava querendo dizer CITRATO DE SÓDIO, mas como fiz o comentário do celular, e o teclado converte palavras automaticamente quando não as conhecem, acabou saindo o “citatório” rsrs.
    Fato é que você falou besteira sobre o limão e gastou mais de 30 linhas para ficar fazendo piadinhas por falta de argumento, mostrando que vossa pessoa é desprovida de conhecimento técnico no assunto.
    Infelizmente percebe-se que você é uma pessoa bitolada com uma visão linear das coisas, mas espero que reflita, pois os meus argumentos possuem base científica, sendo fundamentados em pessoas que realmente conhecem o corpo humano e suas reações bioquímicas.
    Mas você é engraçado, tem talento para stand up comed e poderia tentar iniciar a carreira no show de calouros do silvio santos.
    Att,

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 15 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Gabriel gabrielcrc10@gmail.com

      Não se decepcione. Nossa equipe já havia decidido que, em casos de publicações absurdas, desde que não contivessem ofensas pessoais ou impropérios, responderíamos com bom humor. Se você olhar outras publicações acima vai ver que isso já aconteceu mais de uma vez. Do ponto de vista estritamente técnico, continuamos curiosos em conhecer algum de seus artigos, trabalhos científicos ou mesmo papers que estabeleçam a relação do limão com a alcalinização de soluções de qualquer natureza, em especial no ambiente gástrico. Sua declaração transcrita a seguir: “meus argumentos possuem base científica, sendo fundamentados em pessoas que realmente conhecem o corpo humano e suas reações bioquímicas”, por si só já inviabilizaria qualquer debate no âmbito técnico ou científico realmente sério. O que nos parece é que você “acredita” naquilo que algumas pessoas lhe falaram e isso passa a ser uma verdade para você. De nossa parte, nada a opor. Trata-se de uma crença. Mas como esse espaço destina-se a divulgar informação publicada em mídia acreditada e não em “opiniões” de “especialistas”, não podemos levá-lo adiante. O ser humano tem uma tendência a desenvolver e aceitar o que a psico-psiquiatria chama de “pensamento mágico”. É por essa razão que as pessoas saem por aí comprando produtos “DETOX”, comendo produtos “SEM GLUTEN” ou tomando “ÁGUA ALCALINA”. Em geral, não têm a mínima noção do que essas coisas significam, mas acreditam no rótulo dos produtos e na “experiência” de algum “pesquisador” que ganha algum dinheiro com a venda de tais produtos. Apenas para orientar quem nos lê, quando se adiciona algum ácido (forte ou fraco) em água, o mesmo se ioniza e libera H+ e seu ânion correspondente. Apenas isso. No caso do limão e do ácido cítrico (C6H8O7), acontece exatamente a mesma coisa em nosso estômago, ou seja, a liberação de 3 H+ e do ânion citrato [(C6H5O7)]3- . Isso aumenta a concentração de H+ na solução e o pH diminui. Apenas isso. Todo o resto é pura ficção, ou pensamento mágico, o que o desagrada e leva você a nos considerar “bitolados e de pensamento linear”. Acho muito válido as pessoas pensarem de forma diferente sobre os diversos temas da vida, mas no caso do limão, todo mundo que sabe um pouco de química, sabe exatamente o que estamos falando e dessa exata mesma maneira. Quem “sabe” de outra forma, desculpe, mas é porque não sabe! Nós somos uma equipe de técnicos e cientistas, como você viu bem humorados, mas não perdemos de vista a ciência devidamente publicada em mídia séria e acreditada. Não nos valemos de opiniões de ninguém, nem emitimos aqui nenhuma opinião sobre nada, pois isso seria exatamente o oposto do “método científico”. De toda forma, adoraríamos conhecer os fundamentos em que seus amigos “que realmente conhecem o corpo humano” se baseiam para predizerem um comportamento tão atípico do limão e do ácido cítrico que, de repente, transformou-se em substância alcalinizante. Caso você tenha algum material sério a esse respeito, que não esteja apenas publicado em manuais de produtos milagrosos, por favor, compartilhe conosco. Enquanto isso e como você é uma pessoa interessada, sugerimos pesquisar sobre o assunto em materiais sérios e que servem de referência para toda a comunidade científica internacional. Para tanto, acesse http://www.bireme.br e faça suas pesquisas. Você vai ter que se despedir da “magia” do limão e entendê-lo apenas como mais um fruto que contém ácido cítrico e não alcaliniza ambiente algum.

      Obrigado por sua participação e pelos conselhos a respeito do Sílvio Santos. Admiro muito as pessoas de sucesso e bem humoradas como ele. É um sinal de inteligência, humildade e vocação para o trabalho. Sem mágicas.

    Gabriel | 16 de setembro de 2015 | Reply

    Bom dia, Rógerio !

    Vários especialistas em medicina, cientistas e nutricionistas indicam apontam e indicam o limão como substância alcalina para nosso organismo. Ele se torno alcalino antes mesmo de chegar em nosso estômago, alcalizando líquidos corporais. Basta você fazer uma pesquiza sobre a interação bioquímica do limão no corpo humano.
    Parece-me que você é daquelas pessoas que trata tudo com remédio, mais uma vítima do ministério da doença que aflora no mundo, principalmente no Brasil, infelizmente.Hoje você entra nos consultórios médicos, e eles possuem um armário lotado de amostra gratis de medicamentos. A minoria trabalha de forma preventiva, só atuam em cima da doença e estudam para prescrever medicamentos. A indústria farmacéutica não tem interesse que você use limão, aguá alcalina entre outras substâncias que lhe proporcionará mais saúde.
    Indico a você a publicação do Dr. Theodoro A. Boroody – “Alcalize or Die” ( Alcalineze ou Morra).
    Tanto o limão quanto a água alcalina possuem custos muito baixo, como disse, não existe interesse financeiro das autoridades.
    Como é muito difícil para alguns mudar hábitos alimentares, beber água alcalina é uma solução fácil para nosso modo de vida moderno. Com a diminuição da hiperacidez irá se sentir melhor, mais jovem e com maior rendimento.
    Um sistema alcalino é rico em oxigênio, substância essencial para a vida.
    Como você adora fazer citações humorística sobre o prêmio Nobel, aqui vai uma real: Dr. Otto Worburg , médico ganhador de dois prêmios Nobel, demonstrou que o câncer é anaeróbico, ou seja, ele se desenvolve na ausência de oxigênio, demonstrou que ele tem dificuldade em se desenvolver em ambiente alcalino, repleto de oxigênio. A acidez agrava mais ainda a deficiência de O2, logo, a água alcalina permite manter um nível rico em O2, dificultando o crescimento de células anormais canceígenas.
    Boa tarde!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 16 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde, Gabriel. Suas abordagens fogem um pouco ao interesse desse espaço, mas ainda assim e em respeito às pessoas que nos lêem e igualmente ao seu interesse, vamos responder, mais uma vez, item por item e tentando esclarecer definitivamente as inúmeras incorreções técnicas e científicas que seus textos ainda trazem. Vamos tentar tratar o tema da forma mais leiga possível, sem fugir do cenário científico, para que todos possam nos entender. Vamos lá:

      1) Existe uma disciplina no curso médico conhecida como “Medicina Baseada em Evidências”. Esse estudo é a maneira pela qual a medicina privilegia o conhecimento técnico e científico, em relação às “opiniões de especialistas”. Existem diversos “tipos” de pesquisa e estudos que resultam em conhecimento consagrado e admitido como verdade. Na “hierarquia” da credibilidade desses estudos, a “opinião de algum especialista” é absolutamente a última a ser considerada. Normalmente, se não estiver baseada em algum estudo com método científico e, portanto, baseada em evidência, a opinião do especialista não é sequer considerada como conhecimento científico e serve apenas para relatos em manuais de produtos comerciais ou para convencimento de seus pacientes. O método científico exige ensaios pré-clínicos, clínicos, duplo cego, meta análises, enfim, existe uma série de protocolos a serem atendidos para que uma pesquisa produza alguma informação que seja considerada como “baseada em evidência” e aceita pelo meio científico internacional;

      2) Não existe nenhuma “interação do limão no corpo humano” baseada em evidência publicada em mídia acreditada. As poucas citações que existem, assim como chá verde, produtos DETOX, ervas milagrosas etc, baseiam-se sempre na opinião de “vários especialistas” (como você diz) e que, para a medicina não significam nada além de “opiniões” pois não se baseiam em evidências. Isso significa dizer que se “alguém chupou limão e se sentiu bem”, isso que não quer dizer que essa conclusão possa valer para toda a população. Isso é que significa um conhecimento “baseado em evidência”. Desculpe mas sua ideia de que “o limão se torna alcalino antes mesmo de chegar ao nosso estômago” traz consigo um dos maiores absurdos que já escreveram por aqui e não tem absolutamente nenhuma base química. Nenhuma. Trata-se de uma ficção. Insisto em que você descreva aqui o mecanismo pelo qual o limão perde seu carater ácido e se torna alcalino no caminho pelo esôfago, até chegar em nosso estômago. Lamento decepcioná-lo novamente, mas isso não ocorre. Absurdo maior é imaginar que o limão alcalinizasse “líquidos corporais”. Quais líquidos ? O plasma ? O suor ? O citossol ? Exatamente, do que você está falando ? É possível encontrar pessoas que defendam esse seu pensamento espalhados pela internet. Nenhum consegue trazer a base científica das informações que fazem, até porque essas bases não existem. Por isso é que você inicia seu texto “fulanizando” o conhecimento a que pretende defender e a ciência se baseia em evidências e não nas opiniões de fulanos;

      3) Considero uma injustiça muito grande com a classe médica essa observação de que esses profissionais estão à serviço da indústria farmacêutica com o único objetivo de vender remédios. Saiba que a medicina e os medicamentos salvam milhões de indivíduos diariamente, possivelmente alguns amigos e familiares seus, se não ainda você mesmo. Gostaria de conhecer suas estatísticas sobre a quantidade de pessoas que se curam de doenças realmente existentes através do suco de limão. Posso lhe garantir que o estudo de medicina não se baseia em prescrever remédios. É bem mais que isso, embora saibamos também prescrevê-los quando necessário. Essa denúncia é maldosa, infundada e extremamente injusta. Tenho certeza de que o dia em que você precisar realmente de um médico, vai procurar alguém que de fato saiba o que fazer com seu caso ao invés de prescrever suco de limão;

      4) O limão tem custo baixo, assim como a banana e tantas outras frutas. O que tem custo alto são os equipamentos que esses tais “especialistas” vendem para transformar a água em algo milagroso que ela jamais será. O pensamento mágico, como lhe disse no outro post, faz as pessoas acreditarem que consumindo água alcalina suas saudes vão melhorar. Ótimo. Melhor ainda vai ficar a saude de quem vende equipamentos para “ionizar” a água, alcalinizar, magnetizar e tantas outras falácias que convencem os homens de boa fé. Não temos nada contra aqueles que se sentem bem, mais jovens e mais bonitos ao tomarem água alcalina. Apenas deixamos claro que toda essa maravilha não ocorre pela alteração do pH do sangue que a tal água alcalina promete produzir. Isso não ocorre. Sobre a felicidade de cada um, ficamos também felizes, só isso;

      5) A solubilidade do oxigênio na água (e, portanto, no plasma sanguíneo) é realmente uma função do pH da mesma e da alcalinidade total. Contudo, essa informação nao faz o menor sentido para o sangue humano pois o pH do sangue humano é mantido obrigatoriamente na faixa entre 7.35 e 7.45. Mais uma vez, repito : – nós NÃO alteramos o pH de nosso sangue tomando água alcalina, limão ou seja lá o que for. Nosso sangue é tamponado e, do contrário, morreríamos rapidamente assim que tomássemos sua tão desejada limonada. Gabriel, isso não existe. Enganaram você, acredite;

      6) Agora vamos para a parte final de seu texto, o câncer. Essa é uma de suas crenças mais estranhas, mas acredito que entendi o que o faz pensar dessa maneira. Esses “diversos especialistas” a que você se refere no início do seu texto fizeram alusão ao Dr Otto Warburg (vc escreveu errado, sem querer) recomendaram a você um prêmio Nobel de 1931, quando ninguém conhecia a componente genética envolvida na oncologia (estudo do câncer e dos tumores). O Dr Otto estudou a componente de algumas enzimas envolvidas no desenvolvimento de tumores o que, para a época, era um avanço. Cerca de 30 anos depois, Watson e Crick demonstraram seus trabalhos e a estrutura genética de nossas células. Por favor, inteire-se disso e conte a seus amigos “especialistas”. Em seguida viemos a saber como as células de multiplicam e os mecanismos que limitam seus crescimentos. Hoje sabemos que o corpo humano tem oncogenes (genes que produzem tumores) e fatores de necrose tumoral (TNF, que eliminam, por um mecanismo chamado apoptose, as células que “escapam” dos controles do organismo e se reproduzem rápida e indefinidamente formando um tumor ou um câncer). Desculpe, meu amigo, mas o limão não tem nada a ver com isso. Quando um tumor se instala no organismo, suas células passam a se reproduzir desordenada e rapidamente, sem controle. Para isso, o tumor precisa de muita energia (glicose e oxigênio). Ele é “tão eficiente” em seu propósito que estimula a produção de mais vasos sanguíneos (vasogênese tumoral) para nutrir-se e desenvolver-se mais e mais. Não existe nada de anaeróbico com uma célula tumoral. Ao contrário, elas consomem até mais oxigênio que as células sadias para que se reproduzam mais rapidamente. Seu equívoco está em imaginar que pudéssemos produzir uma baixa de oxigênio no tecido tumoral para que o tumor não se desenvolvesse. Isso não ocorre. Localizadamente, o consumo de oxigênio aumenta com a consequente liberação de CO2 proveniente da queima da glicose pelas células tumorais. Como o aumento da concentração de CO2 reduz o pH, isso fez o Dr Otto, naquela época, imaginar que o tumor produz um ambiente ácido e que, portanto, poderia ser combatido com um ambiente alcalino. Esse raciocínio nos dias de hoje é absolutamente absurdo. Localizadamente, o tecido tumoral é realmente um grande consumidor de oxigênio e um grande liberador de CO2, que será elimninado por nossa respiração. Nada além disso. Note o contradição que vc mesmo expõe quando fala que “água alcalina permite manter um nível rico em O2, dificultando o crescimento de células anormais canceígenas” . É exatamente o contrário. Um ambiente rico em O2 estimula o crescimento cancerígeno e a água alcalina não tem a menor influência sobre a concentração de oxigênio de nosso sangue pois nosso pH é tamponado, como já dissemos antes. Atualize-se. Os estudos em que você se baseia, se é que os leu, têm quase 100 anos de atraso.

      Obrigado por sua participação

    João Monteiro | 17 de setembro de 2015 | Reply

    Boa tarde Eng. Rogéiro Felissone,
    1. Gostava de saber a sua opinião relativamente à utilização de sistemas de tratamento de água por osmose reversa. Já vi serem realizados testes a águas com mais de 300 ppm (partículas por milhão) que após passarem pelo sistema de tratamento ficam com valores inferiores a 5 ppm;
    2. Li todos os posts e surpreende-me que se utilizem águas de poços ou furos sem chamar à atenção para os perigos de essas águas poderem estar contaminadas com bactérias como a E.coli ou outras;
    3. Segundo as informações que obtive, os sistemas de tratamento por osmose reversa estão sendo já utilizados em algumas piscinas, pois o cloro não é tolerado por quem tem doenças de pele;
    4. É ou não verdade que o uso de cloro na água tem consequências, a médio e longo prazo, para a saúde humana?;
    5. A potabilidade da água está consagrada em lei e aprovada nos parlamentos dos diversos países. Uma água potável deveria ser igual no Brasil, França ou Alemanha. Então porque não existe um padrão internacional?
    Agradeço desde já a atenção dispensada.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 17 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde João Monteiro joaorpmonteiro@gmx.com

      Respondendo às suas perguntas :

      1) Osmose reversa é o processo de filtração em equipamentos domésticos mais refinados que existem no mercado, do ponto de vista da remoção dos solutos presentes na água. Assim, é muito razoável a redução da concentração de 300 mg/L para 5 mg/L de sólidos dissolvidos totais;

      2) Você tem razão e existe legislação a respeito. A Portaria 2914 do Ministério da Saude determina que a utilização de águas brutas (sem tratamento) e provenientes de soluções alternativas de abastecimento (por exemplo, poços) deve ser analisada segundo todos os parâmetros listados na referida norma. Contudo, as pessoas muitas vezes negligenciam para esse fato e, posso lhe garantir com base em minha experiência aqui no laboratório, que os problemas bacteriológicos são muito frequentes e não são os únicos. Muitas vezes encontramos água de poços contaminadas por solventes, combustíveis, metais, pesticidas e agrotóxicos. Daí a razão do monitoramento por análises;

      3) A legislação brasileira exige que a água utilizada em piscinas de uso público esteja devidamente clorada com um mínimo de 0,8 mg/L de cloro residual livre. Os processos de osmose reversa seriam inviáveis para a manutenção da qualidade bacteriológica da água de piscinas. Lamentavelmente, algumas pessoas desenvolvem reações alérgicas às cloraminas presentes em muitas piscinas. As cloraminas são formadas pela reação entre o cloro livre adicionado na água da piscina e os compostos orgânicos trazidos pára a mesma pelos banhistas, tais como urina, suor e células de descamação;

      4) O cloro é um desinfetante de baixíssimo custo e altíssima eficiência utilizado mundialmente para a desinfecção da água destinada ao consumo humano. Não existe nenhuma pesquisa conclusiva e basada em evidências de que o cloro seja cancerígeno quando utilizado nas concentrações recomendadas pela OMS, embora muito se especule a respeito com um certo grau de sensacionalismo irresponsável. É muito comum que os “combatentes” do cloro como desinfetante ofereçam alternativas que eles mesmos comercializem. De toda forma, usa-se o cloro em favor da segurança pois, se pode haver dúvidas sobre sua ação cancerígena, não há dúvida alguma sobre os efeitos devastadores do consumo de água contaminada bacteriologicamente;

      5) A água potável é igual em todos os países desenvolvidos e baseiam-se em parametrizações estabelecidas pela OMS. No Brasil, a Portaria 2914 do Ministério da Saude estabelece os padrões de potabilidade a que a água deve atender em todo o território nacional.

      Obrigado por sua participação

    marco c. moreira | 17 de setembro de 2015 | Reply

    Olá Rogerio Felisone, tudo bem? Li todas as respostas mas só pra tirar minha dúvida, se você tivesse 1 copo com agua 6.0 , 7.0 e 8.0 ph qual você preferia tomar? assim vou acabar com minha dúvida. abraços.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 18 de setembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Marco, tudo bem comigo, sim. E vc ? Sua abordagem foi das mais curiosas, gostei bastante. Embora, como sempre dissemos aqui, procuramos não oferecer “opiniões”, mas sim, informações, entendo que sua pergunta abrange essa possibilidade. Eu lhe diria, sem nenhuma dúvida, que não daria nenhuma importância ao valor do pH da água que eu, pessoalmente, fosse beber e a razão disso é que o valor desse pH não traz absolutamente nenhuma interferência na fisiologia de um ser humano saudável, como já discutimos na publicação original e nas diversas participações dos leitores. Portanto, com relação ao pH, penso ter respondido sua dúvida. Mas aproveito para ressaltar um aspecto muito mais relevante. Independente do pH, eu escolheria a água que não tivesse contaminação bacteriológica (coliformes, por exemplo), contaminação por metais pesados, pesticidas, agrotóxicos, solventes derivados de petróleo dentre tantos contaminantes possíveis. Digo isso porque, em razão da crise hídrica, as pessoas estão buscando água em fontes desconhecidas ou, mesmo, comprando de fornecedores inidôneos. Esse risco é real e nos deparamos com ele diariamente nas milhares de amostras de água que analisamos em nossos laboratórios. Essa sim é uma preocupação relevante que deveria chamar a atenção de todos.

      Não deixe de se hidratar com água de qualidade e muito obrigado por sua participação.

    marco c. moreira | 23 de setembro de 2015 | Reply

    Obrigad0 pela atenção. Um grande abraço.

    Luiz Rodrigues | 8 de outubro de 2015 | Reply

    Duas coisas escritas me deixaram com dúvidas, a primeira que devemos tomar dois litros de água por dia. Então imaginei, pelo extremo e imaginei uma adulto que tenha 1,2 m e magro tomando 2 litros de água e então pensei: “coitado ficará super hidratado. Aí pensei numa pessoa com 2 m de altura e obesa tomando 2 litros de água e pensei: deve ser pouco. e aí pergunto: não deve ter uma proporção nesta indicação?
    A segunda foi sua formação que a água é importante para a homeostase, bem pouca gente sabe o que é isto, a não ser que seja da área de saúde, mas voltando ao raciocínio, se a água é importante para a homeostase e por outro lado, para termos homeostase é importante que tenhamos ph ideais para o processos enzimáticos e sabendo que as enzimas são proteínas e que se não tiverem phs ideais as proteínas desnaturam, ou seja, no caso perdem suas funções enzimáticas e sem isso não temos homeostase. Aí pergunto, o ph da água não influenciará a homeostase?
    Por outro lado, sabemos que a produção de ácido clorídrico se dão sob determinadas condições, principalmente na hidrólise de proteínas, portanto não temos produção deste, quando estamos tomando um copo de água.
    Se não tem tanta importância, por que no tratamento tem que ser de 6 a 9,5, o por que disso?
    Por que não pode ser de 5 a 10,2, uma vez que no mercado encontramos água engarrafadas com estes phs.
    Longe de contestar, gostaria de mais esclarecimentos, com base no que escrevi acima
    Agradecido
    Luiz

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de outubro de 2015 | Reply

      Boa tarde Luiz Rodrigues minhacasaca@ig.com.br

      Certamente essas recomendações levam em conta uma estatura média da população a que se refere que, no caso, são adultos de 1,70 com aproximadamente 70 Kg de massa corporal. Os extremos a que você se refere devem adequar seu consumo e não existe uma “regra de três” para isso. O que se pretende com essas recomendações é balizar um determinado procedimento que as pessoas devem adotar como hábito mas, sem dúvidas, adaptado às suas condições corporais.

      O conceito de homeostase é apresentado aos estudantes durante o ensino médio, na disciplina de biologia. O termo refere-se ao “equilíbrio” estabelecido pela fisiologia humana em relação aos processos bioquímicos que ocorrem dinamicamente em nosso organismo através de milhares de reações. Sabidamente, o pH é um parâmetro extremamente relevante nas reações químicas em geral e não é diferente nas reações que ocorrem em nosso organismo. Exatamente por essa razão e para atingir sempre a homeostase (equilíbrio das reações) é que o corpo humano tem mecanismos de tamponamento de suas reações, de modo a que o pH não varie conforme as reações se processam. Caso houvesse variações permanentes do pH durante o desenvolvimento das reações, o organismo não atingiria a homeostase (equilíbrio). Nesse cenário, o pH da água que ingerimos não interfere na homeostase de nosso corpo, exatamente pelo fato de que temos nossos mecanismos de tamponamento de nossas reações. Se não fosse assim, nosso organismo seria extremamente vulnerável aos alimentos e à água que consumimos (do ponto de vista do pH de nossos fluidos corporais). Durante milhões de anos de nossa evolução, a natureza selecionou um organismo capaz de se alimentar e hidratar com alimentos e água com diferentes pH´s, de modo a que não ficássemos dependentes a sazonalidade e pudéssemos ocupar praticamente todo o planeta (o que não ocorre com outros seres vivos).

      O tratamento da água nas ETA´s (Estações de Tratamento de Água) bem como seu transporte através das tubulações subterrâneas são a maior razão para que a faixa de pH da água lá produzida seja mantida entre 6.0 a 9.5. Não existe razão associada à saúde pública que recomende essa faixa de valores, tanto assim, que águas minerais, sucos de fruta, refrigerantes ou águas gaseificadas são comercializados e consumidos normalmente e possuem pH´s em geral, inferior a 4.0 ou 5.0. A ingestão desses líquidos não interfere em absolutamente nada sobre o valor do pH do sangue humano.

      Obrigado por sua participação

    Guilherme Souza | 13 de outubro de 2015 | Reply

    Então quer dizer que o pH do que ingerimos não interfere na saude? Então voce quer dizer que o Ph dos alimentos industrializados que é extremamnete ácido, mas não fazem mal pois como a água o pH não interfere em nosso organismo?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de outubro de 2015 | Reply

      Boa tarde Guilherme Souza,

      Não dissemos nada disso. Também não sei de onde você obteve a informação de que os alimentos industrializados são extremamente ácidos. Lembre que um suco de limão “natural” tem pH igual a 2 (ácido). O que dissemos em nossa publicação é que, diferentemente do que publicam, o pH da água que ingerimos não tem nenhuma influência sobre o pH do nosso sangue. Apenas isso.

      Obrigado por sua participação

    jose carlos zaupa | 17 de outubro de 2015 | Reply

    Parabéns, Sr. Eng. Rogério Felisoni. O senhor demonstra clareza técnica em suas explicações e não há no que contestar; apenas esclarece de modo impessoal e científico; e, além de tudo, um comportamento ético inigualável em suas pacientes respostas. Fico muito grato em conhecer alguém como o senhor, ligado apenas ao caráter científico da questão e não nos achômetros, nos interesses particulares e no que a mídia popular inculca nas pessoa de boa índole. Obrigado. e continue; precisamos de gente assim. como o senhor, que se dispõe a esclarecer científicamente

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de outubro de 2015 | Reply

      Prezado José Carlos,

      Agradeço por sua mensagem em nome de toda a nossa equipe. Temos nos esforçado ao máximo para prover informação correta, responsável e isenta e mensagens como a sua só nos estimula ainda mais.

      Conte sempre conosco e obrigado por sua participação

    Israel Rebouças | 20 de outubro de 2015 | Reply

    Israel Rebouças
    Prezado Dr Rogério, recebi a análise fisico-quimica ( da Embasa, Empresa Baiana de Saneamento e Aguas) de minha água, em uma nascente de minha propriedade, e gostaria de receber um parecer:
    Alcalinidade – 6,74
    Cloretos – 14,62
    Cor aparente – 2,4
    Dureza – 10,67
    PH – 5,38
    Turbidez – 0,28
    Desde já agradeço e parabenizo por abrir este canal para esclarecimentos.
    Atenciosamente
    Israel Rebouças

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de outubro de 2015 | Reply

      Boa tarde Israel Rebouças futurista2005@hotmail.com

      De acordo com os parâmetros analisados, sua água encontra-se apropriada para o consumo humano. Embora a Portaria 2914 recomende a faixa de pH entre 6.0 a 9.5, esses valores não são restritivos e, sim, sugeridos, tendo por base muito mais os fatores associados aos eventuais tratamentos (que não é seu caso) como também as tubulações para transporte. Recomendamos firmemente, ainda, que mantenha a água clorada (1,0 a 2,0 mg/L de cloro residual livre) para manutenção da sua qualidade bacteriológica.

      Obrigado por sua participação e conte sempre com nossa equipe.

    jose aranldo leite santos | 23 de outubro de 2015 | Reply

    Boa tarde amigo, referente ao uso de algumas gotas de limão em um copo de água ao se levantar e ao se deitar tem algum fundamento técnico para alcalinizar o corpo humano ou não?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 27 de outubro de 2015 | Reply

      Boa tarde José Arnaldo,

      Não temos conhecimento de nenhuma evidência dando conta de que gotas de limão pudessem “alcalinizar o corpo humano” e existem duas razões para isso. A primeira, é que o limão contém ácido cítrico e, quimicamente não faz sentido “alcalinizar” algum meio através da adição de um ácido. A segunda é que a idéia de “alcalinizar o corpo humano” é uma crendice popular sem o menor fundamento fisiológico. Os fluidos do corpo humano (plasma, citossol, urina, semem, etc), todos têm valores de pH controlados por mecanismos de tamponamento refinadíssimos exatamente para não nos deixarmos suscetíveis às variações do pH dos alimentos ou líquidos que ingerimos. A idéia de que devemos elevar o pH do sangue humano (“alcalinizar o corpo humano”) ou de qualquer outro de nossos fluidos é uma ficção sem nenhum fundamento científico e atende apenas aos interesses de quem comercializa equipamentos ou serviços “milagrosos” para essa suposta finalidade.

      Obrigado por sua participação.

    jose aranldo leite santos | 23 de outubro de 2015 | Reply

    Amigo qual o PH da água correto para uso?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de dezembro de 2015 | Reply

      Boa tarde José Arnaldo,

      A Portaria 2914 do Ministério da Saude estabelece a faixa de pH entre 6.0 e 9.5 para água destinada ao consumo humano proveniente da rede pública de tratamento. Entretanto, águas minerais especialmente gaseificadas podem ter valore de pH bastante inferiores, sem nenhum problema para a saude humana.

      Obrigado por sua participação

    EDVALDO SOARES | 25 de outubro de 2015 | Reply

    boa noite Rogerio Preciso de sua ajudar, pois estou tentando montar uma empresa de agua mineral e estou precisando de orientações o Ph do meu poço e 6.10 em Roraima Boa vista. ja tenho quem engarrafe e falta a liberação pode mim ajudar. obrigado. o meu telefone. 95991123056.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 27 de outubro de 2015 | Reply

      Boa tarde Edvaldo Soares,

      Com relação ao pH de sua água, não há nenhum impedimento para que a mesma seja comercializada. Contudo, existe legislação específica para essa atividade comercial que vai exigir análises mais completas (portaria 2914, MS). Existem, ainda, exigências diferentes caso seu interesse seja o comércio de água em caminhões pipa ou água envasada em garrafões ou embalagens descartáveis. Para atendimento a todos os quesitos legais, você precisará dirigir-se à agência do DNPM em sua cidade ou localizar essas informações pelo site desse órgão http://www.dnpm.gov.br/@@busca?SearchableText=%C3%A1gua+mineral
      Caso necessite das análises, podemos realizá-las em nossos laboratórios.

      Obrigado por sua participação

    EDVALDO SOARES | 25 de outubro de 2015 | Reply

    boa noite Rogerio Preciso de sua ajudar, pois estou tentando montar uma empresa de agua mineral e estou precisando de orientações o Ph do meu poço e 6.10 em Roraima Boa vista. ja tenho quem engarrafe e falta a liberação pode mim ajudar. obrigado. meu telefone. 959912-3056.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 27 de outubro de 2015 | Reply

      Boa tarde Edvaldo Soares,

      Com relação ao pH de sua água, não há nenhum impedimento para que a mesma seja comercializada. Contudo, existe legislação específica para essa atividade comercial que vai exigir análises mais completas (portaria 2914, MS). Existem, ainda, exigências diferentes caso seu interesse seja o comércio de água em caminhões pipa ou água envasada em garrafões ou embalagens descartáveis. Para atendimento a todos os quesitos legais, você precisará dirigir-se à agência do DNPM em sua cidade ou localizar essas informações pelo site desse órgão http://www.dnpm.gov.br/@@busca?SearchableText=%C3%A1gua+mineral
      Caso necessite das análises, podemos realizá-las em nossos laboratórios.

      Obrigado por sua participação

    Antonio Oliveira | 31 de outubro de 2015 | Reply

    Prezado Sr. Rogério Felisoni;

    Obrigado por compartilhar, didaticamente, conhecimento científico ligado à sua área de formação!
    Peço a gentileza de, se possível, responder a algumas perguntas. Mas, primeiro, preciso apresentar o meu problema. Resido em uma cidade cujo água distribuída pela empresa de saneamento municipal é oriunda do represamento de rios que se localizam em área de cultivo de café. É sabido que grandes quantidades de agrotóxicos são aplicadas nestas plantações e, pasme, que vasilhames destes produtos são lavados, após a utilização, na própria água da própria represa! Agora, sim, as perguntas:
    a) Empresas de saneamento e distribuição de água são dotadas de tecnologia/expediente que resulte COMPLETA retenção de agrotóxicos que possam estar dissolvidos na água, de modo a água disponibilizada para consumo pelo munícipes seja TOTALMENTE isenta de agrotóxicos?
    b) Se a resposta do senhor à pergunta ‘a’ for algo como “…INCOMPLETA retenção…”, existe DISPONÍVEL alguma tecnologia/expediente que possa ser adotada pelo consumidor final, em sua residência, que torne a água potável disponibilizada pelas empresas de saneamento/distribuição TOTALMENTE isenta de agrotóxicos?
    c) Se a resposta do senhor à pergunta ‘b’ for algo como “…não se encontra DISPONÍVEL tecnologia/expediente…”, como devo proceder para saber se uma determinada marca de água mineral está ISENTA de agrotóxica.

    Att.
    Antonio Oliveira

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 16 de novembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Antonio Oliveira ancaol1@yahoo.com.br

      Obrigado pela referência elogiosa ao nosso trabalho. São mensagens assim que nos estimulam a continuar com nosso empenho de compartilhar informação isenta e confiável. Vamos às suas respostas :

      a) Empresas de saneamento e distribuição de água são dotadas de tecnologia/expediente que resulte COMPLETA retenção de agrotóxicos que possam estar dissolvidos na água, de modo a água disponibilizada para consumo pelo munícipes seja TOTALMENTE isenta de agrotóxicos?

      A resposta a essa questão não pode se basear em “sim” ou “não”. Ocorre que, a Portaria 2914 estabelece Padrões de Potabilidade, incluindo pesticidas e agrotóxicos. Isso quer dizer que essa Portaria determina tudo o que pode estar dissolvido na água distribuída pelas concessionárias à população. Por exemplo, estabelece que o limite de ferro dissolvido na água produzida na concessionária é igual a 0,3 mg/L; estabelece que o limite de fluor é 1,5 mg/L. E assim por diante, em relação a inúmeros parâmetros, incluindo os pesticidas e os agrotóxicos. Dessa forma, as ETA´s (Estações de Tratamento de Água) das concessionárias que disyribuem água à população devem estar capazes de garantir que a água que produzem atenda a todos os requisitos da Portaria 2914 antes de ser direcionada à população. A única forma de garantirem esse padrão de qualidade é realizando análises diariamente e isso fazem em laboratórios próprios e/ou terceirizados. A fiscalização desse padrão de qualidade é, em geral, conduzida pela Vigilância Sanitária local, através do programa Vigiágua e Proágua;

      b) b) Se a resposta do senhor à pergunta ‘a’ for algo como “…INCOMPLETA retenção…”, existe DISPONÍVEL alguma tecnologia/expediente que possa ser adotada pelo consumidor final, em sua residência, que torne a água potável disponibilizada pelas empresas de saneamento/distribuição TOTALMENTE isenta de agrotóxicos?

      Acredito que, com base na resposta acima, você já tenha percebido que a única forma de garantir a qualidade da água é através de análises. Se você suspeita de que a água que recebe tem qualquer contaminante acima das concentrações estabelecidas pela Portaria 2914, sua única opção será realizar uma análise para certificar-se disso. A remoção de pesticidas e agrotóxicos é possível mas o lançamento desses produtos em corpos d´água destinados a captação para tratamento e produção de água para consumo humano é proibida por lei. Minha sugestão é que, mais importante que verificar essas concentrações na água produzida e distribuída, verificá-las na água bruta dos mananciais de onde são captadas;

      c) Se a resposta do senhor à pergunta ‘b’ for algo como “…não se encontra DISPONÍVEL tecnologia/expediente…”, como devo proceder para saber se uma determinada marca de água mineral está ISENTA de agrotóxica.

      Novamente devo remetê-lo à necessidade de uma análise que contemple os parâmetros sobre os quais você tem dúvidas. É a única forma de garantir a qualidade da água que consome. Lembro que, muitas vezes, os rótulos de algumas águas minerais comerciais contêm informações sobre o perfil fisico-químico das mesmas que nada têm a ver com a realidade.

      Obrigado por sua participação

        Antonio Oliveira | 19 de novembro de 2015 | Reply

        Olá Sr Rogério Felisoni;

        Muito obrigado pelos seus esclarecimentos fornecidos. Ao ler a sua gentil resposta às minhas indagações, concluí que (i) o melhor expediente para o usuário final, que não tem tempo, compreensão da temática e elevada desconfiança quanto a presença de agrotóxicos dissolvidos na água fornecida pela empresa distribuidora seja o de consumir água mineral em sua residência Contudo, conforme o senhor salienta em dos trechos da resposta ( “…os rótulos de algumas águas minerais comerciais contêm informações sobre o perfil fisico-químico das mesmas que nada têm a ver com a realidade”) concluí, também, de que (ii) o nosso governo brasileiro (ou de cada ente federativo) pode deixar de acompanhar periodicamente a (in)existência de agrotóxicos nas águas minerais prospectadas e comercializadas em nosso país e /ou de a empresa que vende água mineral poder ‘mascarar’ a existência de agrotóxicos presentes água prospectada por eles. Quanto a conclusão (ii), peço a gentileza de ser inteirado de seu conhecimento.

        Muito obrigado,
        Antonio Oliveira

    marcos | 3 de novembro de 2015 | Reply

    Dr. Rogério, o Sr. engeriria agua com ph igual , por exemplo a (1) ?nn1

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de novembro de 2015 | Reply

      Bom dia, Marcos.

      Não sei onde você obteria água destinada ao consumo humano com pH igual a 1, mas se encontrá-la, sua preocupação não deve ser propriamente o valor do pH mas os eventuais contaminantes que estão reduzindo o pH a esse valor. Lembro que um bom suco de limão tem pH próximo de 2.0 e nosso estômago próximo de 2.5.

      Obrigado por sua parcitipação

    Gabriel | 4 de novembro de 2015 | Reply

    você acha correto colocar o corpo para trabalhar só para equilibrar o ph ? “água mole pedra dura tanto bate ate que fura”.
    eu penso que o correto seria tomar água com ph em torno de 7.35 a 9.35.nn1

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de novembro de 2015 | Reply

      Bom dia Gabriel,

      Sua preocupação não tem nenhum fundamento científico com base na fisiologia humana. Nosso corpo não realiza “trabalho” com consumo de energia na forma de ATP para manutenção do pH de nosso sangue, tampouco dos demais fluidos que permeiam nossas células e tecidos. Esse conceito está errado. O pH de nosso sangue e dos demais fluidos corpóreos é mantido por mecanismos de tamponamento que atuam sem o consumo de ATP. A ingestão de uma limonada com pH próximo de 3 não traz absolutamente nenhuma interferência sobre o pH do nosso sangue, até porque o pH de nosso estômago é fisiologicamente igual a 2.5. A ideia de que o corpo “gasta energia” e por isso adoece para manter o pH na sua faixa ideal é falsa.

      Obrigado por sua participação

        Écio Ferreira | 12 de novembro de 2015 | Reply

        Essa informação que já está sendo batida a muito tempo foi explanada novamente na tv gazeta agora em outubro passado, por uma profissional nutricionista, acredito que ela deve entender mais de coisas nutricionais do que um engenheiro químico que só enxerga com Antolhos!

      Écio Ferreira | 12 de novembro de 2015 | Reply

      Gabriel, ele não entende nada de alimentação, efeito tampão e medicina nutricional, a opinião dele é irrelevante! Procure uma pessoa que consome água alcalina e veja com seus próprios o que mudou! Faço o desafio a qualquer um! O problema aqui é que quando alguém não consegue se expressar corretamente, fala algo por alto, ele pega o erro da fala para fazer chacota, quando na verdade quem tá falando besteira é ele mesmo. Por exemplo um vizinho meu diagnosticado com DRGE (Doença do Refluxo Gastresofágico) ficou curado apenas consumindo água alcalina. E tem mais água alcalina estimula a produção do ácido clorídrico o que é bom para nós em vários sentidos. Outra coisa colocada no texto é que o mesmo fala sobre a “força” do ácido clorídrico do estômago, tomar água com pH 7 (neutro) não vai fazer diferença nenhuma mesmo, mas experimente fazer ingestão de Hidróxido de Magnésio (Leite de Magnésia) para você ver para onde vai essa força! Vai para o espaço… Uma água alcalina entre outros minerais é rica em cloreto de magnésio, que é completamente diferente do hidróxido de magnésio…

    AURÉLIO | 6 de novembro de 2015 | Reply

    Parabéns por sua paciência para com os ignorantes e pela explícita dedicação e preocupação em nos manter informados. Não entendo muito de química ou da medicina, mas não sou tão bobo ao ponto de não saber que vivemos em um mundo capitalista onde de forma generalizada o dinheiro está em primeiro lugar.
    Não muito tempo atrás, os alimentos geneticamente modificados, (transgênicos), eram proibidos de ingressar no Brasil por força de lei, agora, raramente você encontra nas prateleiras de supermercados algum tipo de produto a base de milho ou soja que não tenha estampado no rótulo o pequeno triângulo de fundo amarelo com a letra “T” de transgênico internamente apesar de que a “OMS” recentemente classificou alguns “herbicidas” utilizados na produção destes alimentos como cancerígenos e até estes próprios produtos segundo estudos científicos podem provocar o câncer. A comunidade científica não garante que estes produtos sejam confiáveis, quem está garantindo isto são os cientistas deles, da MONSANTO.
    Não é a toa que se houve falar tanto nesta doença ultimamente, eu acho que a maioria das pessoas nem sabem do que se trata tal símbolo estampado nos rótulos, a sociedade só acredita mesmo naquilo que é dito na televisão.
    Realmente acredito muito que há mais interesse financeiro na venda dos famosos “purificadores” de água do que cuidados com a saúde, se alguém está falando mal deste seu maravilhoso trabalho é porque certamente fez um investimento neste citado equipamento de filtrar água, que por sinal, estava prestes a adquirir um, até que encontrei este seu informativo.
    Afirmar que a pessoa deve ingerir água com ph igual ou superior ao do sangue para manter a saúde é o mesmo que dizer que devemos tomar bebida alcoólica porque nosso organismo precisa de álcool. Desculpe aos erros gramaticais. Abraços…

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de novembro de 2015 | Reply

      Bom dia Aurélio.

      Obrigado por sua referência elogiosa ao nosso trabalho. Temos nos esforçado ao máximo para publicar informação isenta e confiável e comentários como o seu nos incentivam a continuar nessa árdua tarefa.

      Obrigado por sua participação e disponha de nossa equipe.

      Écio Ferreira | 12 de novembro de 2015 | Reply

      o pH de uma bebida alcoolica é inferior ao pH sanguíneo!

    Écio Ferreira | 12 de novembro de 2015 | Reply

    Quem escreveu esse post denegrindo os benefícios da água alcalina deveria ter vergonha de falar tanta besteira, saiu recente na TV Gazeta uma nutricionista falando sobre os benefícios da água alcalina, se vocês pesquisarem um pouco mais verão que atualmente cerca de 400 hospitais tratam seus pacientes com Água Alcalina no Japão, tratando de pacientes sem medicação, apenas com essa água. A mãe de um amigo com 86 anos de idade, operada de câncer de mama há 4 anos atrás já estava acamada e apenas mudando a qualidade da água dela em 4 dias já está de pé e se alimentando normalmente. Existem muitos relatos de pessoas na própria internet que melhoraram sua saúde e ficaram curadas de diversas enfermidades consumindo água alcalina. Esse negócio de que água alcalina faz mal para o estômago é a maior piada desse post, vocês sabem qual é a diferença do cloreto de magnésio para o hidróxido de magnésio? Pelo visto não! Enquanto você se preocupam em levar esse conhecimento a descrédito tem muita gente se beneficiando dele!

    Hospitais Japoneses que utilizam a Água Kangen:
    Hospital Kyowa
    Instituto Centro Médico Kitari
    Hospital Universidade Showa
    Hospital Kanto Teishin
    Hospital Meiseki
    Hospital Colégio de Medicina de Nara
    Holpital Iida
    Hospital Colégio de Medicina para Mulheres de Tokyo
    Hospital Hanabatake
    e outros mais…

    Écio Ferreira | 12 de novembro de 2015 | Reply

    ÁGUA ALCALINA
    • PARECER MÉDICO– “A água alcalina faz parte do nosso receituário do dia a dia, do nosso
    exercício profissional e um grande número de pessoas já está fazendo uso da nossa água
    regularmente, tanto para tratamento quanto preventivo. É dever do médico, aprimorar
    continuamente os seus conhecimentos e usar o melhor progresso científico em benefício do
    paciente. Trata-se da memória magnética que dura normalmente cinco dias”.
    Dr. Kubicova de Praga
    • MÉDICOS DA FRANÇA E DO BRASIL
    “A água alcalina medicinal, associada a qualquer tratamento, proporcionará melhora muito
    mais rápida sendo aplicada por grupos de terapia em diversas partes do mundo, esta é uma
    forma de tratamento alternativo. Depois de aplicar esta terapia regularmente e presenciar
    diversas curas concluímos que ela ataca diretamente na raiz da doença, esteja ela onde
    estiver no corpo do paciente, fato este que eu não sou capaz de explicar”.
    Médico francês Dr. K.P.V. Menon
    • TECNOLOGIA ENDOSSADA POR CEM MIL PACIENTES
    O doutor Pravin Shah da Índia, médico e pesquisador reconhecido, tratou mais de cem mil
    pacientes com a água alcalina, obtendo excelentes resultados.
    Ele mostra entre outras coisas que a água alcalina;
    – Aumenta a velocidade de cura em fraturas ósseas em até 40% do tempo, reduzindo
    inclusive a formação de cicatrizes;
    – Retarda os progressos degenerativos do corpo, prevenindo o surgimento de depósitos de
    colesterol nas veias;
    – Incrementa a absorção de oxigênio pelos pulmões, e vias respiratórias;
    – Auxilia no tratamento de retardamento mental, epilepsia, frigidez e impotência sexual;
    O doutor Shah ainda defende a terapia porque segundo ele, é fácil, segura, econômica e de
    rápida ação.

    Qualquer um que falar contra água alcalina não tem conhecimento de causa. Falam do que acham que sabem, contra fatos não existem argumentos. Tenho visto os benefícios do consumo de uma água com qualidade com meus próprios olhos, diante de tudo que vejo fico triste e só lamento pelos desinformados!

    Flávio Castro | 15 de novembro de 2015 | Reply

    Parabéns pela paciência e dedicação em compartilhar seu conhecimento.
    Gostei muito de ler suas respostas e aprendi algumas coisas.
    É muito bom ler matérias fora do oba-oba pseudocientífico.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 16 de novembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Flávio Castro flaviocastro@hotmail.com

      Obrigado por sua mensagem elogiosa. São comentários como esses que nos estimulam a manter a publicação de informação isente e confiável.

    Dalma Veiga | 18 de novembro de 2015 | Reply

    Prezado Rogério Felisoni, boa tarde!

    Poderia me esclarecer uma dúvida?
    Perfurei meu poço artesiano e solicitei a análise da água, A informação obtida é que alguns dados constam fora dos limites determinado pela portaria 2914/11.:
    cor aparente 135, ferro 0,7, PH 5,98, e turbidez 13. Onde moro não temos outra água, desde 2012, quando perfuramos o poço estamos filtrando e usando a água para consumo .. Há algum problema?
    Na oportunidade o parabenizo por compartilhar conosco o seu conhecimento. Obrigada!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 24 de novembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Dalma,

      A água de poço utilizada para consumo humano deve ser monitorada periodicamente através de análises. Isso ocorre especialmente em poços rasos (poços freáticos, profundidade inferior a 30 m) em razão da influência de sazonalidade e possível infiltração de águas superficiais. Os dados da análise que você apresenta sugerem uma contaminação por ferro que, embora não seja muito elevada (o limite é 0,3 ppm), deve ser tratada. Se sua última análise foi em 2012, recomendamos firmemente que realize nova análise para ter uma visão mais atual do perfil físico-químico de sua água. Só então poderíamos recomendar um tratamento mais adequado. Por enquanto, não deixe de manter a água devidamente clorada. A desinfecção com cloro é uma recomendação importantíssima aos usuários de água de poço raso para consumo humano.

      Obrigado por sua participação

    Ronaldo | 18 de novembro de 2015 | Reply

    Boa tarde Rogério.
    Eu estava semana passada fazendo alguns estudos referente a água e pH, foi quando encontrei esse site, tive a curiosidade de ler diversas perguntas e respostas e confesso que fiquei muito confuso com tudo que li. Quando foi ontem dia 17 de novembro, foi transmitido um Hangout com Dr. Lair Ribeiro, sobre o tema “O poder fisiológico da Água.” Ele menciona os engenheiros da COHESP, foi aí que eu fui entender o porque existe tanta controvérsia.

    Se tiver alguns minutos assista esse vídeo, você vai entender também.

    http://www.youtube.com/watch?time_continue=93&v=HQXYQahsWRc

    Obrigado.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 24 de novembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Ronaldo,

      Não temos por objetivo neste canal discutir opiniões pessoais de quem quer que seja, ao mesmo tempo em que não emitimos nossas opiniões pessoais em nossas publicações. Nosso papel aqui é informar de maneira isenta, aquilo que já é consagrado em toda a literatura técnica e científica publicada em mídia acreditada internacionalmente. De toda forma, procuramos sempre estabelecer o cenário em que essas informações podem ser publicadas de modo a que façam sentido aos nossos leitores. Sendo assim e como essa publicação sobre qual seria o pH ideal da água para consumo humano gerou bastante polêmica, gostaríamos de ressaltar alguns pontos que já abordamos em outras oportunidades :

      1) Modernamente, a porção séria da ciência mundial repudia veementemente “pesquisadores” que se julgam detentores exclusivos de alguns conhecimentos que podem ser comercializados em benefício próprio – e não da sociedade. Normalmente, esses supostos “pesquisadores” ou mesmo “cientistas” são detentores de informações cujo refinamento é questionado por toda a comunidade internacional mas que atendem ao pensamento mágico das pessoas comuns. Ocorre que com o advento da internet, ninguém mais faz pesquisa sozinho, nem descobre novos ovos de colombo sem que toda a comunidade científica internacional se mobilize no mesmo sentido. Isso não existe mais. Entretanto, muitos ainda se valem de argumentos mágicos que se baseiam em biografias mirabolantes para venderem informações falsas. Em geral, essas informações estão sempre associadas à saude, estética, religião ou dinheiro – temas esses que mexem demasiadamente com o desejo das pessoas em acreditar no inacreditável;

      2) No caso específico da água, algumas abordagens que nos chegam em vídeos ou “conferências” são absolutamente falaciosas e não têm absolutamente nenhum fundamento científico. Por exemplo, argumentar que a “água é um nutriente pelo fato de realizar hidrólise” é desconhecer ambos os conceitos, tanto o de nutriente quanto o de hidrólise. Como em geral esses comentários são feitos para platéias leigas, disposta a crer e, em geral, após uma substancial sobrevaloração e auto-promoção de quem os faz, a informação passa como se contivesse algum conteúdo – mas não tem.

      3) Uma característica comum a todos os vendedores de milagres é querer colocar algo de científico nos milagres que desejam vender. Assim, é comum a citação de nomes estrangeiros de difícil pronúncia, desconhecidos da comunidade científica internacional mas muito frequentes nos manuais dos produtos e serviços que colocam a venda. Outro comportamento corriqueiro desses “cientistas-milagrosos” é atribuírem a si mesmos uma qualificação que praticamente ninguém tem na face da Terra. Seja por terem lido livros de muitas páginas, seja pela prática absolutamente anti-ética no meio científico de desqualificarem outros cientistas, autores, pesquisadores ou profissionais de diversas áreas;

      4) A falácia maior no tema água tem sido atribuir a ela capacidades que ela não tem pelo fato de que nosso corpo compõe-se de aproximadamente 70% de água. É verdade que a nossa composição é majoritariamente água mas isso não confere à água propriedades físico-químicas que ela não tem. Por exemplo, imantar moléculas de água, ionizá-la, transformá-la em uma estrutura hexagonal na forma líquida dentre tantas outras miragens são proposituras que desconsideram todos os conceitos que elas mesmas abordam e que só podem ser supostos como verdades se aceitarmos a falsa idéia de que toda a comunidade científica é ignorante e ultrapassada e apenas esses “vanguardistas” redescobriram a roda;

      5) Apenas para relembrar nossa abordagem inicial dessa publicação, reiteramos que o pH da água que ingerimos não tem interferência no pH do nosso sangue pois nosso organismo selecionou ao longo de milhões de anos de evolução (seleção natural) mecanismos refinadíssimos de tamponamento do pH de todos os nossos fluidos corporais. Do contrário, poderíamos morrer ao tomarmos um copo de limonada, que tem pH próximo de 3.0. Essa publicação gerou grande polêmica basicamente entre 3 grupos bem característicos de pessoas. Um deles, os comerciantes de produtos e/ou serviços que alcalinizam a água e que se valem de informações não comprovadas pela ciência para venderem seus artefatos milagrosos. Um outro grupo, composto por pessoas que compraram esses artefatos na boa fé e argumentam que “se sentem bem ao tomar água alcalina”. Finalmente, o terceiro grupo de pessoas como você que estão em busca de saber a verdade. De nossa parte e do ponto de vista estritamente científico que é o que norteia o nosso trabalho, desprezamos as manifestações do primeiro grupo. Às pessoas do segundo grupo, não teríamos nada a dizer além de louvarmos o fato de se sentirem bem mas que é muito improvável que essa sensação esteja relacionada com o pH da água que consomem. Só nos preocupam aqueles que porventura tenham alguma doença que pudesse ser curada por meios tradicionais, com êxito conhecido mundialmente, mas que estão atrasando esse tratamento consumindo produtos milagrosos, prejudicando suas saúdes e enriquecendo espertalhões. Para o terceiro grupo, onde você se enquadra, oferecemos o melhor de nosso empenho na publicação de informação isenta, confiável, respaldada na literatura científica consagrada internacionalmente tendo como único retorno as manifestações de apreço e consideração pelo nosso trabalho.

      Obrigado por sua participação

    Ronaldo | 18 de novembro de 2015 | Reply

    Boa tarde Rogério.
    Só retificando as informações, eu digitei “COHESP” e o certo é (SABESP).
    Obrigado.

    André | 20 de novembro de 2015 | Reply

    Olá, boas as informações aqui contidas. Poderia tirar uma dúvida? Estou com problemas em manter o pH da agua conforme legislação vigente, sempre esta na casa de 5,0 e 6,0. Essa água que falo é de um serviço hospitalar, gostaria de saber quais medidas devo tomar para manter o pH entre 6,0 e 9,5…Obrigado

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 24 de novembro de 2015 | Reply

      Boa trade André,

      A faixa de valores do pH entre 6.0 a 9.5 para a água destinada ao consumo humano não é uma exigência e, sim, uma recomendação. Essa recomendação está mais fundamentada nos processos de tratamento e transporte da água que propriamente em questões relacionadas à saúde pública. Isso significa que você não está obrigado a fazer a correção do pH caso não queira. Contudo, valores de pH abaixo de 6.0- poderão trazer algum comprometimento de suas tubulações, caso sejam de metal, e também de algum serviço específico dentro do hospital tais como hemodiálise, CME, lavanderia dentre outros. Caso você esteja se utilizando de água de poço (imagino que sim) deverá obrigatoriamente fazer a cloração da mesma. Em geral, a cloração da água feita com hipoclorito de sódio líquido alcaliniza a água, e essa elevação de pH poderá resolver sua demanda. Assim, recomendo que meça novamente o pH de sua água após a cloração pois pode ser que o problema tenha sido solucionado.

      Obrigado por sua participação;

    Fábio | 21 de novembro de 2015 | Reply

    Vale a pena investir num purificador com lâmpada ultravioleta?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 23 de novembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Fábio,

      Purificadores que se utilizam de osmose reversa como processo de filtração são os equipamentos domésticos mais refinados que estão disponíveis no mercado hoje em dia. O dispositivo de lâmpada ultra violeta é um adicional de qualidade desses equipamento cuja eficiência bacteriológica é limitada. Na prática, as lâmpadas têm realmente alguma ação bactericida, mas nada muito relevante. Sendo assim, nossa sugestão é que você considere a relação de custo e benefício. Equipamentos sem lâmpadas ultra violeta podem ter a mesma ação filtrante (purificadores) que aqueles com as lâmpadas. Se o impacto nos preços não for algo muito significativo, fique com os de lâmpadas. Contudo, um investimento muito elevado para essa funcionalidade não é algo que se justifique.

      Obrigado por sua participação

        Fábio | 23 de novembro de 2015 | Reply

        Muito obrigado pela resposta, Rogério.
        Fico muito grato pelo seu grande empenho em tirar as nossas dúvidas e com uma qualidade incrível na resposta.

        E quanto a este modelo de purificador que diz o seguinte:

        “O XPA775 da Latina é um purificador de água refrigerado e completo: certificado pelo Inmetro com máxima eficiência em purificação (selo PI/CI), adiciona sais minerais à água em seu processo de filtragem e seu grande diferencial é a tecnologia Ultra violeta, que esteriliza até 99% de vírus, bactérias, fungos e outros micro-organismos.”.

        Tecnologia ultravioleta desenvolvida em conjunto com a USP: esteriliza até 99,9% de vírus, bactérias, fungos e outros micro-organismos

        Adiciona naturalmente sais minerais à água: cálcio, potássio e magnésio**
        ** Os valores obtidos na liberação dos sais minerais estão de acordo com o regulamento da Anvisa, a RDC 274 de 22/9/2005. “Regulamento técnico para águas envasadas e gelo”.

        “O processo de certificação do produto não avalia as características referentes aos sais minerais. Para garantir a qualidade da água de nossos purificadores, o filtro mineralizador foi desenvolvido em parceria com laboratórios especializados conforme a legislação aplicável – RDC 274 de 22 de setembro de 2005. O filtro mineralizador alem de purificar a água, possui um mix de minerais composto por um coquetel equilibrado e fracionado de quartzo, dolomita e feldspato, que adiciona naturalmente cálcio, potássio, magnésio e silício na água.”.

        Retenção de partículas: P-I
        Redução de cloro livre: C-I
        Eficiência bacteriológica: Aprovado

        Esses sais minerais adicionados teriam um efeito relevante em nosso organismo, ou seja, valeria a pena investir em um purificador desses, que custa entre R$ 700,00 e R$ 1.000,00?

          Rogério Felisoni
          Rogério Felisoni | 24 de novembro de 2015 | Reply

          Bom dia Fábio,

          Não temos como emitir opiniões sobre equipamentos e/ou marcas específicas através desse canal, dado que o objetivo aqui é a exposição de informação isenta e sem cunho comercial. De toda forma, alguns comentários sobre sua exposição podemos fazer, em carater geral :

          1) Os raios ultra violeta são ionizantes, razão pela qual têm ação bactericida. Essa informação é de conhecimento geral há muito tempo e não representa exclusividade para nenhum produto. O problema dos raios ultra violeta, como de qualquer raio luminoso, é que o caminho óptico é necessariamente retilíneo, isto é, não faz curvas. Resulta daí a eficiência bactericida reduzida das lâmpadas ultra violeta em relação aos desinfetantes químicos (como o cloro) que estando dissolvidos na água atingem qualquer porção da mesma e dos compartimentos em que está reservada;

          2) O sistema de filtração com elemento filtrante a base de quartzo, dolomita e feldspato é conhecido mundialmente e não representa um processo de “purificação”, visto que vai sendo gradativamente dissolvido na água, deixando seus resíduos (basicamente de cálcio e magnésio) componentes desse elemento filtrante. O processo de purificação necessariamente baseia-se em membrana filtrante (osmose reversa) que reduz ao mínimo a concentração de sólidos dissolvidos na água (o que pode ser avaliado pela medida da condutividade da água resultante, após passar pela membrana)

          3) Filtros “mineralizantes” são dispositivos que retiram particulados da água (daí o nome “filtro”) ao mesmo tempo em que dissolvem na água parte do elemento filtrante (daí o nome “mineralizante”). O processo de dissolução do elemento filtrante é inevitável e natural. Alguns fabricantes se utilizam dessa ocorrência (inevitável e natural) como se fosse um adicional de qualidade de seus produtos. Essa prática é muito comum no Brasil. Um exemplo dela está explícito nas latas de azeite em que encontramos frequentemente a frase “não contém colesterol”. Obviamente nenhum azeite contém colesterol porque o colesterol é necessariamente uma molécula produzida apenas por animais (não por vegetais). Sendo assim, o azeite jamais terá colesterol e a informação seria totalmente desnecessária, mas os fabricantes de azeite as utilizam como peça publicitária, sabendo que os consumidores demonizam o colesterol. Nos filtros acontece algo semelhante. Contudo, a literatura médica atual considera irrisórias as concentrações de cálcio e magnésio que um indivíduo possa ingerir diariamente através da água. Esses nutrientes devem ser supridos pela alimentação, muito embora ainda exista forte campanha midiática atribuindo à água, capacidades terapêuticas e nutricionais que, definitivamente, ela não possui;

          Finalmente, não temos como opinar sobre preços. Esperamos, apenas, que nossas informações atendam às suas demandas e garantimos que as mesmas fundamentam-se, única e exclusivamente, em dados consagrados pela literatura técnica e publicada em mídia acreditada internacionalmente, sem sensacionalismo nem interesse comercial.

          Obrigado por sua participação

    Augusto | 1 de dezembro de 2015 | Reply

    Boa noite, Rogério Felisoni. Parabéns pela postagem, sempre bom observar pessoas que tentam enriquecer o conteúdo da internet com estudos científicos. A minha questão seria um pouco diferente da abordada nos outros comentários. É certo que sua postagem aborda a “mitificação” do consumo de água alcalina e sua alteração com o ph sanguíneo. Ficou muito claro o posicionamento de você e sua equipe e o porquê. Agora, minha questão seria em relação o ph da água e sua relação com o contato direto com o organismo. Em outras palavras, o contato direto, por exemplo com a pele, ou até mesmo cabelo. Diante disso, gostaria de saber a interferência na pele de um banho ou de um banho de piscina em água”ácida” ou “alcalina”. Pergunto isso porque em toda internet não consigo achar nenhum dado sobre isso. Por outro, lado vi neste post muita boa vontade em informar o público. Assim, gostaria de saber se o ph da água que tomamos banho todo dia pode influenciar em aparecimento de alergias ou problemas na pele. Por exemplo, eu sofro de urticária e toda vez que tomo banho, ou banho de piscina e inclusive rios e mares, fico com coceiras, ouvi de um dermatologista que seria por causa da temperatura corporal, porém tive outros problemas na pele, como aparecimento de fungos. Assim, se sua equipe pudesse pensar sobre esta questão ficaria muito grato, quem sabe poderia ser tema de uma nova postagem. Não é necessário a resposta em relação apenas o problema de pele que eu sofro em específico, mas problemas de forma geral, como aparecimentos de fungos, micoses, alergias e demais. Além disso, o cloro pode influenciar também? Muito obrigado, desde já agradeço sua atenção.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de dezembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Augusto,

      Seu questionamento é bastante amplo e não teríamos como esgotar o assunto neste espaço, especialmente porque nosso foco neste canal está mais restrito à qualidade da água para consumo humano e não nos aspectos patológicos de sua eventual inadequação. De toda forma, vamos procurar abordar alguns casos rotineiros com os quais nossa equipe tem familiaridade, sem sairmos de nossa proposta original :

      Água para Balneabilidade

      Do ponto de vista estritamente técnico, a água destinada a balneabilidade deve também atender aos padrões de potabilidade pois é natural que qualquer banhista faça ingestão da água onde nada, ainda que involuntariamente. O mesmo raciocínio vale para a água do banho ou aquela que usamos para escovar os dentes, por exemplo. Sua abordagem, contudo, refere-se mais ao contato da água com a pele humana que à ingestão propriamente dita. Nesse sentido e em carater bastante geral, os dermatologistas são unânimes em aceitar a idéia de que qualquer fluido (líquido ou gás) em contato com a pele ou qualquer mucosa humana será tanto menos agressivo a esses tecidos quanto mais se aproximar das características dos mesmos. Embora a pele humana tenha uma camada de substâncias orgânicas (graxas) que a protege do contato com tais fluidos do ambiente, essa proteção pode ser insuficiente caso haja no referido fluido algum agente agressor que não seja “barrado” por essa camada protetora e natural em todos nós. Ocorre que essa proteção tem capacidades distintas de indivíduo para indivíduo fazendo com que os agentes agressores do ambiente possam ter uma ação maior ou menor. São inúmeros os agentes agressores do ambiente e o pH da água pode ser um deles, dependendo de sua sensibilidade e da “capacidade da camada protetora” de sua pele. O problema dos agressores ambientais ultrapassarem a proteção natural da pele não se limita apenas ao agressor em si. Ocorre que, ao atingir sua pele, uma agente agressor poderá “desestabilizar” sua imunidade local, predispondo sua pele ao desenvolvimento de micoses ou doenças alérgicas. Isso é bastante comum em nadadores que, permanentemente expostos a agentes agressores da água da piscina (cloraminas, urina, suor etc) acabam fazendo uma resposta inflamatória exacerbada na forma de alergia ou outras dermatites. Atendendo especificamente à sua dúvida em relação ao cloro, a resposta é sim, ele pode influenciar. Contudo, o problema nas piscinas não é apenas o cloro mas, sim, sua combinação com a urina dos demais banhistas que acaba formando um composto intermediário denominado cloramina. São as cloraminas (combinação do cloro com a urina dos banhistas) que dão ardência nos olhos, cheiro na pele, coceira, micoses e muitas outras manifestações alérgicas. Sendo assim, saiba que quando você entrar numa piscina e sentir “forte cheiro de cloro”, o que você estará percebendo é que esta piscina tem elevada concentração de cloraminas, resultante do fato de que tem muita gente “fazendo xixi na água” rsrsrs. No caso específico do pH para a água destinada a balneabilidade, uma sensação frequente dos banhistas refere-se à ardência nos olhos. O pH fisiológico da lágrima humana está em torno de 7.2. Isso significa que valores inferiores ou superiores a esse trarão desconforto ao contato. Para os cabelos, é muito improvável (mas não impossível) que o pH da água interfira no couro cabeludo de um indivíduo saudável em razão da espessa camada protetora de gordura nessa região do corpo. O que normalmente ocorre quando recebemos reclamações de ressecamento (da pele ou do próprio cabelo) é que a água tem elevada dureza ou elevada concentração de outros sais que acabam aderindo aos cabelos e/ou ao próprio couro cabeludo, resultando em ressecamento ou mesmo descamação.

      Obrigado por sua participação.

        Maria Roselinde | 15 de janeiro de 2016 | Reply

        boa noite Dr. Rogério. como posso produzir água alcalina a partir da água tratada da rede de água da minha cidade? quais os ingredientes que transformariam minha água em alcalina?

          Rogério Felisoni
          Rogério Felisoni | 29 de janeiro de 2016 | Reply

          Boa tarde Maria Roselinde,

          Água alcalina será qualquer água cujo valor de pH esteja acima de 7.0. Muito possivelmente, a água recebida em sua residência e produzida pela concenssionária já tem essa característica. Sugiro que você faça a medição para certificar-se. De toda forma, a elevação do pH em água pode se dar pela adição de alcalinizantes como bicarbonato de sódio, dentre muitos outros. Não recomendamos esse procedimento sem antes verificar sua necessidade avaliando o valor do pH atual.

          Obrigado por sua participação

    Cesar Barrouin | 9 de dezembro de 2015 | Reply

    Bom dia, Dr. Rogério. Sou leigo no assunto e fico feliz em você dizer que tomar água alcalina não produz nenhuma melhora para o nossa saúde, pois já estava pesquisando para comprar algum equipamento que prometia isso. Inclusive já estava querendo comprar também um reagente para medir o PH da água do purificador aqui de casa, mas já mudei de ideia. Se estou correto, o importante é a hidratação com aproximadamente 02 litros diários de água limpa (filtrada) apenas e uma alimentação saudável ? O PH da água que ingerimos é, então irrelevante ! ! Uma última dúvida : O nosso estômago tem PH mais ácido, o limão também. Existe alguma fundamentação de que o limão se alcalinizaria no estômago ? Obrigado.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de dezembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Cesar Barrouin,

      Nossa publicação afirma que o pH da água que ingerimos não tem influência alguma no pH do nosso sangue que é tamponado para manter-se na faixa de 7.35 a 7.45 independentemente dos líquidos e dos alimentos que ingerimos. Existem inúmeros equipamentos no mercado que elevam o pH da água querendo fazer crer a seus consumidores que essa elevação de pH da água influenciaria o pH do sangue e que esse fato (que absolutamente não ocorre) traria benefícios à saúde do consumidor dessa água. Não há nenhuma evidência científica de que isso ocorra, tampouco de que o pH da água que ingerimos possa alterar o pH do sangue de um indivíduo sadio. Você está correto, ou seja, hidrate-se bem, com água potável e considere que os nutrientes necessários à manutenção de sua saúde virão prioritariamente de sua alimentação. O que ingerimos pela água é irrisório para nossas necessidades diárias – embora muitos afirmem o contrário. A idéia de que o limão (ou qualquer outra fonte de solução ácida) possa alcalinizar o pH do estômago humano é um dos maiores absurdos que circulam pela internet. Seria como afirmar que uma pedra de gelo pudesse aquecer sua residência. Ou que um lança-chamas pudesse apagar um incêndio. A internet aceita tudo e, infelizmente, as pessoas de boa fé acabam sendo enganadas pelos mercadores de milagres que sempre procuram dar uma base científica (ainda que falsa !) para os milagres que querem vender.

      Obrigado por sua participação

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 11 de dezembro de 2015 | Reply

      Boa tarde Cesar Barrouin,

      Nossa publicação afirma que o pH da água que ingerimos não tem influência alguma no pH do nosso sangue que é tamponado para manter-se na faixa de 7.35 a 7.45 independentemente dos líquidos e dos alimentos que ingerimos. Existem inúmeros equipamentos no mercado que elevam o pH da água querendo fazer crer a seus consumidores que essa elevação de pH da água influenciaria o pH do sangue e que esse fato (que absolutamente não ocorre) traria benefícios à saúde do consumidor dessa água. Não há nenhuma evidência científica de que isso ocorra, tampouco de que o pH da água que ingerimos possa alterar o pH do sangue de um indivíduo sadio. Você está correto, ou seja, hidrate-se bem, com água potável e considere que os nutrientes necessários à manutenção de sua saúde virão prioritariamente de sua alimentação. O que ingerimos pela água é irrisório para nossas necessidades diárias – embora muitos afirmem o contrário. A idéia de que o limão (ou qualquer outra fonte de solução ácida) possa alcalinizar o pH do estômago humano é um dos maiores absurdos que circulam pela internet. Seria como afirmar que uma pedra de gelo pudesse aquecer sua residência. Ou que um lança-chamas pudesse apagar um incêndio. A internet aceita tudo e, infelizmente, as pessoas de boa fé acabam sendo enganadas pelos mercadores de milagres que sempre procuram dar uma base científica (ainda que falsa !) para os milagres que querem vender.

      Obrigado por sua participação

    Ana Claudia | 12 de dezembro de 2015 | Reply

    Prezado Rogério,
    Gostaria de saber pois fui a uma palestra sobre água alcalina e falou-se muito sobre a melhora da saúde com o seu o seu consumo. Inclusive a cura de doenças como diabetes, artrites, dores de cabeça, pois falado que a aágua ionizada melhora a captação de oxigênio pelas células, e circulação dos minerais,vitaminas e nutrientes. A tal reorganização das células. Gostaria de saber sua opinião sobre isto.
    Agradeço

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 18 de dezembro de 2015 | Reply

      Bom dia Ana Claudia,

      Não existe absolutamente nenhuma referência na literatura médica mundial e que seja publicada em mídia séria e acreditada dizendo que a cura de diabetes e artrites se faz com água “ionizada”. Essa é uma afirmação sem nenhum fundamento científico que só encontramos na fala de pessoas que comercializam equipamentos ou serviços que transformariam a água num agente terapêutico que ela não é. Também vemos essas afirmações nos manuais de equipamento milagrosos que transformam a água em cura para quase tudo. Essa afirmação não tem base científica séria. A outra observação é ainda mais absurda. Ionização é um conceito químico que nada tem a ver com “captação” de oxigênio pelas células. Aliás, do ponto de vista fisiológico, não faz nenhum sentido dizer-se que as células captam oxigênio da água que ingerimos. O oxigênio utilizado pelas nossas células é destinado à produção de energia metabólica e entra em nosso organismo pela respiração. Jamais pela água que ingerimos. Isso é uma ficção que não te nenhuma relação com a ciência nem com a fisiologia humana, servindo apenas aos mercadores de milagres que insistem em dar uma ar científico (sempre falso) aos milagres que querem vender. Imagino que após a palestra a que você assistiu, o palestrante queria lhe vender alguma coisa, estou certo ?

      Obrigado por sua participação.

    Ána claudia | 14 de dezembro de 2015 | Reply

    Prezado Rogério. Gostaria des sua opinião sobre um palestra que assisti. Foi falado que a água sendo ionizada faz uma reorganização das células da água que proporcionaria uma hidratação bem melhor do corpo e p transpor dos nutrientes seria bem melhor. O que o Sr. Acha disso?Agradeço Ana Cláudia

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Ana Cláudia,

      Peço que leia diversos outros comentários que fizemos neste canal sobre esse mesmo assunto. Aproveito para reafirmar que “água ionizada” é um conceito mágico e totalmente estranho à ciência moderna. A idéia de “reorganização das células da água” é uma abordagem totalmente equivocada e sem nenhum sentido para a ciência e o transporte de nutrientes em nosso corpo não tem nenhuma relação com esses aspectos. Lamento que as pessoas continuem divulgando inverdades. Peço que confirme, aqui neste canal se, ao final da palestra a que você assistiu, algum dos palestrantes não lhe ofereceu um equipamento milagroso que seria capaz de “ionizar” a água para melhorar a sua saúde.

      Obrigado por sua participação

    Cintra | 22 de dezembro de 2015 | Reply

    Senhor Rogério,
    Mesmo que o senhor tenha razão em todas as afirmações, o senhor perde credibilidade quando desqualifica um questionamento, procurando ridicularizar o interlocutor. Em certo comentário o senhor dirigiu-se ao interlocutor dizendo que sua linguagem é precária, afora outras situações em que o senhor procura desqualificar e ridicularizar o interlocutor.
    Na verdade isso é um mecanismo de defesa bastante eficiente, quando se quer impor “goela abaixo” sua teoria ou ponto de vista.
    Se o senhor reler todos os seus comentários, e analisa-los de forma crítica e imparcial, acredito que ficará corado com a quantidade de repetições em todos eles. Concluindo, uma pessoa educada e preparada, ao responder um questionamento, ainda que seja de enfrentamento, deve fazê-lo com classe, com educação, com diplomacia. É possível discordar ou rebater uma ideia contrária à sua, com elegância, com classe, com educação. Não é o caso do senhor. O senhor está sempre com uma pedra na mão para atingir quem discordar do senhor. Pode atirar a pedra em mim, pois discordo, mais pela sua postura inadequada que pelo conteúdo propriamente dito, para cujo conteúdo tenho opinião inabalável formada.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Cintra,

      Este não é um canal onde expomos “opiniões”. Nossa equipe tem o compromisso de divulgar informação técnica, isenta, atual, cientificamente coprovada e que esteja disponível em qualquer mídia acreditada internacionalmente. Por essa razão, não consideramos aceitável sua abordagem sobre “ridicularizar” o interlocutor. Dependendo da mensagem que nos é enviada, o referido interlocutor está ridicularizando a si mesmo. Nós apenas confirmamos. Pela mesma razão, não temos o menor interesse em que sejamos seguidos ou confirmados pois, ao contrário dos que nos contestam, não vendemos produtos nem serviços milagrosos que transformam a água numa panacéia que, definitivamente, ela não é – a despeito de opiniões inabaláveis de quem quer que seja. No meio científico, os debates não se baseiam em “classe” ou “elegância”, mas em conhecimento desde que tenha a qualificação descrita acima. Diferente disso, entramos no campo do interesse comercial ou da fé, esta sim, inabalável. Jamais atiraremos pedras em você ou em qualquer de nossos leitores. Procuramos responder com informação, a mesma informação disponível na literatura científica acreditada. Este é um canal de informação científica, não é um canal de boas maneiras. Aliás, consideramos a pior das “más maneiras”, a maneira daquele que se diz pesquisador e comercializa produtos ou serviços para enganar as pessoas e ter lucro fácil.

      Obrigado por sua participação

    Alexandre Menezes | 28 de dezembro de 2015 | Reply

    Meu caro.
    Entendo perfeitamente a empresa querer explicar sobre o PH da água.
    Mas se eu fosse vc, não abriria mais esses canais para resposta. Me concentraria apenas em colocar a questão sobre o teor da água que vcs fornecem.
    Pois não só vc não é médico, como não possui na sua equipe um especialista que estuda exatamente esse assunto em particular.
    A medicina ainda é um campo que segue em constante aprendizado e evolução, ao contrário da engenharia que prefere trabalhar com um número limitado de variáveis dentro de parâmetros matemáticos e químicos constantes e já conhecidos.
    Sugiro que vc não dê mais opiniões de engenheiro afirmando o que não sabe já que não é profissional da área de saúde.
    Vc estå prestando um serviço de contrainformação.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Alexandre Menezes,

      Primeiramente gostaria de informá-lo de que não distribuímos água de nenhuma espécie. Não somos uma concessionária de serviços públicos. Somos um laboratório de análises de água.
      Sobre sua abordagem referindo-se a “ser médico”, informo que em nossa equipe existem médicos, biólogos, farmacêuticos e engenheiros. Contudo, a profissão de cada um de nós nada tem a ver com a qualidade de nossas publicações pois os textos que publicamos neste canal não são opiniões de especialistas mas, sim, informações com base científica publicada em qualquer mídia acreditada (não em manuais de produtos milagrosos nem em “pesquisas” realizadas secretamente por “cientistas de si mesmos”). Lamentavelmente, o Brasil é especialista em acreditar em qualquer pirotecnia que se publique, especialmente se essa pirotecnia estiver assinada por alguém que se diga especialista. Nesse caso em particular do pH da água, as maiores insanidades que vimos publicadas referem-se a concentos químicos já conhecidos há séculos e consagrados por toda a ciência contemporânea, mas que os tais especialistas simplesmente desconsideram na defesa de seus produtos milagrosos. Em geral, nessa defesa insana, os argumentos são sempre dessa natureza, ou seja, que a medicina sempre muda e que em breve aquelas tolices que estão dizendo serão descobertas como verdades e que os falsos pesquisadores seriam, na verdade, protagonistas de uma vanguarda que nós, os obsoletos, não conseguimos perceber. Sua abordagem sobre a engenharia moderna é bastante equivocada visto que a bioengenharia é a área da medicina que mais se desenvolve no mundo. Peço que reveja seus conceitos e que não creia cegamente em informações que não têm sentido, mesmo que elas tenham sido proferidas “por alguém da área”. A ciência é uma só. Fora dela, o que existe é mentira ou fé.

      Obrigado por sua participação

    Eduardo | 28 de dezembro de 2015 | Reply

    Rogério Felisoni, virei seu fã!
    Muita paciência para tratar com “trolls”.
    Sabe, 75% dos brasileiros são analfabetos (funcionais ou plenos), provavelmente uma parcela maior é de analfabetos científicos.
    Se todo mundo tivesse paciência com os deficientes cognitivos como você tem, acho que o nível dos brasileiros seria melhor.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Eduardo,

      Obrigado por sua referência elogiosa sobre nosso trabalho. É esse reconhecimento por parte de de nossos leitores que nos mantém firmes no tarefa de fornecermos informação isenta, atual e cientificamente comprovada.

      Acredito que o maior problema da desinformação em si mesma são os aproveitadores da boa fé alheia que prometem milagres em torca de dinheiro. Não temos absolutamente nada contra o trabalho remunerado e o sucesso profissional mas, muitas vezes, esses que enganam aos demais vendendo e prometendo curas e panacéias, acabam muitas vezes comprometendo a saude de muita gente. Estamos juntos nessa batalha contra a enganação.

      Obrigado por sua participação

    Miguel Dinis | 6 de janeiro de 2016 | Reply

    Bom dia,
    Eu tenho um filtro de osmose inversa e o pH medido deu 0,03. É prejudicial para a saúde?
    Gostaria de saber se poderia aconselhar-me.
    Obrigado

      Miguel Dinis | 7 de janeiro de 2016 | Reply

      Afinal era a pureza da agua e não o pH….
      Tenho de arranjar um novo medidor.

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

        Boa tarde Miguel Dinis

        Obrigado pro sua participação.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Miguel,

      Essa medição deve estar errada. Peço que refaça.

      Obrigado pro sua participação.

    Antonio Oliveira | 10 de janeiro de 2016 | Reply

    Olá Sr Rogério Felisoni;

    Muito obrigado pelos seus esclarecimentos fornecidos. Ao ler a sua gentil resposta às minhas indagações, concluí que (i) o melhor expediente para o usuário final, que não tem tempo, compreensão da temática e elevada desconfiança quanto a presença de agrotóxicos dissolvidos na água fornecida pela empresa distribuidora seja o de consumir água mineral em sua residência Contudo, conforme o senhor salienta em dos trechos da resposta ( “…os rótulos de algumas águas minerais comerciais contêm informações sobre o perfil fisico-químico das mesmas que nada têm a ver com a realidade”) concluí, também, de que (ii) o nosso governo brasileiro (ou de cada ente federativo) pode deixar de acompanhar periodicamente a (in)existência de agrotóxicos nas águas minerais prospectadas e comercializadas em nosso país e /ou de a empresa que vende água mineral poder ‘mascarar’ a existência de agrotóxicos presentes água prospectada por eles. Quanto a conclusão (ii), peço a gentileza de ser inteirado de seu conhecimento.
    Muito obrigado,
    Antonio Oliveira
    P.S.: Esta mensagem já tinha sido anteriormente enviada em 19/nov/15. Fiquei sem saber se, por alguma razão, o senhor não a recebera.

    Mario Felix | 11 de janeiro de 2016 | Reply

    como que eu faço um teste de uma fonte se a agua é mineral?
    fiz um teste rapido o Ph da agua deu acima de 7.5 essa agua é mineral?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Mário Felix,

      O pH da água não é a informação que determina se a água é mineral. Para saber se sua água é mineral você precisa fazer uma análise de “minerabilidade” e verificar se o perfil físico-químico da mesma se adequa às determinações do Decreto Lei 7841 de 8 de agosto de 1945 (embora antigo, está em vigor). Esse decreto lista diversos parâmetros que você precisa analisar em sua água para saber se ela é mineral ou não. Caso deseje fazer essa análise em nossos laboratórios, solicite um orçamento por email para comercial@cohesp.com.br

      Obrigado por sua participação

    Valéria | 12 de janeiro de 2016 | Reply

    Depois de ler, pontos e contrapontos saio daqui satisfeita.
    Argumentação, firme, coesa e clara.. Bons questionamentos e respostas adequadas.
    Como toda boa leitura, enriqueceu-me.
    Portanto, minha escrita é para agradecer e parabenizar. Reforço assim a esperança de termos a chance de receber, discutir e debater informação para o livre pensar e assim obter conhecimento. O maior poder que podemos ter.
    Muito bom!!

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Valéria,

      Obrigado por suas considerações sobre nosso trabalho. É esse reconhecimento que nos mantém firmes no propósito de fornecermos, gratuitamente, informações isentas, atuais e cientificamente comprovadas.

      Obrigado por sua participação

    Felipe Santos | 25 de janeiro de 2016 | Reply

    Boa tarde, trabalhamos na área rural e nosso olabradores fazem uso de água de nascentes, em nossa ulima análise constatamos um Ph de 5,78, ou seja, um pouco abaio do recomendado, qual a melhor forma de corrigirmos o Ph?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Felipe,

      O valor do pH está muito próximo de 6.0 que é o limite mínimo da faixa estabelecida pela Portaria 2914, MS. Lembro, contudo, que essa faixa é apenas uma recomendação e não uma exigência pois o pH 5.78 não oferece nenhum risco à saude humana. As águas engarrafadas e os sucos de frutas, por exemplo, têm pH inferior a 4. A recomendação está muito mais relacionada aos processos e de tratamento e distribuição (tubulações) que a aspectos relacionados à saude humana. Nesse sentido, a correção não é necessária, a menos que queira. Se for esse o caso, a elevação do pH pode ser feita através de dosadoras de soluções, utilizando algum agente alcalinizante como bicarbonato de sódio, dentre outros.

      Obrigado por sua participação

    Bruno Felipe | 25 de janeiro de 2016 | Reply

    Parabéns Rogério!

    Poucos profissionais se sujeitam a tal escrutínio. Faz por merecer sua formação. Não vi em todas as minhas pesquisas a quantidade de perguntas e suas devidas respostas como aqui. Externo minha admiração pelo trabalho feito. Fiquei horas lendo estes posts. Melhor que qualquer outro.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de janeiro de 2016 | Reply

      Bom dia Bruno Felipe,

      Muitíssimo obrigado por seu comentário, em meu nome e de toda a nossa equipe. Temos nos esforçado ao máximo para publicar informação isenta, atual e cientificamente comprovada para que possamos ajudar as pessoas a decidirem por conta própria e livres dos “mercadores de milagres”.

      Conte sempre com nossa equipe e obrigado por sua participação.

    Osmar | 25 de janeiro de 2016 | Reply

    Olá Rogério
    Li todos os comentários e acima de tudo, cheguei a uma conclusão. VOCÊ É MUITO PACIENTE. Eu já teria chutado o balde de água com seu PH logo no décimo post. Parabéns pela sua paciência e persistência. Guardei todos os posts e lerei eles novamente com carinho, pois graças a este seu esforço, tenho certeza que serei outro toda vez o os ler. Obrigado. Abcs.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de janeiro de 2016 | Reply

      Bom dia Osmar,

      Muitíssimo obrigado em meu nome e de toda a nossa equipe por sua referência elogiosa ao nosso trabalho. São esses comentários que nos estimulam a permanecer publicando informação isenta, atual e cientificamente comprovada. Juntos poderemos ajudar no saneamento básico, saneando o mercado dos “mercadores de milagres” às custas da boa fé das pessoas.

      Obrigado por sua participação e conte sempre com nossa equipe

    Rose | 28 de janeiro de 2016 | Reply

    Parabéns pela paciência.
    Me perguntei inúmeras vezes se vc responderia a tais posts.
    Definitivamente não sabemos ler. Nós brasileiro não conseguimos interpretar um texto bem feito. Não atoa vivemos com políticos tão preciosos. Merecidamente.
    .

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de janeiro de 2016 | Reply

      Boa tarde Rose,

      Obrigado pela referência elogiosa ao nosso trabalho. Empenharemos sempre o melhor de nossos esforços para atender às dúvidas de nossos leitores, publicando informação isenta e cientificamente balisada. Entendo com naturalidade o fato de que muita gente não tenha informação sobre um assunto tão particular como qualidade de água e que, por essa razão e com boa fé, acabe se deixando enganar por falsos “pesquisadores” e mercadores de milagres. O que não aceito em hipótese alguma é que existam pessoas que, valendo-se dessa boa fé e desinformação das pessoas, consigam obter ganho fácil ao enganá-las e, muitas vezes, comprometendo a saude das mesmas em seu próprio benefício. Esses falsos “pesquisadores” não merecem um cérebro humano. E, com certeza, não devem possuir um coração humano.

      Obrigado por sua participação e conte sempre com nossa equipe.

    SAUDE | 5 de fevereiro de 2016 | Reply

    TUDO O QUE BEBEMOS E COMEMOS VAI …….((((((( COM TODA A CERTEZA CERTEZA ))))))) MODIFICAR E ALTERAR O PH DO

    SANGUE E DO NOSSO CORPO…….. PORTANDO MUITA AGUA ALCALINA E MUITOS ALIMENTOS ALCALINOS VAO COM CERTEZA ALTERAR O PH DO NOSSO CORPO E SANGUE…….SAUDE !

    ASSIM COMO AGUA ACIDA E ALIMENTOS ACIDOS …..SEREMOS ACIDOS…..NAO SAUDAVEIS…..

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 5 de fevereiro de 2016 | Reply

      Bom dia,

      Esse é um dos comentários mais estapafúrdios dentre os inúmeros que recebemos. Chegamos a pensar em nem responder por parecer-se mais com uma “pegadinha” do que com um cometário realmente, ainda que rizível. Contudo, sempre nos motivamos a responder quando alguém insiste em se basear numa idéia sem nenhum fundamento, segundo a qual “nosso corpo poderá ficar ácido” ou alcalino. Nosso corpo não fica ácido nem alcalino. Isso não faz o menor sentido, nem para a química, muito menos para a fisiologia humana. Imaginar que doenças sejam ácidas e que saúde é alcalina é ignorar solenemente todos os conceitos envolvidos nos estudo da fisiologia humana. Trata-se meramente de uma decorrência imaginária segundo a qual “ácido” está associado a alguma coisa ruim, o que não faz o menor sentido para a ciência, apenas para a imaginação. Repetindo pela n-ésima vez e quantas mais forem necessárias, o pH de nosso sangue é tamponado e mantém na faixa de 7.35 a 7.45 e isso independe da água potável que um indivíduo saudável venha a ingerir.

      Obrigado por sua participação

        lineu | 18 de setembro de 2016 | Reply

        Sugestão: as respostas poderiam ser estritamente no âmbito científico, sem entrar em conflitos pessoais e tecer comentários sobre a personalidade dos participantes que aqui deixaram seus comentários.

          admin | 21 de setembro de 2016 | Reply

          Boa tarde Lineu,

          Concordo plenamente e, se você reparar, nossa equipe mantém essa conduta em absolutamente todas as nossas publicações cujo cenário restringe-se ao que nos propomos a debater nessa canal sob os aspectos técnicos e científicos apenas. Contudo, vez por outra aparecem comentários sem nenhuma relação com o tema proposto, deseducados, densos em desinformação e, como se não bastasse, agressivos e maldosamente insinuantes. De início, optávamos a ignorar esses “participantes” dispensáveis mas depois, nossa equipe houve por bem responder-lhes no mesmo tom, sem perder o lado informativo dos textos, exatamente para convidar essa turma a distribuírem suas mágoas, ressentimentos e ignorância em outros blogs.

          Obrigado por sua participação

    SAUDE | 5 de fevereiro de 2016 | Reply

    TUDO O QUE BEBEMOS E COMEMOS VAI …….((((((( COM TODA A CERTEZA CERTEZA ))))))) MODIFICAR E ALTERAR O PH DO
    SANGUE E DO NOSSO CORPO…….. PORTANDO MUITA AGUA ALCALINA E MUITOS ALIMENTOS ALCALINOS VAO COM CERTEZA ALTERAR O PH DO NOSSO CORPO E SANGUE…….SAUDE !
    ASSIM COMO AGUA ACIDA E ALIMENTOS ACIDOS …..SEREMOS ACIDOS…..NAO SAUDAVEIS…..

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 5 de fevereiro de 2016 | Reply

      Bom dia,

      Esse é um dos comentários mais estapafúrdios dentre os inúmeros que recebemos. Chegamos a pensar em nem responder por parecer-se mais com uma “pegadinha” do que com um cometário realmente, ainda que rizível. Contudo, sempre nos motivamos a responder quando alguém insiste em se basear numa idéia sem nenhum fundamento, segundo a qual “nosso corpo poderá ficar ácido” ou alcalino. Nosso corpo não fica ácido nem alcalino. Isso não faz o menor sentido, nem para a química, muito menos para a fisiologia humana. Imaginar que doenças sejam ácidas e que saúde é alcalina é ignorar solenemente todos os conceitos envolvidos nos estudo da fisiologia humana. Trata-se meramente de uma decorrência imaginária segundo a qual “ácido” está associado a alguma coisa ruim, o que não faz o menor sentido para a ciência, apenas para a imaginação. Repetindo pela n-ésima vez e quantas mais forem necessárias, o pH de nosso sangue é tamponado e mantém na faixa de 7.35 a 7.45 e isso independe da água potável que um indivíduo saudável venha a ingerir.

      Obrigado por sua participação

    Reinaldo Adriano borba dos santos | 10 de fevereiro de 2016 | Reply

    olá, eu assisto videos e ja vi palestra do DR lair Rbeiro , PHD é nutrologo e cardiologista, qual a sua opinião sobre os videos dele publicados sobre o ph da agua ???

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 10 de fevereiro de 2016 | Reply

      Boa tarde, Reinaldo.

      Esse canal não tem o papel de emitir nossas opiniões sobre qualquer dos assuntos que abordamos, muito menos sobre opiniões de outras pessoas, quem quer que sejam. Desconhecemos a referência que você está citando e limitamo-nos a deixar claro que, de acordo com qualquer literatura de fisiologia humana, o pH do sangue humano não se altera com a o pH da água ingerida por um indivíduo saudável em razão de um mecanismo refinado de tamponamento, como já descrevemos em diversos outros de nossos comentários. Essa não é uma opinião nossa. Tampouco é uma opinião. É uma informação, como disse, aceita por toda a comunidade científica internacional e publicada em qualquer livro de fisiologia humana utilizado pelos estudantes da área da saúde nos primeiros semestres do curso de fisiologia. Acrescentamos a esse nosso comentário que, internacionalmente, as informações cientificamente comprovadas e publicadas não ganham maior ou menor credibilidade dependendo dos títulos de quem as publica. As opiniões, sim. Contudo, nenhum cientista de renome e títulos acadêmicos efetivamente reconhecidos se sujeita a “publicar” informações que não possa comprovar através daquilo que toda a ciência conhece como “método científico”. Ademais, os supostos cientistas que comercializam serviços e equipamentos “capazes” de produzir efeitos milagrosos (entenda, efeitos que a ciência não comprova nem aceita) na água ou onde quer que seja são sempre colocados sob suspeição pela comunidade científica internacional. Em outras palavras, pense bem antes de acreditar nas idéias de quem ganha algum dinheiro com elas. Independentemente dos títulos que esses “cientistas-mercadores-de-milagres” possam exibir.

      Obrigado por sua participação

    Jorge Noronha | 22 de fevereiro de 2016 | Reply

    Prezado Rogério
    Sou engenheiro químico ( UFRJ) como vc.
    Para evitar a formação de cálculos renais de oxalato de cálcio., por orientação médica tenho tomado um copo de limonada sem açúcar ( como fonte de ácido cítrico) por dia e tomado regularmente água mineral cujo pH está ligeiramente acima de 8,0. Na sua opinião, seria indiferente a ingestão de uma água com um pH inferior ? Obrigado.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 22 de fevereiro de 2016 | Reply

      Bom da Jorge,

      O pressuposto desse espaço é não emitirmos opiniões pessoais e, sempre que possível, encaminhar nossas publicações referentes às dúvidas e mensagens de nossos leitores à luz do conhecimento científico publicado em mídia acreditada internacionalmente. Na área da saúde, nossa atenção se volta sempre à medicina baseada em evidências e a referência bibliográfica tem base na Bireme (mmm.bireme.br).

      Do ponto de vista da medicina baseada em evidências, a opinião do especialista é a última da pirâmide a ser considerada e apenas o é na falta de informações cientificamente comprovadas que justifiquem protocolos “alternativos” (que variam de especialista para especialista). Embora existam diversos especialistas (em diversas áreas) que argumentem em favor do suco de limão para terapias diversas, não existe publicado na literatura médica trabalhos que demonstrem evidência dos resultados do suco de limão (ou de ácido cítrico via oral) sobre cálculos renais. Causa certa estranheza, do ponto de vista químico, a ingestão do suco de limão combinado com água de pH acima de 8,0.

      Existe uma legião de pessoas que atribuem ao ácido cítrico (e, ao limão) propriedades terapêuticas que não se comprovam por método científico nem por evidências. Algumas pessoas chegam a se irritar quando publicamos esta afirmação mas este canal destina-se exclusivamente à exposição do que a literatura admite como ciência. Respondendo objetivamente à sua pergunta, para um indivíduo saudável, a ingestão de água com pH inferior àquele que você está consumindo não traria a menor influência sobre o pH do seu ambientes estomacal cujo pH está próximo de 2.5 e mantido assim por um ácido forte como o HCl. Nesse ambiente, o próprio ácido cítrico (um ácido orgânico fraco) tem nenhuma influência significativa.

      Se você se sente bem com essa conduta, mantenha. Não há nada que possa ser considerado como danoso. Contudo, a literatura médica considera, como causas para a urolitíase (cálculos renais), fatores relevantes como predisposição genética, dieta (dependendo do “tipo” de cálculo) e baixa ingesta de líquidos. Você, certamente, não pode alterar a primeira delas (predisposição genética). Mas pode reduzir sua ingesta de cálcio (sob acompanhamento médico) e, fundamentalmente, ingerir mais água do que sua sede exigir. Essa última recomendação é a mais indicada pela medicina e tem comprovação baseada em evidências. Boa sorte.

      Obrigado por sua participação

    Marcio Baptista | 1 de março de 2016 | Reply

    Depois de ler este artigo tenho apenas uma coisa a dizer, Obrigado, Dr, Rogério. O senhor me fez economizar R$1.000,00. Um grande abraço e que Deus continue lhe abençoando.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de março de 2016 | Reply

      Boa tarde Márcio,

      Que bom que nosso trabalho possa auxiliar as pessoas que queiram se informar. Agradeço por seu comentário e conte sempre com nossa equipe.

      Obrigado por sua participação

    Alexandra Oliveira | 3 de março de 2016 | Reply

    O corpo humano é formado por cerca 80% de água, o cerebro 90%. Com qual base um profissional de respeito pode afirmar que a qualidade e as características da água como o PH não influenciam no bem estar do organismo??? E’ algo palese e absurdo! PESQUISEM não acreditem no que se diz aqui.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 3 de março de 2016 | Reply

      Boa tarde Alexandra,

      Acredito que você não tenha entendido o conteúdo de nossas publicações, pois seria um absurdo alguém afirmar que “a qualidade da água não influencia no bem estar do organismo”. Se você chegou a essa conclusão ao ler nossas publicações, solicito que releia com mais atenção antes de fazer um comentário como esse. O percentual de água que compõe nosso organismo também não tem nenhuma relação com o que estamos falando, restando apenas como uma frase de efeito para impressionar aqueles que aceitam transformar a água que bebemos num agente terapêutico ou numa panacéia – o que ela definitivamente não é. Finalmente, nossa publicação a respeito do pH da água diz respeito ao fato de que seu valor de pH não influencia o pH de nosso sangue, o que já repetimos exaustivamente nesse espaço, mas parece que você ainda não havia entendido e, por isso, repetimos. Recomendo que preste mais atenção, não apenas em nossas publicações, mas em tudo aquilo que lê.

      Obrigado por sua participação

    josé mauri | 12 de março de 2016 | Reply

    Boa noite.
    A sua pessoa não acredita em água magnetizada. Temos provas científicas, inclusive comprovadas pelos Estados Unidos em congresso mundial sobre a saúde humana.

    Temos provas científicas de que a água magnetizada previne a osteoporose.

    Gostaria de saber se mesmo assim a sua pessoa questiona as provas científicas transcritas em livro pelo Brasil e Estados unidos?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde José Mauri,

      Desculpe, mas magnetismo não é uma questão de crença, mas de ciência. A água não é passível de ser magnetizada pela simples razão de que esse conceito sequer faria algum sentido para a matéria no estado líquido. A literatura médica consagrada internacionalmente não valida nenhum tratamento para osteoporose que se baseie em água, magnetizada ou não. Em geral, esses “livros” e “pesquisas” estão relatados apenas nos manuais de produtos que prometem transformar a água em agente terapêutico, enganando a boa fé dos mais crédulos e, pior que isso, retardando o tratamento dos pacientes que realmente precisam de ajuda.

      Obrigado pela participação “da sua pessoa”

    Karla Heidan | 17 de março de 2016 | Reply

    E quanto a tensão superficial, macro aglomerados, viscosidade, osmolaridade, condutividade elétrica e o ORP da água o que o Sr. pode nos dizer?
    Obrigada.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Karla,

      Tensão superficial, viscosidade, osmolaridade, condutividade elétrica, ORP (potencial de oxi-redução) são conceitos químicos absolutamente desprezíveis quando tratamos de padrões de potabilidade de água destinada ao consumo humano. Tanto assim que sequer são citados na Portaria 2914 (Ministério da Saude) e em nenhuma norma internacional que estabelece os padrões para qualidade de água em todo o mundo. Em geral, eles aparecem sempre de forma errônea e totalmente desconexa em palestras sobre produtos que prometem transformar a água em um agente terapêutico, promotor de beleza e saúde, que ela efetivamente não é. Assim, vendem seus produtos que é o que lhes interessa. Macro aglomerados é um termo tão genérico quanto desprovido de significado.

      Obrigado por sua participação

    Moisés Marques | 18 de março de 2016 | Reply

    Senhor, Rogério Felisoni, Só queria dizer que sendo eu, licenciando do 5 período de química, queria ter uma fração do seu conhecimento. Incrível, suas explicações são muito claras e precisas. Ler suas respostas para mim, foi uma verdadeira aula de ácidos e bases. Parabéns, estou muito admirado com seu trabalho e conhecimento.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 13 de maio de 2016 | Reply

      Obrigado Moisés,

      Disponha de nossa equipe para o que precisar.

    Névia Lopes | 18 de março de 2016 | Reply

    Sr.Rogério li seus comentários e digo que são bastante esclarecedores, digo mais, além de conhecimento sobre o assunto o Sr. tem uma paciência de Jó… para responder a tantas perguntas baseadas em artigos de internet, escritos por sei lá quem,,, estudos científicos como os que o Sr. detalha são confiáveis e estes sim devemos levar em consideração, apesar de ser uma adepta de uso de produtos naturais e sem agrotóxicos ou conservantes, no caso em tela a água como o Sr. mesmo relata é importante para o equilíbrio do nosso organismo, Eu já tomei água de poço, água de mina natural de sítio, água mineral comprada e hj tom água de filtro de barro… aqueles à moda antiga mesmo… mas porque eu e meus filhos nos sentimos melhores, independente de questões de PH. Gostei muito da sua disposição em responder todas estas perguntas, algumas até sem nenhum fundamento. Parabéns !

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 14 de junho de 2016 | Reply

      Obrigado por sua participação, Névia. E pela referência elogiosa ao nosso trabalho.

      Disponha de nossa equipe sempre que pecisar.

    ALBERTO CASTELO BRANCO | 23 de março de 2016 | Reply

    Dr. Rogério,

    Gostaria que o sr. explicasse sobre água ozonizada, p. ex., se eu tiver um aparelho com água ozonizada, eu posso consumi-la e quais são os benefícios para a saúde?
    E sobre a água kangen?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de junho de 2016 | Reply

      Bom dia Alberto,

      Ozônio é um oxidante enérgico e tem ação bactericida. A limitação de seu uso em água destinada ao consumo humano é sua baixa estabilidade na água, ou seja, o ozônio dissolvido na água atua como agente bactericida por pouco tempo pois logo retornará à atmosfera como oxigênio. Na prática, as bactérias que forem “atingidas” pelas moléculas de ozônio realmente serão eliminadas. Contudo, a instabilidade do ozônio vai deixar a água desprovida de “defesas” contra bactérias remanescentes e aquelas que porventura voltem a contaminar a água.
      Desconhecemos o que seja água Kangen. Contudo, temos alertado sistematicamente a nossos leitores que não se deixem levar por mitos e propriedades fantasiosas que determinados produtos prometem produzir na água pois elas não passam de mera ficção travestida de “pesquisa científica” e que explora a boa fé das pessoas menos avisadas. Em geral, esses produtos prometem rejuvenescimento, saude, beleza … Sempre são temas sobre os quais as mentiras “colam” com mais facilidade nas pessoas. Enquanto ficam reduzidas a essas questões cosméticas, paciência. A vaidade tem um preço que cada um paga se quiser, mesmo sabendo que está sendo enganado. O problema ocorre quando esses falsos produtos prometem curas para doenças sérias e que, certamente, nada fazem. Muita gente adia tratamentos consagrados mundialmente pela medicina enquanto ficam bebendo água (alcalina, ionizada, imantada, dentre outras pirotecnias). Essa prática prejudica aos pacientes e só enriquece o charlatanismo.

      Obrigado por sua participação

    Messias Marques | 4 de abril de 2016 | Reply

    Caro Rogerio, inicialmente agradeço pela paciência e tempo dispendido, apos ler os posts, pendo ter entendido seu posicionamento. Apenas lamento tantas pessoas que escreveram sem se preocupar com o conhecimento cientifico e mais, com rancor e agressão absurdas. Relembrei o professor de filosofia que deseja fazer valer a opinião com base na área de conhecimento social ou de sociais aplicadas ou mesmo de humanas, sem contudo ter aprendido o básico, qual seja que os filosofos amam o debate, sem violência ou prepotência de se entender dono da razão. Falta ao rapaz, dito professor revisitar socrates e outros para apreender filosofia. As pessoas acham que fazer inúmeros cursos técnicos ou mesmo superiores, gabaritam seu modo de observar o mundo e torna-os verdadeiros. Risivel. amo Nietzsche quando ele filofosa………….não há fatos, só interpretações. Contudo nas exatas algumas coisas se modificam com a evolução do nosso olhar sobre a ciência, penso que não há criação mas apenas mudança do olhar e entendimento. Parabenizo-o pela paciência e pela ânsia em colocar as questões sobre o rigor técnico cientifico. Acredito que as pessoas não deveriam atacar ou ser grosseiras, ao contrário, deveriam se respaldar no conhecimento cientifico e, se desejam debater posições, que o façam com rigor cientifico. Novamente parabenizo o caro engenheiro, com conhecimento em fisiologia humana.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 5 de abril de 2016 | Reply

      Boa tarde Messias,

      Obrigado por sua mensagem que me fez lembrar de um ex-professor, ainda nos primeiros anos como aluno na Escola Politécnica que dizia o seguinte : “na ciência, existem algumas coisas que todos que as conhecem, conhecem da mesma forma; aquelas que dizem que conhecem outras formas que ninguém conhece, é porque não conhecem nada”. Não apenas o Brasil mas em boa parte dos países em que a educação só é prioritária nos discursos, o pensamento mágico das pessoas é uma constante. Existe uma tendência a se “acreditar” naquilo que não se conhece e talvez resulte daí a raíz da fé humana. Mas quando o cenário é a ciência e o método científico, a fé fica em segundo plano.

      Muito obrigado por sua participação e por sua mensagem que estimula a toda nossa equipe a persistir no caminho da informação isenta e confiável.

    João Marcos Pucci | 30 de maio de 2016 | Reply

    Bom Dia,

    Trabalho em uma empresa onde o PH da Caixa Dagua esta entre:
    pH da água Lab.EQF: 8.58
    pH da água Lab.BIO: 8.36
    pH da água da torneira: 7.80

    Limite de especificação: 5,0 a 8,0

    Esta água usada nos laboratórios e a mesma que consumimos na empresa, gostaria de saber o que posso adotar para reduzir o PH sem afetar o abastecimento interno na empresa?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde João,

      Não compreendemos exatamente sua dúvida. Poderia nos esclarecer melhor sua necessidade ?

      Obrigado por sua participação

    Gabriela Silva | 6 de junho de 2016 | Reply

    Olá ,
    No condominio onde moro possui poço artesiano e ao realizar anãlise da agua , a mesma apresentou PH 5,53 , gostaria de saber se este valor é prejudicial a saude , bem como para a tubulação da agúa ( parte dela é de metal e parte de PVC ).

    Gabriela

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 8 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde, Gabriela

      Para a saude humana, o pH 5.53 não traz nenhum tipo de prejuízo ou benefício. Lembro que as água engarrafadas, em especial as gaseificadas mas as naturais também, têm valores de pH bem inferiores a 5.0. Com relação às tubulações, realmente os metais têm solubilidade maior em água com valores de pH mais baixo. Recomendo que você faça uma análise da água que sai por essas tubulações para verificar qual o concentração de ferro que porventura esteja presente na mesma e, então, adotar ou não alguma providência. Pelo cenário que você descreve, imagino que esteja se referindo a água de poço. Se for isso, mais importante que a correção do pH é a manutenção da concentração de cloro residual livre na água para garantir a ausência de bactérias.

      Obrigado por sua participação

    marco minerbo | 20 de junho de 2016 | Reply

    Senhores,
    Com relação ao assunto pH da água, apenas como um lembrete rápido, todos os alimentos que são considerados saudáveis e que evitam doenças graves e degenerativas, e que em 100% das reportagens há anos sugerem sem qualquer polêmica, a ingestão em grande quantidade deles diariamente, coincidentemente são reconhecidamente como sendo alcalinos. O mesmo acontece com os alimentos que devemos evitar , que coincidentemente são considerados ácidos e que aumentam a chance de contrairmos doenças degenerativas ( puxem qualquer link na internet referente a alcalinidade dos alimentos ). Acredito então que com relação à água não devemos ser tão radicais acreditando que qualquer água está boa, e que o organismo vai se ajustar automaticamente, pois o organismo que tenta se ajustar para se manter saudável perante os alimentos, mas em certos casos não consegue e a doença sobressai , é o mesmo que trabalhará perante este parâmetro alcalino ou ácido da água, também.. De nada adiantaria termos uma dieta com alimentos alcalinos e tomarmos águas ácidas. Com certeza há uma relação entre pH do que entra pela boca e saúde, seja alimento ou água.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de junho de 2016 | Reply

      Boa tarde Marco Minerbo,

      O assunto já foi exaustivamente debatido neste canal que, embora se proponha a discutir temas ligados à qualidade de água, acabou sendo remetido ao debate sobre fisiologia humana em razão de nossa publicação sobre o pH ideal para a água destinada ao consumo humano. De toda forma, gostaríamos de ressaltar alguns pontos :

      1) Sua certeza ao afirmar que “todos os alimentos que são considerados saudáveis e que evitam doenças graves e degenerativas, e que em 100% das reportagens há anos sugerem sem qualquer polêmica, a ingestão em grande quantidade deles diariamente, coincidentemente são reconhecidamente como sendo alcalinos, não encontra nenhum respaldo na ciência acreditada mundialmente em especial na literatura sobre fisiologia humana. Essas “reportagens que há anos” recomendariam alimentos alcalinos não fazem referência a um único parágrafo descrito em evidência médica. Ao contrário, compõem sempre os ‘tratamentos mirabolantes” que envolvem a “natureza” e tantas outras magias com pseudo-poderes terapêuticos, sem nenhuma comprovação científica, tampouco alguma mínima base química quando tratam de alcalinidade ou basicidade;

      2) Os links da internet não são uma boa referência para a discussão sobre fisiologia humana pois costumam trazer “opiniões” pessoas no lugar de informação científica. Não existe listado na nutrolgia clássica um único alimento que “produza” doenças graves e degenerativas pelo fato de ser “ácido”. Ao contrário, 90 % das frutas que consumimos nos países tropicais são extremamente ácidas e a Organização Mundial da Saude recomenda que façamos a ingestão de 5 porções diárias das mesmas. O mesmo ocorre com boa parte das folhas verdes, inúmeros legumes e com um belo filé de peito de frango ao aceto balsâmico ou ainda um delicioso risoto de alho poró. Apenas como um lembre rápido, todos esses alimentos, independentemente da concentração de ácido ou base que contenham, serão imediatamente “acidificados” pela alta concentração de ácido clorídrico necessariamente existente no estômago de um indivíduo saudável;

      3) Ninguém seria radical a ponto de dizer que “qualquer água está boa”, ate porque isso não seria um radicalismo mas, sim, uma insanidade. O que tremos repetido à exaustão é que o ambiente estomacal de um indivíduo saudável é necessariamente ácido e que os alimentos não interferem significativamente sobre esse pH, tampouco a água;

      4) Finalmente, a idéia de que o organismo fica tentando se ajustar face ao pH ácido dos alimentos é absolutamente falaciosa. Nada disso acontece. Do contrário, ficaria todo o tempo tentando se ajustar ao pH naturalmente ácido do estômago, o que é um absurdo. Nenhuma doença se “sobressai” pela variação do pH do sangue humano. Aliás, uma variação do pH do sangue humano para fora da faixa fisiológica (7.35 a 7.45) já é por si só uma “doença”, muitas vezes fatal se não corrigida rapidamente. Imaginar que o pH dos alimentos é responsável por doenças é desconsiderar completamente a fisiologia humana já consagrada mundialmente bem como as noções mais elementares de equilíbrio químico, mecanismo pelo qual nosso corpo tampona o pH de nosso sangue mantendo-o na faixa ideal para nosso metabolismo. Lembrando, esse equilíbrio não ocorre com consumo de energia metabólica na forma de ATP.

      5) A única certeza sobre a relação entre pH dos aliemntos/água e doença é aquela descrita nos manuais dos produtos comercializados e que prometem alcalinizar a água dos consumidores de boa fé. Fora disso e dos “links da internet”, nenhuma evidência séria liga as duas coisas.

      Obrigado por sua participação

      CRQ2 | 18 de setembro de 2016 | Reply

      Um contra-exemplo: refrigerantes, que são ácidos, já foram exaustivamente pesquisados por universidades norte americanas (ex.: Minnesota, Ohio e Massachusetts), comprovadamente sendo classificados como alimentos que aumentam em mais de 50% a probabilidade de desenvolvimento de câncer. Como o senhor afirma que não existe nenhuma comprovação de que alimentos ácidos não causem câncer? Seria mesma coisa que dizer que não existe comprovação científica de que gorduras aumentem a probabilidade de doenças cardíacas ou que tabaco aumente a probabilidade de câncer.

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 21 de setembro de 2016 | Reply

        Amigo, esse tema já foi exaustivamente abordado em postagens acima. Acredito que você tenha lido as pesquisas pela metade ou não as tenha compreendido adequadamente. Antes de mais nada, deixo claro que não temos nada a favor de refrigerantes nem esse é o canal para discutirmos esse ou aquele produto. A associação que se faz entre refrigerantes e câncer nada tem a ver com o pH dessas bebidas. Trata-se de estudo bem mais amplos que demonstram estilos de vida associados a cânceres e outras doenças do nosso tempo, como obesidade, hipertensão, diabetes. Junto com o consumo excessivo de refrigerantes está normalmente o tabagismo, o sedentarismo, o stress elevado dentre outros hábitos que parecem ser frequentes nos pacientes estudados e que desenvolveram alguma espécie de tumor, em geral metastáticos. Novamente, não existe nenhuma comprovaçào de que alimentos ácidos causam câncer pelo simples fato de que essa frase não tem o menor significado para a oncologia moderna. Aliás, a idéia pirotécnica de “alimentos ácidos” ou básicos é uma mera abstração dos que insistem em vender fé com base em supostas pesquisas que jamais existiram.

        Obrigado por sua participação.

    mauro kkc | 20 de junho de 2016 | Reply

    ola Rogério Felisoni…voce está correto em tudo que diz , as pessoas são equivocadas nessa questão do Ph , ele realmente não tem influencia sobre o sangue , mas ele tem influencia em outras funções do organismo , como previne a acidose isso é fato , porém o Ph da água não é a unica coisa que é importante e sim um conjunto onde a água deverá ser antioxidante , ter nutrientes necessários , ter uma excelente condutividade e tensão superficial , eu faço uso de uma garrafa que deixa a água nas condições ideais como é na natureza , onde se encontra a melhor água…não vou discutir nada com ninguém , só vou mencionar que eu estava com cancer no sangue e o que ela promoveu foi , melhor hidratação , uma limpeza no organismo por intoxicação dos medicamentos , mas dizer que ela cura como esse lair ribeiro eu ouvi dizer aí não !!! ele diz que qdo voce está num ambiente alcalino é impossivel de proliferar o cancer , eu estava ingerindo agua alcalina a muito tempo e tive cancer , mas quando tive o entendimento que não é o PH que determina se a agua é ou não aí fui estudar e vi que não é …o Ph é importante mas não é tudo que falam , virou moda e os nutricionistas até recomendam vc tomar agua alcalina e não sabem nem o que estão dizendo…parabéns pela matéria rogério….

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 20 de junho de 2016 | Reply

      Obrigado, Mauro.
      Ficamos felizes que você tenha se recuperado. Ao mesmo tempo, assim que possível, compartilhe conosco quais são “as condições ideais como é na natureza” para a água e como funciona essa garrafa à qual você se refere.

      Obrigado por sua participação.

    Roberto Hosni | 10 de julho de 2016 | Reply

    parabéns pelos trabalhos e informações dos senhores !
    Para quem já possui uma certa idade, estudou em boas universidades, não é uma tarefa das mais fáceis ler (em sua grande maioria), a quantidade de analfabetos funcionais existentes hoje aqui neste paisinho sub-desenvolvido.
    Mas, seguimos em frente, que todos os deuses e orixás nos dêem paciencia, virtude revolucionária, aliás

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 28 de julho de 2016 | Reply

      Bom dia Roberto,

      Obrigado pela referência elogiosa e bastante original (rsrs) sobre nosso trabalho.
      Disponha de nossa equipe

    Danielle Priscila | 2 de agosto de 2016 | Reply

    Bom dia Sr Rogério!
    Sei que o objetivo do blog não é esclarecer duvidas sobre fisiologia, mas o senhor tão pacientemente o fez em tantas perguntas que talvez também possa esclarecer a minha. Como o nosso organismo realiza este deslocamento de equilíbrio químico? Eu entendi que existem vários mecanismos de tamponamento: respiração, urina, até o cansaço… Entendi que não se trata de um mecanismo que consome energia metabólica, mas envolveria o “consumo” de que? É um processo sem “custo” ao nosso organismo? E se existe esse mecanismo de deslocamento de equilíbrio químico significa que “algo” desequilibra o ph de nosso sangue, certo? O que seria então já que o que bebemos ou comemos não o é?

    Agradeço muito a atenção e o uso de aspas é uma tentativa de me fazer entender, uma vez que sou leiga e provavelmente não estou usando os termos técnicos corretos.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 23 de agosto de 2016 | Reply

      Boa tarde Danielle,

      Realmente esse canal não tem a intenção de discutir fisiologia humana, mas suas questões são muito oportunas tendo em vista a polêmica (sem fundamento) causada por nossa publicação a respeito da influência da água que ingerimos sobre o pH de nosso sangue. Suas aspas seriam até desnecessárias pois sua abordagem é estremamente clara e faz todo sentido. Vamos lá :

      1) Equilíbrio químico é um conceito extremamente importante na química das reações. Embora bastante complexo, vamos discuti-lo aqui de forma simplista mas suficiente para o cenário que procuramos abordar. Todos que já estudamos um pouco sobre reações química temos em mente que elas se baseiam, praticamente, na interação de reagentes A e B, resultando em produtos, C e D (apenas para exemplificar). Esse é o que costumamos chamar de sentido “direto” da reação. Contudo, ao mesmo tempo em que os reagentes A e B se combinam para formar os produtos C e D, estes se “descombinam” (esse termo não existe) e produzem novamente os reagentes A e B. Esse é o sentido “inverso” da reação. As velocidades de reação no sentido direto e inverso, a partir do início da reação, são diferentes até que se chegue a um equilíbrio, isto é, as concentrações de A, B, C e D não se alteram mais, a menos que se adicionem algum (ou alguns) deles (A, B, C ou D). A esta condição chamamos “equilíbrio químico”.

      2) O mais importante de toda essa “estória” acima é a frase final, ou seja, aquela que diz que para “deslocarmos” o equilíbrio para a direita (sentido direto da reação) ou para a esquerda (sentido inverso da reação) podemos adicionar mais reagentes ou mais produtos respectivamente. Portanto, sob esse aspecto que estamos abordando, o deslocamento do equilíbrio químico está relacionado com as alterações das concentrações de produtos ou de reagentes. Mais reagentes (A e B) e o equilíbrio se desloca no sentido de formação dos produtos (C e D); mais produtos (C e D) e o equilíbrio se desloca no sentido de formação dos reagentes (A e B);

      3) Pense, agora, num equilíbrio químico estabelecido quando os átomos de uma molécula de água (H2O) se “separam”, formando íons H+ e OH-. O pH dessa água é dado pela medida da concentração dos íons H+, de modo que, quando mais íons H+, menor o pH e mais “ácida” a água. Procure, agora, associar as duas ideias. No sentido direto da reação, temos moléculas de água se separando em seus íons constituintes (H+ e OH-); no sentido inverso da reação, temos os íons H+ e OH- formando moléculas de água. Se adicionarmos alguma substância que “contenha” íons H+, a concentração desse íon irá aumentar e o pH vai diminuir; se adicionarmos íons OH-, a concentração de íons H+ i´ra diminuir e o pH irá aumentar. Tentei simplificar, mas acho que estamos no caminho certo.

      4) Agora considere tudo isso funcionando exatamente como descrito para cada uma das milhões de reações químicas que ocorrem simultaneamente em nosso organismo. Nossa fisiologia é de tal forma refinada que a maioria das reações envolvidas são catalisadas por enzimas e extremamente dependentes do pH do meio ao seu redor. Exatamente por essa razão é que, durante os milhões de anos de evolução e seleção natural, nosso organismos especializou e selecionou reações químicas tamponadas, de modo que a variação do pH do meio se mantivesse numa faixa muito fina (no caso do sangue humano, entre 7.35 e 7.45) para que tudo opere normalmente, de acordo com nossa fisiologia. Finalmente, entramos na sua pergunta e nos baseamos nas informações acima. “Quem” era mesmo o responsável pelo deslocamento do equilíbrio químico? As concentrações de reagentes e de produtos, certo ? Para as reações envolvendo “produtos” e “reagentes”, é exatamente assim que ocorre, ou seja, se precisamos de mais “produtos” porque esses estão sendo “consumidos”, o equilíbrio se desloca no sentido de sua “fabricação”; se está sobrando produtos, o equilíbrio se desloca no sentido dos reagentes. A “produção” desses produtos (desculpe a redundância) é condicionada pela “necessidade” e, em boa parte das reações consome energia metabólica. E como fica o caso do pH do sangue ? Não apenas do sangue, mas o pH de outros fluidos corporais têm um controle feito por tamponamento (que você mesma listou em sua pergunta) para evitar que o equilíbrio químico seja deslocado para qualquer dos lados (o que poderia gerar a morte do indivíduo). Mas “quem” afinal deslocaria o equilíbrio químico do pH do sangue ? São as reações químicas que nele ocorrem e esse aspecto é fundamental. O corpo humano não recruta energia na forma de ATP (energia metabólica) para tamponar o sangue. Ao contrário, os tampões estão presentes para evitar que o pH se altere quando reações que consomem ATP se processam. Por isso é um grande equívoco pensar que consumimos uma energia que poderia ser usada na manutenção de nossa saúde para manter o pH do sangue em sua faixa ideal.

      Espero que tenha conseguido esclarecer suas dúvidas. Se restarem, disponha de nossa equipe

      Obrigado por sua participação

    Jefferson Gomes | 4 de agosto de 2016 | Reply

    então limão, bicarbonato de sódio, magnesio, não previne e nem cura o cancer?? tem evidencia cientifica pra prevenir o cancer? com uma bola alimentação e muitas vitaminas.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 4 de agosto de 2016 | Reply

      Bom dia Jefferson,

      O câncer é uma doença multifatorial cujo entendimento e cura consomem bilhões de dólares em pesquisas anualmente no mundo todo, nos maiores centros e hospitais de referência, incluindo o Brasil. As custas disso, milhares de vidas são salvas anualmente mas, infelizmente, ainda muitas outras são irremediavelmente levadas por essa doença. Não existe nada na literatura científica acreditada que recomende o tratamento, muito menos a cura do câncer com limões, laranjas, morangos ou outras frutas quaisquer. Tampouco com bicarbonato ou outras pirotecnicas que só atuam na fé e no pensamento mágico das pessoas. O câncer tem cura e a medicina hoje é capaz de curar cerca de 80 % dos diagnósticos feitos precocemente. O que nos preocupa é que, com base em crenças populares, algumas pessoas podem retardar o início de tratamentos consagrados enquanto ficam chupando limão ou ingerindo bicarbonato. O resultado disso pode ser a perda de um tempo irrecuperável para início do tratamento correto e que traria a cura de fato.

      Obrigado por sua participação

        Jefferson Gomes | 4 de agosto de 2016 | Reply

        obrigado por responder, agora fiquei mais esperto por esse grande serviço prestado aqui contra esses charlatães, e torcemos que em breve a GRANDE CIENCIA TRATARÁ O CANCER COMO SE TRATA UMA GRIPE HOJE. PARABÉNS PELO TRABALHO!!!!!!!

    Stanly Moe | 6 de agosto de 2016 | Reply

    Acredito que o Engenheiro Rogerio, ainda não teve tempo de conhecer o outro lado da moeda, ou então a Escola de Antoine Bechamp, pai do Pleomorfismo. Contemporâneo de Louis Pasteur, e escola Monomorfismo. Teria usurpado e escondido conhecimentos de pesquisa do primeiro. Pesquisas de Bechamp não reconhecidos na época foram esquecidas pelos meios ditos científicos. Contradizendo Pasteur, o sangue não é estéril. Pela acidez do sangue, levam a transmutação das células e a formação das bactérias que não vem de fora.
    Quando se constata o Pleomorfismo, fica uma sensação de profundo incômodo, e até mesmo incredulidade para o meio médico. “Se a escola estiver certa, teremos que jogar fora todas as teorias médicas e tomar o caminho que ele nos apontou”, aceitam os seguidores dessa regra.
    Então, Sr. Rogerio, não desdenhe quando alguém aponta soluções para as doenças, baseadas em ingestão de água alcalinizante. Quando se prepara agua potável, as bactérias anaeróbicas são destruídas. Se nosso corpo basicamente são 70% de agua, não interferiria no nosso metabolismo? Por acaso, o Senhor é bancado pelas indústrias farmacêuticas?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 31 de agosto de 2016 | Reply

      Boa noite Stanley Moe,

      Vou começar pelo final de sua fala que é absurda desde o começo mas desrespeitosa somente no final : não, não sou “bancado” por nenhuma indústria, nem farmacêutica nem fabricantes de filtros ou outras bobagens milagrosas cujos objetivos são o lucro fácil a troco da enganação e da mentira. Bobagens essas nas quais o senhor parece acreditar por interesse, por ignorância – ou por ambas. “Bancadas” são, por exemplo, as prostitutas. Não tenho pessoalmente nada contra elas, mas são atividades estranhas ao meio científico assim como seus comentários fantasiosos e sem nenhum fundamento. Vez por outra alguns comentários aparecem na internet “pinçando” uma frase aqui ou ali, misturando tudo numa enorme salada pseudo-cientifica, temperada com algumas frases de efeito que não se sustentam à menor análise técnica à luz da ciência moderna. Bechamp realmente existiu e tem um legado na química como estudioso da época que rivalizou com Pasteur alguns fundamentos que não se podiam comprovar diante das disponibilidades tecnológicas de seu tempo. Na realidade, antes do conhecimento que temos hoje sobre genética, diversos cientistas pré-contemporâneos formulavam teses baseadas em “geração espontânea” o que hoje sabemos ser um total absurdo. Realmente, nos dias de hoje, dizer que “pela acidez do sangue, levam a transmutação das células e a formação de bacérias que não vem de fora” chega a ser hilário. Parece uma daquelas formulações mágicas dos filmes de Frankenstein ou daqueles cientistas malucos que acreditavam que poderiam produzir vida misturando meia dúzia de poções mágicas. Não, meu caro Srtanly, não dá não. Isso é uma bobagem total e o próprio Bechamp teria vergonha do que disse naquela época se pudesse ter tido acesso aos conhecimentos de Watson e Crick na metade do século 20. Pena que ele morreu 50 anos antes, acreditando que nossas células pudessem se transformar em bactérias. Mas ele não tem culpa, coitado. Morre sem saber nada a respeito de mitose, meiose e dna. Mas hoje sabemos e, sendo assim, acreditar nessas tolices que você argumenta já passa a ser uma questão de opção ou interesse. Veja mais um exemplo patético de sua argumentação que extraio do seu próprio texto: “quando se prepara água potável, as bactérias anaeróbicas são destruídas”. Que idéia fantástica essa sua. Na produção de água potável com adição de cloro, todas as bactérias são destruídas. Trata-se de uma simples frase de efeito sem nada de novo. Mas depois você continua : “se nosso corpo são basicamente 70 % de água, não interferiria no nosso metabolismo”? Que pergunta esquisita, não acha ? Não tem sentido nenhum. Sim, nosso corpo é composto por aprox 70 % de água em massa. E daí ? Qual a relação disso com as suas bacterias anaeróbicas da água potável ?
      Amigo, como cientista e pesquisador, jamais desdenharia da ignorância alheia pois somos todos ignorantes em muitos aspectos. Contudo, não podemos retroceder à burrice de 100 anos atrás para justificar a nossa atual, certo ?

      Obrigado por sua participação, embora dispensável

    Gilberto Joffe | 22 de agosto de 2016 | Reply

    Desculpe, mas com certeza, vc deve ser patrocinado por essas multinacionais de bebidas, para falar tanta besteira, e mentir para esse povo que ignora esse assunto.

    É o mesmo caso dos laboratorios farmaceuticos que nao deixam que se pesquise a cura de varias doenças, porque sera a falencia deles.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 22 de agosto de 2016 | Reply

      Boa tarde Gilberto,

      De tantos comentários absurdos que recebemos, talvez o seu tenha ganhado a medalha de ouro. Embora a estupidez seja própria dos estúpidos e a burrice própria dos burros, alguns conseguem pertencer aos dois grupos simultaneamente, especialmente quando se temperam com uma pitada de prepotência e irresponsabilidade. Meça suas palavras ao dirigir-se a uma equipe composta de profissionais idôneos e independentes, cujo norte é nada além da informação científica, isenta e publicada em mídia acreditada. A despeito disso, não são incomuns observações tacanhas e obsoletas como essa que você nos encaminha, baseada na mofada e inconsistente “teoria da conspiração” segundo a qual já existe a cura para todas as doenças mas a “malévola” indústria farmacêutica omite tais conhecimentos para “faturar às custas dos pobres coitados dos doentes indefesos”. Nem mesmo nos países mais subdesenvolvidos do globo essa tolice ainda sobrevive mas, vez por outra, algum desinformado ainda vocifera tamanha bobagem sem o menor sentido. Tenho a certeza de que você, algum amigo ou familiar já se beneficiou ou ainda vai se beneficiar de vários medicamentos produzidos por essa indústria que está criticando com base em manchetes infantis e sem nenhum fundamento.

      Procure ter mais juízo antes de abrir a boca e questionar a idoneidade de quem você sequer conhece.

      Obrigado por sua participação, ainda que totalmente absurda e dispensável.

    Franklin Manoel de Brito | 24 de agosto de 2016 | Reply

    Dr. Rogério, bom dia.
    Se a portaria do Ministério da saúde 2914, segundo vossa explanação, recomenda utilizar-se água para consumo com com PH entre 6,0 e 9.5; por que o senhor afirma que as águas minerais que possuem PH abaixo de 5, não trazem problema algum para saúde? fiquei confuso, não seria o caso de se rever essa portaria?
    Abraços,
    Franklin Manoel de Brito

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 31 de agosto de 2016 | Reply

      Boa noite Franklin,

      A Portaria 2914 recomenda a faixa de pH entre 6.0 e 9.5 para água destinada ao consumo humano em razão de questões ligadas ao tratamento e distribuição e, não, por questões ligadas à saúde humana. Lembro que as águas minerais, especialmente as gaseificadas, podem ter pH inferior a 4.0, sem que acarretem absolutamente nenhum problema à saude humana. Sucos de diversas frutas têm pH inferior a 3.0 e o ambiente estomacal de um indivíduo saudável tem pH inferior a 2.5. Reiterando, tomar água com pH ácido (menor que 7) ou alcalino (maior que 7) não tem absolutamente nenhuma (repito, nenhuma !!!) influência sobre o pH do sangue humano e nem traz doenças nem boa saúde relacionadas a um suposto consumo de energia para “alcalinizar”o sangue. Essa ideia é absurda e não tem nenhum fundamento junto à ciência comprovada e publicada em mídia acreditada internacionalmente.

      Obrigado por sua participação

    ISRAEL CESAR VIANA BONFIM | 29 de agosto de 2016 | Reply

    Boa Noite Seu Rogério. Se possível gostaria de tentar tirar algumas duvidas. A primeira seria como eu poderia produzir uma água alcalina em linha industrial. isso é possível. como se faz? A segunda duvida seria existe alguma legislação em nosso pais da Anvisa que libere a comercialização de água alcalina no Brasil. Muito obrigado pela sua atenção. aguardo uma resposta sua.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 31 de agosto de 2016 | Reply

      Boa noite Israel,

      Água alcalina é qualquer água cujo pH seja superior a 7.0. A Portaria 2914 recomenda que a faixa de pH para água destinada ao consumo humano estja entfre 6.0 e 9.5, mas isso não está relacionado à saúde pública e, sim, aos processos de tratamento e distribuição.

      Obrigado por sua participação

    Jhoni | 9 de setembro de 2016 | Reply

    bom dia!!

    nesta caso uma pergunta curta e objetiva qual melhor ph pra saudê humana consumir?

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 21 de setembro de 2016 | Reply

      Boa tarde Jhoni,

      De acordo com nossa publicação, o pH da água potável que um indivíduo saudavel consome não influencia o pH de seu sangue, tampouco interfere no pH de seu ambiente estomacal. A pergunta sobre a “melhor água”para consumo humano (beber) não tem uma resposta técnica, restando esse atributo para as discussões cosméticas, culinárias ou daqueles que vendem “águas poderosas” querendo impregná-las com propriedades terapêuticas que ela não tem.

    Helbert Gustavo Rossi | 22 de setembro de 2016 | Reply

    Prezado Rogério, boa tarde!!
    Estou com o problema na agua da minha casa e os laudos apresentados (da rede e da saída do chuveiro) não condizem com os efeitos que venho observando em meu banheiro e no cabelo da minha esposa.
    Só para esclarecer, a minha casa possui sistema de aquecedor solar (boiler de cobre e 95% da tubulação de acquaterm).
    Ocorre que, a mais ou menos 6 meses, venho observando que os pisos e azulejos da área de banho do meu banheiro vem apresentando uma coloração esverdeada/azulada. Toda vez que fazemos a limpeza do banheiro, essa coloração some. No entanto, com a utilização do banheiro, volta a coloração. Ainda, a cabeleireira também detectou que o cabelo da minha esposa está ficando esverdeado (possui reflexo loiro). Em um primeiro momento, fizemos análise da água da rede pública que abastece a residência. Nesse laudo, todos os índices apresentavam resultado dentro do padrão. Em seguida, realizamos análise da água quente do chuveiro, acreditávamos que pudéssemos detectar algum índice de cobre ou até mesmo uma acidez da água, que segundo pesquisas, eram situações que poderiam causar essa coloração apontada acima nos pisos e azulejos da área de banho, bem como do esverdeamento do cabelo da minha noiva.
    No entanto, para a nossa surpresa, o laudo retornou com valores dentro do parâmetros para cobre, chumbo e ferro, no entanto, um valor de PH de 9.96. Em novas pesquisas, não consegui identificar esse resultado (água alcalina/básica) como consequência daquelas situações que estou me deparando no meu banheiro e no cabelo da minha esposa.
    Assim, aproveitando expertise do Sr., questiono: há alguma explicação técnica que justifica o resultado do laudo e os efeitos que estão acontecendo no banheiro ou no cabelo da minha esposa??. Ainda, o Sr. já viu ou presenciou algum caso parecido com o que estou relatando??. Ademais, se água da rede de abastecimento da minha casa

      Helbert Gustavo Rossi | 22 de setembro de 2016 | Reply

      continuando…Ademais, se água da rede de abastecimento da minha casa está com índices dentro dos padrões, é possível que após ela percorrer toda a tubulação e o boiler, ela saia com esse valor de Ph, ou seja, alcalina/básica.

        admin | 23 de setembro de 2016 | Reply

        … continuando …

        Não há porque isso ocorrer. A tubulação de cobre e o boiler não teriam mecanismos de elevar o ph para valores assim elevados (9,96). Gostaria de ter análises mais recentes e criteriosas de amostras colhidas diretamente do hidrômetro (assim que chega em sua casa, sem passar pela instalacão) e logo após os dispensadores (torneiras, chuveiros), tendo percorrido toda a instalação.

      admin | 23 de setembro de 2016 | Reply

      Boa tarde Herbert,

      O cenário que você descreve é extremamente comum e, também por essa razão, muito importante de ser comentado nesse canal. Certamente trata-se da presença de cobre na água. A coloração dos sais de cobre é verde-azulada e realmente impregna louças de sanitários e, frequentemente, podem ser observados também recobrindo os pelos corporais mais claros das pessoas (cabelos loiros ou brancos). Em geral, o estranhamento é geral quando normalmente realizam-se análises dessas águas e as conclusões sempre dão conta de “água apropriada ao consumo humano”. Isso ocorre porque, em geral, a maioria dos laboratórios de análises de água realizam serviços a que chamam de “análise de potabilidade” pois o consumo humano é, na grande maioria das vezes, o maior interesse dos clientes. A Portaria 2914 do Ministério da Saúde estabelece um limite de cobre na água destinado ao consumo humano igual a 2,0 mg/L. Qualquer valor abaixo desse permitirá que o laudo de análise de potabilidade conclua que a água está apropriada ao consumo humano, o que é um comum em praticamente todo o mundo. Contudo, valores inferiores a 10 % desse limite (0,2 mg/L) são mais que suficientes para produzir os tais sais verde-azulados que, gradativamente irão impregnar as superfícies descritas acima, com efeito acumulativo. O que ocorre é que o parâmetro cobre, quando analisado do ponto de vista dos limites máximos estabelecidos para a água destinada ao consumo humano é extremamente elevado se comparado com a concentração necessária e suficiente para dar o efeito indesejado da coloração verde-azulada. Assim, suas análises devem estar corretas e a concentração de cobre “dentro dos valores normais” para consumo humano. Contudo, existe cobre disponível para deixar tudo verde-azulado a sua volta. Certifique-se de qual é a concentração de cobre que seu laudo de análise descreve.
      O valor de pH de 9,96 é elevado, mas não tem relação com o evento. Ao contrário, em valores de pH elevados, os metais diminuem a solubilidade. isso significa que, se o valor do pH fosse menor, possivelmente a concentração de cobre seria ainda maior e o efeito da coloração ainda mais perceptível. Assim, os textos que se referem ao pH como influenciador desse processo devem ressaltar que ele se deva ao fato de que, em valores de pH mais baixos, os metais se dissolvem mais.
      Enfim, meu amigo, tudo isso para lhe dizer que você deve ter cobre em sua água e que a origem do mesmo é seu encanamento de cobre e o boiler (também de cobre), a menos que haja algum outro componente de cobre em sua instalação e que também contribui para o fato. Quando isso ocorre, sabemos que a substituição dos equipamentos e/ou das tubulações é uma tarefa muitas vezes inviável. Assim, costumamos recomendar a elevação do pH exatamente pelo farto de que, com isso, conseguimos uma redução do cobre dissolvido na água para valores tais que minimizem os efeitos da coloração verde-azulada. Isso muitas vezes traz bons resultados mas, nos seu caso, aparentemente a água já está com pH superior a 9 e mesmo assim o fenômeno ocorre o que nos leva a crer que a concentração de cobre é bastante elevada. Mas gostaria que você nos esclarecesse uma informação que não ficou muito clara : 1) é possível que haja instalado em sua linha algum tratamento para elevação do pH ? Isso costuma acontecer em instalações que usam equipamentos de cobre exatamente para minimizar a dissolução do cobre e sua concentração na água; 2) Você tem alguma análise de cobre e pH de uma mesma amostra colhida em um ponto logo após os dispensadores ? (torneiras, chuveiros). Caso não tenha, gostaríamos de estudar seu caso realizando algumas análises para posterior publicação nesse espaço. Esse tema é de grande utilidade pública.

      Obrigado por sua participação

        Helbert Gustavo Rossi | 29 de setembro de 2016 | Reply

        Gostaria, em primeiro lugar, agradecer muito pela atenção e pela aula!! Teria muito interesse que esse meu casos fosse estudado, porque realmente é algo que intriga e causa espanto. Em relação aos questinamentos do Dr.,segue as informações:
        1- Em minha rede, não há nenhum tratamento para a elevação desse Ph. O que me deixa muito confuso, uma vez que temos análise da água, na entrada da residência, com Ph próximo a 7 (análise realizada em data diferente da análise apontada no questionamento acima) e na análise, em outra data, da saída do chuveiro (que foi o local de coleta para o exame) aparece com o Ph 9.96.
        2. Essa análise que apontou o Ph 9.96, em que o local de coleta foi o chuveiro (que possui aquecimento solar), também foi realizado a análise cobre (0,001 mg/L), ferro (0,001 mg/L) e chumbo (0,001 mg/L).
        Espero que tenha respondido aos questionamentos. Fico a disposição, inclusive pelo e-mail, para trocarmos outras informações ou até amostras de água para eventual análise.

          Helbert Gustavo Rossi | 29 de setembro de 2016 | Reply

          Desculpa, o chumbo é 0,005 mg/L!!

    Erika | 27 de setembro de 2016 | Reply

    Boa trade
    Se a água que consumimos diretamente da torneira é considerada boa para consumo. Porque sempre que ficamos doente, os médicos pedem que a evitemos, sempre prescrevendo o uso de água mineral comprada? Fico confusa com tudo isso.
    Uso filtro de barro em casa, porque gosto do sabor que fica na água, e a 2 meses passei a usar a tal água de IBIRA, me mandaram o tal vídeo que já rodou na mão de muita gente, “a tal água milagrosa que o Dr Lair recomenda. 2 meses foram suficiente pra me fazer desistir do uso dela e não recomendar a ninguém, passei a ingerir menos água porque ela me estufava e começou a me dar náuseas, a principio não imaginava que era a tal água, mas resolvi fazer o teste, parei de usar por uma semana, cheguei a conclusão que a água milagrosa de ph 10,5 estava prejudicando meu sistema gástrico.
    Com isso aprendi que a internet mais atrapalha do que ajuda na questão saúde. Que ter saúde, leve uma vida saudável que é o que os médicos estão cansados de nos dizer, não precisamos soluções milagrosas de efeito rápido. Precisamos de conscientização quanto aos nossos hábitos de vida. Desde já obrigado

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 19 de outubro de 2016 | Reply

      Boa tarde Erika,

      Como laboratório e diante de centenas de milhares de laudos de análises de água emitidos nos últimos 30 anos posso lhe garantir que, hoje, a água sai das ETA´s (Estações de Tratamento de Água) das concessionárias (pelo menos das sérias) em condições de consumo e atendendo a padrões internacionais de qualidade que são muito semelhantes no mundo todo. Contudo, pode parecer estranho, mas a água que sai da sua torneira nem sempre é a mesma que saiu da ETA. Entre a ETA e seu copo de água existem tubos subterrâneos e, provavelmente, uma caixa d´água e os problemas estão aí na esmagadora maioria dos casos. Peço que leia o conteúdo do link abaixo para entender mais sobre o que estamos falando, mas n~]ao tenha a certeza de que comprar água de garrafão garante a qualidade do produto. Existe muita falsificação por aí também. Mas enfim, é nossa realidade. Atente ao fato de que, em razão dos canos subterrâneos pelos quais a água caminha da ETA até sua casa estarem “furados” e vazando, temos um sério problema. Quando eles estiverem cheios, será a água que vai sair e não a contaminação que vai entrar. Contudo, quando estiverem vazios (falta de água por algumas horas ou dias), a contaminação externa irá adentrá-los e quando a água voltar, essa contaminação vai parar na sua casa.
      Para saber mais :

      http://cohesp.com.br/bebedouros-de-uso-publico-como-garantir-qualidade-da-agua-manutencao-equipamento/

      http://cohesp.com.br/canos-vazando-quando-a-falta-de-agua-se-torna-um-problema-de-saude-publica/

      Obrigado por sua participação

    FELIPE CARDOSO | 29 de setembro de 2016 | Reply

    DIZEM QUE O PH DO SANGUE TEM LIGAÇÃO COM O PH DA AGUA EM QUE BEBEMOS,SENDO ASSIM,
    QUANTO MEAIS AGUA ALCALINA BEBEMOS ,MELHOR FAZ PARA NOSSO CORPO,
    DIZEM TAMBEM QUE NOSSO CORPO TEM MAIOR PARTE TOMADA POR LIQUIDO,
    ENTAO QUER DIZER QUE SE O CANCER SE DESENVOLVE EM LOCAL ACÍDO ,QUANTO MAIS LIQUIDO ALCALINO BEBERMOS ,MENOR DESENVOLVIMENTO DO CANCER,
    O LIQUIDO EM QUE BEBEMOS TEM SIM TUDO A VER COM NOSSO SANGUE ,
    TANTO QUE PARA AFINAR O SANGUE É INDICADO BEBER UM CALICE DE VINHO SECO CORRETO?
    PORQUE VOCES ESTUDIOSOS,TENTAM ENGANAR O PUBLICO?
    SERIA UMA FORMA DE DEIXAR O CANCER TOMAR CONTA DE UM CORPO,SABENDO QUE PODIA SER EVITADO?
    PORQUE HOJE CIENTIFICAMENTE FOI DIVULGADO QUE O REFRIGERANTE O MAIOR CULPADO DO DESENVOLVIMENTO DO CANCER?!
    FAZENDO ASSIM UMA PROVA VIVA QUE TUDO QUE BEBEMOS TEM LIGAÇAO COM O LIQUIDO DO NOSSO CORPO..
    REGULAR O PH DA AQUA EM QUE BEBEMOS ,EVITA O CANCER E DIMINUI AS FILAS DOS HOSPITAIS,
    BEBERMOS AGUA ALCALINA,TIRA DE LINHA OS REMEDIOS ,E EM TUDO ISSO TRARA PREJUIZOS PARA VOCES ESTUDANTES

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 19 de outubro de 2016 | Reply

      Boa tarde Felipe,

      Já falamos sobre isso inúmeras vezes neste canal, mas aparentemente algumas pessoas ignoram a realidade científica e insistem nos pensamentos mágicos, nas manchetes de revistas ou nos manuais dos produtos que às vezes elas mesmas vendem. Não sei em qual desses grupos você se encaixa, mas recomendo que encare sua realidade e um dia resolva deixar de lado os absurdos que escreveu e se disponha a aprender algo de util.
      Primeiramente, entenda que imaginar que o “câncer se desenvolve em ambiente ácido” é uma das maiores bobagens que ainda circulam pela internet, especialmente pela boca do pessoal que quer enganar ao próximo vendendo a milagrosa água alcalinizada. Desde que o câncer é câncer aparecem vendedores de milagres para salvar as pessoas vulneráveis, mas quem cura mesmo é a medicina às custas de muitos estudos dos quais sua ignorância desdenha até que um dia precise deles. Essa idéia de câncer se desenvolver em meio ácido é atribuída a um médico alemão, Dr. Otto Heinrich Warburg nos idos de 1931, quando recebeu um prêmio Nobel de medicina (não por essa tese). Hoje sabemos que tratou-se de um dos maiores equívocos dos referidos prêmios pois o tal doutor ainda não tinha os conhecimentos da genética, que só viriam em 1950 com Watson e Crick. Em 1931, percebeu-se que os tecidos no entorno dos tumores continham grande irrigação de sangue e isso ocorre de fato pois os tumores são formados de células que se reproduzem freneticamente e, portanto, necessitam de muito sangue, nutrientes e oxigêno. Percebeu-se, também, que esse sangue no entorno dos tumores tinha o pH ligeiramente mais ácido e vem daí a grande confusão que os menos avisados ainda usam para enganar os demais. Ocorre que, quando nossas células estão se reproduzindo, elas consomem oxigênio e liberam gás carbônico. Essa troca gasosa acidifica ligeiramente o sangue por captar esse gás carbônico. Aí está a grande confusão. O doutor alemão tomou a causa pelo efeito e vice-versa. O sangue tornou-se ácido pelo fato do tumor estar se desenvolvendo, mas não que o sangue ácido ajude o tumor a se desenvolver. Quando existe fumaça, existe fogo, mas não que a fumaça ajude o fogo a aumentar. A partir daí começou-se a imaginar que ambientes alcalinos trariam dificuldades à evolução de tumores o que, hoje se sabe, não tem o menor fundamento.
      Caso você realmente esteja interessado em diminuir as filas dos hospitais, evite propagar bobagens e estude um pouco mais. Saiba que existem milhares de pessoas pelo mundo estudando muito para fazerem as pessoas viverem mais e melhor, e que às custas dos estudos dessas pessoas, hoje já conseguimos curar mais de 80 % dos casos de câncer diagnosticados precocemente. Espero que você e seus amigos e familiares nunca necessitem desses profissionais mas, se um dia precisarem, vai refletir com menos indelicadeza e mais gratidão a todos.

      Obrigado por sua participação, embora dispensável e estúpida.

    Francisco Carlos | 2 de outubro de 2016 | Reply

    Alguns conceitos de quimica estavam sendo usados erroneamente aqui na net e ja entrei em debate com alguns deles e o sr. vem nos auxiliar com respostas dentro da realidade moderna de nossa ciencia. Causa estranheza o milagre que este pessoal dava ao tal “limao alcalino”, que nenhuma teoria positivava como remedio. Outro é o tal da agua alcalina, e eu ja tinha ate feito uma pergunta ao medico palestrante autor desta tese ; Como o estado iria proceder onde o pH daquela regiao;/cidade estivesse com valor abaixo de 6,0? Nao seria um problema de saude publica? Apareceu algumas orientações de aplicar bicarbonato, carbonatos, etc… a qui custo?? Nao seria previliegiar alguns abastados a comprar agua com pH 8,0 em embalagens diversas , enquanto que a população beberia agua com pH ruim.
    Pergunto: Nao e um desconhecimento total do equilibrio acido/base existente no nosso organismo?
    Muito obrigado, devo usar boa parte de tuas respostas em meus ensinos, mas confesso que alguns conceitos que voce nao esta entrando em detalhe , temos que atuar sozinhos nas respostas tais como: dureza da agua da pedra nos rins? E duro mostrar que nao. Outro: Em caso de acidente com ac. sulfurico nao usar neutralizantes e sim muita agua.
    Convido a dar uma palestra em nossa cidade,.
    Atenciosamente.

      Rogério Felisoni
      Rogério Felisoni | 19 de outubro de 2016 | Reply

      Boa tarde Francisco,

      Nosso objetivo neste canal é prover informação isenta e confiável dentro do tema água. Contudo, pela óbvia abrangência do tema, as perguntas que nos chegam têm o mais variado espectro de interesses e procuramos responder a todas, dentro de nossa capacidade técnica e de tempo. Não temos o objetivo de travar grandes discussões químicas até porque nossos leitores não são propriamente formados no assunto e os debates se tornariam enfadonhos e contra-producentes, razão pela qual abordamos os conceitos químicos apenas quando imprescindíveis e, ainda assim, de uma forma o mais leve possível sem comprometer o entendimento da resposta e sua base técnica.
      Sobre os cálculos renais, não existe evidência médica dando conta de que a dureza elevada por si só produza a nefrolitíase. Existe uma confluência de fatores dentre os quais está a predisposição genética. Contudo, dureza em água significa a medição dos carbonatos de cálcio e o cálcio é a matéria prima para a formação de um tipo comum de cálculo renal (o de oxalato de cálcio). Dessa forma, a dureza da água contribuiria na medida em que fornece o Cálcio. Entretanto, a quantidade de Cálcio que se ingere através da água é, normalmente, insignificante em relação àquela que ingerimos através de nossos alimentos, devendo ser esse o foco de nosso controle quando queremos controlar a ingestão dos diversos nutrientes de que necessitamos ou que queremos evitar.

      Obrigado por sua participação

    altieres | 3 de outubro de 2016 | Reply

    Bora tomar refrigerante até estourar kkkk.

      admin | 7 de outubro de 2016 | Reply

      Bom dia Altieres,

      Seu comentário jocoso traz a verdadeira abordagem sobre o problema dos refrigerentes – que nada tem a ver com o pH dos mesmos. Refrigerantes “comuns” (aqueles que não são “light”) contêm uma concentração gigantesca de açucar, produzindo picos elevadíssimos na glicemia de quem os consome. Em longo prazo, isso é um convite à obesidade e, possivelmente, ao diabetes tipo 2. Aqueles que são ditos “light”, não utilizam açúcar como adoçante, reduzindo esse problema relativo ao aumento de glicemia (açúcar no sangue). Contudo, é bastante comum que tenham elevada concentração de sódio, um convite poderosíssimo à hipertensão. Veja que, nos dois casos, dá mesmo pra “estourar de tanto tomar refrigerantes”como você brincou em seu comentário. Mas isso nada tem a ver com o pH dos mesmos.

      Obrigado por sua participação

      admin | 7 de outubro de 2016 | Reply

      om dia Altieres,

      Seu comentário jocoso traz a verdadeira abordagem sobre o problema dos refrigerentes – que nada tem a ver com o pH dos mesmos. Refrigerantes “comuns” (aqueles que não são “light”) contêm uma concentração gigantesca de açucar, produzindo picos elevadíssimos na glicemia de quem os consome. Em longo prazo, isso é um convite à obesidade e, possivelmente, ao diabetes tipo 2. Aqueles que são ditos “light”, não utilizam açúcar como adoçante, reduzindo esse problema relativo ao aumento de glicemia (açúcar no sangue). Contudo, é bastante comum que tenham elevada concentração de sódio, um convite poderosíssimo à hipertensão. Veja que, nos dois casos, dá mesmo pra “estourar de tanto tomar refrigerantes”como você brincou em seu comentário. Mas isso nada tem a ver com o pH dos mesmos.

      Obrigado por sua participação

      Francisco Carlos | 13 de outubro de 2016 | Reply

      Talvez fora do tema, mas se pudesse gostaria de ver a tua opiniao sobre os refrigerantes, em função do pH. Ja sabemos da ma qualidade destes quando utilizam sal e açucar em suas formulas. Pode o pH em torno de 3,0 nestas bebidas prejuducar a saude dos uzuarios?

        Rogério Felisoni
        Rogério Felisoni | 19 de outubro de 2016 | Reply

        Boa tarde Francisco,

        Falamos sobre os refrigerantes em algumas respostas acima, recomendo que dê uma repassada. De toda forma, o pH dos refrigerantes, assim como da maioria dos sucos de frutas naturais (laranja, abacaxi, goiaba, maçã verde, e tantos outros) giram nessa faixa, entre 3.0 e 4.0. Contudo, não são propriamente ácidos do ponto de vista químico, mas “soluções de caráter ácido”. Ao entrarem no estômago, encontrarão um ácido extremamente forte (HCl) e um ambiente de pH em torno de 2.0, o que significa que não haverá influência alguma, tratando-se de um indivíduo saudável. O problema dos refrigerantes está ligado a alta concentração de açúcar e sódio que, ao longo do tempo pode levar seus consumidores frequentes à obesidade, diabetes e hipertensão. Nada a ver com pH.
        Aproveitando a sua pergunta e já que voltamos ao tema, já houve algumas publicações aqui em que o participante dizia que sempre que tomava refrigerante sentia “queimação no estômago”. Essa queixa é frequente em quem sofre da doença do refluxo gastro esofágico (DRGE) e a sensação de “queimação” não é no estômago, mas no esôfago. Isso é comum em pessoas obesas (comum em consumidores de refrigerantes) por exemplo. Ocorre que, por conta da DRGE, o esôfago do indivíduo sofre ação dos ácidos estomacais (lembra ? o HCl) e seu epitélio (tecido em contato com o meio interno do esôfago) torna-se sensível à passagem de substâncias de caráter ácido. Não apenas os refrigerantes trazem essa sensação de queimação em quem tem refluxo. Qualquer suco de frutas pode fazer o mesmo. Talvez essa seja a condição a levar as pessoas a imaginarem que o problema dos refrigerantes é o pH e a sairem por aí vendendo filtros para alcalinizar água.

        Obrigado por sua participação

    Everaldo | 6 de outubro de 2016 | Reply

    Caro Rogério.

    Fiquei com uma dúvida depois de ler todo o debate. Se o pH da água é irrelevante, porque existe uma portaria do Ministério da Saúde recomendando que a água consumida no Brasil tenha um pH na faixa de 6 a 9,5?

    Grato pela atenção,

    Everaldo

      admin | 7 de outubro de 2016 | Reply

      Bom dia Everaldo,

      Se você tiver um temp[o, verifique que essa pergunta já foi respondida várias vezes em outros comentários. Primeiro, reitero que jamais dissemos que o pH é irrelevante. O pH é uma variável extremamente importante nas reações químicas. O que dissemos é que o pH da água que consumimos não tem a menor influência sobre o pH do sangue de um indivíduo saudável e que não é o responsável por produzir doenças e nem por realizar curas, embora existam equipamentos à venda no mercado que prometem deixar a água alcalina para esse fim. A razão da recomendação do pH da água produzida nas ETA’s estar na faixa entre 6.0 e 9.5 está relacionada aos processos de tratamento e transporte da água tratada. Veja que existem águas minerais, especialmente as gaseificadas, que têm pH inferior a 5.0 e nem por isso oferecem risco à saúde humana.

      Obrigado por sua participação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *